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domingo, 17 de agosto de 2014

"E quem defende o Brasil?"

Este texto é uma reedição com os comentários da época feito pelos leitores. Eu o havia produzido e publicado em 22 de Novembro de 2008, vale a pena republicá-lo para ver o frequênte assalto que o país sofre dos vizinhos sob o governo Lula. Leiam:

Ontem foi a Bolívia, hoje é o Equador, amanhã quem vai tungar o dinheiro do povo brasileiro? O Paraguai do presidente Lugo...? O índio bandoleiro da Bolívia, Evo Morales, tomou o património da Petrobras e o que fez o governo do PT, anunciou outros investimentos na... adivinhe, Bolivia. Essa é a política do governo brasileiro, muita gritaria teatral contra o “tarrr de imperialismo” e permissividade total com hermanos do subcontinente.


"Ah, mais o governo chamou de volta o embaixador do Brasil no Equador." É mesmo, é? Ora, não era governo quem dizia que a divida não era do Equador, mas da empresa Brasileira, Odebrecht. Isso parece mais um teatro combinado entre os mui amigos esquerdopatas da América Latina. Não se deve perder de vista que ao contrário do que foi divulgado na época, o governo Lula não foi surpreendido com a tomada da Petrobras pela Bolívia. Eles já sabiam. Como se pode ter certeza de que agora o governo brasileiro também não tinha conhecimento prévio deste calote? Não é demais pensar isso de um governo que comprou a democracia, pelo menos por um tempo, com o mensalão, não é mesmo?

Essa já é uma desconfiança que está na cabeça do povo brasileiro, veja esse comentário: "Acredito também que esta história de empréstimos aos países "amigos" e estas ações do Equador são jogadas ensaiadas. Uma boa investigação, com fontes daqui e de lá pedem acabar virando capa de um novo futuro escândalo".

Enquanto vemos o dinheiro ser queimado por irresponsabilidade ou, o que pode ser pior ainda, por traição ao estado brasileiro, a nossa infra-estrutura tá que faz dó. Vejam que sob o governo Lula o metrô de BH nada avançou. O dito PAC é uma enganação, são recursos de estados, municípios e iniciativa privada com uma merequinha da união, que ganha esse rótulo.

Até quando o Brasil vai continuar sendo roubado por esses filoditadores que golpeiam seus povos e agora com complacência da turminha petista fazem o mesmo aqui? Queremos o nosso Brasil de volta. Precisamos de gente que tenha compromisso com um projeto de país. Que não tenha medo de dizer que o Brasil é um país grande e pode ser cada vez mais forte. Um país que se respeita e se faz respeitar.

COMENTÁRIOS:
Parcialmente triste disse...O Brasil é a Geni da America do Sul, todo ditadorzinho de m... leva um pouco, provavelmente esse novo ratocrata não deve ter oferecido nenhuma comissão, por isso essa pequena reação. Já os demais são outras conversas pois nos roubaram e ainda assim foram considerados aliados e merecedores de novas doações. (Tem mensalito no pedaço).23 de Novembro de 2008 08:32

Berlatto disse...Continuo dizendo o seguinte: Ainda bem que temos Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, etc., e agora conhecendo Leonardo Barros, fico feliz que as fileiras do bom senso e independencia estao maiores. avante Leonardo. Abraços
23 de Novembro de 2008 12:00

maria, maria disse...
Os crimes de lesa-pátria cometidos pelo sem-vergonha-mor e sua escroqueria avolumam-se sem que uma única voz contrária saia do putrefato congresso, sem que a mídia ao menos debata o assunto. Todos os poderes estão podres;quanto aos "elementos" que os compõem, enquanto uns estão envolvidos em contar as moedas que recebem por sua traição à spciedade, outros temem a divulgação dos dossiês que a escumalha no poder preparou contra eles.A canalha do itamaraty, despreparada, aliada à bandidagem do Foro de São Paulo, dobra-se docilmente aos tiranetes da latrinamérica.
23 de Novembro de 2008 14:06

fbtomaz disse...
Oi meu caro.....Acabo de conhecer esse blog,,sou leitor oriundo do Reinaldo...e pelos dois primeiros comentarios seus já vi que aqui em Minas temos gente tão boa quanto o nosso Rei.....Que supreza agradável, meus parabens...um abraço e continue com esse sucesso,,,,,,de agora em diante serei tbem seu leitor
23 de Novembro de 2008 14:16

Anônimo disse...Empresta pro Equador, sem receber; empresta pra Cuba; abre as pernas pra Bolívia e perdoa dívidas. Êta país rico! Êta presidente canalha!
Correa sjcampos sp
23 de Novembro de 2008 15:45

Esperando Godot disse...Para defender o Brasil eu chamaria o Zorro. Ele sabe como desmoralizar o Garcia.
Esperando Godot
23 de Novembro de 2008 16:48

Capitão América disse...
Berlatto (23 de Novembro de 2008 12:00) disse...
Continuo dizendo o seguinte: Ainda bem que temos Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi, etc., e agora conhecendo Leonardo Barros, fico feliz que as fileiras do bom senso e independencia estao maiores. avante Leonardo. Abraços
O quê está ocorrendo é um movimento democrático via internet já que a grande maioria dos meios de comunicação vivem a defender o PT. É triste, mas se não fôsse a internet inventada pelos "nefastos" EUA, estariamos dependentes deste tipo de coisa anti-democrática.
Acho que a imprensa brasileira deve rever seu papel, no caso, de advogada do demônio (marxismo) para relatora dos fatos.
Quanto ao entreguismo de Lula, PT e toda esquerda tupiniquim (sim, se um partido apóia é porque gosta da coisa), acho que devemos começar a processar. Traição ao país é crime ou não?
Sem mais...
23 de Novembro de 2008 17:17

Tulio disse...
O molusco já provou que não tem fibra e vai deixar que esse cucaracha, ao igual que aquele índio de araque, passe a mão na b*nda do Brasil

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

PRECONCEITO ANTINORDESTINO: MERCADANTE DIZ QUE CIRO PEGOU O PAU-DE-ARARA NA DIREÇÃO ERRADA

Por Reinaldo Azevedo:
O senador petista Aloizio Mercadante (SP) concedeu um entrevista à Radio Jornal, do Recife, e tentou explicar por que o deputado Ciro Gomes (PSB-SP) — ele já foi cearense — pode ser candidato ao governo de São Paulo com o apoio do PT. Com a fineza teórica que tão bem o caracteriza, lembrou que Ciro nasceu em Pindamonhangaba, em São Paulo, mas “pegou o pau-de-arara na direção errada”. E acrescentou: “Muita gente vem para São Paulo, e ele foi pra lá”.

Entenderam, né? Qualquer um que, tendo nascido em São Paulo, decida ir para o Nordeste toma a “direção errada”. Mais curioso ainda: ele concede a entrevista a uma rádio nordestina e trata o Nordeste como “lá”.

Imaginem esse texto na boca de um não-petista. Já estaria na rede uma campanha acusando o seu autor de “antinordestino”. Se Mercadante é antinordestino ou não, isso eu não sei. Mas que sua fala é preconceituosa, bem, isso é inquestionável.

sábado, 19 de dezembro de 2009

PESQUISA ISTOÉ/VOX POPULI PARA PRESIDENTE DEIXA DE TESTAR A CHAPA MAIS PROVÁVEL SERRA/AÉCIO PARA TESTAR A IMPOSÍVEL AÉCIO/CIRO

A pesquisa ISTOÉ/Vox Populi que acaba de ser publicada testou o cenário com "chapas completas" nestes levantamentos ignorou o comunicado oficial da desistência de Aécio e testou a chapa Aécio Neves/Ciro Gomes, mas considerou a sua negativa não oficial de que não vai compor chapa com Serra, para não testar a temida chapa pelo governo petista que uni José Serra e Aécio Neves na disputa para o planalto, como presidente e vice. E aí eu pergunto qual das duas possibilidades tem chances de ocorrer: 1) o inimigo da cúpula tucana, Ciro, vir a ser vice de Serra ou o PSDB unir-se numa chapa puro sangue? E a matéria em que a pesquisa foi publicada segue a mesma lógica torta honrando subjornalismo como nunca antes neste país, como verão.

De autoria de Octávio Costa e Sérgio Parellas a reportagem ignora os próprios dados e fatos e expõe uma versão onde a lógica mínima e o bom senso são as vítimas fatais. Vejam esse trecho onde, acredite, Marcos Coimbra diz que Serra patina nas últimas pesquisas, mesmo ele estando com 46% no cenário mais provável de ocorrer com Dilma Rousseff e Marina Silva:

Coimbra considera que o governador de São Paulo tem patinado nas últimas pesquisas. Serra é disparado o nome mais conhecido da população, graças ao recall de sua passagem pelo Ministério da Saúde, à candidatura ao Planalto em 2002 e também à importância do atual cargo. Mas parece ter atingido um teto, em torno de 40%.

Só mesmo com muita cafajestagem para dizer isso ou estar a serviço do concorrente, como é o caso do comentarista dono da Vox Populi contratada pela campanha de Dilma. Fato que os jornalistas não expõe no trecho da matéria que traz essa opinião que beira o absurdo. Ou senão vejam, diz o dono do instituto, que Serra está patinando nas pesquisas, argumentando que ele é bem conhecido e teria atingido seu teto. Ora, e teto de quanto mesmo? Quase 50% de intenção de votos, ou seja, Serra chega a 46%, e se fosse contar só os votos validos ele estaria com aproximadamente 60%. Quer dizer, ele é conhecido sim, mas desejado pela maioria da população como o próximo presidente. E falemos do tal recall adiante.

Ao desdenhar o recall de Serra, Marcos Coimbra quer transformar uma vantagem em desvantagem. Reparem ele desdenha o recall de Serra como ministro da Saúde e candidato presidente, quando isso são na verdade fatores diferenciais positivos. É histórico que o trabalho de José Serra no ministério da Saúde é um patrimônio seu com alto potencial de crescimento numa campanha. E até a sua candidatura em 2002 é uma força alavancadora como foram as próprias derrotas de Lula que precederam a sua vitória, vai se construindo uma esperança. Assim, da mesma forma que o povo pensou em 2002: agora é Lula; em 2010 está dizendo através de um sem número de pesquisas: agora é Serra.

Mas o dono da Vox Populi, insiste que o recall de Serra "pode ser uma faca de dois gumes". Mas a reportagem só trata do lado negativo. “É complicado se reapresentar ao eleitor. No Nordeste, por exemplo, as pessoas acham que Serra é médico. Na campanha, quando descobrirem que ele não é, pode não ser bom eleitoralmente para ele.” E já potencial de crescimento de Aécio Neves ele diz que é muito maior, por ele ser bem menos conhecido. Mas é claro que é maior o potencial de crescimento do governador mineiro, afinal, ele tem na média das pesquisas menos da metade de José Serra. Desta forma ele tem muito mais terreno potencial para crescer, comparando com Serra, Aécio tem muito o que crescer, por exemplo, para chegar bem alto onde o Serra já está. Por isso, o subjornalismo a serviço do governo promove tanto o potencial de crescimento de Aécio, porque para eles é melhor ter um competidor com potencial de crescimento do que um competidor já grande, não é mesmo?

Mas como os jornalistas estão honrando muito mais subjornalismo que o jornalismo eles estão fizendo um bom serviço para o cliente. Entretanto, a coisa ficou tão escandalosa que o leitor minimamente crítico saberá fazer a leitura correta dos próprios dados objetivos que estão na matéria e são ignorados e distorcidos pelo texto. Ah, para finalizar fiquem com esse trecho que traduz bem a torcida petista e vem até com a opinião "ISENTA" de Ricardo Berzoini, presidente do PT. A que ponto chegou o jornalismo, heim?, vejam:

Acredita-se que, ao entrar na disputa, Serra pode se desgastar rapidamente, o que, mais à frente, forçaria o PSDB a retomar o projeto de candidatura de Aécio para presidente. Em torno de abril de 2010, o governador mineiro retornaria ao jogo sucessório como a salvação da lavoura tucana. Foi exatamente esta a leitura que o presidente do PT, Ricardo Berzoini, fez ao comentar a desistência: “Aécio ainda não fechou a porta. Caso Serra desista da disputa no ano que vem, pode ser que Aécio, sob muita insistência do PSDB, volte como candidato.”


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O pensa Aécio segundo Josias de Souza

Por Josias de Souza:
Vão abaixo algumas das reflexões do ex-presidenciável tucano:

1. Plebiscito: Aécio declara-se convencido de que, ao optar por José Serra, o PSDB facilitou a estratégia de campanha concebida por Lula.

Acha que será fácil enganchar a imagem de Serra à de FHC, como desejam Lula e o PT da presidenciável Dilma Rousseff.

Por quê? Noves fora a amizade que os une, Serra ocupou, sob a presidência de FHC, dois ministérios. Primeiro, o do Planejamento. Depois, o da Saúde.

A opinião de Aécio sobre a gestão FHC é positiva. Acha, porém, que seria tolice ignorar o fato de que a percepção do eleitorado é outra.

FHC tornou-se um personagem impopular. Ponto e vírgula. Na comparação com Lula, o eleitor dá ampla vantagem ao mandarim petista. Ponto.

Vem daí a menção que Aécio fez, na carta em que declinou da candidatura ao Planalto, à necessidade de...

... “Responder à autoritária armadilha do confronto plebiscitário e ao discurso que perigosamente tenta dividir o país ao meio, entre bons e maus, entre ricos e pobres”.

2. Efeito São Paulo: Outra opinião que Aécio expõe reservadamente diz respeito a um suposto enfado do eleitor com alternativas presidenciais nascidas em São Paulo.

Acha que esse “cansaço” do eleitorado conspira contra Serra. Teria dificuldades de entrar em áreas hoje simpáticas a Lula. Norte e Nordeste, por exemplo.

3. Efeito Rio de Janeiro: Aécio enxerga o Rio como um dos calcanhares mais expostos da candidatura Serra.

Menciona o fato de que o tucanato ainda não logrou montar um palanque no terceiro maior colégio eleitoral do país depois de São Paulo e de Minas.

O problema persistiria caso o PSDB tivesse optado por Aécio. Mas o governador mineiro considera-se mais palatável ao eleitor fluminense do que Serra.

4. Calendário: Aécio diz em privado que enxerga “lógica” na decisão de Serra de empurrar para março de 2010 o anúncio de sua candidatura.

À frente nas pesquisas, beneficiário de um recall de campanhas anteriores, Serra não teria razões para entrar antecipadamente no ringue.

Trocaria socos com Lula, não com Dilma. De resto, viraria um alvo instantâneo, descuidando-se dos afazeres do governo de São Paulo.

Mas Aécio ilumina o que julga ser um problema: a protelação de Serra passa, a seu juízo, uma impressão de “insegurança”.

Estimula na platéia a suspeita de que, na hora ‘H’, submetido a eventuais condições adversas -o crescimento de Dilma nas pesquisas, por exemplo-, Serra poderia recuar.

Aécio chegou mesmo a relatar a um amigo diálogo que, segundo disse, manteve com Serra. Perguntou ao então rival se ele seria candidato em qualquer circunstância.

Segundo a versão de Aécio, a resposta de Serra foi negativa. Só iria à sucessão presidencial se as chances de vitória fossem “muito concretas”.

Aécio farejou na movimentação de Serra um cheiro de queimado. Nas suas palavras: “Em março, ele diria: 'O cenário tá bom, vou eu. Tá ruim, vai você”.

Decidiu retirar-se preventivamente da contenda por avaliar que, em março, já não conseguiria obter as alianças que se julgava em condições de costurar.

Acertos que incluiriam, além de DEM e PPS, legendas que hoje gravitam em torno de Lula.

5. A vice: A despeito da pressão que sofre, Aécio continua dizendo que não lhe passa pela cabeça a hipótese de tornar-se vice na chapa de Serra.

Afirma que, para o eleitor de Minas, “essa coisa de vice não tem tanta importância”. O Estado já teve dois vices: Itamar Franco e José Alencar, o atual.

Acrescenta: “Eu passaria a campanha inteira tendo que explicar”. Diz que, não sendo o presidenciável, precisa se voltar integralmente para Minas.

Deseja fazer de seu vice, Antonio anastasia, o novo governador. “Não adianta ser candidato a vice tendo que viajar o Brasil inteiro. Preciso me dedicar a Minas..."

"...Eu vou ter que fazer a campanha do Anastasia com mais dedicação do que fiz para mim mesmo”.

6. O Senado: Aécio assegura, mesmo longe dos holofotes, que a eleição ao Senado o “safisfaz”.

Segundo o seu raciocíonio, o PSDB “vive um processo de mudança geracional”. Acha-se em condições de injetar “energia nova no Senado”.

Elegendo-se, diz que terá tempo de sobra para alçar novos vôos. “Oito anos de mandato pela frente”, diz ele. Não declara, mas haverá uma outra sucessão presidencial de permeio, em 2014.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

AÉCIO VICE DE SERRA - JOSÉ SERRA PRESIDENTE AÉCIO VICE PSDB -

EU DISSE QUE AÉCIO SERIA VICE DE SERRA EM 24 DE ABRIL 2009, AS FAVAS COM A MODESTIA EU FUI O PRIMEIRO A FAZER A GRANDE APOSTA QUANTO TODO MUNDO DIZIA QUE NEM NO PSDB AÉCIO FICARIA. LEIAM O POST QUE ESCREVI E VAI SE CONFIRMANDO NESTE MOMENTO HISTÓRICO PARA O BRASIL. PARABÉNS AO GOVERNADOR AÉCIO NEVES!!!
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Eleição para presidente 2010 - Vou apostar alto: AÉCIO NEVES VICE-PRESIDENTE DA REPUBLICA. Duvida?


Aécio tem toda a legitimidade para pleitear a presidência da republica. Está em seu segundo mandato e hoje é o governador mais bem avaliado do país. Um feito e tanto. O governador tem mais que uma boa avaliação momentânea, ele tem um grande serviço prestado a Minas Gerais. Recuperou o nosso estado em todos os sentidos, colocou ordem na casa, modernizando a burocracia administrativa, recuperou as finanças públicas, atraiu investimentos e colocou o governo a serviço da sociedade. A obra de Aécio Neves em Minas com o auxilio de muitas pessoas, em especial, o professor Anastásia deve entrar para história de nosso país como um exemplo a ser seguido em qualquer tempo e lugar.

Esse é um mérito do governador que merece o aplauso e eu o faço agora: lhe parabenizando publicamente. E, portanto, por tudo isso reconheço o trabalho que o habilita a preitear a Presidência do Brasil.

É mais o leitor, que me acompanha deve estar se perguntando se mudei a minha posição de José Serra para Aécio Neves como candidato a presidente em 2010. Então vai resposta: não eu não mudei, acho que deve ser Serra o candidato. O que estou defendendo é a postulação legítima de Aécio Neves. Não posso, de forma alguma, ignorar o grande nome que é o governador. E se querem saber acho que Aécio será presidente do Brasil pelo PSDB. Só não acho que ele será eleito em 2010 e que seu melhor caminho não é pelo Senado, mas pelo seu próprio partido, o PSDB. Explico-me.

Então, vamos lá. Aécio seria hoje sem José Serra o candidato natural de seu partido e com grandes chances de ser eleito. Mas as circunstâncias e o contexto faz ser José Serra o candidato que está pronto para vencer as eleições e governar o Brasil. Isto é repetidamente demonstrado pelas pesquisas que colocam o ex-ministro e governador de São Paulo como o pretende que mais está próximo de ser o próximo presidente do País. E Aécio tem consciência disso e saberá, dessa vez, contribuir para que o seu partido vença. É por isso, que eu volto a repetir: o caminho de Aécio é o PSDB não o Senado.

Aécio está numa posição privilegiada sob todos os ângulos políticos que se vislumbre. Sendo José Serra o nome já quase confirmado como o candidato, qual é o jogo para o governador de Minas? Se cacifar como vem fazendo para ser a maior liderança do partido depois de Serra. Neste sentido Aécio está se saindo exemplarmente bem, não é mesmo? Mas como a "vez" é de José Serra, como o mineiro pode assegurar sua boa viabilidade para amanhã (2014)? Dando um passo para frente. E qual é esse passo para frente? A VICE PRESIDENCIA DA REPUBLICA NÃO UMA CADEIRA NO SENADO. Retomando o fio condutor desse parágrafo disse que Aécio está numa posição privilegiada e é verdade ele pode não só estar como se manter numa posição muitíssimo privilegiada sendo o segundo nome da republica e não um dos 81 senadores da Republica.

Quando todo mundo dizia há cerca de quatro anos que Aécio mudaria de partido eu repetia que isso não tinha a menor chance de acontecer. Pois agora eu vou ousar dizer que Aécio tem tudo para ser o próximo vice-presidente do País. E por quê? Como já disse além de se manter numa posição muito forte estrategicamente e poder costurar já, para ser o próximo candidato do seu partido a presidente, que, salvo alguma tragédia política terá o próximo presidente do Brasil. Ele, que tem luz própria, como candidato a vice de José Serra adicionará grande valor reconhecido a chapa e a provável vitória de seu partido, o tornará ainda mais forte e com mais visibilidade nacional.

E que se note, Aécio Neves candidato a vice além de poder fazer um excelente acordo com o companheiro de partido, terá muito mais disponibilidade e capacidade de liderar a eleição em Minas, que como candidato a Câmara Alta. Assim, ele sairia fortalecido nacionalmente como companheiro de Serra e em nosso estado onde pode fazer barba, cabelo e bigode: uma forte bancada federal na Câmara, uma ou até as duas vagas ao senado e o mais importante o governo do estado, com o professor Anastásia. Nessa configuração ele não toma a vaga de candidato do correligionário Eduardo Azeredo como ainda terá toda a força de minas a seu favor após as eleições e estará na posição de segundo homem da republica, ajudando o então presidente Serra fazer as reformas corajosas que o país precisa, como grande articulador que é.

O CAMINHO DE AÉCIO É O PSDB COMO VICE-PRESIDENTE DA REPUBLICA!

Assista o pronunciamento do governador, onde ele desiste da pré-candidatura a presidente:

NOTA DE JOSÉ SERRA SOBRE A DESISTÊNCIA AÉCIO NEVES DA CANDIDATURA DE AÉCIO NEVES A PRESIDENTE DA REPUBLICA - GOVERNADOR

Leia íntegra da nota de Serra sobre desistência de pré-candidatura de Aécio
da Folha Online
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), elogiou hoje o mineiro Aécio Neves (PSDB), que anunciou hoje a desistência à pré-candidatura à Presidência. Aécio disputava com Serra a indicação para a encabeçar a chapa tucana de 2010.

Em nota, Serra disse que Aécio tem todas as condições para ser candidato a presidente.

Leia abaixo a íntegra da nota de Serra sobre desistência de Aécio:

"O governador Aécio Neves tem todas as condições para ser o candidato do nosso partido a presidente, por seu preparo, sua experiência política, sua visão de Brasil e seu desempenho como governador eleito e reeleito de Minas Gerais.

É um homem que soma e que, ao mesmo tempo, sabe conduzir com firmeza as políticas públicas. Não é por menos que seu governo é tão bem avaliado e que a imensa maioria dos mineiros o considera credenciado para ocupar a função mais alta da República.

Não me surpreendem a grandeza e desprendimento que ele demonstra neste momento. Os termos em que ele se manifestou confirmam a afinidade de valores e as preocupações que inspiram nossa caminhada política. Faço minhas suas palavras:

"Defendemos um projeto nacional mais amplo, generoso e democrático o suficiente para abrigar diferentes correntes do pensamento nacional. E, assim, oferecer ao país uma proposta reformadora e transformadora da realidade que, inclusive, supere e ultrapasse o antagonismo entre o 'nós e eles', que tanto atraso tem legado ao país."

Não somos semeadores da discórdia e do ressentimento. Nem estimuladores de disputas de brasileiros contra brasileiros, de classes contra classes, de moradores de uma região contra moradores de outra região. Trabalhamos, ambos, sempre, pela soma, não pela divisão. Somos brasileiros que apostam na construção e não no conflito.

Quero reafirmar o sentimento expresso pelo presidente do PSDB, senador Sergio Guerra, no sentido da união e da convergência que nos move, de valores e ideais.

Temos o sonho de um país melhor, unido e progressista, com oportunidades iguais para todos. E é nesse sentido que vamos continuar trabalhando.

Juntos.

José Serra

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Serra e Schwarzenegger em Copenhague


Por Richard Cowan e Anna Ringstrom, da Reuters:
Enquanto negociadores de mais de 190 países discutem detalhes de um novo tratado climático, celebridades do cenário político norte-americano roubaram a cena com seus apelos por ação.
O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, o ex-vice-presidente Al Gore e o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, atraíram uma multidão de jornalistas enquanto, do lado de dentro do centro de convenções Bella Center, funcionários da ONU alertavam que um acordo continua distante.
Jornalistas tiveram de disputar ingressos para os discursos de Gore e Schwarzenegger.
Em um evento paralelo, o governador de São Paulo, José Serra, se reuniu com Schwarzenegger em Copenhague, e voltou a convidá-lo a visitar o Brasil.
No encontro Serra destacou o fato de a Califórnia contar com 34 milhões de habitantes e 25 milhões de carros sem flexibilidade para usar álcool, gasolina ou diesel.
“Temos pesquisas de etanol envolvendo empresas de São Paulo e da Califórnia, inclusive no sentido de extrair diesel e querosene do etanol. Há um promissor mercado para o etanol brasileiro ali”, disse Serra.
Bloomberg e Schwarzenegger alertaram que, com ou sem acordo, Estados e municípios levarão adiante seus próprios programas de redução de emissões de gases-estufa.
“Certamente seria incrível se os governos do mundo chegarem a um acordo e colocarem limites rígidos sobre os gases do efeito estufa ao mesmo tempo em que ajudam generosamente os países pobres,” disse Schwarzenegger.
No entanto, ele acrescentou: “Os governos do mundo não podem fazer isso sozinhos.” Ele defendeu as regras da Califórnia para os gastos de combustível dos automóveis e outras medidas de redução das emissões em seu Estado, pioneiras nos EUA.
Al Gore, que dividiu o Nobel da Paz de 2007 com o IPCC (Painel Intergovernamental da ONU para a Mudança Climática), tentou usar sua influência para resolver o impasse nas negociações, e pediu ao Congresso dos EUA que vote a nova legislação climática até 22 de abril, 40o. aniversário do Dia da Terra.
Assumindo a premissa de que a atual conferência de Copenhague resultará apenas em um acordo de caráter político, Gore defendeu também que o novo tratado climático global seja concluído até julho.
Citando o degelo das calotas polares, a maior mortalidade de árvores e uma grave escassez de água, Gore disse à plateia da ONU: “Diante de efeitos como estes, claras evidências que apenas tolos incautos ignorariam, tenho uma sensação de frustração (com a falta de acordo até agora).”
Apesar dessas mensagens, ninguém espera uma redução significativa nas emissões globais de gases-estufa se não houver acordo entre os mais de 190 governos reunidos em Copenhague.
E assim será até que a maior estrela política dos EUA no momento, o presidente Barack Obama, chegue à cidade, na manhã de sexta-feira - momento em que estará mais claro se ele e cerca de outros 110 governantes poderão apertar as mãos para selar um novo acordo para controlar a mudança climática.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Aécio Neves critica a tentativa do PT dividir o país entre pobres e ricos e diz que não considera definida a aliança entre PT-PMDB

Por Cirilo Junior, na Folha Online:
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta segunda-feira que ainda não se definiu pela candidatura ao Senado nas eleições do ano que vem. Ele desmentiu informações publicadas na mídia, no final de semana, de que já teria comunicado ao comando do PSDB sua desistência de disputar a Presidência da República.
"Li notícias nos jornais, mas não há nenhuma decisão tomada, até porque se, no mês de janeiro, o partido optar por me dar condições de construir a candidatura, obviamente serei candidato à Presidência", afirmou, após participar de almoço com empresários fluminenses, na Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro).
Aécio lembrou que, caso o PSDB não se defina até o mês que vem, vai disputar o Senado por Minas Gerais. Ele cobrou do partido pressa na definição de um nome na corrida presidencial, para que novas alianças possam ser negociadas.
Um leque maior de partidos na aliança, além dos parceiros habituais DEM e PPS, foi defendido pelo governador mineiro. Ele citou PP, PSB e PDT como partidos que estão ao lado do atual governo, mas que não formalizaram parceria com a candidatura petista em 2010. Nessa linha de pensamento, disse não considerar a possibilidade de ser vice numa eventual chapa com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).
"Acho que não soma. Num quadro partidário amplo como o brasileiro, devemos deixar as portas abertas para alianças com outras forças políticas. Lembro que devíamos estar buscando em parceiros do governo federal, em aliados do presidente Lula, partidos que não estarão necessariamente no apoio a uma candidatura do PT, e poderiam se reunir ao nosso lado."
Ele destacou ainda que não considera a aliança PT-PMDB como algo já definido. Aécio ressaltou que dirigentes peemedebistas de várias partes do país e de setores importantes do partidos têm dito que prefeririam seguir longe do PT nas eleições presidenciais do ano que vem.
Aécio criticou a estratégia petista, citando o último programa eleitoral do partido transmitido em rádio e televisão, de polarização do país. Para o governador, o programa do PT utilizou "viés um pouco perigoso" ao querer dividir o país entre pobres e ricos, "entre os que pensam no povo e os que pensam contra o povo".
"Essa é uma falsa discussão, não é correta para com o Brasil essa discussão. Tentar taxar o adversário, apenas por ser adversário, como, enfim, defensor das elites, dos privilégios, é uma discussão que não prosperará, porque ela é falsa, e tudo que é falso fica pelo meio do caminho."

ACABOU A ILUSÃO DE SEDIAR OS CAMPEONATOS DE FUTEBOL SOBROU CLARO QUE O PREFEITO PÕEM SEUS DEVANEIOS ESPORTIVOS À FRENTE DAS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO

Todos somos testemunhas que o prefeito priorizou o esporte a qualquer outra coisa em Sete Lagoas. O registrou do jornal Tribuna deixa isso muito claro: "O prefeito de Sete Lagoas Mário Márcio Maroca, não mede esforços para que a obra de reforma e ampliação do Estádio Joaquim Henrique Nogueira, a Arena do Jacaré, inicie-se o mais rapidamente possível."

Esse esforço foi feito em detrimento das reais necessidades da população. Uma aposta furada que eu já havia apontado aqui há 7 meses e que agora a cidade tem certeza de mais esse grave equivoco do prefeito Maroca. Porque diferente do que está na reportagem oficial da prefeitura, que diz "Os jogos do Campeonato Mineiro do ano que vem marcados para o Mineirão serão todos realizados em Sete Lagoas". A verdade é a que segue, matéria do Hoje Em Dia:

"Governo cede e clubes e FMF ganham mais 6 meses de Mineirão. Anastasia revelou que o projeto executivo para a reforma do estádio só será concluído em março do ano que vem. Com o preço da obra em mãos, a licitação deve sair apenas em abril. Todo este processo dificilmente termina antes de junho e julho de 2010. Além disso, o HOJE EM DIA apurou que a renovação dos contratos dos espaços publicitários no estádio estão sendo oferecidos até junho do ano que vem."

Então, como se vê o prefeito que coloca seus devaneios esportivos a frente da dura realidade. Repare que ignorando a urgência de um novo hospital, o prefeito pós fim a construção do Hospital Regional e mandou fazer outro projeto, transformando hospital em um pronto socorro como antecipei primeiro para os leitores. Essa pequena unidade de saúde, que tem um terço do tamanho do projeto original ainda está longe de sair do papel. Mas apostava-se mais uma vez na fantasia deixando a população morrer nos corredores do falso Hospital Municipal, vejam:

“É uma obra que trará ganhos incomparáveis não só para Sete Lagoas, mas para toda a região. Teremos mais empregos, geração de renda e com certeza um ganho imenso em diversos segmentos da sociedade, principalmente os setores de bares, restaurantes e hotéis. Com certeza o nosso Turismo terá um grande aquecimento e isso nos deixa muito feliz”, analisou o prefeito.

Uma verdadeira arma de distração da massa. Nada disso vai acontecer como se pode notar, quando e se precisar Sete Lagoas é apenas mais uma cidade como deixa claro o presidente Federação Mineira de Futebol (FMF). "Paulo Schettino revela que a FMF está mantendo contatos para que outras cidades do interior possam ser usadas: “Temos como outras alternativas, além de Sete Lagoas, as cidades de Ipatinga, Uberlândia e Juiz de Fora”.“Os três estádios estão com suas capacidades reduzidas, pois não estão atendendo às novas exigências de segurança. Mas o prefeito de Uberlândia, por exemplo, garante que até dezembro o Parque do Sabaí estará liberado para receber 60 mil pessoas. Em Juiz de Fora, com pequenas ações, se chega a 30 mil. O Ipatingão é o mais fácil de resolver(...)"

Ou seja, Sete Lagoas priorizou a coisa errada. Agora, pior do que o fim de uma ilusão é a cidade acabar de descobrir que o prefeito coloca os seus sonhos supérfluos e egoístas a frente do que é importante de verdade para as pessoas.

sábado, 12 de dezembro de 2009

PAC do saneamento usa só 15% dos recursos


Por LEILA COIMBRA, na Folha de S.Paulo, em Brasília:
Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha dito na última quinta-feira, em São Luís, que pretende "tirar o povo da merda", o programa do governo de construção de redes de esgoto e estações de tratamento dentro do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) está emperrado.
Dos recursos estimados para o setor, de R$ 40 bilhões para o quadriênio 2007/2010, apenas 15% foram desembolsados. O dinheiro, oriundo do FGTS e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), existe, mas as concessionárias de águas e esgotos não conseguem, em sua maioria, ter acesso a ele.
Com falta de projetos e de pessoal qualificado para a sua elaboração, as empresas têm dificuldades para desenvolver corretamente os planos para obtenção de financiamento, não conseguem obter licenciamentos ambientais e nem fazer a desapropriação de terrenos.
Os recursos do PAC, liberados por meio de financiamento da Caixa Econômica Federal e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), não são concedidos a fundo perdido, mas por empréstimos que precisam de garantias suficientes para remunerar o trabalhador.
E, além da falta de projetos, as concessionárias têm ainda dificuldades para apresentar garantias para obter financiamento. Segundo Yves Besse, presidente da Associação das Concessionárias Privadas de Serviços de Águas e Esgoto (Abcon), a legislação atual determina que as redes de esgoto são públicas e não podem ser alienadas. Portanto, não podem ser dadas como garantias.
"Em todo o mundo a área de infraestrutura é financiada por meio de "project finance" (em que não há garantias e o projeto se paga com base no seu faturamento depois de pronto). Mas no Brasil as instituições financeiras não fazem esse tipo de operação", diz Besse.
Acompanhamento das ações de saneamento feita pelo Instituto Trata Brasil mostra a lentidão do programa. Segundo o levantamento, os desembolsos para o setor de saneamento com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), administrados pela Caixa Econômica, foram de R$ 1,3 bilhão para um total de 45 obras -o que representa apenas 17,5% do total previsto.
Já os recursos liberados do FAT, cuja gestão é feita pelo BNDES, somam R$ 403 milhões, ou cerca de 19% do previsto. Do dinheiro do Orçamento-Geral da União previsto para o setor, apenas 10,6% foram liberados (R$ 1,12 bilhão). "É um processo extremamente burocrático e as coisas não andam", afirma Raul Pinho, presidente do Trata Brasil.
Apenas companhias grandes, como Sabesp, Copasa ou Sanepar, têm capacidade de gestão adequada e conseguem acessar os recursos e aplicá-los de forma efetiva.
O Programa Guarapiranga e Billings, da Sabesp, recebeu R$ 250 milhões do PAC. Mas as obras totais do programa, orçadas em R$ 869 milhões, têm também R$ 446 milhões da Prefeitura de São Paulo, R$ 130 milhões da Secretaria Estadual da Habitação, por meio da CDHU, e R$ 42 milhões da própria Sabesp.

Deficit antigo
Apesar de haver recursos para investimentos, o setor de saneamento está despreparado para investir.
Com pouco mais de dois anos de existência, o novo marco regulatório (lei 11.445/2007) ainda não consegue suprir o deficit de quase quatro décadas de imbróglio legal que praticamente paralisou o setor.
Segundo a Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, ligada ao Ministério das Cidades, a morosidade do PAC do saneamento se deve ao fato de que os empreendimentos só foram selecionados a partir do segundo semestre de 2007 e dependem, essencialmente, de Estados e municípios, os entes beneficiados.
Em nota, a secretaria afirma que o andamento das obras tende a se acelerar. Em maio de 2009, segundo o texto, havia a contabilização de um percentual de execução de 11,6% dos investimentos contratados. Hoje, no início de dezembro, esse percentual já é de 22%.

Universalização
Nos últimos dois anos os recursos aplicados foram de R$ 4,5 bilhões e R$ 5 bilhões ao ano. Mas, para universalizar o sistema, é necessário um aporte total de R$ 270 bilhões, segundo o Instituto Trata Brasil. Significa que, mesmo com a totalidade dos recursos do PAC, de R$ 10 bilhões anuais investidos no setor, seriam necessários 27 anos para fazer cada residência na área urbana ter água tratada e coleta de esgoto corretamente destinada.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Serra: aprendi a ficar mais perto das pessoas após 2002

Agência Estado
"Aprendi a ficar mais perto das pessoas". Esta foi, segundo o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), sua grande mudança desde que foi derrotado na eleição à Presidência da República em 2002. Ele fez a revelação nesta sexta em entrevista a uma emissora de TV de Fortaleza (CE), onde fez palestra para empresários e profissionais liberais, a convite do Centro Industrial do Ceará (CIC).

Na entrevista, o provável candidato tucano à Presidência previu uma eleição apertada. "A eleição do ano que vem não vai ser nenhum 4 a 0, 6 a 0", afirmou, ao avaliar que o resultado da eleição de 2002, se visto como uma contagem de futebol, teria um placar de aproximadamente 3 a 2. "Óbvio que o eventual candidato do governo federal vai ter uma porcentagem boa de votos", complementou. "Pode não ganhar, mas não vai ficar lá embaixo.

Serra minimizou, mais uma vez, os resultados da última pesquisa CNT Sensus, que mostraram queda na preferência pelo tucano nas eleições presidenciais. Ele também negou estar intensificando uma agenda com fins eleitorais. "Não estou com nenhum ritmo de viagens para outros Estados que seja diferente de dois ou três anos atrás", disse. "Só que agora tudo é interpretado na ótica eleitoral". Serra justificou a agenda de viagens pelo fato de ser governador de um Estado grande como São Paulo.

Sobre o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), que pede que o partido defina ainda este ano o candidato tucano à Presidência, Serra disse só ter falado com o colega por telefone. "Ele vai definir seu caminho conforme aquilo que analise que é o melhor", afirmou. "Vamos respeitar, mas acho que o nome dele é importante para ser considerado como candidato a presidente, sem dúvida nenhuma.

Na palestra, Serra destacou ser um político "do Brasil" e não um político paulista, frisando ser um aliado do Nordeste. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) destacou que nenhuma obra estruturante foi realizada no Ceará, até o momento, nos oito anos do governo Lula. "Praticamente todas as obras estruturantes que vieram para o Ceará foram dadas a mim, como governador do Estado, por Serra, quando ministro do Planejamento", disse, citando o aeroporto de Fortaleza, o Porto de Pecém e a barragem do Castanhão.

Apresentado pelo presidente da CIC, Robinson Castro e Silva, como bom gestor e competente, Serra recebeu uma camisa do Ceará, que passou à primeira divisão do futebol brasileiro, com seu nome inscrito. O governador parabenizou o time cearense, lamentou pelo Fortaleza, que caiu para a segunda divisão, e pediu para não fazerem suar o Palmeiras, seu time de coração.

"É, meus caros leitores… Encare este post até o fim!!!" Se tiver estômago

DIAS SÓRDIDOS

Permito-me abrir este post verdadeiramente espantoso com algo que escrevi aqui há menos de uma semana: não me interessa a vida privada de homens públicos, a menos que ela esteja em contradição com a sua pregação e com as escolhas políticas que anunciam. Dito isso, adiante.

Leia também:
COMO O ARQUI-INIMIGO DO PSDB CIRO GOMES PODE SER ALIADO DO... PSDB? SIMPLES: ALIANÇA COM UM TERRORISTA INTERNO

Vocês sabem quem é César Benjamin? Então começo por sua biografia sintetizada hoje na Folha de S. Paulo:
CÉSAR BENJAMIN, 55, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha.

Como se nota por sua biografia, Benjamin — conhecido por Cesinha — não é alguém por quem eu nutra qualquer simpatia ideológica. No arquivo, vocês encontrarão várias referências a ele e também à sua editora, que publica bons livros. À diferença do que dizem, sei manter divergências civilizadas com civilizados. Adiante.

A Folha publica hoje alguns textos sobre o filme hagiográfico “Lula, O Filho do Brasil”. Benjamin escreve um longo depoimento — íntegra aqui — em que narra todos os horrores que sofreu na cadeia, preso que foi aos 17 anos. Entre outras coisas, e sabemos que isto é tragicamente comum nas cadeias brasileiras até hoje, foi entregue para “ser usado” pelos presos comuns, o que, escreve ele, não aconteceu. E faz um texto que chega a ser comovido sobre o respeito que lhe dispensaram na cadeia.

Depois de narrar suas agruras, interrompe o fluxo da memória daquele passado mais distante para se fixar num mais recente, 1994, quando integrava a equipe que cuidava da campanha eleitoral de Lula na TV — no grupo, estava um marqueteiro americano importado por alguns petistas. E, agora, segue o texto estarrecedor de Benjamin sobre uma reunião.

(…)
Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: “Você esteve preso, não é Cesinha?” “Estive.” “Quanto tempo?” “Alguns anos…”, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: “Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta”.

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de “menino do MEP”, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do “menino”, que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o “menino do MEP” nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.

O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.


Num outro ponto se seu longo texto, Benjamin comenta o filme sobre a vida de Lula e lembra aqueles que não o molestaram na cadeia:

(…)
A todos, autênticos filhos do Brasil, tão castigados, presto homenagem, estejam onde estiverem, mortos ou vivos, pela maneira como trataram um jovem branco de classe média, na casa dos 20 anos, que lhes esteve ao alcance das mãos. Eu nunca soube quem é o “menino do MEP”. Suponho que esteja vivo, pois a organização era formada por gente com o meu perfil. Nossa sobrevida, em geral, é bem maior do que a dos pobres e pretos.

O homem que me disse que o atacou é hoje presidente da República. É conciliador e, dizem, faz um bom governo. Ganhou projeção internacional. Afastei-me dele depois daquela conversa na produtora de televisão, mas desejo-lhe sorte, pelo bem do nosso país. Espero que tenha melhorado com o passar dos anos.

Mesmo assim, não pretendo assistir a “O Filho do Brasil”, que exala o mau cheiro das mistificações. Li nos jornais que o filme mostra cenas dos 30 dias em que Lula esteve detido e lembrei das passagens que registrei neste texto, que está além da política. Não pretende acusar, rotular ou julgar, mas refletir sobre a complexidade da condição humana, justamente o que um filme assim, a serviço do culto à personalidade, tenta esconder.


Voltei
Peço-lhes prudência nos comentários — mesmo! A política, no ritmo em que vai, está palmilhando todos os caminhos da sordidez, da abjeção, da absoluta falta de limites. Que alguém tenha notado que certas visões de mundo são úteis para vender papel higiênico expõe de modo galhofeiro e trágico o triunfo da vulgaridade: ancha, arrogante, bravateira.
Por Reinaldo Azevedo, ver aqui

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Aécio diz que não retiraria pré-candidatura em favor de Ciro Gomes


da Folha Online

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse nesta quarta-feira que não retiraria sua pré-candidatura à Presidência da República em favor do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Aécio disse que seu compromisso é com o PSDB e que estará com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nas eleições de 2010.

"Não [retiraria a candidatura]. Eu tenho um compromisso com o PSDB. Ele é absolutamente claro. Serra e eu estaremos juntos. Eu agradeço a gentileza e generosidade do companheiro Ciro. Ele é sempre muito bem-vindo a Minas Gerais, seja eu governador, esteja eu sem mandato", afirmou Aécio, que defende a indicação do PSDB com Serra.

Na semana passada, Ciro admitiu em duas ocasiões que sua candidatura não seria mais necessária se Aécio for o nome tucano na disputa. "Se o governador Aécio Neves se viabilizar candidato a presidente da República, penso que sua presença é tão importante para o Brasil que a minha candidatura não é necessária mais", disse Ciro, que desconversou sobre a possibilidade de ser vice de Aécio. "Sobre candidatura, meu partido é quem decide", disse na ocasião.

Hoje, ao negar a possibilidade de retribuir a iniciativa de Ciro, Aécio agradeceu "de público" as declarações do deputado e ressaltou que se sua candidatura não se viabilizar, continuará atuando no "campo das oposições" --o PSB faz parte da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar da relação próxima com Aécio, Ciro tem o apoio do presidente Lula para disputar o governo de São Paulo. O deputado, por sua vez, já declarou várias vezes que não interesse no governo paulista e que pretende se candidatar à Presidência.

Sobre a pressão de partidos aliados ao PSDB para que Serra defina sua candidatura à Presidência, Aécio disse que o momento é de diálogo e que 30 dias a mais ou a menos na definição não vão fazer diferença.

"Acho que não é o caso de pressão. O governador Serra é um homem público experimentado. Ele tem a sua estratégia. Ele não tem escondido essa estratégia. Ele tem a tornado pública e temos que respeitá-lo", disse Aécio.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

COMO O ARQUI-INIMIGO DO PSDB CIRO GOMES PODE SER ALIADO DO... PSDB? SIMPLES: ALIANÇA COM UM TERRORISTA INTERNO

O governador Aécio Neves é do PSDB - filiado pelo menos - mas ele parece que não gosta do PSDB. Por quê? Porque alia-se ao arqui-inimigo do partido, o deputado, Ciro Gomes do PSB. Isso é ilegítimo. Até numa guerra existem limites éticos a serem respeitados, como por exemplo não atacar um carro de socorro a vítimas. Na disputa política também existem limites que devem ser respeitados. Mas Aécio está disposto a golpear abaixo da linha da cintura o seu... próprio partido.

O jogo baixo do governador Aécio Neves está em aproximar-se de Ciro Gomes mais para implodir as chances do partido, que viabilizar-se candidato. Vamos ao detalhes. Ciro é o mais impiedoso adversário dos tucanos, os paulistas em especial. Sua obstinação é destruir essa ala do PSDB. Algo notoriamente sabido. Então como é possível imaginar que uma aliança cearence com o mineiro possa ser a construção de uma parceiria para vencer? São Paulo iria referendar essa aliança? NUNCA.

E por que Aécio Neves investe nisso? Porque ele faz o seu próprio jogo e lixa-se para o partido. Desta feita, nada melhor que procurar um arqui-inimigo da sigla para a empreitada, não é mesmo? Aécio aposta no futuro. Como está claro. Veja a seguir.

Com idade para ser filho de José Serra, Aécio Neves quer apenas se projetar seja conseguido ser o candidato mesmo sem chances; seja promovendo uma luta inanceitavel contra o seu colega de partido. Acha que de uma forma ou de outra seu futuro está assegurado. O que lhe importa é projetar-se de uma maneira ou de outra; e inviabilizar José Serra. Se candidato agindo assim não terá o apoio de Serra, se for o contrário lava as mãos para sorte do colega - ah, se não der uma forcinha para o adversário como em 2002.

Sua aposta é no amanhã, ou seja 2014. Mas é aí que morre o perigo. Observem, se hoje o PT está forte com as práticas populistas-assistencialistas, o domínio da maquina pública - governo, estatais, fundos de pensão, sindicatos... -, em 2014 os petralhas estarão muito mais forte. E o país estará muito mais próximo do padrão bolivarianista-venezuelano: partidos oposição mais enfraquecidos ainda, opositores perseguidos - já estaremos muito próximo de uma ditadura. Aí, bay, bay sonho de futuro.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

PT nacional sinaliza para uma candidatura própria em Minas, diz jornal O Tempo


Segundo petistas, no Estado, chances de vitória são as maiores do Sudeste
Por Murilo Rocha, O Tempo:
Brasília. O PT de Minas Gerais obteve nesta semana os primeiros sinais de um aval da direção nacional do partido para negociar uma aliança com o PMDB regional sem abrir mão de encabeçar uma candidatura ao governo do Estado. Além de Minas, petistas da Bahia e do Mato Grosso do Sul também devem receber sinal verde para a candidatura própria, independentemente da pressão dos peemedebistas. No entanto, o partido só irá bater o martelo sobre onde irá ou não ceder a cabeça de chapa nas candidaturas aos governos dos Estados para o PMDB a partir de março do próximo ano.
No caso de Minas, lideranças nacionais da sigla apontam dois fatores para a defesa de uma candidatura própria. O primeiro é a condição real dos dois pré-candidatos - o ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito Fernando Pimentel - vencerem pela primeira vez a disputa ao governo. Outro aspecto é o risco de o PT ficar sem candidato a governador com chances de vencer nos quatro Estados do Sudeste, onde estão concentrados cerca de 44% dos eleitores, caso o partido aceite apoiar a pré-candidatura do PMDB - no caso de Minas Gerais, a do ministro Hélio Costa.Pela avaliação dos petistas, em São Paulo, o PSDB é favorito à reeleição e o partido pode apoiar uma eventual candidatura de Ciro Gomes (PSB). No Rio, apesar da situação ainda não estar acertada, o PT, do pré-candidato Lindemberg Faria, também teria desvantagem em uma disputa com o governador Sérgio Cabral (PMDB), ficando mais fácil a costura de um acordo favorecendo o peemedebista. E no Espírito Santo, o partido iria compor a chapa dos partidos da base aliada do presidente Lula como vice. No Sudeste, apenas em Minas a chance de vitória de um candidato próprio do PT seria real.
"Em nome do projeto nacional, vamos discutir de forma fraterna com o PMDB uma aliança para o PT encabeçar a chapa. Nunca estivemos tão bem", avaliou o presidente regional do PT em Minas, deputado federal Reginaldo Lopes. Segundo ele, os petistas vão propor para o PMDB em Minas a escolha por um nome levando em conta não só as pesquisas eleitorais quantitativas."A pesquisa deve ser um aspecto, mas não pode ser o único. Vamos buscar outros indicadores qualitativos, como a capacidade de agregar aliados", respondeu Lopes, ao ser questionado se o ministro Hélio Costa hoje não teria uma condição melhor nas pesquisas eleitorais.
Nacional. De acordo com o secretário de organização do partido e integrante do Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT, Paulo Frateschi, ontem foi a primeira grande reunião do GTE com os presidentes de diretórios estaduais para saber da situação nos Estados. "Há preocupação dos dois comandos nacionais (PT e PMDB) de não prejudicar a aliança nacional em torno da candidatura da Dilma. Mas, em alguns locais, eles (PMDB) não têm condição de nos atender totalmente e nem nós (PT) temos condições de atendê-los em tudo", disse.
Ainda, conforme Frateschi, a definição das alianças ficará para o próximo ano, após a eleição para a escolha dos novos diretórios estaduais, marcada para o final deste mês. As definições devem acontecer em março.
IntervençãoDescartada. Para Paulo Frateschi, está fora de cogitação a intervenção da direção nacional do partido em qualquer diretório estadual. Os comandos regionais podem continuar as negociações nos Estados.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

APAGÃO NO BRASIL E A MENTIRA DO GOVERNO LULA: especialista descarta mau tempo e afirma que houve falha de equipamento poe fim a tese mentirosa do LULA

Por André Pontes, Da VEJA.com:

"Vento não desliga o circuito". É o que afirma José Antonio Jardine, professor da Escola Politécnica da USP e estudioso de sistemas de potência e automação de sistemas elétricos. A informação do docente desmente o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, que afirmou que as condições meteorológicas na região de Itaberá, em São Paulo, acabaram interrompendo três linhas que ligam a Usina de Itaipu ao Sistema Interligado Nacional (SIN). "Ventos fortes, em alguns casos, podem desligar o circuito", disse Zimmermann na manhã desta quarta-feira. Horas depois, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, descartou o mau tempo como causa do blecaute.

De acordo com José Antonio Jardine, a única chance de não ter havido falhas técnicas no sistema seria se "três raios caíssem ao mesmo tempo nas três linhas que desligaram". "Quando um raio cai em uma linha de transmissão, a sentinela automaticamente desliga e liga. É aquilo que ocorre quando pisca a luz na sua casa", explica o especialista. No caso de terça-feira, o aparelho da sentinela falhou e não ligou, sobrecarregando as outras duas linhas que chegam a Itaberá. Uma dessas linhas também desligou e apenas uma ficou funcionando.

Ainda segundo o professor da USP, apenas um vento acima de 150 km/h poderia derrubar uma torre de transmissão. De acordo com o meteorologista Alexandre Nascimento, da Clima Tempo, não houve ventos acima de 60 km/h na região entre Ivaiporã, Itaberá e Tijuco Preto. "O vento máximo registrado na região entre 21h e 22h foi de 60 km/h. Além disso, a chuva não foi tão intensa. Não vi nada de especial no radar, principalmente durante o horário do blecaute", disse o meteorologista, citando dados do radar do Instituto de Pesquisas Meteorológicas da UNESP e de estações de controle de ventos nas regiões de Ivaiporã, Itaberá e Tijuco Preto. Continue

sábado, 7 de novembro de 2009

Entrevista do senador Eduardo Azeredo, Folha de São Paulo - Confio em decisão técnica do STF, diz Azeredo

Por Andreza Matais, na Folha:
O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) afirmou não entender como o ministro Joaquim Barbosa, do STF (Supremo Tribunal Federal), considerou um documento “falso” como prova do seu envolvimento com o mensalão mineiro. “É tão vagabunda a falsificação que o delegado [Luiz Flávio] Zampronha, que foi extremamente duro comigo, não considerou essa prova”, disse.Trata-se de recibo de R$ 4,5 milhões com a assinatura do senador destinado às empresas de Marcos Valério. O documento, diz ele, foi montado pelo lobista Nilton Monteiro. Azeredo também rejeita a tese de que o esquema foi o embrião do mensalão que anos depois abalou o governo Lula.

FOLHA - O sr. acusa o ministro relator de usar prova falsa?
EDUARDO AZEREDO - Manifestei indignação de chegar ao STF um documento que é xerox. Não existe o original. É alguém pegar a assinatura num cheque, tirar xerox e escrever em cima.

FOLHA - Mas o documento consta na denúncia do Ministério Público e está nos autos…
AZEREDO - O delegado fez uma análise dura e não considerou esse recibo porque disse que era muito fajuto. O processo vem com tudo. Agora, no fim é que tem a decisão do procurador. E ele não considerou esse recibo como válido.

FOLHA - Como o recibo foi parar no processo?
AZEREDO - Ele [delegado] citou que recebeu isso de Nilton Monteiro. Não é possível que um país como o Brasil permita que um homem desse continue solto. Tenho que dar explicações, e o cara está solto.

FOLHA - Monteiro não participou da sua campanha?
AZEREDO - Teve uma relação com esse Cláudio Mourão [tesoureiro da campanha] num determinado momento e aí ele entrou nesse processo assim. Agora, como é que ele continua? Eu sei que ele tem ligações com um ex-deputado de Minas do PT. Eu não estou atacando o PT, não. [Eduardo] Suplicy me deu apoio, Tião Viana me ligou. Eu tenho respeito pelo Lula.

FOLHA - Outra prova que consta contra o sr. é a liberação de recursos de estatais para eventos que depois foram desviados para campanha.
AZEREDO - Não há nenhuma prova de autorização minha. Se não tem prova de que o Lula autorizou o Banco do Brasil, a Visanet, tá certo não ter incluído o Lula [no mensalão]. O que estou dizendo é que no caso dele considerou-se que as empresas tinham gestão própria. No meu caso, não se considera. Aqui

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Não é R$ 100 milhões, é muito mais

A poucos dias eu disse aqui que o SAAE seria um patrimônio de R$ 100 milhões de dívida, depois de contratar o empréstimo do BNDES. Estava errado. É bem mais. No calculo mais modesto que fiz com ajuda do competente contador Aluísio Barbosa Jr., o valor fica próximo de R$ 150 milhões, projetando um juro mínimo e com juro normal de mercado, em torno de 7%, a quantia chega próximo de R$ 270 milhões. Não sabemos ao certo quanto é, o governo Maroca não deixou isso claro, até agora.

Mas vocês estão vendo esse quadro abaixo, pois então ele é a projeção de despesas do Plano Plurianual Anual (PPA) da Prefeitura, e como podem ver em 2013, a dívida salta de 10 milhões para 22 milhões - e, creio, neste primeiro ano os pagamentos vão atingir somente alguns meses. É último item da tabela do lado direito, em baixo. O próximo gestor é quem vai ter que se virar para arcar com a decisão de endividamento de hoje, que considero uma tragêdia para as finanças de Sete Lagoas. Esse número quando foi apresentado na Audiência Pública, que tratou do PPA, na semana passa, criou alvoroço. É, pelo menos números sensibilizam e assustam.

E não é para menos, ele significa que as finanças da cidade estarão comprometidas, por 20 anos, com o pagamento da DÍVIDA SAAE. Endividamento que não resolve definitivamente a questão da água e nem tem um centavo para esgoto. Dessa forma bay, bay valorização dos servidores, investimento educação, saúde diretamente, assistência social... Ou seja, o cidadão-contribuinte além de estar financiando a dívida através Taxa de Resíduos Sólidos, vai estar pagando também com o sacrifício da restrição orçamentaria com baixo investimento público, porque o próximo gestor está obrigado a arcar com uma obrigação dívida estranguladora.


Em tempo, vou com outros colegas para São Paulo, a convite da IVECO, à noite já estarei de volta.

sábado, 24 de outubro de 2009

Infraero desmente Presidência


Por Ezequiel Fagundes, O Tempo:
Apesar de a Presidência da República ter garantido que o mau tempo em Minas levou a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a cancelar os compromissos no Triângulo Mineiro e voltar para Brasília - ainda pela manhã, na última quinta-feira -, informações fornecidas ontem pela Infraero de Uberlândia mostram o contrário.

Leia também:
AÉCIO NEVES É MAIS-LULA E FHC; NÃO PÓS-LULA

Segundo o órgão, a pista do Aeroporto Tenente Coronel Aviador César Bombonato operou normalmente anteontem para pousos e decolagens durante todo o dia.
"Não houve problema meteorológico. A visibilidade era normal e o aeroporto não foi fechado nenhum instante", contou um fiscal da Infraero a O TEMPO. Vinculada ao Ministério da Defesa, a Infraero é responsável pela administração dos aeroportos do país, incluindo os de menor porte. Procurada novamente pela reportagem, a assessoria de imprensa do governo federal mantém a versão de que "problemas meteorológicos impediram a visita" do presidente Lula na região do Triângulo Mineiro, na última quinta-feira - mesmo diante das informações repassadas pela Infraero.
Ainda de acordo com a Infraero, de fato o aeroporto de Uberlândia é frequentemente interditado pois não dispõe do sistema ILS, equipamento responsável pela orientação de aeronaves até próximo a cabeceira das pistas. O fato porém não impediu as operações do terminal na última quarta. A pista do aeroporto da cidade possui 1.950 metros, mesma dimensão da pista no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Segundo a Infraero, a comitiva presidencial cancelou o pouso por volta das 12h da quinta-feira. O presidente Lula iria inaugurar obras viárias custeadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e assinar convênios do programa Minha Casa Minha Vida.
Além de Uberlândia, estava prevista também uma visita à cidade de Uberaba. Nas duas cidades, foram preparadas grandes festas para recepcionar a comitiva presidencial.

PF indicia 22 pessoas por fraudes em obras do PAC


Do O Tempo:
Servidores públicos, agentes de governo e empresas foram indiciados
A Polícia Federal concluiu o inquérito sobre o envolvimento de servidores públicos, agentes de governo e empresas concorrentes de licitações em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Vinte e duas pessoas foram indiciadas.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo, Goiânia e Distrito Federal. A empresa de Saneamento da Capital (Sanecap), responsável pela gerência de águas e esgotos em Cuiabá, nomeou a operação - Pacenas é o nome ao contrário -, pois alguns dos contratos com indícios de fraude eram justamente relativos a obras de saneamento básico.
Foram realizadas 21 perícias técnicas nos materiais apreendidos, além das oitivas e análises dos dados encontrados, e a polícia encontrou provas de crimes de fraude à licitação, advocacia administrativa e formação de quadrilha. Foi encontrada também uma mensagem eletrônica contendo orientações sobre como burlar o processo licitatório.
O principal foco das investigações é o direcionamento das licitações para que empresas pré-determinadas vencessem as concorrências. Dos quase R$ 300 milhões licitados, R$ 6,241 milhões já haviam sido pagos pelo poder público. A Justiça bloqueou os bens dos envolvidos.
A fraude se dava pela indução nos editais de cláusulas que direcionavam determinadas empresas por meio de cláusulas consideradas restritivas. Denúncias anônimas diziam que as empresas já eram vencedoras das licitações antes do procedimento licitatório, pois os concorrentes ajustavam as propostas previamente, oferecendo pagamentos em dinheiro e parte dos contratos firmados com a prefeitura.