VISITE ANTES DO LANÇAMENTO PARA CONHECER E ESCOLHER O SEU LOTE

domingo, 17 de agosto de 2014

PERIGO!!! ELES QUEREM "A VERDADEIRA DISCIPLINA" NO EXÉRCITO; ELES QUEREM É UMA VERDADEIRA CUBA - OU SOBRE CAPITANISMO

(Data original da postagem 29/12/08 02:36)
A Constituição permite a participação política e a eleição de militares da ativa, tendo eles apenas que se afastarem para concorrer ao cargo eletivo. Então, não há nada de errado em um militar vir se a eleger. Muito diferente, no entanto, é a disposição de tentar “democratizar” a instituição militar de forma a fazê-la aplicar o código civil constitucional para disciplinar o cidadão militar no ceio da corporação. E, é essa a intenção do movimento “Capitanismo” (é a isca), como declarou o capitão Luis Fernando Ribeiro de Sousa “O regulamento disciplinar do Exército não contempla um monte de garantias que a Constituição contempla. O movimento é para dizer que o documento maior é a Constituição [e não regimentos internos]." E mais: ele quer direito à liberdade de expressão, de associação. Alguém desavisado poderia pensar, “mas por que não e tal”. Não porque, as Forças Armadas não é lugar para se fazer política.

E é está a intenção do tal movimento, promover: “Mudanças que poderiam melhorar as Forças Armadas, para que ela tenha papel importante”, diz o capitão, Luis Fernando Ribeiro de Sousa. Vejamos quais são as mudanças que sonha o oficial do Exército, integrante do movimento "Capitanismo".“Nosso pensamento é desenvolver o Brasil, um lugar para a gente crescer, com a não-criminalização dos movimentos sociais.” Como é que é, que papo é esse de “não-criminalização dos movimentos sociais”. Ao que parece, o oficial prefere a conduta de movimentos, como do MST, à do Exército brasileiro.

Leitor, o que começa ficar evidente, é que esse movimento é só mais um sintoma do mal que atinge as instituições do país. É a ABIN, Polícia Federal, Justiça, Ministério Público, Forças Armadas – aqui, lembrando também a greve dos Controladores de Vôo. Há um processo orquestrado pelo petismo que tenta desorganizar as instituições. E para isso o negócio é dizer que está tudo errado no funcionamento da coisa. A isca é sempre uma profunda transformação para melhor, vejam o que diz o Capitão “Há setores mais conservadores, ainda da ditadura militar, que dizem que estamos querendo acabar com a hierarquia e a disciplina. Muito pelo contrário. Será uma disciplina verdadeira.” O que será a verdadeira disciplina? Talvez seja isso que ele diz: o “Regulamento [do Exército] que não contempla direitos. Um regulamento que te coloca uma rédea curta. Ele pode ser totalmente diferente sem estragar nada.” Quer dizer, rédeas podem ser totalmente largas – que mundo perfeito. As “regras” seriam largas até que se instalasse a verdadeira ditadura de esquerda. Aí, veríamos o quão largas seriam as regras, não é capitão? O bom que a Cuba tá logo ali para nos mostrar a largura das regras.

E o capitão contou quem o seu movimento vai apoiar em 2010: “Definimos que vamos apoiar quem o presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva] apoiar.” E revelou a Folha outros detalhes do planejamento do grupo, leiam: “Desde 2004, o grupo debate como participar mais da política partidária brasileira. Apesar de trabalhar para eleger vereadores e prefeitos, o alvo não é obter postos municipais, mas construir a base para eleger congressistas. Para 2010, diz ele, o grupo planeja eleger um deputado federal por Estado.”

Agora que já sabemos o por que; para que; onde, como, quando é preciso perguntar quem mais faz parte da turma. Ah, é ela claro. “Os transferidos ganharam o apoio da deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS), que enviou ofício ao Ministro da Defesa, Nelson Jobim, pedindo a revogação das transferências. Segundo ela, a decisão tem ‘indícios de perseguição política’". Viram, eles já se tornaram vítimas.

E quando o Capitão é questionado sobre se “O Exército está boicotando o movimento?” Ele acha que o "O Exército sabe que nosso objetivo é ter um candidato por Estado. O que ele fez? Transferiu [os oficiais]. As ligações políticas locais são quebradas. A meu ver, foi uma medida pensada para desarticular esse movimento. QUEREM EVITAR QUE HAJA INTERFERÊNCIA POLÍTICA EM ASSUNTOS DO EXÉRCITO." O oficial tão “democrata” queria impedir o Exército que sabe do objetivo confesso que tem o grupo, de usar um direito de autodefesa da instituição. Vê-se a democracia dele. E também revela-se o que eles fariam com o relaxamento das rédeas curtas. “Não estragaria nada”.

Concluindo, há no país uma espécie de protoginização das instituições. Gilmar Mendes, neles!!!
Postar um comentário