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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

QUANDO A JUSTIÇA CHAMA A CIDADE A RESPONSABILIDADE É PORQUE ESTÁ FALTANDO... RESPOSABILIDADE! E MAIS: MINHA SUGESTÃO A MARIA LISBOA, É HORA DAR O FORA

(data original das postagem:  Publicado em 23/12/09 03:12)
Pois é, amigo leitor, esse texto não é pequeno, mas, ao final, você verá que o meu esforço de escrevê-lo e o seu de lê-lo terá valido a pena. É um dos posts mais esclarecedores que já fiz.

A justiça acaba de condenar os prédios onde estão as escolas municipais: Helena Branco, Milton Campos, Joaquim Drumond e Professor Nemésio. Tais prédios que estão em péssimas condições, são também alugados. Dessa forma, estamos diante do improviso do improviso, porque escolas devem funcionar em prédios próprios, estas além de estarem em locais provisórios estão em "uma precariedade enorme", palavras da própria secretária de Educação.

Na sequência eu apresento a entrevista que eu fiz com a Professora Maria Lisboa, a secretária de Educação, comento suas respostas em azul.

Eu, Leonardo - Professora a senhora não acha que foi um lapso do Governo Maroca não ter agindo antes e priorizado a construção, a reforma, a melhoria destes prédios?
Secretária - Não, definitivamente, a mais todos são testemunhas que as escolas tem uma precariedade enorme e se em 4 anos anteriores não se conseguiu achar uma solução, muito menos nós poderíamos ter achado em um ano. Os prédios são alugados eles têm que ser substituídos. Nós neste ano conseguimos fazer as plantas da escola Nemésio que vai ser construída e da escola Helena Branco já temos área e tudo para essa construção, a construção vai acontecer no próximo ano, acho que em um ano já foi um avanço muito grande. E em relação as escolas infantis nós estamos aguardando um projeto do Ministério da Educação que também ficou de mandar recursos no próximo ano.
Errado Professora. Faltou o seu chefe dirigir a prioridade dele focada na reforma do Estádio Joaquim Henrique Noqueira, a Arena do Jacaré, para o que é importante de verdade e desesperadamente urgente como são as escolas de nossa cidade. Se estou errado mande-me uma foto que seja onde o seu chefe tenha feito o mesmo esforço que se vê na foto a direita, em que esse suposto prefeito, trata com o diretor do Departamento Estadual de Obras de Minas Gerais (DEOP-MG), João Antônio Fleury, sobre a ampliação e melhoramentos da Arena do Jacaré. Aliás, a senhora e a cidade sabem do respeito que tenho pela sua capacidade, mas estou certo que ao lado dessa tartarga retardada e regressiva corres um sério risco de ter a sua imagem de grande educadora maculada.

Eu, Leonardo - Mas o Estado, por exemplo, negou recursos para escola Helena Branco quando a senhora esteve lá. Existe algum recurso?
Secretária - Nós temos um recurso próprio que pode e é..., pelo menos uma escola ele poderá construir. O Nemésio é certo até porque a planta já está pronta porque a gente tem recurso, mas mesmo assim vamos reivindicar um apoio da União para as construções.
Não entendi se tem o recurso porque "reivindicar um apoio da União para as construções"? Peça, então, para outras escolas. A propósito, essa escola que teve de abandonar o terreno onde estava (SERPAF) por causa do afundamento do solo e risco desabamento irá voltar para o mesmo lugar, onde existe o risco de abatimento do solo? Ignorar as AMEAÇAS deste lugar é um crime de irresponsabilidade com a vida das crianças e com o dinheiro público. Ou o que me diz desta imagem oficial do lugar (TERRENO SERPAF) com TRINCAS NO SOLO, 4 CAVERNAS E FRATURA NA ROCHA, como confidência o relatório da Prefeitura??? Vai construir aí uma tragédia certa, ISSO É CRIME. Vejam onde querem reconstruir a Escola Professor Nemésio (clique na imagem para ver melhor o risco mapeado pela própria Prefeitura:

Eu, Leonardo - Finalizando, Professora que solução a senhora vai dar agora para esse problemão que vocês estão com ele na mão?

Secretária - É uma coisa que eu posso dizer, por enquanto, é que todos os alunos continuarão estudando no próximo ano.
Mas a senhora também foi a Câmara e prometeu que faria novas escolas ainda esse ano e não cumpriu.

ADEMAIS, ACORDE, PROFESSORA MARIA LISBOA!
Bem, sabe qual é o verdadeiro compromisso do seu chefe e suposto prefeito?, as imagens a seguir são bem mais eloquentes do qualquer palavra que eu possa empregar:


Estas imagens acima foram usadas no post do dia 9 de novembro de 2009 (ISSO LÁ É HORA PARA FESTAS?), que vai a seguir em azul. Bem, até parece que eu estava prevendo o que iria acontecer, leiam senão todo, pelo menos o que vai grifado, volto com uma pequena notinha para a Professora e a cidade em geral e os edis em particular:

ISSO LÁ É HORA PARA FESTAS?
Parece amolar pouco o prefeito a situação caótica da cidade, é o que as imagens dele em três eventos festivos publicadas pelos jornais Notícia, Hoje Cidade e Sete Dias, neste final de semana revelam. É contrastante, para dizer o mínimo, a farta aparição do prefeito em momentos festivos enquanto a cidade vive momentos de tristes desespero e vergonha como o cancelamentos de centenas de cirurgias e a comprovação dos indícios de corrupção dentro da máquina pública municipal, denunciado pela oposição, através do atuante vereador Caio Dutra (PMDB).

O prefeito que disse que "esse governo não rouba e não deixa roubar" é obrigado a admitir publicamente que a coisa não é bem assim; o candidato que prometia mais e melhor a saúde, entrega menos e pior saúde. Quanta contradição agravada pela demonstração visual de que não estou nem aí.

Ou o que podem dizer essas imagens acima senão o stress zero do chefe do executivo com os problemas da cidade. Enquanto a cidade experimenta o caos dos serviços públicos municipais, seja a falta de escolas decentes, a água suja que é entregue à população, a limpeza urbana precária ou o hospital lotado de pessoas nos corredores sem médicos nem mesmo alí para lhes dar assistência, o prefeito vive uma semana festiva. Ele está a passeio?

Ora é claro que isso está errado. Agora, é que o prefeito deveria estar usando a sua suposta "força política com o governador e com o governo federal" para socorrer a cidade das tragédias sociais que experimenta; esse é o momento de vermos a foto do prefeito com secretários de estado, governador, ministro e até presidente da República em busca de soluções emergenciais para uma população que pena. Mas não, me aparece o senhor Maroca (PSDB) ao lado das candidatas a miss férias, entregando trofel e confraternizando-se, e para piorar acompanhado dos vereadores da base Claudinei Dias do PT, Marcelo da Cooperseltta (PMN) e Milton Saraiva (PP) (esse não tem nem água em casa nos finais de semana e tem que amolar os vizinhos) que parecem seguir o ritmo de "confraternização" do prefeito. Santo Deus! Tudo isso é um tapa na cara.

Encerro
O mesmo, suposto prefeito, que encontrou tempo para a badalação acima foi o Prefeito que não encontrou o tempo para prestigiar o lançamento do Programa Mais Educação, que você, amiga, lançou lá na Unifemm, lembra-se? Pois é professora a permanecer neste governo a senhora tenha a certeza de que vais macular seriamente a sua reputação. É impossível Professora avançar mais do que milagrosamente a senhora já conseguiu até aqui, sozinha, e contra todos, sinceramente, acho que a melhor coisa que a senhora faz para por sí e até mesmo pela educação local é largar esse governo. Certamente suas vitórias até agora serão reconhecidas e seu gesto compreendido, por muita Gente que precisa saber o que está acontecendo aqui, como o Professor Anastasia que tem sido responsabilisado pelo que não tem responsabilidade. E mais: em BH a senhora fez muito porque tinha um prefeito de verdade com compromisso de verdade com a educação, aqui o Cara veio a passeio. Tá na Cara!
E só mais duas palavrinhas, agora, para cidade em geral e para os vereadores em particular. Vamos lá. Senhores a capacidade de endividamento que nós temos e empregamos para fazermos o que temos oferta de investimento é o que falta para áreas sociais e de infraestrutura, de atuação, restritamente, pública como escolas.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

NESTE POST: A ENTREVISTA SOBRE A SUA DEMISSÃO COMO SECRETÁRIA E TAMBÉM MARIA LISBOA REVELA PORQUE NÃO FORAM CONSTRUÍDAS E NEM REFORMADAS ESCOLAS E CONTA QUEM É O RESPONSÁVEL. ABAIXO MINHA SUGESTÃO A ELA PARA DAR O FORA 1 MÊS ANTE DE MAROCA APRONTAR COM ELA

(data original da postagem: Publicado em 18/01/10 05:58)
É simples de entender porque, leitor amigo, em um ano, não foi construído uma escola municipal em Sete Lagoas. A razão é, pasmem, "levou um ano para ter uma planta, que nem era assim tal coisa", revelou a ex-secretária de Educação, Maria Lisboa em entrevista a rádio Cultura, que eu havia perdido, mas graças a gentileza do amigo Fernando Padrão, já tenho uma cópia que está em áudio neste post abaixo.

Apesar de toda elegância e ética da professora Maria Lisboa na primeira entrevista pós governo Maroca, as suas explicações de caráter público põe a nu toda inoperância desse governo e do prefeito. A experiente secretária disse que como não faltava recursos chegou a iludir-se em relação a construção das escolas, que avaliou que seriam feitas muito rapidamente. "Bom, eu na minha ilusão apesar toda minha experiência ter sido na área pública eu acreditei piamente, até porque do ponto de vista de recursos esse não era tanto o problema, que rapidamente nós iniciaríamos as construções."

O que ela não sabia é que estava diante de um prefeito incompetente, pior que não tinha e não tem compromisso em, mesmo tendo a disposição o dinheiro, investir na oferta dos bens públicos a população como educação, saúde... Não interessa e é essa verdade que tem que ser compreendida de uma vez por todas a esse governo fazer coisas que possam de alguma maneira estimular o crescimento de que tanto eles temem. Por isso se está deixando ou retardando a construção de escolas, hospitais... Entenderam? Aliás, essa frase dita por uma das pessoas mais próximas do prefeito diz muito sobre indisposição de atendimento das demandas prementes da nossa população: "Se fosse urgente já teria sido feito pelo governo passado", esse vagabundo se referia a não ter pressa na construção das escolas. Vejam a seguir a resposta de Maria Lisboa a pergunta formulada por João Carlos, que revela toda "lentidão" criminosa dessa gente:


João Carlos - Outro assunto pontual que repercutiu demais no final do ano, fechamento de escola: o que levou a essa medida, levou o ministério público, incluindo corpo de bombeiro e tudo mais para que estabelecimentos fossem fechados no lugar que funcionavam?

Mária Lisboa - Bom, desde que assumimos a secretaria, o quadro, aí a gente distinguir são quatro escolas que foram interditadas, mas eu vou fazer referência a duas primeiro, porque são situações um pouco diferenciadas. Desde que assumimos a situação do prédio alugando do Helana Branco, da Escola Muncipal Helana Branco e do prédio aluga da Escola Nemésio, era uma situação caotica e que exigia realmente alguma medida. No início do ano logo que assumimos, ouvindo os técnicos e profissionais da secretaria, a sugestão era de remanejar já aquela época os alunos para outras escolas, inclusive escolas próximas da casa porque o Helena Branco fica numa região onde não há muita população. Então ele não serve a população local propriamente, então a ideia é remanejando esses alunos, enquanto construíamos um novo prédio do Helena Branco pro qual já existia um terreno doado pela Fumep, já pronto pra receber projeto e construção. Então essa foi a questão do Helena Branco.

Em relação ao Nemésio mais ou menos a mesma coisa, existia uma área que havia sido do Serpaf já definida, foi sediada a prefeitura prontinha para receber o projeto também, planta e a construção de nova escola infantil. Bom, eu na minha ilusão apesar toda minha experiência ter sido na área pública eu acreditei piamente, até porque do ponto de vista de recursos esse não era tanto o problema, que rapidamente nós iniciaríamos as construções e até no caso da educação infantil eu imaginei que a gente conseguiria concluir a construção. Era uma construção que estava mais adiantada, mas aí você sabe a secretaria de Educação não tem uma autonomia e ela é dependente da licitação, obras, da licitação de obras, procuradoria e do mundo... Da secretaria de Administração e tudo mais.

Então assim a lentidão para se chegar aos projetos a construção das escolas foi muito grande. Então no final do ano parecia que nada tinha sido feito. Embora muito tivesse sendo feito do ponto de vista das providências, fazer pra fazer a planta e tal. Mas levou um ano para ter uma planta (!!!), que nem era assim tal coisa, levou um ano, a planta do nemesio e planta do Helena Branco, levou um ano, um ano para as coisas saírem do lugar.

E então quando foi final de Setembro, princípio de outubro, a promotora a Simone chamou o prefeito e a mim, ela recebeu parece que da comissão da Câmara Municipal, aí no caso o Reginaldo que o presidente a denúncia da falta de condições e aí recebeu isso em relação as quatro escolas, a Escola Milton Campos fica no centro, o Helena Branco, o Nemésio e a Escola Infantil Joaquim Drummond. Bom, quando nos fomos, fomos com o prefeito a promotora foi muito clara dizendo que nós teríamos de apresentar um plano para a resolver esse problema, e que ela até admitia que até o final do ano a gente continuasse nessa situação, mas que tinha de apresentar um plano pra, em 2010, para estamos numa situação diferente, pra ela analisar.

Nós saímos dali fizemos uma grande reunião no gabinete do prefeito estava o procurador Leonardo, a Fumep que estava responsável até hidráulico, projetos especiais da escola do Nemésio, secretária Obras, Licitação, porque eles é que são responsáveis por essa ação que seria de construção, de melhoria de obras e tudo mais.

Bom, dessa reunião saiu um cronograma para consertar a Milton Campos, consertar a Joaquim Drummond, acelerar o processo do Helena Branco, acelerando o processo do João Herculino que foi cedida ao município. E e então um cronograma poderia apresentar né, pra, a promotora Simone, acho que ela nos deu 15 dias para apresentar as alternativas que nós tavamos encontrando. Bom, fizemos esse cronograma no gabinete com a participação de todos, quando foi uma semana depois, AS VÉSPERAS DE ENTREGAR PARA A PROMOTORA, O PLANO QUE NÓS TÍNHAMOS, COM O CRONOGRAMA. TODOS OS PRAZOS JÁ ESTAVAM FURADOS, os prazos previstos já estavam furados, então alguma coisa que ia ficar pronta no dia 10 de outubro, já tinha sido, o setor já vinha falando que era para 21 de outubro, pra não sei quando, não sei quando...
Bom, foi feito um novo cronograma aí esse cronograma era complicado porque ele jogava muito pra frente, não haveria o tempo pra essa construção e, então, eu tomei esse cronograma, nós fizemos esse cronograma com ações, data e responsáveis. EU TOMEI O CRONOGRAMA QUE HAVIA SIDO FEITO ANTERIORMENTE O NOVO CRONOGRAMA LEVEI AO PREFEITO. [E DISSE] - SR. [PREFEITO] VAI VER AÍ QUE NA COLUNA DO RESPONSÁVEL NÃO EXISTE UM ITEM QUE SEJA DE RESPONSABILIDADE DA EDUCAÇÃO, que agora toda a responsabilidade por essas ações elas estão fora da educação. E como houve cronograma que já tá furado, foi feito um novo jogando prá frente, eu não tenho uma autoridade pra poder dizer se essas coisas vão ser assim, entreguei pra ele e falei - olha quem pode assumir responsabilidade por entregar esse cronograma e por garantir que ele funcione é só prefeito.
E aí o documento que vai ser entregue a promotora se comprometendo com essas datas e exatamente é o prefeito, que tem, tinha, de assumir porque eram áreas sob a responsabilidade dele. O que foi decidido é que a promotora que se assinasse o TAC, o tal Termo de Ajuste, é a avaliação que houve que em última instância da responsabilidade do prefeito que não deveria ser assinado o TAC, e nesse sentido a resposta foi de que estávamos tomando providências e pra quando, e ai promotora fez o mandato e juiz então determinou que estas escolas não podem funcionar, interditou o funcionamento dessas escolas . E a gente teria de garantir ou novas condições ou então redistribuir os alunos.


ENTREVISTA EM AUDIO DA EX-SECRETÁRIA MARIA LISBOA:

COMPETÊNCIA NESTE GOVERNO É ATÉ INSULTO AOS PROPÓSITOS DO CHEFE

(data original da postagem: Publicado em 12/01/10 03:02)
Ainda afastado dos acontecimentos do dia a dia fico sabendo extra-oficialmente da demissão das secretárias Lea Braga (PT) e Maria Lisboa. Elas teriam deixado o governo nesta segunda-feira.

A conclusão que já cheguei a muito tempo e não em função desses possíveis episódios é que no governo Maroca competência é irrelevante, desperdiçada e pior é um atributo até negativo. Explico-me. O governo Maroca é ou era, sei lá, formado em boa parte por um time de pessoas competentes: Lea Braga, Maria Lisboa, Estevão Bakô, José Oleans entre mais um ou outro aí. Vejam que esses profissionais têm em suas áreas um respeitado currículo de resultados fora daqui, entretanto, em Sete Lagoas suas competências não faz nenhuma diferença. Ao contrário até.

Se eles fossem vaguinhas de prezepio que só quisessem ganhar o seu salário e não pensar, planejar, vislumbrar e fazer eles se encaixariam como luva no projeto provincianismo-famíliar da gestão atual. Ah, assim: digo atual porque não podemos esquecer que esse negócio familiar em "Sélagoas" vem de longe e quer ir longe - acho que localmente vou ter que fazer um aliança tática com os petralhas para a gente por fim nisso.

Aliás, o outro grupo familiar que sempre esteve no poder e aprendeu a passar a coisa de pai para filho já tem um membro seu versão 2012 na praça, não é mesmo? Bem, mas continuando a falar da competência inútil para esse governo o que a cidade está assistindo é que sempre foi dito aqui muito, muito antes da eleição de Maroca: trata-se da velha cultura, onde a alternância de poder não significa mudança apenas a renovação, para parecer novo e continuar tudo do mesmo jeito ainda que um grupo seja mais populista-assistencialista; outro mais elitista-saudosista. Leiam em azul o que eu disse aqui no blog no dia 2 de março de 2008 (bem antes da eleição), volto em seguida.

A velha cultura
Ao longo de décadas, a alternância do poder político em Sete Lagoas, pouco contribuiu para modificar alguns valores arraigados em boa parte da sociedade local. E entre os quais se destacam o patrimonialismo e protecionismo. Tais valores têm influenciado decisivamente, ainda hoje como ontem, o debate e o processo decisório tanto na esfera pública como no universo privado; tanto nas grandes como nas pequenas questões. E a conseqüência mais danosa dessa velha cultura é a de emperrar e/ou atrasar o progresso do município, das instituições, das empresas e das pessoas.
É o que não se cansa de repetir aqui: Maroca está em contradição com o momento de Sete Lagoas, ele seria o prefeito perfeito se nós estivéssemos em 1950, 1940... Para 2010 ele é um perfeito tolo. Imagine trabalhar com um chefe desses como o Maroca: você vê as oportunidades, sabe como alcançá-las, mas o cara insiste em não enxergar, exatamente, para não ter que fazer, construir, desenvolver, progredir e crescer.

Assim, o que adianta técnicos competentes, visionários para ficaram neste mambembe. A única coisa que esse pessoal significou para o governo Maroca foi um "ganho de imagem" gerencial como tudo o que é feito neste governo: é só casca, tinta, maquiagem, muita gente já deve estar aprendendo o que aqui se sabia muito antes da posse qual é a dessa gente, que o digam os petistas que agora começam a ficar bravos ao saberem que formam "explorados"...

Quanto as amigas Lisboa e Lea se realmente estiverem deixando o governo vai o meu abraço e o desejo de sucesso. E só lembrá-las que as suas competências não combinavam mesmo com essa mediocridade reinante.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"ESTARÁ SETE LAGOAS DANDO O PASSO CERTO?"

(DATA ORIGINAL DAS POSTAGEM: 10/11/09, ÀS 01:40)

Até então eu estava sozinho na tentativa de chamar a atenção da sociedade para o encaminhamento da questão sócio-ambiental-sanitário de Sete Lagoas. Ao que parece não estou mais. O jornal Hoje Cidade em um primoroso Editorial, intitulado "Questão em Aberto" sintetiza as questões chaves da discussão que NÃO está sendo feita pela cidade. E provoca: "ATÉ AQUI, POUCO FOI DISCUTIDO E NADA ESTÁ RESOLVIDO. OU TUDO JÁ ESTEJA RESOLVIDO SEM CONHECIMENTO DO POVO."

Além alertar a sociedade para falta de discussão o jornal fez as perguntas fundamentais. Sim, não são novas para o leitor deste blog, mas pela relevância que têm, merecem mesmo serem feitas por cada vez mais gente que pensa no futuro dessa cidade, como o editorialista do jornal, o Márcio Vicente. Aliás, elas se parecem mais afirmações deste grande mestre que questionamentos, vejam o que o jornal perguntou:

1) O processo de tratamento da água do Velhas que abastecerá a Cidade é suficientemente adequado?;

2) A seqüência lógica não seria primeiro despoluir o Rio para depois captar sua água para atender à população?;

3) Quem vai bancar o elevado custo de implantação do sistema de tratamento e, depois, quem vai pagar a conta, se a água aqui fornecida já tem tão elevado preço?;

4) Afinal, o SAAE tem mesmo capacidade financeira e estrutura gerencial para responsabilizar-se por um projeto de tal envergadura?

5) ESTARÁ SETE LAGOAS DANDO O PASSO CERTO?

E o Editorial toca na ferida, ao tratar o "compromisso", quer dizer, o endividamento irresponsável que está sendo feito pelo governo Maroca, uma conta que recai nos ombros do povo elevando o peso desse caro negócio de 70 milhões de dívida para a população pagar. Leiam esse trecho:

"A OPINIÃO PÚBLICA PRECISA SER MELHOR INFORMADA E NENHUM COMPROMISSO DEVE SER FIRMADO SEM QUE O POVO TOME CONHECIMENTO PLENO DO COMPROMISSO FEITO EM SEU NOME. A captação do Rio das Velhas para o abastecimento da Cidade, a despoluição desse curso d’água e a proposta de esgotamento sanitário de Sete Lagoas, queiramos ou não, é uma questão ainda em aberto."

Voltei

A grata satisfação que tenho é ver que a opinião pública começa a indagar-se sobre o que estamos fazendo ou não para resolver "a velha questão" da água e do esgoto sanitário que tanto atormenta a população. Algo deveras vexaminoso para cidade que fica há 60 KM de Belo Horizonte, no centro de Minas Gerais, que também vê cidades vizinhas, bem menores, passarem a sua frente em qualidade de vida, enquanto Sete Lagoas se isola atrás de um muro mental de uma classe dirigente arcaica, que ainda tenta segurar o crescimento da cidade para preservar os privilégios dos velhos grupos. Estamos na Berlim Oriental de Minas Gerais: Sete Lagoas.

Tá passando da hora de derrubar esse muro mental. E a minha esperança se renova quando vejo que essa luta que travo ganha a adesão de outras pessoas que também tem a coragem de enfrentar a minoria que segura o progresso. Desta feita, o escritor, pensador e jornalista, Márcio Vicente, a quem eu tenho grata satisfação de ter leitor diário, nos é um exemplo inspirador de contribuição cidadã. A propósito, fiz questão de lhe telefonar para parabenizando-o e ao jornal, ao que ele me comentou que acompanha com atenção o assunto aqui e sugeriu que é fundamental a sociedade discutir a questão.

Ao debate Sete Lagoas.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sete Lagoas é uma pedra no caminho da Meta 2010, diz projeto Manuelzão

(DATA ORIGINAL DAS POSTAGEM: 09/11/09, ÀS 11:33)
Esta materia a seguir havia me passado despercebida. Ela trata dos impecílios para o cumprimento da Meta 2010 e diz que Sete Lagoas é uma pedra no caminho, assim como Sabará. Na mesma revista do Projeto Manuelzão tem uma fala do prefeito de Sete Lagoas. “O que foi passado para o Manuelzão não é a realidade. Sete Lagoas já fez várias coisas para o tratamento de esgoto e foi tachada de monstro.” Gostaria saber o que Sete Lagoas já fez para tratar o esgoto. Leiam a matéria:
*
A Expedição passou. Com algumas pedras no meio do caminho, a viagem era interrompida: será possível navegar, pescar e nadar no Rio das Velhas? Em alguns lugares sentia-se o êxito da empreitada, já em outros a sensação era de que a Meta estava longe de ser alcançada.

A maior parte das cidades conseguiu equacionar o problema do tratamento de esgoto, que é prioridade para a revitalização da bacia. Elas fizeram seus projetos, conseguiram os recursos e algumas até iniciaram as obras. Mas outras como Sabará, que lança seus esgotos in natura no Rio Sabará, Velhas e no Córrego Cebola, e Sete Lagoas, que lança nos córregos Matadouro, Tropeiro e Diogo, ainda não resolveram seus problemas. Além disso, o distrito de Sabará, General Carneiro, lança seus efluentes no Ribeirão Arrudas depois da Estação de Tratamento (ETE).

De acordo com um dos coordenadores do Projeto Manuelzão, Thomaz da Matta Machado, o problema é que as duas cidades são de grande porte, com mais de 200 mil habitantes, não captaram recursos e nem definiram efetivamente ações para o tratamento de esgoto.
Soluções que são fundamentais para a Meta 2010.

Luz e sombra
Expedicionários e moradores debateram intensamente, durante a Expedição, os problemas de Sete Lagoas. A capacidade do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, SAAE, foi um dos pontos de discussão. Segundo o superintendente de comunicação da Copasa, Henrique Bandeira, em 2007 a empresa ofereceu para o município a substituição de encanamento, implementação de interceptores e a construção de uma estação de tratamento para o esgoto da cidade. Em troca, a Copasa assumiria os serviços de água e saneamento. O custo das obras era de 65 milhões de reais. “As redes de esgoto que encontramos eram mal dimensionadas, muitas vezes com interligação de esgoto com água de chuva, o que provoca refluxo de esgoto dentro da casa e mau cheiro nas bocas de lobo”, explica.

Para o prefeito de Sete Lagoas, Mario Campolina, Maroca, não houve um encaminhamento adequado das propostas da Copasa, que teriam sido pouco debatidas. Além disso, para o secretário de meio ambiente de Sete Lagoas, Lairson Couto, parte da população acreditava que o SAAE não precisaria ser substituído pela Copasa. “Por causa desse sentimento de que o SAAE é nosso, a população e os políticos se dividiram e o prefeito da época, na véspera das eleições, decidiu optar pelo SAAE”, esclarece. Apesar dos problemas administrativos e da falta de recursos, para o secretário, ele tem solução. “O SAAE tem recuperação, o que falta é vontade política e dinheiro. O que o Estado fez para
ajudar Sete Lagoas?”, questiona.

Segundo o prefeito, atualmente o município está buscando recursos no Ministério das Cidades para a construção de uma grande ETE no Córrego Matadouro, orçada em 50 milhões. O projeto já está em Brasília e Sete Lagoas aguarda a liberação dos recursos.

Além disso, Lairson explica que o município pretende recuperar pequenas ETEs distribuídas na cidade que teriam a capacidade de tratar cerca de 3% dos efluentes e está construindo emissários de esgoto, no córrego do Matadouro. O município conta ainda com 23 milhões de reais para o projeto de urbanização de favelas e retirada de pessoas que moram próximas aos leitos dos córregos.

Com a execução desse projeto, segundo Lairson, o município irá tratar cerca de 80% do esgoto. E resume: “Antes faltava vontade política, isso não falta mais, só recursos”. A expectativa, segundo o prefeito, é que as obras fiquem prontas em um ano e meio.

quinta-feira, 3 de março de 2011

GOVERNO E OPOSIÇÃO: SOMOS TODOS IGUAIS?


Sabemos todos que esse é um governo de ambições modestas. Não tem mesmo grandes sonhos desenvolvimentistas. Seu objetivo é regressivo: gostaria, se pudesse, de limitar o crescimento. Isso tenho certeza deve causar um sério conflito interior ao prefeito Maroca, saudosista incorrigível, ele tem que conviver com a cobrança de uma cidade que sofre com o atraso estrutural e quer solução urgente para os problemas e, ao mesmo tempo, tem uma demanda oculta de um novo amanhã. Explico. As pessoas não externam mas gostariam de um líder que lhes oferecessem uma perspectiva de futuro muito melhor, onde cada um no particular e a sociedade como um todo pudessem vislumbrar um novo futuro.

Que se note, eu fiz essa introdução frisando o conflito que existe entre o atual governo e as demandas presentes e futuras da população, só para dizer o seguinte: a população, é verdade, está resignada com essa administração, isso é público, isso é notório. Mas aí vem a questão: qual é alternativa que nós da oposição estamos oferecendo a ela? Será que devemos nós limitar a arroubos semanais denúncistas, sejam eles de ordem ética ou não? Temos que ir além da ação espalhafatosa e descobrir as verdadeiras necessidades de nossa gente, até mesmo aquelas que não estão latentes. Ou será que nós apenas queremos estar no lugar de quem hoje governa por estar? Somos todos iguais?

Ah, não: nós não somos a mesma coisa? Então em que somos diferentes do que está aí? Temos que responder a essa questão fundamental, porque é a partir dessa conclusão própria que teremos um posicionamento assertivo. Ou pelo menos claro do que somos e o que queremos. Desta feita, alguns de nós podemos nos descobrir iguais ao que está aí; outros diferentes, para melhor e para pior. São as respostas as essas perguntas que vai nos permitir fazer uma escolha da estratégia de atuação e como também quais de nós podemos estar juntos ou não.

Trago essa reflexão embrionária para a pauta da oposição porque estamos num momento delicado. Reparem, o governo que está aí não é nada bom, a população reconhece isso, mas se a oposição limitar-se ao denuncismo, a sociedade pode concluir, corretamente, que não há alternativa. E, portanto, é melhor continuar com isso aí?

(data original da postagem: quarta-feira, 7 de outubro de 2009, às 04:41)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

ONDA MUNDIAL DE PROTESTOS CÍVICOS CHEGA À SETE LAGOAS. OU, "FORA MAROCA"

Autor*
A onda de protestos populares que se espalha pelo mundo e já derrubou dois presidentes, começa a alcançar cidades brasileiras. Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, onde o padre abrigou a população na igreja contra a repressão policial foi a primeira. E não sem razão, como verá o leitor, em Minas Gerais, Sete Lagoas entrou no calendário de reação cívica.

Insatisfeita com a gestão inepta do prefeito que não conseguiu tirar do papel nem o hospital com projeto pronto, que recebeu da gestão anterior, e o dinheiro disponibilizado pelo Governo do Estado, a população promete ir às ruas na sexta-feira (18).

A mobilização nascida na Internet reflete o clima de indignação popular. Os problemas da cidade se acumulam e vão do déficit estrutural com a urbanização à saúde, passando pelo drama do saneamento –, a população mais humilde chega ao ponto de ter que recorrer às bicas para abastecimento de água de suas residências, enquanto quem pode, vive a base de água mineral até para fazer comida, porque a que é fornecida pela autarquia municipal é péssima e vive faltando.

O prefeito Mário Márcio, o Maroca, já recebeu puxão de orelha até do seu correligionário, o governador Anastasia (PSDB), por conta da demora em construir o Hospital Regional. Não adiantou. O início das obras do hospital acaba de ser adiado mais uma vez por erro da prefeitura na confecção do Edital que não se sabe fruto só da incompetência de costume ou da tentativa de prática lesiva aos cofres públicos - o TCE-MG vai apurar. O certo é que em nota oficial a prefeitura já fez um mea-culpa, admitindo o erro vejam:

- O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, após manifestação da Diretoria de Engenharia e Perícia, determinou, de modo cautelar, a suspensão do processo licitatório referente a construção do Hospital Regional. (...) CASO O TRIBUNAL DE CONTAS NÃO DÊ PROVIMENTO AO RECURSO INTERPOSTO PELO MUNICÍPIO, TODAS AS MEDIDAS PARA ATENDIMENTO AO DETERMINADO CAUTELARMENTE PELO TCE JÁ ESTÃO EM CURSO.”

Sim, é triste ver uma das mais belas cidades de Minas, a 60 KM de BH, refém de governantes que têm encerrado as últimas gestões sempre em crise institucional. E o leitor pode dizer, não sem razão, que a população é a responsável porque os escolheu. Porém, conhecendo a política praticada no município pode-se dar um desconto ao povo.

O problema é que a cidade ainda tem muito da velha oligarquia-coronelista. E a imprensa local, com louváveis exceções, infelizmente, deixa a desejar. Veja que o prefeito hoje no cargo disputou e quase venceu a eleição em 2004, acabou virando um mito pela omissão crítica nos quatros anos seguintes, entre essa candidatura a prefeito e sua eleição (2008). Ou seja, nesse intervalo alimentou-se certas fantasias sobre o mesmo, ao invés de procurar conhecer melhor a sua visão, seus valores e suas reais intenções.

Mas ao que parece, esse triste destino de Sete Lagoas pode ser alterado também pela onda que faz os povos acordarem e reagirem através de um grito cívico e pacífico contra a tirania e o marasmo.

Autor*:
Leonardo Barros, 40, é consultor e escreve sobre assuntos de interesse público, nós últimos 4 anos dedicou-se a estudar e propor soluções para os problemas e oportunidades de Sete Lagoas. Suas contribuições são conhecidas por grande parte da sociedade de Minas Gerais, entre as pessoas que reconhecem a sua luta estão o governador Anastasia (PSDB) - veja aqui - e o deputado doutor Viana (DEM) - veja aqui .

ATUALIZAÇÃO, 17/02/10, às 13:38 - JORNAL DE BH PUBLICOU MATÉRIA SOBRE A PASSEATA DE SETE LAGOAS AMANHÃ

COM LICENÇA, ADILSON, PARA INFORMAR: JORNAL O TEMPO PUBLICOU MATÉRIA SOBRE A NOSSA PASSEATA NO JORNAL IMPRESSO, QUE ESTÁ NAS BANCAS HOJE. E CLARO A MATÉRIA ESTÁ TAMBÉM EM SUA EDIÇÃO ELETRÔNICA NA INTERNET, LEIAM AQUI -observo apenas que o jornal cometeu um equivo ao editar o texto que lhes encaminhei, escrevendo: "a péssima SL". Quanto ao mais tudo bem e promove a nossa passeata de amanhã.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

PROBLEMA DA ÁGUA EM SETE LAGOAS: SE CONTAR NINGUÉM ACREDITA QUE O PROBLEMA É TÃO GRAVE: LEIA E CLIQUE NOS LINKS PARA VER

Escolas têm que dispensar os alunos diariamente mais cedo; uma parte da população usa suas horas de folga para apanhar água em bicas espalhadas pela cidade; outra compra água mineral para fornecer a família; os chuveiros queimam numa velocidade impressionante; os relatos de doenças com origem na água são cada mais numerosos; bairros passam semanas sem água; em certas regiões a água chega com a cor café e malcheirosa; a interrupção diária do abastecimento faz os hidrômetros medir o ar que vem pela tubulação e a população pagar por uma prestação de serviços não recebida; a água mancha as roupas, as vasilhas ficam impregnadas de calcário, aumenta o gasto com produtos de limpeza. Estes são alguns dos problemas do dia-a-dia os outros menos visíveis são ainda mais ameaçadores mais visíveis os outros são o risco de se repetirem os abatimentos do solo provocando desabamento de prédios, de contaminação ainda mais grave do aqüífero, ambos podendo fazer vítimas fatais; e a outro risco de colapso total no abastecimento. Desastre.

Não seria tão surpreendente ou alarmente se o quadro acima acontecesse numa cidade nordestina, não é mesmo? Mas isso se torna um escândalo de alcance nacional quando se fica sabendo que isso acontece na região sudeste do país há 60 KM de Belo Horizonte e 40 KM do Aeroporto de Confins e numa cidade que tem o nome de Sete Lagoas. Quando é que alguém vai imaginar que na cidade que tem tantas lagoas, o principal problema é água? Mais: uma cidade que pertence a duas bacias hidrográficas, Rio Paraopeba e está na região central de Minas Gerais, o estado que “é considerado a ‘caixa d’água’ do Brasil.”

Além de estar localizada numa região com farta quantidade de água o município tem uma das economias mais importantes e diversificada do país, é líder na produção de ferro gusa, tem um grande parque automotivo onde está a Fiat-Iveco e mais uma dezena de grandes empresas como Ambev, Cedro Cachoeira e Itambé.

É dentro deste contexto geográfico e econômico que a população de Sete Lagoas vive o drama da falta de água de qualidade e da sua escassez por todo o município o ano inteiro, acidentes geológicos e contaminação da água. Uma situação que se repete a há décadas, mas que agora já ultrapassou todos os limites do tolerável. Não é possível viver desse jeito.

Aqui alguns links deste entender a dimensão e a gravidade do problema:

Links:
A CRISE DA FALTA DE ÁGUA EM SETE LAGOAS AS PESSOAS ESTÃO LAVANDO ROUPA DE MADRUGADA ASSISTAM
EXCLUSIVO - Diretor do SAAE diz que controle da qualidade da água é feito “no olho” e admite que água suja cai no sistema de distribuição
Mais do que um retrato do governo Maroca; o retrato da velha cultura da cidade
Saiba tecnicamente o risco de se retirar água subterrâneo em Sete Lagoas
Sete Lagoas tem que tratar água que fornece a população, não basta “um simples procedimento de cloração”
Um pedido da Sra. Maria das Dores Azevedo ao prefeito Maroca - problemas muito sérios com o SAAE
IRRESPONSABILIDADE 3: Não eu não tive uma premonição


,“Em todos os lugares do Brasil em que moramos jamais usamos uma água tão ruim.”
ESPECIAIS - A CRISE DA FALTA DE ÁGUA EM SETE LAGOAS AS PESSOAS ESTÃO LAVANDO ROUPA DE MADRUGADA ASSISTAM
ESPECIAIS - “A GENTE NÃO TEM ÁGUA NEM PARA USAR O VASO”, (BAIRRO S.FRANCISCO) QUE VERGONHA, NÃO SENHORES VEREADORES DE SETE LAGOAS???
Sete Lagoas faz parte da Bacia do Rio das Velhas, mas não faz sua parte 2 – o conceito da sustentabilidade é insustentável em Sete Lagoas
O PERIGO É NÃO FAZER NADA HOJE
AS CONTRADIÇÕES, REVELAÇÕES E SINCERIDADES DE UM NOBRE EDIL SOBRE ÁGUA DE SETE LAGOAS
Alto lá!
O contexto é fundamental


A CIDADE VAI ENGOLIR ESSA ESCOLHA?
Projeto Manuelzão em Sete Lagoas - alguns dos links de posts que escrevi sobre saneamento em Sete Lagoas
A Copasa pode ficar chupando dedo...
EXCLUSIVO!!! SETE LAGOAS BUSCA EMPRESA PARA SUBSTITUIR O SAAE
CLIQUE NO VÍDEO E ASSISTA! 29/04 denunciei os indícios de corrupção no PAC-SL. falo da lista da PF e peço providências. A Câmara ignorou; a PF NÃO
A carta de um cidadão indignado com SAAE
É vergonhoso!
NÃO, EU NÃO TENHO BOLA DE CRISTAL, MAS HÁ UM ANO ESCREVI EM ARTIGO PUBLICADO PELO JORNAL NOTÍCIA, QUE O PAC EMPACARIA
ESCANDALOSO!!!: CAMINHÃO QUE TRANSPORTAVA ÁGUA NÃÃÃÃÃÃO POTÁVEL; É O MESMO QUE AGORA SERVE ÁGUA POTÁVEL.
Elas foram à luta: NÃO SUPORTAM MAIS CONVIVER COM A ESCACEZ DE ÁGUA
Escola é obrigada a recorrer a água mineral
Sete Lagos uma revolução em curso 3 - A verdadeira revolução é gente que faz

SAAE culpa a qualidade da tubulação utilizada nas residências da cidade pelos problemas; quer dizer, a culpa é da vítima Qual será a próxima invenção, como digo?, supérfula do SAAE?

Pó, porque o SAAE não diz logo que hoje, Segunda-feira, é Sexta-feira, tentem quem sabe a gente não acaba acreditando...

O PAC PODE FINANCIAR O RISCO DE MORTE EM SETE LAGOAS (MG), E O MINISTRO FOI ALERTADO, ME CONTOU O DEPUTADO MÁRCIO REINALDO (PP)
Será que preciso fazer "O ESQUEMA" no papel, a "Planta Baixa" para o leitor entender? Ou é gente da Prefeitura negando o que acabou de propor?
A CIDADE ESTÁ SOB RACIONAMENTO OFICIAL D’AGUA; E O SAAE MANDA OS FUNCIONÁRIOS VIGIAR A POPULAÇÃO
Profissionais do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sete Lagoas


Da original da postagem, terça-feira, 1 de dezembro de 2009.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A SOCIEDADE QUER SABER: A EXPLICAÇÃO FOI COISA COMBINADA DEPUTADO?

Começo com uma digressão antes de cobrar do deputado federal Márcio Reinaldo uma posição sobre a suspeita de corrupção que pesa sobre o poder público local, o Executivo. Vamos a digressão. Dos assuntos quentes da Câmara ontem consegui publicar apenas uma parte do que tenho, estou aguardando um vídeo com a fala do vereador Reginaldo Tristeza (PSOL), que ontem me fez orgulhar da representação popular que recebeu. Conto mais depois sobre a atuação positiva dele e de outros parlamentares, entre eles alguns governistas também. Adiante, vamos a questão da suspeita de corrupção que ontem foi reforçada pela carta recebida e lida pelo vereador Caio Dutra (PMDB) no plenário da Câmara.

Se a justificativa do "Dr. Guaraci" que o Deputado Federal Márcio Reinaldo (PP) se fez portador e contém nela a confissão da suspeita do desvio de dinheiro, ou seja, ainda que não houvesse a entrevista do encarregado ali, naquele texto oficial do deputado federal, já está a autorevelação de uma escandalosa suspeita corrupção em Sete Lagoas.

Bem, diante disso o congressista, homem público, Márcio Reinaldo, tem que se posicionar ou tem-se a suspeita de que ele não foi apenas o portador de uma confissão, mas fez parte da formulação daquela explicação autodenunciadora. Ele tem que ir além de um pronunciamento de que foi só porta voz, ele tem exigir uma explicação já do Governo Maroca sobre as suspeitas, de novo, CONTIDAS ALÍ, porque no mínimo ele foi uma vítima útil e ingénua para o Governo Maroca.

A sociedade sete-lagoana está aguardando uma posição do Sr. Dep. Márcio Reinaldo (PP).

sábado, 30 de janeiro de 2010

Magela Martins do Jornal Notícia é o Maltratado do Governo

(publicado originalmente em 03/09/09, às 23:50)
Magela Martins foi uma das figuras mais importantes para o Maroca ser o prefeito de Sete Lagoas hoje. Isso é um fato de notório conhecimento público. Magela pos literalmente o seu jornal, o Notícia, o mais lido de Sete Lagoas então a serviço do pré-candidato e depois candidato Maroca. Eu acompanhei tudo era secretário do PSDB municipal e amigo de Magela. Tinha um ângulo privilegiado dos acontecimentos.

Me lembro quando fomos fazer a convenção do partido em que indiquei Magela para Mestre de Cerimônia e o hoje prefeito Maroca não queria de jeito nenhum que fosse ele. Só depois que 3 pessoas rejeitaram o convite foi que Maroca por muita insistência minha chamou Magela. Ele fez um excelente trabalho durante a convenção e depois dedicou uma página inteira de seu jornal para publicar o evento. Os outros veículos apenas colocaram pequenas notinhas.

Ali tinha ficado claro a rejeição do Maroca ao jornalista. No entanto Magela continuou a servir voluntariamente ao Maroca com generosas publicações. Magela falava como se fosse do grupo assumia uma postura de íntimo amigo do Maroca. Via aquela cena e percebia que se estava construindo uma falsa e voluntária expectativa. Sabia que o hoje prefeito não corresponderia nunca àquela afeição. Alertei Magela diversas vezes para o risco de se decepcionar. E é o que está acontecendo. Aliás, não é uma decepção isolada, pelo contrario é um arrependimento coletivo como já disse que constatei em minha caminhada por toda cidade a poucos dias.

Quanto a Magela Martins ele está desapontado, mesmo. Sinto por ele. Admiro-o considero um sujeito bacana e pessoa ao qual tenho grande respeito. Mas o que está acontecendo? Estão desprestigiando ele. O seu jornal o Notícia está sendo alijado da licitação para o qual tem todas as credenciais para participar. Mas o governo ao qual ainda faz parte quer excluí-lo. Veja o caso concreto.

O Jornal Notícia tem razão social como jornal e gráfica, porém, como só edita o jornal não o imprime em gráfica própria ele não precisa ter inscrição estadual. Se um dia resolver ser gráfica também aí precisará pedir a inscrição estadual na receita. Não é o caso agora. Dessa forma está legalmente pronto a participar de qualquer concorrência pública jornalística. É o caso das publicações da Secretaria de Saúde de Sete Lagoas. Mas mesmo estando legalmente tudo ok para ser um competidor no certame, o governo Maroca está usando de subterfúgios para tentar excluí-lo. Uma tremenda sacanagem com o leal apoiador de ontem. E vejam que ele não está querendo privilegio, apenas o direito que já tem de participar de uma concorrência pública.

Mas qual é a jogada do governo para excluí-o: exigir-lhe a inscrição estadual da empresa. Vamos aos detalhes. Seu jornal o Notícia está concorrendo com o jornal do Boca do Povo para ser o veículo ao qual a Secretaria de Saúde faz as publicações. Mas na disputa o Boca do Povo do jornalista Paredão alegou a Secretaria que ele não poderia participar porque não tem a... inscrição estadual. Acontece que como já esclarecido acima ele não precisa dela para participar da concorrência. Mas muito estranhamente a Secretaria tomou a argumentação de seu concorrente como o fundamento impeditivo de sua participação. Em miúdos: o Governo Maroca está aceitando como impeditivo uma desculpa. Tanto é fato que depois que tentaram alijá-lo da concorrência ele conseguiu através de um mandato de segurança uma liminar que o manteve na competição.

Bem, a minha conclusão desse episódio é se você não pertence ao grupinho íntimo nunca confie. Mais: tenho uma sugestão adicional: não saia comprando gato por lebre. Chega de se enganar. A decepção de Magela é em boa parte culpa do mesmo não querer enxergar quem era Maroca. Então, que essa experiência de Magela com o Chefe do Executivo sirva de alerta para o próximo candidato a Maroca que aparecer, mesmo que seja numa versão supostamente oposta, tipo um articulador. Quem é próximo "Maroca"?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

FLÁVIO DE CASTRO INSINUA EM ARTIGO PÚBLICO QUE MAROCA CONSPIROU COM O CMAS CONTRA LÉA BRAGA E FAZ PERGUNTAS QUE PODEM REVELAR UM PREFEITO MOSTRO, SEM ÉTICA NENHUMA

Num artigo em seu blog em que reconhece a existência da XENOFOBIA SEMPRE denunciada aqui, Flávio de Castro, expõe o comportamento subterrâneo até do próprio prefeito, que teria participado de reunião de "conspiração" com o CMAS, derrubando a secretária Léa Braga, se suas perguntas tiverem resposta positiva. É algo nefasto, assombroso, assusta e espanta as pessoas de bem que ainda existem nesse governo, mas como deve supor, leitor do blog, não me surpreende nem um pouquinho tudo isso. É apenas um tantinho ainda de tudo que sempre disse aqui dessa gente. Adiante.

Os leitores sabem que considero Flávio de Castro nem um pouco competente, a não ser de retórica, empulhação e blá, blá, blá, mas ele está expondo, neste momento, o lado escuro, sombrio e assustador do núcleo duro desse governo, e sei que nisso ele está correto. Sabe aquele núcleo que chamo íntimo-provinicano-familiar, pois é, é essa face que começa emergir das profundezas do subterrâneo, agora, nessa trama em que prefeito teria participado. O que é isso? Sinal do tipo de gestão onde há um governo formal e há um núcleo que manda de verdade e precisa agir na escuridão, com métodos conspiratórios.

O texto do secretário Flávio, que também revela bem que ele já virou ninguém dentro do governo é a mais contundente peça de revelação da existência desse núcleo duro e obscuro dentro da Organização Maroca. Quanto ao Flávio sei que ele precisa desse seu carginho para fazer seu marketing de grande gestor público, quando na verdade não passa retórico cheio de pose. Mas dado as circunstâncias se tiver um pouco de hombridade toma o caminho da rua, não por solidariedade as mulheres decapitadas desse governo, mas em socorro da própria pose de competente (ah, é só ele sair atirando, foi assim que ele agiu quando trabalhou com Ronaldo Canabrava quando saiu?). Aliás, acho que em qualquer governo depois dessa exposição que ele fez e o parabenizo por isso, sua situação seria insustentável, mas dado a justamente a natureza obscura desse governo isso não vai acontecer agora.

Mas como pegou bem pesado, e repito fez bem, pode ser que não consigam segurá-lo nem mais um tantinho, assim ele não vai precisar ter coragem para tomar a iniciativa, afinal, suas revelações com as perguntas que tem jeito de afirmação expõe um mal caratismo impressionante da Organização Maroca. Mas Flávio é Flávio se se lembram ele mesmo antes de por o pé dentro do governo já falava em "falácias" no governo, como pode ver aqui e comentários meus aqui. Ademais atacou até um suposto golpismo do CMAS - Conselho de Assistência Social. Entretanto, reconheço que ficando agora sem moral nenhuma mais nesse governo ou sendo chutado para fora terá cumprido com a sua revelação algo fundamental: ajudar a mostrar para a sociedade que ela elegeu. No mais se sair ou for saído vai se livrar de um ambiente podre como ele mesmo diz nessa frase: "Enfim... Tudo isso vai construindo um dos piores ambientes políticos que já vivi em Sete Lagoas". A seguir um trecho do que escreveu Flávio, que deixa o prefeito nu, os seus questionamentos mais graves ao próprio prefeito, que tem de respondê-lo, estão destacados em vermelho, em azul faço pequenas intervenções ainda:

(...)
Eu tenho absoluto respeito pelos conselhos municipais, estou apostando neles na estratégica de avançar na direção de um governo participativo, e exatamente por isso pergunto: qual foi o papel do Conselho nesse processo?
Pelo que se infere na seqüência de comentários, é fato que o CMAS conspirou pela queda da secretária?
Se conspirou e prefeito fez parte, então...

NÃO SERIA, DO PONTO DE VISTA PÚBLICO E ÉTICO, EXIGÍVEL A PRESENAÇA DA SECRETÁRIA NA TAL REUNIÃO COM O PREFEITO, PARA EXERCER SEU DIREITO DE DEFESA?
Se a resposta for afirmativa quem foi a pessoa número 1 que faltou com a "ética"?

É VERDADE QUE ESSA REUNIÃO OCORREU EM CIRCUNSTÂNCIAS BASTANTE CURIOSAS, TENDO SIDO MARCADA EM CIMA DA HORA, NO GABINETE DO PREFEITO E TRANSFERIDA, NA HORA, POR PESSOA ESTRANHA AO CONSELHO E AO ASSUNTO, PARA OUTRO LUGAR PRÓXIMO E MAIS DISCRETO?
Curioso são as circustâncias "curiosas", "pessoa estranha" e lugar "discreto".

Os conselhos devem atuar de forma pública e transparente ou golpista? Esqueçamos a Léa e pensemos no futuro: o conselho aceitará calado as graves acusações que lhe foram debitadas? Aceitará passivamente a acusação de que é um ‘balaio de pelegos sociais’? Não irá se pronunciar dando conta do modelo de política pública que defende e de que maneira pretendia assegurá-lo com a aventada ação golpista anti-Léa? O que procede e o que não procede nessa incrível e bizarra história que mistura pessoas estranhas à causa, reuniões reservadas, tramas e fofocas a rodo? E farsas: o caso do não pagamento do auxílio funerário e natalídade mencionado pelo anônimo, por exemplo, retrocede a 2008, quando Léa não estava aqui. Qual interesse inconfesso de acusá-la por assunto já suficientemente esclarecido? Quem tem razão nessa confusão toda e quem ganha nesse caos?... O CMAS precisa vir a público, recompor seu caráter público, seu comprometimento com a política pública da assistência social, sob o preço de perder toda sua credibilidade.

Enfim... Tudo isso vai construindo um dos piores ambientes políticos que já vivi em Sete Lagoas. Um ambiente que mistura sentimentos de xenofobia que acusa pessoas de serem de fora, apenas por serem de fora, independente da competência; com sentimentos mórbidos de destruir biografias por destruir; com ações espetaculosas de pretensos defensores públicos que têm em vista apenas seus interesses privados inconfessos; com pessoas habilidosas que passam o dia na porta da prefeitura e a noite na oposição; com um mar de intrigas inúteis; e com nenhum interesse em entender a dura realidade da administração, seus desafios e seus labirintos, e que não se constrangem em falar ao vento sem a menor idéia do que falam, numa demonstração de ignorância sem fim. Esse ambiente viciado precisa ser ocupado por sete-lagoanos de boa-fé, que, com razão, fugiram da política.