quarta-feira, 11 de novembro de 2009

APAGÃO NO BRASIL E A MENTIRA DO GOVERNO LULA: especialista descarta mau tempo e afirma que houve falha de equipamento poe fim a tese mentirosa do LULA

Por André Pontes, Da VEJA.com:

"Vento não desliga o circuito". É o que afirma José Antonio Jardine, professor da Escola Politécnica da USP e estudioso de sistemas de potência e automação de sistemas elétricos. A informação do docente desmente o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, que afirmou que as condições meteorológicas na região de Itaberá, em São Paulo, acabaram interrompendo três linhas que ligam a Usina de Itaipu ao Sistema Interligado Nacional (SIN). "Ventos fortes, em alguns casos, podem desligar o circuito", disse Zimmermann na manhã desta quarta-feira. Horas depois, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, descartou o mau tempo como causa do blecaute.

De acordo com José Antonio Jardine, a única chance de não ter havido falhas técnicas no sistema seria se "três raios caíssem ao mesmo tempo nas três linhas que desligaram". "Quando um raio cai em uma linha de transmissão, a sentinela automaticamente desliga e liga. É aquilo que ocorre quando pisca a luz na sua casa", explica o especialista. No caso de terça-feira, o aparelho da sentinela falhou e não ligou, sobrecarregando as outras duas linhas que chegam a Itaberá. Uma dessas linhas também desligou e apenas uma ficou funcionando.

Ainda segundo o professor da USP, apenas um vento acima de 150 km/h poderia derrubar uma torre de transmissão. De acordo com o meteorologista Alexandre Nascimento, da Clima Tempo, não houve ventos acima de 60 km/h na região entre Ivaiporã, Itaberá e Tijuco Preto. "O vento máximo registrado na região entre 21h e 22h foi de 60 km/h. Além disso, a chuva não foi tão intensa. Não vi nada de especial no radar, principalmente durante o horário do blecaute", disse o meteorologista, citando dados do radar do Instituto de Pesquisas Meteorológicas da UNESP e de estações de controle de ventos nas regiões de Ivaiporã, Itaberá e Tijuco Preto. Continue
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