quinta-feira, 15 de julho de 2010

MINAS GERAIS FICA SABENDO QUE SETE LAGOAS "SECRETÁRIA É DEMITIDA POR SER MUITO COMPETENTE" - RELEMBRANDO MATÉRIA DO BLOG

(data original da postagem: quarta-feira, 20 de janeiro de 2010)
Como revelou ontem Fernando Cabrera em seu Blog o caso de Maria Lisboa ganhou repercussão estadual. Em manchete na coluna política, o jornal Hoje Em Dia denunciou "Secretária é demitida por ser muito competente". "Prefeito considera que Maria Lisboa é "competente demais" para exercer o cargo no interior", completou no subtítulo.

Na matéria o jornal da pouca credibilidade para a posição do prefeito colocando sua explicação hierarquicamente inferior no texto. E ele diz que o trabalho dela à frente da secretaria “trouxe mais fatos negativos que positivos”. E que ela não teria melhorado relacionamento com a comunidade escolar.

O fato é que Minas Gerais fica sabendo que Sete Lagoas demite secretário por ser "competente demais". E assim a opinião pública mineira vai descobrindo que a imagem de uma Sete Lagoas progressista é falsa. E que ao contrário do que imaginava vai percebendo que a cidade é um antro da mediocridade, onde reina um bairrismo refratário a integração com o estado. Ou como explicar como está na matéria do jornal Hoje Em Dia que a educadora que "Foi secretária de Educação em Belo Horizonte (1989-1992) nas gestões de Pimenta da Veiga (PSDB) e Eduardo Azeredo (PSDB), secretária-adjunta da Estado no Governo Hélio Garcia e pró-reitora da UFMG", é expurgada da administração de Sete Lagoas, que seria incapaz de acompanhar sua gestão.

A verdade é que Maroca teme a competência que pessoalmente o amedronta e emancipa o cidadão, que assim não mais aceitará ser apequenado - tratado como coitadinho - para que os medíocres e atrasados políticos como ele, prefeito, reine, cultivando toda sorte de vigarices. Sim, era cada vez mais evidente o conflito de suas posições medíocres e a sua lentidão administrativa com o dinamismo e a grandeza reconhecidas de Maria Lisboa. Assim, não tendo como explicar abortagem de um trabalho exitoso tentou justificar a dispensa da educadora inferiorizando a cidade, que não estaria a sua altura, quando quem não está é ele, que temia, sobretudo, o impacto da democratização efetiva que estava curso e colidia com "saudosa" coronelista Sete Lagoas.

Ora, dizer que Maria Lisboa estava muito acima ou que ela não se dava bem com a comunidade escolar é mentira e cretinice de marca maior. O "conflito" com a comunidade escolar ocorreu como era natural esperar, mas também foi plenamente superado. Os avanços pedagógicos e gerencial estão aí para quem quiser enxergar. O que fracassou de forma retumbante foi a ampliação e reforma da rede física, mas isso sabemos, hoje, foi falha das secretárias como a de obras e órgãos como a licitação.

Entretanto, como está na matéria o prefeito prefere dizer que trabalho dela trouxe mais fatos negativos, sem elencá-los. Quais são estes fatos? Porque não foram estes "fatos" a justificar a sua demissão e sim a inferioridade da interiorana Sete Lagoas? Mais: como dizer que a sua competência é "inegável" se os "fatos" negariam isso? Ou uma coisa ou outra, as duas juntas só revelam mais inconsistência desse prefeito.

Agora vejam uma coisa sem saber da justificativa da demissão eu escrevi o post COMPETÊNCIA NESTE GOVERNO É ATÉ INSULTO AOS PROPÓSITOS DO CHEFE , segue um pequeno trecho:

A conclusão que já cheguei a muito tempo e não em função desses possíveis episódios é que no governo Maroca competência é irrelevante, desperdiçada e pior é um atributo até negativo. Explico-me. O governo Maroca é ou era, sei lá, formado em boa parte por um time de pessoas competentes: Lea Braga, Maria Lisboa, Estevão Bakô, José Oleans entre mais um ou outro aí. Vejam que esses profissionais têm em suas áreas um respeitado currículo de resultados fora daqui, entretanto, em Sete Lagoas suas competências não faz nenhuma diferença. Ao contrário até.
Se eles fossem vaguinhas de presépio que só quisessem ganhar o seu salário e não pensar, planejar, vislumbrar e fazer eles se encaixariam como luva no projeto provincianismo-familiar da gestão atual.

Voltei

O que Maroca fez, portanto, foi apenas ser coerente com o que ele é. Conheço essa gente; conheço o que pretendem com este saudosismo.
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