quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Fundador da Gol é acusado de ordenar mais um assassinato

Da Folha de S.Paulo:
O empresário Nenê Constantino, fundador e presidente do Conselho de Administração da Gol, foi indiciado pela Polícia Civil do Distrito Federal sob a suspeita de ser o mandante de mais um homicídio e de uma tentativa de assassinato.
Por meio de nota, a defesa de Constantino alega que "os referidos inquéritos policiais não contêm qualquer indício que possa sustentar a conclusão a que chegou a autoridade policial".
Há duas semanas, o empresário havia sido indiciado sob a acusação de ordenar a morte de Márcio Leonardo de Souza Brito, líder de um grupo de 60 famílias que ocupavam um terreno de uma empresa pertencente a Constantino, a viação Planeta. O crime ocorreu em outubro de 2001. Ele nega.
Nos últimos dias, a polícia diz ter concluído, por meio de um exame balístico, que a arma da qual saíram os três tiros contra o líder comunitário -um revólver calibre 38- foi a mesma que matou o motorista de caminhão Tarcísio Gomes Ferreira e feriu o pintor autônomo José Amorim dos Reis em fevereiro daquele mesmo ano. Leia mais, link aberto clique aqui

Planejamento autoriza 238 mil vagas no IBGE até 2010

Do G1:
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, autorizou nesta quarta-feira (31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a contratar 238 mil profissionais para a preparação e realização do Censo Demográfico de 2010.
Os postos de trabalho serão preenchidos mediante aprovação no processo seletivo simplificado que exige prova escrita.
No próximo ano, 230 pessoas deverão ingressar no serviço por tempo determinado do IBGE, ocupando funções de agente censitário municipal (5), agente censitário supervisor (25) e recenseador (200).
Para 2010, a seleção abrangerá vagas para agente censitário regional (400), agente censitário administrativo (2 mil), agente censitário de informática (1,5 mil), agente censitário municipal (7 mil), agente censitário supervisor (27 mil) e recenseador (200 mil).
Com exceção do recenseador, que deverá ter concluído o ensino fundamental, os demais postos deverão ser disputados por candidatos com nível médio de escolarida.

CIA LULA quebra mais uma norma: Designação de Lacerda para assumir cargo em Lisboa contraria regimento da PF

da Folha de S.Paulo:
O Ministério da Justiça e a direção geral da Polícia Federal passaram por cima do regimento interno da PF para nomear Paulo Lacerda adido policial em Lisboa, cargo criado para acomodá-lo.
Lacerda foi exonerado anteontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva da direção geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e designado para o posto em Portugal como prêmio de consolação.
Segundo a Instrução Normativa 001/2005 da PF, os candidatos a adido têm de passar por um processo de seleção e devem estar na ativa. Lacerda é delegado aposentado da PF. Continue lendo link aberto

Kassab toma posse em São Paulo em evento para 1.500 pessoas

Folha Online:
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), será empossado nesta quinta-feira (1º de janeiro de 2009) no cargo para o qual foi reeleito. Para a cerimônia da posse, que acontece em duas etapas, foi montado uma estrutura especial e a previsão é de que 1.500 pessoas acompanhem o evento no local.
A cerimônia oficial, prevista para acontecer às 15h, acontece na Câmara Municipal. Logo em seguida, Kassab segue para a sede da Prefeitura de São Paulo, no viaduto do Chá --região central da cidade-- para a segunda parte da cerimônia e onde foi montada a estrutura.
André Vicente/Folha Imagem
Estrutura do palco que está sendo montado para a posse do prefeito Gilberto Kassab
Telões na parte interna e externa do prédio transmitirão os pronunciamentos de Kassab e também do governador José Serra (PSDB), que deve acompanhar o evento. Banheiros químicos também serão instalados na parte externa do prédio.
O viaduto do Chá será interditado às 12h para receber o público. A capacidade dentro do saguão onde ocorrerá a cerimônia é de 800 pessoas.

Biografia
Kassab é formado em engenharia civil e economia pela USP (Universidade de São Paulo), concluídos em 1985 e 1986, respectivamente. Logo após terminar os dois cursos, trabalhou por um ano na empresa Duratex, no departamento de organização e método. Depois abriu um escritório de engenharia e uma gráfica.
Iniciou sua vida política ainda na década de 80, quando fazia pós-graduação e conheceu o então secretário estadual licenciado de Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos.
Em 1989, participou da campanha de Afif Domingos para a Presidência da República. Na campanha deste ano à Prefeitura de SP, Afif Domingos foi o coordenador do programa de governo de Kassab.
O prefeito eleito também foi secretário de Planejamento da Prefeitura de São Paulo durante 14 meses, período que inclui a gestão do ex-prefeito Celso Pitta (1997-2000). A passagem pela administração Pitta foi uma das principais armas contra Kassab durante a campanha.
Kassab disputou sua primeira eleição em 1990, concorrendo a uma das vagas para deputado estadual. Em 1992, foi eleito vereador de São Paulo. Dois anos mais tarde, elegeu-se deputado estadual pelo extinto PL (atual PR) com 36.303 votos. Nas eleições de 1998, conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados pelo então PFL (atual DEM) com 92.866 votos. Foi reeleito em 2002 com 234.509 votos.
Nas eleições de 2004, Kassab conquistou a vaga de vice-prefeito na chapa de Serra e assumiu a prefeitura quando o tucano deixou o cargo para disputar o governo do Estado.

TSE barra Ferramenta e manda dar posse a Quintão

Do O Tempo:
Chico Ferramenta venceu nas urnas, mas tem problema em contas públicasDa redação
A dois dias da posse, a eleição em Ipatinga, no Vale do Aço, sofreu mais um revés e o candidato vitorioso nas urnas e diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Chico Ferramenta (PT), foi barrado por uma decisão liminar divulgada ontem à tarde pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além de suspender a diplomação de Ferramenta, o ministro Carlos Ayres Britto determinou ainda a posse do atual prefeito e segundo colocado nas eleições, Sebastião Quintão (PMDB).Essa nova determinação, segundo o ministro, "pode ser mudada, sem prejuízo de nova proclamação e nova posse, até o julgamento, pelo TSE, de recurso do candidato Chico Ferramenta."
Apesar de vitorioso nas urnas, o petista teve o registro de sua candidatura cassada após as eleições de outubro pelo TRE mineiro por seis votos a zero. Ferramenta é ex-prefeito de Ipatinga e durante a gestão, de 1989 a 1993, teve sua prestação de contas rejeitadas. No entanto, Ferramenta recorreu ao TSE questionando o mérito da decisão da Justiça Eleitoral mineira e, como ainda aguarda um parecer, tinha a expectativa de tomar posse, pois foi diplomado no último dia 18. Link aberto leia mais clicando aqui

Imbróglios
Chico Ferramenta
Foi condenado no final de 2006 pelo TCU a ressarcir aos cofres públicos R$ 21,9 milhões, além de pagar uma multa de R$ 4 milhões por irregularidades na aplicação de verbas públicas.
Sebastião Quintão
No início do mês, ele foi considerado inelegível por três anos, por decisão do Foro Eleitoral de Ipatinga. Quintão é acusado de abuso de poder econômico durante sua campanha à reeleição

Índice do dia:

Kit Ministério da Saúde: SEXO e SOCIALISMO àla PT

O Ministério da Saúde aplicará por volta de 40 milhões com a aquisição de lubrificantes à base de água, como informa o jornal O Tempo. O produto será distribuído gratuitamente aos homossexuais. E a justificativa do governo federal para distribuição do gel é porque ele evitaria o rompimento da preservativo durante as relações sexuais.

Conclusão, o governo considera que é seu papel otimizar as relações sexuais. Julga, assim, que fazer campanhas sobre o sexo de risco, distribuir cartilhas, promover cursos bastante contextualizados e distribuir camisinhas não basta. Então, ele resolveu dar um passo adiante na sua ação. É caso de questionar qual será a próxima intervenção da CIA LULA nas relações sexuais no Brasil.

O que explica a CIA LULA intervir cada vez mais na intimidade do brasileiro? Possuir uma visão ideologia de uma sociedade coletivista humanista, onde a iniciativa e a responsabilidade deve ser substituida pela mão forte do Estado .

Com isso, a ação do governo corresponde à sua visão ideologica de sociedade. Sob essa orientação ele age com fiel coerência. Se o governo age alinhado a sua visão de mundo, ele está agindo certo? É indagação. E a reposta é: depende. Explico: como o governo tem a intenção de socializar sua visão na sociedade brasileira, ele está certo para seu projeto, entretanto, se a meta fosse ter como resultado a redução da transmissão das doenças sexuais ele está categoricamente errado. Viram, para compreender como age a CIA LULA, tem que compreender qual é de VERDADE o resultado que eles querem atingir. Que nunca, acredite, é o resultado em favor da sociedade.

E no caso específico da doação do gel para relações sexuais o resultado será um fracasso desastroso para a saúde. Agindo como faz, a CIA LULA terá como primeiro resultado aumento das relações sexuais anais com ou sem camisinha. Assim, o aumento das doenças sexuais virá pelo aumento do volume, compensando o aumento da proteção. Ou seja, o gel que ajuda a evitar a transmissão da doença é o mesmo pode fazê-la aumentar. Outro resultado que conseguira o governo será a diminuição da responsabilidade do indíviduo consigo mesmo. Fica assim: se eu pegar a doença a responsabilidade é do governo que não me deu camisinha, treinamento, manual, gel e sei lá o que mais. Conseqüência: o programa Estatal de interferência nas relações sexuais do indivíduo torna ele uma vítima do Estado e não o responsável por suas decisões.

Mas CIA LULA não tem mesmo nenhum problema em causar um desastre com suas ações. Seria apenas um pequeno custo para se implantar o coletivismo humanista, perto do que já custou em vidas à implantação da ideologia em outras bandas.

Assim, o Ministério da Saúde transforma-se em promotor de sexo e socialismo àla PT, oferecendo a sua contribuição efetiva para socialização do valor coletivista no Brasil. A propósito o pmdebista, José Gomes Temporão, ministro da saúde, tem-se mostrado eficiente aliado da CIA LULA para esta causa, mais que para saúde do brasileiro.

Confiança da indústria recua ao menor nível desde 1998

Por TATIANA RESENDEDA, Folha:
Os empresários nunca estiveram tão pessimistas com relação ao futuro. Sondagem da FGV (Fundação Getulio Vargas) sobre as expectativas da indústria para os próximos meses aponta para o patamar mais baixo da série histórica, iniciada em abril de 1995.
Já sobre a situação atual, a avaliação dos entrevistados é a pior desde julho de 2003, após alcançar um pico de otimismo em junho passado. Os dois indicadores, que já vinham sendo afetados pela crise econômica nos últimos meses, compõem o índice de confiança da indústria, que está no menor nível desde outubro de 1998.
Com relação ao dado de novembro, houve queda de 11% e, no comparativo com igual mês do ano passado, redução de 37%. Aloísio Campelo Júnior, coordenador da pesquisa, ressalta que, por causa do período de coleta (1º a 23 de dezembro), parte dos entrevistados respondeu antes do pacote anunciado pelo governo no dia 11."
A produção deve mostrar continuidade do ritmo mais fraco iniciado em outubro, quando recuou 1,7% ante setembro", prevê Cláudia Oshiro, economista da Tendências. Assinante continue lendo clique aqui

Contas pioram, e aperto fiscal fica abaixo da meta

Por NEY HAYASHI DA CRUZDA, Folha:
O resultado fiscal apurado pelo setor público sofreu forte queda no mês passado e já faz com que o saldo em 12 meses fique ligeiramente abaixo da meta estabelecida pelo governo. Em novembro, o conjunto formado por União, Estados, municípios e estatais economizou R$ 1,944 bilhão para o pagamento de juros da dívida -redução de 71% ante igual mês de 2007. O principal responsável foi o governo federal, que teve um déficit de R$ 3,283 bilhões no mês passado.
Estados e municípios tiveram resultados semelhantes aos de meses anteriores e compensaram o saldo negativo nas contas do Tesouro Nacional.
Com o pior desempenho de novembro, o resultado acumulado pelo setor público nos últimos 12 meses caiu para um valor equivalente a 4,27% do PIB (Produto Interno Bruto), nível que, embora próximo, já está abaixo dos 4,30% perseguidos pelo governo neste ano. Assinante continue lendo clique aqui

Bolsa de SP perde 41% e tem pior ano desde 1972

Por FABRICIO VIEIRADA REPORTAGEM, Folha:
O ano de 2008 foi o pior da Bovespa em mais de três décadas: desde 1972 a Bolsa não sofria perdas tão elevadas quanto os 41,22% registrados neste ano que se encerra. Além disso, foi o segundo pior ano para o índice Ibovespa desde sua criação, em 1968, como demonstra levantamento realizado pela Economática. Desde 2002 a Bolsa de Valores de São Paulo não fechava o ano no vermelho.
Na outra ponta, o dólar termina o ano com valorização de 31,34% diante do real, a primeira registrada no governo Lula. A moeda norte-americana encerrou 2008 cotada a R$ 2,334. Ontem, o dólar caiu 3,35%, em decorrência dos ajustes de fim de ano feitos por tesourarias de bancos e empresas. Mas encerrou dezembro ainda com alta acumulada, de 0,82%.Apesar da valorização expressiva, o dólar deixou de ser uma opção de investimento há algum tempo. Dessa forma, as aplicações atreladas aos juros podem ser apontadas como o destaque de 2008. Assinante continue lendo clique aqui

Secretário se recusa a assinar indicação de Burris ao Senado

Do Estadão:
WASHINGTON - O secretário de Estado de Illinois, Jesse White, disse nesta terça-feira, 30, que não certificará a nomeação de Roland Burris, ex-procurador-geral do estado, para a cadeira no Senado que pertencia ao presidente eleitos dos Estados Unidos, Barak Obama.
"Como havia dito publicamente antes, não posso acrescentar minha assinatura em um documento que certifique qualquer nomeação feita por Rod Blagojevich para o assento vago que Illinois tem no Senado dos Estados Unidos", disse White em um comunicado.
As declarações do secretário fazem referência à indicação para o Senado recém-anunciada pelo governador de Illinois, Rod Blagojevich, que é acusado de tentar vender a cadeira de Obama em troca de cargos públicos para ele e a mulher.
"Embora respeite o ex-procurador-geral Roland Burris, dada a atual sombra de controvérsia em torno do governador, não posso aceitar o documento", afirmou White, que é responsável pelos registros estaduais e por certificar as ações do Governo.
Até o momento, não está claro se a recusa de White em assinar o documento bloqueará ou atrasará a nomeação de Burris. Continue lendo clique aqui

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Irã confirma detenção de blogueiro pioneiro no país

Do G1:
Um destacado blogueiro irano-canadense foi detido e seu caso está sob investigação, informou nesta terça-feira (30) uma fonte judicial iraniana, na primeira confirmação pública oficial sobre o paradeiro do jornalista.
O blogueiro iraniano Hossein Derakhshan (Foto:Reprodução)
Hossein Derakhshan, chamado de "Blogfather" por seu papel pioneiro na revolução dos blogs (diários pessoais na Internet) no Irã, atualizou seus comentários pela última vez em outubro e os meios de comunicação canadenses informaram que, de acordo com um amigo, ele teria sido preso no dia 1º de novembro durante uma visita ao país.
Esta não foi a primeira vez que ele foi preso. Em 2007, em entrevista ao G1, Derakhhan contou que, ao visitar o país, foi detido e teve que assinar um pedido de desculpas ao governo do país para ser liberado. "Como eles sabiam do meu blog, me detiveram por horas logo que cheguei, e fui forçado a escrever e assinar um pedido de desculpas para poder ser autorizado a deixar o país novamente. Eles me ameaçaram, dizendo que eu seria processado pelo conteúdo do meu blog, caso não pedisse desculpas pelo que havia escrito", contou à época. Continue lendo

Governador de Illinois anuncia sucessor de Obama no Senado

Estadão:
Blagojevich escolheu Roland Burris, ex-procurador-geral do estadoWASHINGTON - O governador de Illinois, Rod Blagojevich, acusado de querer vender a cadeira no Senado do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, repassou nesta terça-feira, 30, a vaga a Roland Burris, ex-procurador-geral do estado. "Nomeio Roland Burris o próximo senador dos Estados Unidos por Illinois", disse Blagojevich em entrevista coletiva.
No Illinois, é uma prerrogativa do governador indicar a pessoa que ocupará uma vaga pelo Estado no Senado federal, caso o posto fique vacante. A escolha de Blagojevich, no entanto, cairá em um apurado escrutínio, por causa das acusações federais de corrupção feitas contra o governador. Leia mais

Confiança do consumidor dos EUA cai ao menor nível da história

Da Folha Online:
A confiança do consumidor medida pelo instituto privado Conference Board caiu em dezembro para o nível mais baixo desde que o indicador foi criado, em 1967.
O índice ficou em 38 pontos em dezembro, contra 44,7 pontos no mês passado. O resultado foi muito pior que o esperado pelos analistas: eles previam que fosse subir levemente até 45 pontos.
O sub-indicador que mais apresentou perda foi o de Situação Atual, que estava em 42,3 pontos em novembro e despencou para 29,4 pontos. É o nível mais baixo desde a recessão de 1990 e 1991, disse a Conference Board.
O enfraquecimento do mercado de trabalho parece ter superado o declínio dos preços da gasolina entre os temores dos consumidores. Obter empregos foi considerado "difícil" para 42% das pessoas em dezembro, contra 37,1% em novembro. Já a oferta de trabalho foi considerada "abundante" para 6,2%, contra 8,7% no mês anterior.
Também houve redução na expectativa de que o salário suba nos próximos meses. Essa previsão foi feita por 12,7% dos entrevistados --em novembro foram 13,1%.

Efeito crise: Inadimplência de empresas dispara 13,9% em novembro, diz Serasa

Da Folha Online:
A inadimplência das empresas apresentou forte alta em novembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior e com outubro, informou nesta terça-feira a Serasa Experian.
Segundo a empresa de análise de crédito, as pessoas jurídicas apresentaram em novembro uma inadimplência 28,2% maior do que em novembro de 2007. Na comparação com outubro, a alta foi de 13,9%.
Os dados são bem menores quando a comparação é feita em relação ao acumulado do ano até novembro de 2007 e 2008. Neste recorte a alta é de 2,1%.
Segundo os técnicos da Serasa Experian, o principal fator que levou ao aumento do calote entre as empresas é o efeito da crise financeira global sobre o crédito --que ficou mais cara e difícil de se obter, inclusive em linhas importantes como as de capital de giro e ACC (Adiantamento de Contrato de Câmbio).

Um artigo sensato de Sérgio Malbergier sobre o conflito entre palestinos e israelenses

Da Folha:
Teologia da destruição
O conflito entre palestinos e israelenses entrou de novo em erupção, cuspindo fogo e sangue nos dois lados do muro, principalmente no lado mais fraco militarmente, o palestino.
O choque atual era tão previsível quanto inevitável.
Após quase 40 anos sob a opressiva ocupação israelense e a corrupta e ineficiente liderança de Arafat, os desesperados palestinos de Gaza entregaram seu destino a Deus, ou melhor, ao grupo local que diz falar em nome dele, o Hamas.
E o suposto representante de Deus cobra sangue e morte. Quer transformar (e o faz nestes dias com grande sucesso) todo palestino em mártir na luta para libertar a Terra Santa dos infiéis.
O grupo palestino segue seu irmão mais velho e poderoso, o Hizbollah, que adotou agenda que interessa mais a seus patronos no Irã e na Síria que a seus conterrâneos e transformou os libaneses em mártires sem consultá-los ao atacar Israel e depois vender o conflito como uma vitória grandiosa e divina apesar de o Líbano que alega defender ter sido devastado pela resposta israelense!
É uma lógica tão ilógica quanto invencível, pois morrer é vencer em nome desse Deus que supostamente recompensa com dezenas de virgens no paraíso homens-bomba que se explodem em pizzarias e ônibus.
Assim, o Hamas disse neste mês que não renovaria o cessar-fogo com Israel. E passou a lançar diariamente de Gaza dezenas de foguetes contra cidades israelenses aos gritos já familiares de Deus é grande.
O governo israelense alertou durante dias que responderia com força letal se a barragem diária de foguetes lançada de Gaza não cessasse. E a força letal agra usada acaba apenas fomentando mais radicalismo entre a população palestina, o que o Hamas explora a la Hizbollah, com cinismo exemplar.
É o que vemos agora. Uma repetição extrema dos ciclos de ataques e contra-ataques que há décadas infernizam israelenses e palestinos e realimentam a guerra.
O pior é que a solução para o problema é evidente a todos os interessados de fato na paz: a criação de um Estado palestino viável em Gaza, Cisjordânia e partes árabes de Jerusalém que conviva em paz e segurança com o Estado de Israel.
Mas o extremismo islâmico seqüestrou a agenda palestina e não aceita a convivência com Israel. E, ironia sem graça da história, com o apoio crescente da esquerda global, numa aliança de forças tão contraditórias que só um anti-semitismo latente travestido de anti-sionismo raivoso pode explicar.
Não se deixe enganar. Para haver paz no Oriente Médio é preciso ouvir as vozes conciliadoras em meio aos gritos de guerra. É um conflito onde os oponentes são ao mesmo tempo vítimas e algozes. A única forma de resolvê-lo é apoiar os moderados dos dois lados e combater os radicais.
O resto é teologia da destruição ou ingenuidade.

Alta do dólar leva dívida pública a menor valor em 10 anos

Por Adriana Fernandes e Fernando Nakagawa, no Estadão:
BRASÍLIA - A dívida líquida do setor público caiu, em novembro, para 34,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o menor patamar, desde maio de 1998. Segundo dados do Banco Central, a dívida líquida do setor público caiu de R$ 1,088 trilhão de outubro para R$ 1,047 trilhão, no mês passado, devido a desvalorização do real frente ao dólar.
De um mês para o outro, houve uma queda de 1,4 ponto porcentual do PIB, já que em outubro o estoque da dívida líquida correspondia a 36,3% do PIB. Segundo o Banco Central a desvalorização cambial, ocorrida em novembro, foi a principal responsável pela queda do endividamento do setor público. No acumulado do ano a dívida líquida apresenta uma queda de 7,1 ponto porcentual do PIB. No final do ano passado, em dezembro, a dívida estava em 42% do PIB, ou R$ 1,150 trilhão.
O setor público teve em novembro déficit nominal de R$ 8,917 bilhões, segundo números divulgados há pouco pelo Banco Central na nota de política fiscal. Com o resultado, o setor público reverte os superávits nominais registrados nos meses de setembro e outubro. Leia mais

Lula deve deixar Palácio do Planalto em fevereiro

Por RENATA GIRALDI, na Folha Online:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve deixar o Palácio do Planalto em fevereiro para que o prédio seja reformado. Até abril de 2010, Lula e parte de sua equipe vão ocupar provisoriamente a sede do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), localizada a menos de dez quilômetros da Esplanada dos Ministérios. Durante o governo de transição, em 2002, o local foi utilizado pela equipe de Lula.
Já foi aberta a licitação para a reforma do Planalto. O projeto de reforma e restauração do prédio foi elaborado pela equipe do arquiteto Oscar Niemeyer.
Antes do Natal, o arquiteto esteve com Lula e saiu convencido de que o palácio necessita de reformas pois sofre com os desgastes naturais de uma construção com mais de 40 anos.

Índice:

Um petralha que jura que não é petralha, para ser mais ainda petralha. Aviso, ele está de calças curtas ou seria...

Lacerda nomeia secretários e anuncia reforma na prefeitura

Lacerda nomeia secretários e anuncia reforma na prefeitura PSDB volta ao 1º escalão de BH após 16 anos

Inflação do aluguel é a maior desde 2004

IGP-M tem deflação de 0,13% em dezembro
Oposição vai ao STF contra MP de fundo

Israel anuncia "guerra total" ao Hamas

Presidente critica imprensa e oposição na última solenidade pública de 2008

Equador determina pagamento de parcela de dívida com o BNDES

Tenho certeza que o STF vai me absolver, diz José Dirceu

Com queda de 40%, SP tem menor número de seqüestros desde 2000

PODE MUDAR TUDO PARA 2010!: TSE decidirá regra para novos partidos

Amigos,

Empresas brasileiras perdem 41,5% do valor de mercado no ano

Lacerda é exonerado da Abin, mas vira adido policial da embaixada do Brasil em Portugal

Ano de 2009 será o mais difícil para o emprego no Reino Unido em 20 anos

Um petralha que jura que não é petralha, para ser mais ainda petralha. Aviso, ele está de calças curtas ou seria...

Tem um petralha que não quer ser chamado de... petralha... Vejam: “Ah! E só para ficar claro, não venha me criticar dizendo que eu sou petralha ou sei lá o quê...” Mas ele é um autêntico, tenta negar a raça para vê se confere alguma credibilidade a sua petralhada, mas eu o peguei fazendo suas necessidades fisio-ideológica-petralha. Aviso, ele está de calças curtas, na verdade ficou totalmente pelado, como podem... ler. Antes, deixo que ele conte algumas mentirinhas. (ele em vermelho) Eu não sou afiliado a partido algum e não pretendo fazer isso nunca! Muito menos no PT... Que para mim não passa da versão de esquerda do PSDB...; E também não sou esquerdita!; Eu sou um humanista... Se é que existe isso? Vamos as suas petralhadas, retomo em seguida:

Anônimo disse...
Leonardo,

você é um cara sábio que muitas vezes disse coisas muito pertinentes em seu blog!

Mas, hoje, realmente discordo totalmente do que você escreveu.

Primeiramente, porque a maioria das instituições brasileiras realmente não funcionam como deveriam.

E quem foi que disse que movimento social é crime? Se tiver atos de vandalismo, aí sim, é crime...

Porém, se for um protesto pacífico e que não complique a vida de outras pessoas, não há problema algum.

Democracia é isso! Todo mundo tem o direito de manifestar o que pensa desde que não interfira na liberdade e no direito de todos os demais...

Parece que você não gosta do MST... Acredito que devem existir muitos vandalos por lá, mas quem garante que todos os movimentos deles são violentos?

Será que todos do MST são do eixo do mal?

Ah! E só para ficar claro, não venha me criticar dizendo que eu sou petralha ou sei lá o quê...

Eu não sou afiliado a partido algum e não pretendo fazer isso nunca! Muito menos no PT... Que para mim não passa da versão de esquerda do PSDB...

E também não sou esquerdita!

Eu sou um humanista... Se é que existe isso?

Só acredito que não devemos condenar tudo e todos só prq eles não são empresários da elite como você deve ser...

E para completar!

Também não sou pobre mas também não sou rico... Sou classe média alta por assim dizer...

E gosto muito do seu blog e do Reinaldo também!

Mas, as vezes vocês se engajam muito na tentativa de defender a elite a qual vocês pertencem...

Mais humildade Leonaro você é bom mas pode crescer mais ainda!

Não tente ser um direitista extremista e também não fique defendendo a esquerda safada!

Um abraço!
29 de Dezembro de 2008 19:45
Retomando
Vamos começar com a tentativa do “humanista” em acariciar meu ego, é técnica do vendedor de miçangas, ele chega na casa do freguês lhe fazendo a maior corte, elogia os catarrentos, o capricho da dona da casa e claro a sabedoria do chefe de família é uma tentativa de hipnotizar e constranger a família a não recusar a sua oferta. É o que está tentando fazer comigo, e mais a frente com o leitor, ao dizer que eu sou “um cara sábio” e etc. e tal. Conheço a malandragem; reconheço logo um malandro. Conheço até a sigla que dá nome a técnica aplicada. É a AINDA – Atenção, Interesse, Desejo e Ação. Ele está na fase despertar à atenção e como se diz em vendas “está vendendo a entrevista” é a venda da venda. Quer dizer, se não conquistar a Atenção (tempo) do comprador como ele vai despertar Interesse do comprador para sua baboseira, não é? Adiante, porque ele está chegando à próxima fase.

Aqui está: “Mas, hoje, realmente discordo totalmente do que você escreveu.” Viu como ele aplica com precisão a técnica de venda. Se não, vejam. Ao dizer que hoje discorda do que eu escrevi quer despertar o interesse, mas vejam a malandragem ainda maior, ele agora quer despertar o Interesse não meu, mas dos leitores do blog para seu o proselitismo esquerdota, disfarçado-se de humanista, vejam - “Eu sou um humanista... Se é que existe isso?”, não, reconheçamos a sua genialidade vendedora, alguém sabe como se faz para bater palmas num texto?, ele merece. Ou seja, primeiro ele tenta me dobrar com elogios para entrar. Feito isso, ele agora parte, seguindo a técnica, para despertar no leitor e não mais em mim as seguintes perguntas (Interesse): “do que esse gentil e educado senhor, discorda do Leonardo?, mais que Interessante, vou ver o que ele diz”, aí está a armadilha para ele vender seu peixe ao leitor desavisado. Agora, ele alcança uma novo estágio da genial malandragem (deve ter passado pela Universidade criada pelo MST), ele vai começar a despejar suas porcarias, esteja preparado leitor. Vamos segui-lo.

Agora, ele quer fazer o potencial comprador (leitor) Desejar o seu produto, observe sua desenvoltura, chama-se apresentação inteirativa-dinâmica. Você apresenta o produto de forma envolvente levando o cliente a adquirir o bem objeto (ou o mau). Atrapalhá-lo-ei fazendo o papel do intruso que vai minar o seu negócio. Em frente. Ah, antes uma contextualização sobre o porquê dá sua argumentação. Esse seu esforço de venda comunista bocó é em contraposição ao post escrito ontem e intitulado “PERIGO!!! ELES QUEREM "A VERDADEIRA DISCIPLINA" NO EXÉRCITO; ELES QUEREM É UMA VERDADEIRA CUBA - OU SOBRE CAPITANISMO”, para lê-lo clique aqui
(...)
Primeiramente, porque a maioria das instituições brasileiras realmente não funcionam como deveriam.
Ele está se referindo a essa fala minha lá post: “Há um processo orquestrado pelo petismo que tenta desorganizar as instituições. E para isso o negócio é dizer que está tudo errado no funcionamento da coisa. A isca é sempre uma profunda transformação para melhor” Ta aí, sua mascara de não petralha acaba de cair. Ela não resistiu nem as suas primeiras palavras. Bem, e ele ainda comprova que a estratégia deles foi a que eu disse. O negócio é minar as instituições para, depois, promover uma reengenharia nelas colocando-as à serviço do partido.

E quem foi que disse que movimento social é crime? Se tiver atos de vandalismo, aí sim, é crime...
Porém, se for um protesto pacífico e que não complique a vida de outras pessoas, não há problema algum.
Democracia é isso! Todo mundo tem o direito de manifestar o que pensa desde que não interfira na liberdade e no direito de todos os demais...
Parece que você não gosta do MST... Acredito que devem existir muitos vandalos por lá, mas quem garante que todos os movimentos deles são violentos?

Técnica de venda o sujeito tem, mas como é fraquinho, vagabundo e contraditório seus argumentos. Vejam: primeiro ele diz que se o movimento social tiver atos de vandalismo, aí sim é crime, depois ele diz que acredita que devem existir muitos vândalos por lá [no MST], e indaga: mas quem garante que TODOS os movimentos deles são violentos. Santo Deus!!! Como o pilantra é burro, não é mesmo? Seguindo sua lógica para não ser criminoso o movimento não pode ter “atos de vandalismo” e em seguida ele diz que não são TODOS os movimentos do MST que são violentos. Parafraseando-o: sobra alguma coisa do que eles praticam que não é crime. Então criminosos são! Fica tranqüilo nós entendemos tudo direitinho, viu?, seu picareta.
Será que todos do MST são do eixo do mal?
Respondo. É, tudinho, tudinho, não né? Deve ter uns lá servido de bucha de canhão. Afinal, existe os trapaceiros e os trapaceados, né mesmo Camarada? Você, por exemplo, é um trapaceiro, ou é um trapaceado?

E ele continua, agora, chegou a última fase da sua venda, é momento de fechá-la (ou no caso dele, consumar o estupro ideológico)... Neste último estagio do seu processo de venda ele vai tentar criar a empatia [com a sociedade] para, afinal tirar o pedido e receber a sua recompensa...
(...)
Só acredito que não devemos condenar tudo e todos só prq eles não são empresários da elite como você deve ser...
E para completar! Também não sou pobre mas também não sou rico... Sou classe média alta por assim dizer...
E gosto muito do seu blog e do Reinaldo também!
Mas, as vezes vocês se engajam muito na tentativa de defender a elite a qual vocês pertencem...

De novo eu quero frisar a competência da sua técnica comercial, apesar do seu argumento sempre vagabundo e contraditório. Olhem o que ele faz com maestria, após expor a argumentação picareta acima, ele prossegue agora com uma dose de charlatanismo, dialogando individualmente comigo tenta me desqualificar, criando empatia com o leitor que como ele também, claro, acredita “que não devemos condenar tudo e todos [ a esperteza: diga coisas genericas e consensuais, acusando o oponente]; o que sugere que eu estou fazendo [e é mentira]. É fera! Como tem uma técnica apurada esse malandro, pena que tomou o caminho do mau – vende um péssimo produto, por isso, repito, apesar da boa técnica, sua argumentação é um desastre. Assim, uma ótima propaganda para um produto ruim é um péssimo marketing. E sua malandragem empática continua... só prq eles não são empresários da elite como você deve ser... E para completar! Também não sou pobre mas também não sou rico... Sou classe média alta por assim dizer...
Aqui está a estratégia final da sua peça de marketing. Assim, na Ação de fechamento da sua venda ao leitor ele tenta alinha-se ainda mais com o perfil de pessoa que acredita que lê o meu blog. Reparem: ao dizer que condeno “tudo e todos” e sou como ele quer, empresário da elite que defende à elite e ele diferente de mim é igual ao leitor, um classe média. Ele vira o mocinho a quem as pessoas da classe “dele” devem ouvir e eu o bandido da elite ‘a qual pertenço’ e, portanto, devo ser visto com cuidado. Esse é o seu fechamento da venda. Assim, àqueles que não tem a necessária lucidez viram seu freguês...

Lacerda nomeia secretários e anuncia reforma na prefeitura

No O TEMPO:
O prefeito eleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), oficializou ontem os nomes de 13 integrantes do primeiro escalão de seu governo. Conforme já havia adiantado a reportagem de O TEMPO, a maior parte do secretariado mantém o perfil técnico pretendido desde o início por Marcio Lacerda e será dominado pelo PT, contemplando também PSDB, PV e PSB. (Veja quadro abaixo)
Apesar do anúncio, o prefeito eleito manteve o mistério sobre os nomes dos secretários das nove administrações regionais da prefeitura. Segundo ele, este anúncio deve ser feito entre os dias 10 e 15 de janeiro, quando serão definidas mudanças nas estruturas desses órgãos.
"Quero saber melhor como funcionam as regionais. A tendência é reduzir a estrutura", disse.Lacerda afirmou ainda que pretende manter o perfil técnico também nas regionais. Atualmente os cargos são ocupados por indicações políticas dos mais variados partidos. No entanto, além de mudar a estrutura, o novo prefeito quer impedir que as cadeiras sirvam de trampolim para pessoas interessadas em seguir carreira política. Leia mais


PSDB volta ao 1º escalão de BH após 16 anos

Por Eduardo Kattah, Estadão:
O prefeito eleito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), anunciou ontem os nomes do seu futuro secretariado. O PT continuará ocupando o maior número de pastas, mas, após 16 anos, o PSDB retorna ao primeiro escalão da prefeitura, indicando o secretário de Saúde. Considerada uma das principais vitrines da administração, a pasta terá como titular o administrador de empresas Marcelo Gouvêa Teixeira, que já ocupou a Secretaria da Saúde do governo Aécio Neves (PSDB).
Os petistas que formam o núcleo do governo do prefeito Fernando Pimentel (PT) foram mantidos no primeiro escalão: Murilo Valadares, na Secretaria de Políticas Urbanas; Jorge Nahas, na Secretaria de Políticas Sociais, e Helvécio Magalhães, atual secretário de Saúde, que ocupará o Planejamento. A Secretaria de Educação terá como titular interina Macaé Evaristo, mas faz parte da cota do PT, afirmou Lacerda.
Eles disse que irá fazer sugestão à Fundação Municipal de Cultura para que a mulher de Pimentel, a historiadora Thaís Velloso Cougo Pimentel, seja uma das indicadas em uma lista tríplice pelo conselho gestor da cidade. A escolha do futuro presidente da fundação caberá a Lacerda.
Considerado um dos principais auxiliares do atual prefeito, o secretário de Governo, Paulo Moura, comandará a Prodabel, da administração indireta. Leia mais

Inflação do aluguel é a maior desde 2004

Por DENYSE GODOYDA, Folha:
O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), que serve como referência para o reajuste de aluguéis e tarifas públicas, encerrou 2008 com uma alta acumulada de 9,81%, maior taxa desde 2004; no entanto, ficou abaixo das expectativas, as quais variaram de 10% a 15% ao longo dos últimos meses.
Para a FGV (Fundação Getulio Vargas), responsável pela medição, a tendência de baixa apresentada pelo indicador a partir de agosto deve continuar 2009 adentro, e os consumidores começarão a sentir no bolso o recuo dos preços em meados do primeiro trimestre.
No acumulado de 12 meses em julho, o IGP-M chegou a 15,15%, quase o dobro dos 8,38% aferidos em janeiro. Depois, passou a cair. O movimento do IGP-M no segundo semestre surpreendeu porque, diferentemente do que acontece normalmente, a valorização de cerca de 50% do dólar ante o real não resultou em pressão inflacionária. "O efeito dessa alta foi compensado pela redução dos preços das commodities no mercado internacional devido à crise", afirma Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV. "A moeda americana não voltará a cair, mas as commodities não voltarão a subir. Não veremos tão cedo se repetir aquele cenário global pujante, com a China comprando todo o minério disponível.
"Na avaliação de Quadros, tampouco há o risco de repasse de elevação de custos por parte dos setores da indústria que observaram as suas matérias-primas subirem no primeiro semestre de 2008, pois a demanda externa pelos produtos brasileiros está recuando e a interna deve se desaquecer. "Acho que a inflação será a parte positiva do noticiário em 2009." Leia Mais

IGP-M tem deflação de 0,13% em dezembro

Por Márcia De Chiara, Estadão:
A inflação deixa de ser o foco de preocupação do cenário econômico traçado para 2009 e abre espaço para a queda da taxa básica de juros já no início do ano que vem, segundo apontam os resultados do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Neste mês, o IGP-M registrou deflação 0,13% , num raro movimento de queda do indicador em dezembro. O resultado surpreendeu a maioria dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que projetava estabilidade. No ano, o indicador acumulou alta de 9,81%, a maior marca desde 2004 (12,41%).
Apesar de o IGP-M acumulado em 12 meses até dezembro ser o maior em quatro anos, o resultado de 2008 ficou abaixo do previsto ao longo do ano. Em julho, o IGP-M acumulado em 12 meses atingiu o pico de 15,12%, puxado pela disparada dos preços das commodities. E foram exatamente as commodities, que recuaram 45% em dólar desde julho, que trouxeram a inflação acumulada neste ano para um nível inferior a 10% em dezembro, mesmo com uma desvalorização do real. "A desvalorização do câmbio foi suplantada pela queda das commodities", diz o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros.
Ele aponta dois cenários distintos para a inflação neste ano. O primeiro de descontrole, que predominou de janeiro a julho. Nas suas contas, a inflação média mensal do IGP-M para esse período foi de 1,76%, que projetaria um índice para 12 meses de 15,38%. Mas, a partir de agosto, com o recuo das cotações das commodities em razão retração da demanda mundial, a inflação média mensal medida pelo indicador desacelerou para 0,20%, o que sinalizaria um índice de 2,45% para os próximos 12 meses. Para Quadros, é o cenário de inflação mais baixa que deve prevalecer para 2009. "A inflação será responsável pela parte boa do noticiário econômico no ano que vem", prevê.

Oposição vai ao STF contra MP de fundo

Por MARIA CLARA CABRAL, Folha:
PSDB, DEM e PPS ingressaram ontem no STF (Supremo Tribunal Federal) com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a medida provisória nº 452, que permite destinar ao Fundo Soberano do Brasil mais que os R$ 14,2 bilhões previstos para 2009.
A MP, editada na semana passada, altera a lei de criação do fundo, permitindo a emissão de títulos públicos mobiliários para compor o seu patrimônio, o que foi vedado no projeto aprovado pelo Congresso.
O governo editou a medida após deputados e senadores desistirem de votar, ao final dos trabalhos legislativos, o crédito extraordinário que transferiria os R$ 14,2 bilhões.
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), diz que a ação no Supremo tenta barrar a manobra do Executivo, de achar recursos contra a vontade da Câmara e do Senado. Segundo ele, a MP também vai contra decisão do STF, que já determinou que créditos orçamentários não podem ser feitos por MP, exceto nos casos de "despesas imprevisíveis e urgentes, como as de guerra, comoção interna ou calamidade pública".
"Com a edição da MP, o governo quer desrespeitar o Supremo. Todo esse movimento é para passar recursos por fora do Congresso. E agora, como se não fosse suficiente, querem enganar o Supremo."
O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), diz que a Constituição veda a edição de MP sobre matéria "já disciplinada em projeto de lei aprovado pelo Congresso e pendente de sanção ou veto do presidente da República. Além de inconstitucional, a MP é um desrespeito ao Legislativo e ao Judiciário", disse Maia.
Na ação, os três partidos lembram ainda que a MP não conta com o requisito de urgência necessário para a sua edição. "Ora, não há como cogitar, no caso vertente, sobre urgência, uma vez que a matéria já era objeto de projeto de lei aprovado pelo Congresso. Tem-se nisso causa objetiva de exclusão de urgência à edição de medida provisória", diz o texto.
A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), criticou a oposição. Disse que, apesar de respeitar a Adin, ela não tem "razão de ser" e não deve ter a guarida do STF. "Temos uma situação econômica que a oposição durante toda a manhã, tarde e noite faz questão de lembrar. Agora que queremos um mecanismo que permite utilizarmos a gordurinha restante para tentar contornar a crise, porque são contra isso? Eles [DEM, PPS e PSDB] trabalham sempre no caminho contrário."

Israel anuncia "guerra total" ao Hamas

Folha:
Um familiar traslada o corpo de Dena Balosha, 4, morta em ataque israelense ao campo de refugiados de Yabalia, no norte da faixa de Gaza; um outro bebê morreu junto com dois irmãos adolescentesMARCELO NINIOENVIADO ESPECIAL A SDEROT (ISRAEL) No terceiro dia do maior ataque aéreo já lançado contra alvos palestinos, Israel deu ontem novos sinais de que a operação militar na faixa de Gaza deverá em breve se desdobrar em uma invasão terrestre. O ministro da Defesa, Ehud Barak, disse que Israel está em "guerra total" com o grupo fundamentalista Hamas e confirmou que uma ação por terra poderá ser o próximo passo.
Enquanto a aviação israelense bombardeava bases operacionais e simbólicas do poder do Hamas, fazendo o número de mortos em Gaza ultrapassar 360 -cerca de 60 civis, segundo estimativa da ONU-, os militantes islâmicos respondiam com dezenas de foguetes.
Além de isolar a área próxima da fronteira, Israel elevou o tom da retórica. Numa acalorada sessão da Knesset (Parlamento), Barak disse que Israel usará "todos os meios necessários" para colocar um fim ao disparo de foguetes de Gaza e que a operação militar será "ampliada e aprofundada".
"Temos uma guerra total com o Hamas", disse o ministro, repetindo o que já usou para descrever o conflito entre Israel e o fundamentalismo islâmico. Barak aproveitou para citar o presidente eleito dos EUA, numa demonstração de confiança de que o novo governo manterá o apoio a Israel.
"Obama disse que, se foguetes fossem disparados contra sua casa enquanto suas duas filhas estivessem dormindo, ele faria tudo o que pudesse para impedir", disse Barak. A frase foi dita por Obama em julho, durante uma visita a Sderot, a cidade israelense mais castigada pelos foguetes palestinos.
O discurso de Barak e a referência ao apoio americano pareciam uma resposta à pressão internacional contra os três dias de ataques israelenses à infra-estrutura do Hamas -que prosseguiam com novos bombardeios hoje de manhã (noite de ontem no Brasil).
O território controlado pelo grupo islâmico desde junho de 2007 foi novamente cenário de caos e pânico, com a maioria dos moradores evitando sair às ruas ou ficar perto de janelas, temendo estilhaços dos ataques a alvos do Hamas.
Ontem eles incluíram a Universidade Islâmica, um dos bastiões intelectuais do Hamas, e o Ministério do Interior, que serve de comando central para os cerca de 13 mil membros da força de segurança do grupo. As casas de dois dos principais comandantes militares do Hamas também foram atingidas. Eles não estavam, mas vários membros de suas famílias foram mortos. Leiam mais

Presidente critica imprensa e oposição na última solenidade pública de 2008

Por Leonencio Nossa, Estadão:
Na última aparição pública no Palácio do Planalto em 2008, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem críticas à oposição e à imprensa. Ao sancionar lei que muda a organização do ensino técnico federal, ele voltou a reclamar da extinção da CPMF pelo Senado e disse que os jornalistas costumam ignorar fatos importantes do governo. "Tivemos o percalço da CPMF, que um dia a história vai julgar", afirmou.
Ao se queixar da imprensa, Lula, porém, cometeu uma gafe. "Dizem que se a gente não repetir certas coisas muitas vezes a imprensa não publica, então, por favor, liguem os gravadores", disse o presidente, sem perceber que não havia jornalistas na solenidade, realizada numa sala do segundo andar do palácio. A Presidência só permitiu que os jornalistas acompanhassem o evento por um monitor, no térreo.
Durante a solenidade, o presidente informou que organizará no dia 10 de fevereiro, em Brasília, uma reunião com os prefeitos para cobrar maior empenho na execução de programas federais de combate ao analfabetismo e à mortalidade infantil. Ele disse não entender o motivo de o País não conseguir reduzir a taxa de 15% de analfabetismo da população adulta, índice registrado desde os anos 1970. "O problema é que temos um estoque de analfabetos adultos", constatou.
Disse ainda que irá propor um pacto para aumentar o número de registros civis. Ele citou a própria história pessoal para pedir que os prefeitos conscientizem os pais da necessidade de registrar os filhos, especialmente nos grotões. Lula contou que, ao nascer, o pai demorou para registrá-lo. "É que pobre do interior, quando chega à cidade, não vai primeiro ao cartório, mas à bodega", disse. "Nenhuma criança pode sair do hospital sem o registro."
O presidente segue hoje para Recife, onde inaugura pela manhã o Parque Dona Lindu, cujo nome homenageia sua mãe. Ele deve passar a virada de ano numa base da Marinha em Fernando de Noronha.

Equador determina pagamento de parcela de dívida com o BNDES

Estadão:
QUITO - O Equador autorizou o pagamento de uma parcela de 28,1 milhões de dólares de uma dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), informou nesta segunda o presidente do Banco Central equatoriano. O débito foi submetido a uma arbitragem internacional pois o governo equatoriano o considera "ilegal". O presidente do Equador, Rafael Correa, se comprometeu com o cumprimento dos vencimentos da dívida, feita junto ao BNDES em 2000 no montante original de 243 milhões de dólares, enquanto o tribunal arbitral decide sobre os pedidos do país andino por uma medida cautelar que suspenda o pagamento. "O pagamento foi ordenado e os recursos estão previstos", disse à Reuters o presidente do BC equatoriano, Carlos Vallejo.

Tenho certeza que o STF vai me absolver, diz José Dirceu

Por Ana Paula Scinocca, no O Estado de S. Paulo:
BRASÍLIA - Três anos depois te ter seu mandato como deputado cassado - no auge do escândalo do mensalão -, o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, afirma ter convicção de que será absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Avalia que sua substituta no posto de “braço direito” de Lula, a ministra Dilma Rousseff, tem “grande” chance de emplacar como candidata do PT à Presidência em 2010, e que os tucanos agem como se o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) - principal pré-candidato da oposição -, já tivesse sido eleito. “Essa história está distante da realidade. O Serra tem que conquistar Minas e o Rio, porque o Norte e Nordeste ele não vai conquistar. E Minas e São Paulo serão os Estados mais afetados pela crise”, afirma, em entrevista ao Estado. As respostas de Dirceu foram dadas por e-mail.
Leia a íntegra da entrevista:
Estado - Três anos depois de ser cassado, o senhor ainda pensa na possibilidade de anistia?
José Dirceu - Depende. A rigor eu tenho direito à anistia, porque a Câmara dos Deputados me cassou sem provas. Fez uma cassação política, mas não no sentido que os deputados dão, de que uma cassação sempre é política. É lógico que é política, mas no meu caso, formou-se uma maioria, independentemente de eu ser culpado ou não, o que evidentemente é inaceitável. É uma ilegalidade e a Constituição me garante a verdade, a presunção da inocência, a não culpabilidade. Então, eu poderia sim pedir a anistia. Mas tomei a decisão de não fazê-lo até ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal. E tenho certeza que a absolvição vai acontecer. Não tenho medo do julgamento e espero ser julgado o mais rápido possível para que eu possa pedir a minha anistia. Se o STF der sinais ou provas que só vai julgar em 2013 ou 2014, ou seja, 8 ou 9 anos depois que fui acusado de chefe de quadrilha e corrupto, evidente que vou pedir anistia. Até porque acredito que tenho esse direito.

Estado - Qual seu projeto para retomar suas atividades políticas?
José Dirceu - Faço atividade política, nunca deixei de fazer. Faço ou para me defender, ou para participar como militante da vida interna do PT, ou ainda como cidadão, como profissional. Participo do debate político do País com o meu blog (http://www.zedirceu.com.br/), com entrevistas, palestras. Trabalho como advogado e consultor, sempre tendo em vista um projeto de desenvolvimento para o País. Não trabalho como advogado e consultor olhando só a minha atividade profissional e a minha sobrevivência. Gostaria de voltar plenamente à atividade política, mas não tenho projetos sobre o que vou fazer. O meu projeto agora é me defender, provar minha inocência. Leia mais

Com queda de 40%, SP tem menor número de seqüestros desde 2000

Por Marcelo Godoy, no Estadão:
O ano vai terminar com uma boa notícia na segurança pública do Estado: o número de seqüestros cai mais de 40% em comparação com 2007. O total de 52 casos até a primeira quinzena de dezembro - foram 97 no ano passado - é menor do que o número de 2000 (63 casos), ano da explosão desse tipo de crime em São Paulo. A queda é a mais significativa entre os crimes violentos, superando até a de homicídios, e está ligada a vários fatores, incluindo a diminuição nos casos que terminam em pagamento de resgate e nos valores obtidos pelos criminosos.
Além disso, há o alto índice de prisões e a migração dos bandidos para o tráfico de drogas. "O valor dos resgates neste ano ficou em 2% do total que havia sido exigido. O crime passou a não compensar", diz o diretor do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), Youssef Abou Chahin.
Apesar da diminuição do ganho, os gastos para se fazer um seqüestro permaneceram os mesmos: pagar as contas do cativeiro, dividir o dinheiro entre os integrantes da quadrilha, comprar armas e esperar 30 ou até 60 dias para receber. "Não compensa, também, porque, mesmo depois desse trabalho, a chance de o criminoso receber o resgate é pequena", conta o diretor da Divisão Anti-Seqüestro (DAS), Wagner Giudice. Apenas um em cada quatro casos de seqüestro neste ano em São Paulo terminou em pagamento. Em nenhum deles, os bandidos obtiveram das famílias mais do que R$ 100 mil - a média foi de R$ 15 mil. Em 2002, no auge desse tipo de crime no Estado, houve resgates pagos de até US$ 1 milhão, como no caso do herdeiro de uma rede de lojas de eletroeletrônicos. Leiam mais

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

PODE MUDAR TUDO PARA 2010!: TSE decidirá regra para novos partidos

Por FERNANDO RODRIGUES, na Folha:
Uma consulta do deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pode viabilizar uma terceira via para a eleição presidencial de 2010.
Em documento entregue à Justiça Eleitoral no último dia 17, o deputado faz uma indagação sobre o caso de políticos que abandonam uma sigla para fundar uma nova legenda. Esses políticos podem levar consigo o patrimônio obtido nas urnas? Miro Teixeira não pergunta de maneira direta, mas se refere ao tempo de rádio e de TV para efeito do horário eleitoral e do Fundo Partidário.
Os partidos recebem seus minutos para fazer propaganda e dinheiro público (o Fundo) com base no número de deputados federais eleitos no último pleito. Uma legenda nova sempre tem enorme dificuldade para se viabilizar pois sempre começa com apenas alguns segundos -pelo fato de não ter participado da eleição anterior.
Agora, entretanto, o cenário se alterou completamente depois que o TSE decidiu arbitrar sobre a fidelidade partidária, ainda em 2007. Uma das exceções consideradas para que o político não perca seu mandato ao deixar um partido é quando há a intenção de formar uma nova agremiação."
Mas, se é legal deixar um partido para fundar um novo, com o político não perdendo o mandato eletivo nessa oportunidade, pode então esse político levar consigo todo o patrimônio que recebeu nas urnas?", pergunta Miro Teixeira. A Folha procurou saber como a consulta foi recebida no TSE e ouviu a palavra "interessante" de um dos ministros.
O Brasil tem hoje 27 partidos. Embora o número seja grande, o cenário para 2010 é dado como definido em Brasília. Apenas duas legendas têm declaradamente candidatos competitivos para disputar a Presidência. No PSDB há dois nomes: os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves. O PT deve concorrer com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Outros possíveis candidatos enfrentarão obstáculos por causa do tempo exíguo no horário eleitoral em rádio e TV. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) é um dos que teria dificuldade em se viabilizar -e já estuda apenas postular a vaga de vice-presidente. O mineiro Aécio Neves, uma vez vetado no PSDB, teria um futuro incerto se fosse para outra sigla. O PMDB, um destino possível para ele, estuda com muito mais vigor apoiar Serra ou Dilma.
Agora, com a eventual interpretação do TSE sobre novos partidos, abriria-se uma nova janela para a montagem de uma grande legenda. No Congresso, estima-se que seria possível atrair até cerca de cem deputados para essa empreitada.
A se confirmar esse cenário, um novo partido dessas proporções já nasceria como o maior do Brasil. O PMDB elegeu 94 deputados em 2006, fazendo à época a maior bancada.
Esta não é a primeira vez que Miro Teixeira faz uma consulta polêmica ao TSE. Foi também de sua autoria, anos atrás, a pergunta da qual resultou a decisão sobre a verticalização: os partidos teriam de obedecer a mesma regra para alianças no país, não podendo fazer uma coligação na disputa presidencial e outras diferentes para governadores. A regra valeu por algum tempo e agora foi derrubada, por emenda, para 2010.
O TSE não tem prazo para responder a consultas. Em tese, a resposta pode ser dada no primeiro semestre, a tempo de ser organizada uma nova sigla. Ou de o Congresso votar uma lei revogando essa eventual interpretação do TSE.

Amigos,

Tive que me ausentar um pouco, mas já estou a postos de
novo. Ao trabalho agora, não é mesmo?

Empresas brasileiras perdem 41,5% do valor de mercado no ano

Do Estadão:
SÃO PAULO - As empresas brasileiras com ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo perderam 41,5% do seu valor de mercado no ano de 2008. A queda, segundo levantamento da Economatica, equivale à destruição de duas empresas equivalente a Petrobras em um período de 12 meses ou á perda do valor de mercado de todo o setor bancário no País. Os dados mostram que o valor das ações das 323 empresas analisadas passou de R$ 2,097 trilhões em 26 de dezembro de 2007 para R$ 1,225 trilhões na mesma data neste ano.
O setor de telecomunicações, representado por 12 empresas, foi o menos afetado no ano, com queda de 14,6% no seu valor de mercado. Em seguida vem o de energia elétrica, com 35 empresas, que registrou recuo de 22,6%.
Na outra ponta, o setor mais castigado foi o de construção, com queda de 72,4% no valor das ações de suas 29 empresas. A segunda área mais afetada foi a de Papel e Celulose, com desvalorização de 68,3% no período de 12 meses.
Em valores nominas, o setor de Petróleo e Gás - representado por cinco empresas - teve a maior perda em 2008, com queda de R$ 210 bilhões em seu valor de mercado.
Entre as empresas da carteira teórica da Bovespa, a Rossi Residencial teve a maior queda percentual no ano de 2008, com recuo de 80,6% do seu valor de mercado, seguida pela Aracruz, que no mesmo período perdeu 78,9% do seu valor de mercado.
A empresa com maior queda nominal de valor de mercado foi a Petrobras, com R$ 209 bilhões ou 48,7% de queda. Sete empresas entre as que fazem parte da carteira teórica da Bovespa tiveram valorização do seu valor de mercado no ano, encabeçadas pela Nossa Caixa.
Veja na tabela as empresas que tiveram valorização:

Minha opinião (acrescentado as 18:28 ao post original)

Há dois destaques que valem a pena ser feitos, referem-se à questões que vão além da conjuntura financeira do momento (crise), é uma questão de governança corporativa: 1) A Petrobras é caso da má gestão; e, 2) A Natura da boa gestão. Assim, se fosse uma época de calmaria a Petrobras teria se desvalorizado (sim, um pouco menos) independete do fator crise e a Natura teria se valorizado mais.

Lacerda é exonerado da Abin, mas vira adido policial da embaixada do Brasil em Portugal

Por RENATA GIRALDI, na Folha Online:
Afastado há três meses e meio da direção geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) desde o vazamento de dados da Operação Satiagraha, Paulo Fernando da Costa Lacerda, foi exonerado nesta segunda-feira do comando da agência. Mas, por ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lacerda será o novo adido policial na embaixada do Brasil em Portugal.
O delegado Wilson Roberto Trezza substituirá interinamente Lacerda no cargo de diretor-geral da Abin. Em nota, de dois parágrafos, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) informou a saída de Lacerda, sua nomeação para a embaixada e a substituição interina por Trezza.
Lacerda foi afastado do cargo em 1º de setembro, depois de estar no foco das suspeitas sobre grampos telefônicos feitos para monitorar conversas de autoridades, entre elas o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Leia mais

Ano de 2009 será o mais difícil para o emprego no Reino Unido em 20 anos

Folha:
O ano de 2009 pode ser o mais difícil em duas décadas para o emprego no Reino Unido, onde cerca de 600 mil pessoas podem perder seus trabalhos e outras verão seus salários congelados, advertiu hoje o Instituto do Pessoal e do Desenvolvimento (CIPD, na sigla em inglês).
Este instituto, que representa o pessoal com cargos de confiança nas empresas, ponderou que o desemprego pode não alcançar os 3 milhões de pessoas em 2009. No entanto, advertiu que o período entre janeiro e a Semana Santa de 2009 será o pior desde 1991.
De acordo com números oficiais britânicos, o desemprego no Reino Unido está em 6% de sua força de trabalho, com 1,86 milhão de pessoas, o número mais alto desde 1997.
O diretor econômico do CIPD, John Philpott, ressaltou que o instituto havia advertido, há um ano, que 2008 seria o pior ano para os empregos em uma década, mas assinalou que a situação piorará e a supressão de empregos continuará até 2010.
Segundo o instituto, um de cada quatro trabalhadores britânicos não espera um aumento de salário no próximo ano.
De acordo com Charles Cotton, assessor do CIPD, os empregados são "realistas sobre suas perspectivas de salário", enquanto os "empregadores terão que trabalhar duro para buscar novas formas de motivá-los empregados para que possam render".
"Mais do que nunca, este é o momento que as organizações devem participar de uma comunicação aberta e direta com o pessoal, explicando claramente as razões de qualquer medida difícil que lhes possa afetar", acrescentou Cotton.

Índice:

PERIGO!!! ELES QUEREM "A VERDADEIRA DISCIPLINA" NO EXÉRCITO; ELES QUEREM É UMA VERDADEIRA CUBA - OU SOBRE CAPITANISMO

Capitão afirma que a democracia pode melhorar o Exército

Vitória de Gilmar Mendes: Número de grampos cai 30% desde outubro

Em dois anos, PAC alcança 15% da meta

Abaladas pela crise, usinas de álcool enfrentam inadimplência

''O sonho de o etanol virar commodity será adiado''

''Nós estamos superando o assistencialismo''

Deputado mineiro quer barrar gel para sexo

Senado quer acabar com a fama de lento e estuda mudanças no regimento interno

Trabalhador poderá usar FGTS em fundo de obras

Capitão afirma que a democracia pode melhorar o Exército

(Essa entrevista é uma evidência assustadora do que está acontecendo no país, no post seguinte comento)
Por ANA FLOR, na Folha:
O mineiro Luis Fernando Ribeiro de Sousa, 32, cresceu e até hoje vive no meio militar. É um capitão do Exército que acredita que a democracia pode melhorar as Forças Armadas. Ele integra um movimento que defende mais participação política na corporação, e se prepara para concorrer em 2010 a deputado federal. Para evitar punições, ele falou à Folha enfatizando que todas as idéias são pessoais e não representam a corporação. (ANA FLOR)

FOLHA - Como surgiu esse movimento?
LUIS FERNANDO RIBEIRO DE SOUSA - Mudanças que poderiam melhorar as Forças Armadas, para que ela tenha papel importante, só acontecem por meio de participação política. Qualquer coisa que a gente pode fazer passa pela via política. Precisamos de deputados e senadores para promover qualquer transformação. Assim começamos a nos organizar.
FOLHA - Qual o objetivo do movimento?
SOUSA - O regulamento disciplinar do Exército não contempla um monte de garantias que a Constituição contempla. O movimento é para dizer que o documento maior é a Constituição [e não regimentos internos]. Deve-se ter direito à liberdade de expressão, de associação para fins pacíficos.
FOLHA - Querem mais democracia no Exército?
SOUSA - Dentro das Forças Armadas, até certo ponto tem democracia e até certo ponto não tem. O processo para que todos os direitos do artigo 5º e do artigo 6º [da Constituição Federal] cheguem aos militares não será de uma hora para a outra. Precisa haver democracia para toda a sociedade, inclusive para o Exército. O que está errado é o regulamento disciplinar. Lá na Constituição, que é a arma que nós empunhamos, diz que ninguém pode ser preso senão em flagrante delito. Temos que fazer mudar o regulamento disciplinar do Exército, da Marinha, da Aeronáutica, fazer um regulamento da Defesa unificado e pedir que os governos estaduais também façam isso com as polícias militares.
FOLHA - Querem menos disciplina?
SOUSA - Há setores mais conservadores, ainda da ditadura militar, que dizem que estamos querendo acabar com a hierarquia e a disciplina. Muito pelo contrário. Será uma disciplina verdadeira. Como uma pessoa pode ser punida por dar uma entrevista, por se associar?
FOLHA - O Exército está boicotando o movimento?
SOUSA - O Exército sabe que nosso objetivo é ter um candidato por Estado. O que ele fez? Transferiu [os oficiais]. As ligações políticas locais são quebradas. A meu ver, foi uma medida pensada para desarticular esse movimento. Querem evitar que haja interferência política em assuntos do Exército. Para ler a íntegra clique aqui

Vitória de Gilmar Mendes: Número de grampos cai 30% desde outubro

Por Fausto Macedo, no Estadão:
Caiu em 30% o número de grampos telefônicos no País, informou ontem o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)Dados atualizados sobre as interceptações no País foram repassados pelas operadoras a Gilmar Mendes. Dados atualizados sobre as interceptações foram comunicados pelas operadoras de telefonia ao ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ.
A queda do império da escuta foi identificada a partir de outubro, segundo contagem feita pelas companhias. Para Mendes, a redução do volume de grampos indica que as autoridades diretamente envolvidas com esse tipo de demanda - delegados de polícia, promotores, procuradores e magistrados - estão agindo com mais cautela e atenção.
O mapeamento do CNJ revela que o enxugamento nas interceptações ocorreu simultaneamente nas duas etapas que cercam o procedimento - caiu o número de pedidos da Polícia Federal e das polícias nos Estados e caiu o quadro de autorizações judiciais. O presidente do STF acredita que os responsáveis por investigações que dependem de escutas estão solicitando permissão nos casos que reputam imprescindíveis.
Em 2008 o ministro abriu uma cruzada contra a indústria dos grampos. Mendes denunciou excessos e abusos em investigações de caráter sigiloso. Ele próprio foi alvo de arapongas em conversa com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
O golpe na cadeia de grampos é uma vitória de Mendes. "Isso mostra que juízes que andavam concedendo indiscriminadamente autorizações para grampos agora estão pensando duas vezes antes de fazê-lo", avalia o criminalista Alberto Zacharias Toron, conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "Essa medida só deve recair nos casos em que houver estrita necessidade. Do jeito que estava era inaceitável." Leia mais

Em dois anos, PAC alcança 15% da meta

Por AGNALDO BRITO, Folha:
Lançado em janeiro de 2007, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) encerra seu segundo ano atingindo 15% da meta global de investimentos públicos e privados previstos até 2010. É a primeira vez que o governo apresenta números consolidados de todos os protagonistas do PAC.
Dados do comitê de monitoramento do Gabinete Civil da Presidência da República, obtidos com exclusividade pela Folha, mostram que, nos dois primeiros anos do programa, os investimentos privados e públicos (o que inclui desembolsos da União e das estatais) foram de R$ 98,2 bilhões.
A execução do Orçamento da União nos dois últimos anos é a menor parte, R$ 16,9 bilhões em recursos pagos. Nesse valor estão as despesas liquidadas e de restos a pagar de 2007 e 2008 até o dia 31 de novembro. De acordo com o comitê de monitoramento, os gastos com parte das 2.198 ações que integram o PAC foram completados com investimentos de R$ 24 bilhões em projetos de geração e transmissão de energia elétrica e mais R$ 57,3 bilhões nos setores de petróleo e gás.
A estimativa revisada de investimentos em obras de infra-estrutura social e urbana, energética e de logística e transporte (os três eixos que formam o PAC) é de R$ 636,2 bilhões no quadriênio 2007-2010. Leia mais

Abaladas pela crise, usinas de álcool enfrentam inadimplência

Por José Maria Tomazela, na Folha:
Pelo menos 6% dos canaviais ou 29,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar deixaram de ser colhidas no Centro-Sul do País, a principal região produtora. A sobra de 330 mil hectares de cana em pé é um dos efeitos da desaceleração dos investimentos no setor provocada pela crise internacional. No interior de São Paulo, pelo menos 10 usinas que deveriam entrar em operação este ano não ficaram prontas. Em Mato Grosso do Sul, dos 43 projetos com operação prevista até 2018, cerca de 20 já sofreram corte de recursos.
A crise sucroalcooleira preocupa o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, João de Almeida Sampaio. Ele se reuniu com representantes do setor para discutir a situação. "O desafio é garantir que as usinas cheguem à próxima safra em condições de moer", disse ao Estado. As usinas precisam de dinheiro para bancar as despesas da entressafra, que incluem a manutenção das máquinas, a renovação dos canaviais e o preparo das usinas para a nova safra.
Os chamados ACCs (Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio) oferecidos por tradings ou bancos tornaram-se escassos e com juros altos. "O setor foi pego numa situação de baixo preço do açúcar no mercado internacional, baixa demanda para exportação de etanol e um nível de investimento altíssimo, feito com recurso de curto prazo", disse o secretário. Com a escassez de crédito, a usina ficou sem caixa para tocar os negócios.
Em quase todas as regiões do Estado houve atraso no pagamento de fornecedores. Apesar de quatro grupos usineiros já terem requerido a recuperação judicial, o secretário não acredita em quebradeira generalizada. "Algumas usinas vão sucumbir até o início da próxima safra, mas os fundamentos são positivos e levam a crer numa melhora para o setor." A primeira a pedir recuperação judicial foi a Companhia Albertina, de Sertãozinho. Também entraram com pedidos os grupos João Lyra, Naoum e Othon, que atuam em Estados do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Leia mais

''O sonho de o etanol virar commodity será adiado''

Por Andrea Vialli, Estadão:
O ano de 2008 começou aquecido para o setor de açúcar e álcool. Até o agravamento da crise financeira, o setor previa fechar o ano com aumento nas exportações e conquistando novos mercados. A maré começou a virar assim que o crédito se tornou mais escasso.
Para 2009, a expectativa é de que o setor ainda vai passar por um cenário "pouco alegre", na avaliação de Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e atual presidente do Conselho do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Segundo ele, haverá um movimento de fusões e aquisições de empresas e uma freada nos investimentos. No longo prazo, depois de 2010, o cenário volta a ser favorável. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Estado.
A crise chegou ao setor de açúcar e álcool?
Ao longo do ano, muita gente investiu em usinas novas às custas de endividamento em dólar. E para fazer caixa, algumas usinas jogaram álcool no mercado por um preço muito baixo, o que fez com que o preço desabasse no mercado interno. Foi uma enorme descapitalização no setor. E, com a crise, o mercado apertou, faltou capital de giro, faltou ACC (Adiantamentos sobre Contratos de Câmbio), aí tudo despencou. Por último, estamos com o petróleo a US$ 30, o que tende a tornar o biocombustível menos competitivo. Houve a redução na compra de automóveis. Com isso, também o mercado começou a claudicar. A situação ficou complicada.
E quais serão as consequências desse cenário pouco favorável?
Muitas usinas já estão entrando em recuperação judicial. Essas e muitas outras com problemas de caixa passaram a não pagar os fornecedores de cana-de-açúcar. Se não recebem o pagamento dos usineiros, esses fornecedores estão mortos. As cooperativas já estão sofrendo com a inadimplência das usinas. Além disso, os fundos que estavam aportando dinheiro em novos projetos agora estão em compasso de espera. E estão mais dispostos a comprar usinas com problemas de caixa do que fazer novos investimentos. Leia mais

''Nós estamos superando o assistencialismo''

João Domingos, Estadão:
O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, reconhece que programas como o Bolsa-Família, que atende a 11 milhões de famílias e distribui cerca de R$ 11 bilhões por ano aos beneficiários, tem influência no resultado das eleições. "Bons programas rendem bons votos", diz o ministro. Ao mesmo tempo, porém, ele rechaça as insinuações feitas por partidos de oposição de que o programa tem caráter eleitoreiro.
(...)
Os partidos de oposição dizem que o Bolsa-Família reelegeu o presidente Lula, deu força à base, nas eleições de outubro, e certamente fortalecerá o candidato governista na eleição presidencial de 2010. O Bolsa-Família é eleitoreiro?
Claro que um governo que cumpre compromissos, que demonstra seriedade, competência, que melhora a vida dos pobres e, ao mesmo tempo, estimula, como fazemos, as atividades empresariais, tende a ter um reconhecimento da população mesmo. Vamos ser claros quanto a isso.
Então o senhor admite que o Bolsa-Família rende votos?
Qualquer coisa que você faça tem repercussão. Faz parte do processo democrático. Bons governos tendem a ser bem avaliados, receber bons votos. Mas não tem nada de eleitoreiro. A rede de proteção e de promoção social, a assistência social, a segurança alimentar e nutricional, a transferência de renda e a política de geração de trabalho e de renda e qualificação profissional colocam-se no campo das políticas públicas dos direitos. Estamos superando no Brasil o assistencialismo, o clientelismo, os pobres de cada um, o quem indica. Isso sim, é eleitoreiro. A imprensa divulgou logo depois das eleições que o Bolsa-Família não influenciou em nada na eleição de quem quer que seja. É um fato. As pessoas não entram nem saem do programa porque apóiam o governo. Elas entram e saem do programa segundo critérios juridicamente normatizados, objetivos, transparentes. Temos parceria com o Ministério Público para que a fiscalização ocorra em todos os municípios brasileiros em relação aos nossos programas, principalmente o Bolsa-Família. Há ações da Controladoria Geral da União e dos tribunais, trabalhamos com as prefeituras e governos estaduais, de todos os partidos. Nós estamos é avançando em relação à tradição no Brasil que conhecemos bem, que é a do voto de cabresto, do coronelismo, da troca de favores. Agora não, é o Estado dando benefício para as pessoas para que elas votem em quem e como quiserem. Nós nunca mandamos uma carta para um beneficiário do Bolsa-Família e nunca fizemos qualquer tipo de contato político. Os contatos são absolutamente legais com relação aos direitos e deveres do programa.
A crise econômica global pode afetar o Bolsa-Família?
Não. A rede de proteção e promoção social que estamos implantando no Brasil é importante para enfrentarmos e superarmos a crise. Porque, através dela, nós estamos ampliando no Brasil um mercado interno de consumo forte. Por intermédio de programas como o Bolsa-Família e outros é possível injetar recursos nas classes mais pobres, para pessoas que nunca compraram, ou compraram muito pouco. Elas estão consumindo bem em serviços básicos e, com isso, estimulando muito as economias locais, regionais, o comércio local, pequenas indústrias, arranjos produtivos locais, gerando empregos. Chama a atenção o fato de que acabaram as vendinhas do interior, elas foram substituídas por pequenos supermercados de periferia. As pessoas estão comprando mais material escolar, medicamentos, melhorando suas casas, condições de vida, comprando bens básicos, fogões, geladeiras, instrumentos necessários para garantir a segurança alimentar e nutricional. Nesse sentido, a rede de proteção social, além de suas dimensões éticas e humanas, que pressupõem o direito à alimentação com regularidade, tem também um efeito econômico e prático, que garante a sustentabilidade e o crescimento econômico. Leia mais

domingo, 28 de dezembro de 2008

Deputado mineiro quer barrar gel para sexo

Por FLÓRENCE COUTO, no O Tempo:
Conhecido por posicionamentos conservadores, o deputado federal mineiro Miguel Martini (PHS) entrou com uma representação contra um edital publicado pelo Ministério da Saúde, autorizando licitação para a compra de 15 milhões de lubrificantes à base de água. O produto será distribuído gratuitamente aos homossexuais. A previsão de gastos é de R$ 40 milhões com a aquisição dos lubrificantes.
A despesa foi considerada pelo deputado federal como uma "piada". Para Martini, o ministro (José Gomes Temporão) não sabe quais são as prioridades no setor da saúde. "Em um país onde está faltando remédios e há pessoas morrendo nas filas dos hospitais, comprar 15 milhões de lubrificantes para dar mais conforto na relação anal e vaginal é, para mim, uma piada de mau gosto", alegou o deputado.
O edital foi lançado no dia 17 de dezembro e o pregão aconteceu no dia 22 do mesmo mês. Porém, antes da realização da licitação, o deputado conseguiu entrar com a representação contra o Ministério da Saúde. Agora, segundo Martini, é o Ministério Público quem pode entrar com a ação para impedir a compra dos lubrificantes. Mesmo com a morosidade da Justiça, para o parlamentar, o Ministério Público poderá impedir a compra dos produtos.
Essa não é a primeira contestação de Miguel Martini às ações do ministro Temporão. Anteriormente, ele já tinha entrado com representações contra a distribuição de uma cartilha orientando - inclusive com o uso de ilustrações - sobre o uso de drogas e as relações sexuais. "A cartilha trazia lições sobre drogas e sexo. Ensina, por exemplo, como usar o crack, a cocaína... No caso do ecstasy, estava escrito inclusive que o usuário tem que conhecer bem o fornecedor para não comprar gato por lebre", criticou o deputado. Clique aqui e leia no O Tempo, a resposta do Ministério da Saude e a entrevista do deputado que chama o ministro Temporão de despreparado.

Senado quer acabar com a fama de lento e estuda mudanças no regimento interno

Correio Braziliense:
Assim que tomou posse como presidente do Senado, em dezembro de 2007, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) prometeu atualizar o regimento interno. A linha principal desse trabalho é buscar uma fórmula capaz de acelerar o processo legislativo na Casa, tachada de caminhar a passos lentos. Um ano depois da promessa de Garibaldi, o anteprojeto finalmente ficou pronto. Está nas mãos do senador Marco Maciel (DEM-PE), presidente da comissão especial criada para estudar a matéria.
Maciel antecipou ao Correio algumas propostas em análise (veja quadro abaixo). Por equanto, pouco se avançou nos temas mais polêmicos — por exemplo, os processos por quebra de decoro. O que mais se discutiu até agora foi um jeito de desafogar o plenário. “É preciso melhorar o nosso desempenho, se adequar às novas mídias. Mesmo porque, sem isso, não melhoramos nossa condição de deliberar”, afirma Maciel. A base do atual do regimento é de 1970, atualizada em situações pontuais.
A comissão especial vai propor a ampliação do caráter terminativo nas comissões temáticas. Ou seja, dispensa a necessidade do plenário (formado por 81 senadores) analisar determinadas matérias. “O plenário deve se ocupar dos temais mais polêmicos e relevantes”, explica Maciel. Leia mais

Trabalhador poderá usar FGTS em fundo de obras

Por GUILHERME BARROS, na Folha: Os trabalhadores poderão usar, em 2009, parte dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para aplicar em investimentos em infra-estrutura.
Assim como em 2000, quando o governo permitiu o uso de parte do FGTS para a compra de ações da Petrobras, e em 2002, quando o fez com a Vale do Rio Doce, desta vez a autorização será para a aplicação no FI-FGTS (Fundo de Investimento do FGTS), que é administrado pela CEF (Caixa Econômica Federal).
O objetivo do governo ao autorizar o uso de parte dos recursos do FGTS no FI-FGTS é evitar que a escassez de crédito gere uma freada nos investimentos em infra-estrutura.Os recursos do fundo do FGTS também têm sido uma importante fonte de investimento, inclusive do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para reforço de seu caixa nestes tempos de crise.
Além disso, essa decisão do governo também vai permitir ao trabalhador ter uma opção de aplicar parte do FGTS num fundo que promete um rendimento superior ao atual. Os recursos depositados no FGTS rendem TR (Taxa Referencial) mais 3% ao ano. Já as aplicações do FI-FGTS são garantidas pelo Tesouro e se comprometem a um rendimento de no mínimo TR mais 6% ao ano.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que preside o conselho curador do FGTS (ao qual o FI-FGTS está subordinado), afirmou à Folha que já existe um grupo técnico estudando a adoção dessa medida. Segundo ele, a decisão será tomada em março, na primeira reunião do conselho curador do FGTS do ano. "Será uma opção que pode dar ao trabalhador um ganho maior com os recursos do fundo de garantia", diz Lupi.
A lei que instituiu o FI-FGTS já autoriza essa possibilidade de permitir ao trabalhador aplicar até 10% do FGTS no fundo de investimento, mas o conselho curador do FGTS decidiu não aprovar essa decisão num primeiro momento. O fundo primeiro precisava ser testado, e o país ainda não vivia os problemas de restrição ao crédito com a crise global. Leia mais

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“A influência de 2009 na sucessão de 2010”; ou seria, A tentativa de influência de Kennedy Alencar na sucessão de 2010

Os textos do colunista, Kennedy Alencar, deixam a nítida impressão de ser feitos sob encomendas. Suas “colunas” tentam sempre moldar um cenário político. Ele não faz uma análise opinativa, mas elabora teses que não se sustentam minimante quando postas sob uma análise histórica dos fatos. Isso quando o garoto não está mandando um recadinho, quase oficial, do presidente – quase, porque ele ainda não faz parte da folha de pagamento, como seu colega Franklin Martins, que atuava lá na Globo. Para ilustrar a ação do rapaz, peguei um produto que ele acabou de fabricar. Esse ele intitulou-o de “A influência de 2009 na sucessão de 2010”, mas pode ser chamado assim: A tentativa influência de Kennedy Alencar na sucessão de 2010.

As eleições esquentam mesmo no ano em que acontecem. Antes disso, são assunto mais da política e do jornalismo do que da população como um todo. Não deverá ser muito diferente em relação à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acontecerá daqui a um ano e dez meses, em outubro de 2010. Feita a ressalva óbvia, vale dizer que 2009 promete ser um ano bem importante para a definição do cenário sucessório.
Haverá movimentos decisivos que deverão ser tomados pelos postulantes à cadeira de Lula. No cenário tido como mais provável, espera-se uma eleição polarizada entre os candidatos do PSDB e do PT. Hoje, os favoritos para essas duas vagas são, respectivamente, o governador de São Paulo, José Serra, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Serra é o líder nas pesquisas sobre a sucessão. Dilma ganhou força em 2008, impondo-se ao PT como uma vontade de Lula e ponto final. No PSDB, Serra enfrenta um problema: o governador de Minas, Aécio Neves, quer mesmo ser candidato. Não está para brincadeira e não aceita ser vice do colega paulista.
Até aqui, ele diz coisas acreditáveis e obviedades, como reconhece. Dessa forma, tenta, não levantar suspeita sob o produto que quer vender.

Analisadas as pesquisas, Serra parece um fato consumado. Ele marcou 41 pontos percentuais no último levantamento do Datafolha, realizado no final de novembro. Mas a pesquisa não é ruim para Aécio. Entre o final de março e o final de novembro, ele deu um salto. Passou de 4% para 17% das intenções de voto. É sinal de que o mineiro, com taxa de conhecimento menor do que a de Serra, tem espaço para crescer.
Agora já da indicações do que está querendo: Aécio.

Argumenta-se que o PSDB não deve cometer o erro de 2006, quando lançou o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, candidato a presidente. Alckmin tinha menos da metade da intenção de voto de Serra, que, de acordo com essa tese, deveria ser o candidato. Ora, Serra não queria ser candidato. Teve medo de enfrentar Lula, que já se recuperara do escândalo do mensalão e liderava as pesquisas. Se quisesse, Serra teria sido candidato.
Olha como o moço começa a se revelar. “Alckmin tinha menos da metade da intenção de voto de Serra, que, de acordo com essa tese, deveria ser o candidato.” Por acaso, o Sr. Kennedy, conhece outra razão melhor do que ter mais que o dobro de intenção de votos que o colega, para ser o candidato? Acredite. Ele tem, vai defender abaixo. Sobre sua afirmação de que Serra não queria porque tinha medo de enfrentar Lula. É a mais pura má-fé desse sujeitinho que vive de dizer obviedades e atender demandas especiais. Serra não temia Lula. Faltou-lhe foi apoio do seu partido, porque antes como agora ele liderava as pesquisas, um detalhe que a memória seletiva do colunista o fez esquecer, não é? Ele queria ser o candidato sim, quem não queria eram seus adversários internos que tinham uma “tese” bastante original na época, diga-se que foi derrota na campanha. Mas... como sabem, essa gente perde eleição, mas não perde originalidade, como podem ver na nova tese que Aécio, digo, Kennedy Alencar nos apresenta a seguir.

Uma constatação enfraquece a tese de que lançar Aécio seria uma repetição da fracassada candidatura de Alckmin. É necessária uma obviedade: Aécio não é Alckmin. Tem mais peso político, maior representatividade. No mercado financeiro, por exemplo, tem mais admiradores do que Serra, visto como defensor de maior intervenção do Estado na economia. O mineiro tem boa penetração em amplos setores do centro político brasileiro. Enfim, é uma liderança importante e pela qual passará a sucessão.
Ta aí, Aécio já arrumou uma nova “tese”. E, claro, totalmente original. Aliás, essa já virou uma anti-tese daquela do Alckmin. Como explica o Sr. Alencar, “Uma constatação enfraquece a tese de que lançar Aécio seria uma repetição da fracassada candidatura de Alckmin”. E para seguir o seu malabarismo-argumentativo-vagabundo, Kennedy Alencar, tem de fazer nova ressalva de que está dizendo o óbvio, quando lembra que “Aécio não é Alckmin”. Huuummm... e essa conversa de que Aécio tem mais peso político não dá para engolir, não. Aécio acabou de sofrer uma derrota moral em Belo Horizonte, e só para recordar essa memória fraca de Alencar, em 2004 Alckmin saiu fortalecido com a vitória do seu partido na capital paulista. E mais: em Minas o PSDB decresceu nessa eleição municipal. Quer dizer, Aécio está comparativamente menor que o Alckmin de 2006, claro não o de 2008, não é?

Tem um argumento do colunista da Folha de São Paulo que é de fazer dó. Vejam só, ele escreve, depois do tsunami provocado pelo mercado financeiro, que ser queridinho do mercado financeiro é vantagem, hoje. Que, que isso, heim... Ser, como diz ele [que Serra é] “visto como defensor de maior intervenção do Estado na economia”, amiguinho, é que é vantagem, viu? E não precisa confiar em mim, confie no "FINANCIAL TIMES", que, em editorial essa semana escreveu: “Somos todos keynesianos, agora.” Ou seja, interventores.

Quanto a seu argumento que “O mineiro tem boa penetração em amplos setores do centro político brasileiro.” Acho que Alencar como sujeito bem informado e com bons contatos deveria saber se essa é mesmo a preferência por exemplo de DEM e PPS. Acho que ele se surpreenderia, mas quem disse que ele quer se surpreender, ? Quanto a seu último apelo em favor de Aécio de que “enfim, é uma liderança importante e pela qual passará a sucessão.” Se eu não me falha memória, eu já ouvi Aécio dizer fielmente essas palavras. Pó, cuidado amigo, assim tá virando Release da assessoria de imprensa do governador, uai!

Bem, meus amigos leitores, a tese de Kennedy Alencar em favor de Aécio não acabou ainda, só que a coisa tá tão, como digo, chata, que eu vou pedir para vocês clicarem aqui para lerem o resto e amanhã eu concluo, ok?
Ah, antes um PS.: Ele começou a sua tese pelo título “A influência de 2009 na sucessão de 2010”. Aécio ta mesmo querendo esquecer 2008. A tentativa toda é para zerar o jogo. Então vamos falar de 2009!!! É safadeza pura. E a mesma safadeza de tentar igualar quem tem 3 vezes menos intenções de votos a quem tem o triplo, com “teses” insustentáveis. Ele quer dirigir o foco para 2009, porque, afinal, 2008 o negócio não foi bom para seu... “admirado” amigo Aécio