segunda-feira, 12 de setembro de 2011

NESTE POST: A ENTREVISTA SOBRE A SUA DEMISSÃO COMO SECRETÁRIA E TAMBÉM MARIA LISBOA REVELA PORQUE NÃO FORAM CONSTRUÍDAS E NEM REFORMADAS ESCOLAS E CONTA QUEM É O RESPONSÁVEL. ABAIXO MINHA SUGESTÃO A ELA PARA DAR O FORA 1 MÊS ANTE DE MAROCA APRONTAR COM ELA

(data original da postagem: Publicado em 18/01/10 05:58)
É simples de entender porque, leitor amigo, em um ano, não foi construído uma escola municipal em Sete Lagoas. A razão é, pasmem, "levou um ano para ter uma planta, que nem era assim tal coisa", revelou a ex-secretária de Educação, Maria Lisboa em entrevista a rádio Cultura, que eu havia perdido, mas graças a gentileza do amigo Fernando Padrão, já tenho uma cópia que está em áudio neste post abaixo.

Apesar de toda elegância e ética da professora Maria Lisboa na primeira entrevista pós governo Maroca, as suas explicações de caráter público põe a nu toda inoperância desse governo e do prefeito. A experiente secretária disse que como não faltava recursos chegou a iludir-se em relação a construção das escolas, que avaliou que seriam feitas muito rapidamente. "Bom, eu na minha ilusão apesar toda minha experiência ter sido na área pública eu acreditei piamente, até porque do ponto de vista de recursos esse não era tanto o problema, que rapidamente nós iniciaríamos as construções."

O que ela não sabia é que estava diante de um prefeito incompetente, pior que não tinha e não tem compromisso em, mesmo tendo a disposição o dinheiro, investir na oferta dos bens públicos a população como educação, saúde... Não interessa e é essa verdade que tem que ser compreendida de uma vez por todas a esse governo fazer coisas que possam de alguma maneira estimular o crescimento de que tanto eles temem. Por isso se está deixando ou retardando a construção de escolas, hospitais... Entenderam? Aliás, essa frase dita por uma das pessoas mais próximas do prefeito diz muito sobre indisposição de atendimento das demandas prementes da nossa população: "Se fosse urgente já teria sido feito pelo governo passado", esse vagabundo se referia a não ter pressa na construção das escolas. Vejam a seguir a resposta de Maria Lisboa a pergunta formulada por João Carlos, que revela toda "lentidão" criminosa dessa gente:


João Carlos - Outro assunto pontual que repercutiu demais no final do ano, fechamento de escola: o que levou a essa medida, levou o ministério público, incluindo corpo de bombeiro e tudo mais para que estabelecimentos fossem fechados no lugar que funcionavam?

Mária Lisboa - Bom, desde que assumimos a secretaria, o quadro, aí a gente distinguir são quatro escolas que foram interditadas, mas eu vou fazer referência a duas primeiro, porque são situações um pouco diferenciadas. Desde que assumimos a situação do prédio alugando do Helana Branco, da Escola Muncipal Helana Branco e do prédio aluga da Escola Nemésio, era uma situação caotica e que exigia realmente alguma medida. No início do ano logo que assumimos, ouvindo os técnicos e profissionais da secretaria, a sugestão era de remanejar já aquela época os alunos para outras escolas, inclusive escolas próximas da casa porque o Helena Branco fica numa região onde não há muita população. Então ele não serve a população local propriamente, então a ideia é remanejando esses alunos, enquanto construíamos um novo prédio do Helena Branco pro qual já existia um terreno doado pela Fumep, já pronto pra receber projeto e construção. Então essa foi a questão do Helena Branco.

Em relação ao Nemésio mais ou menos a mesma coisa, existia uma área que havia sido do Serpaf já definida, foi sediada a prefeitura prontinha para receber o projeto também, planta e a construção de nova escola infantil. Bom, eu na minha ilusão apesar toda minha experiência ter sido na área pública eu acreditei piamente, até porque do ponto de vista de recursos esse não era tanto o problema, que rapidamente nós iniciaríamos as construções e até no caso da educação infantil eu imaginei que a gente conseguiria concluir a construção. Era uma construção que estava mais adiantada, mas aí você sabe a secretaria de Educação não tem uma autonomia e ela é dependente da licitação, obras, da licitação de obras, procuradoria e do mundo... Da secretaria de Administração e tudo mais.

Então assim a lentidão para se chegar aos projetos a construção das escolas foi muito grande. Então no final do ano parecia que nada tinha sido feito. Embora muito tivesse sendo feito do ponto de vista das providências, fazer pra fazer a planta e tal. Mas levou um ano para ter uma planta (!!!), que nem era assim tal coisa, levou um ano, a planta do nemesio e planta do Helena Branco, levou um ano, um ano para as coisas saírem do lugar.

E então quando foi final de Setembro, princípio de outubro, a promotora a Simone chamou o prefeito e a mim, ela recebeu parece que da comissão da Câmara Municipal, aí no caso o Reginaldo que o presidente a denúncia da falta de condições e aí recebeu isso em relação as quatro escolas, a Escola Milton Campos fica no centro, o Helena Branco, o Nemésio e a Escola Infantil Joaquim Drummond. Bom, quando nos fomos, fomos com o prefeito a promotora foi muito clara dizendo que nós teríamos de apresentar um plano para a resolver esse problema, e que ela até admitia que até o final do ano a gente continuasse nessa situação, mas que tinha de apresentar um plano pra, em 2010, para estamos numa situação diferente, pra ela analisar.

Nós saímos dali fizemos uma grande reunião no gabinete do prefeito estava o procurador Leonardo, a Fumep que estava responsável até hidráulico, projetos especiais da escola do Nemésio, secretária Obras, Licitação, porque eles é que são responsáveis por essa ação que seria de construção, de melhoria de obras e tudo mais.

Bom, dessa reunião saiu um cronograma para consertar a Milton Campos, consertar a Joaquim Drummond, acelerar o processo do Helena Branco, acelerando o processo do João Herculino que foi cedida ao município. E e então um cronograma poderia apresentar né, pra, a promotora Simone, acho que ela nos deu 15 dias para apresentar as alternativas que nós tavamos encontrando. Bom, fizemos esse cronograma no gabinete com a participação de todos, quando foi uma semana depois, AS VÉSPERAS DE ENTREGAR PARA A PROMOTORA, O PLANO QUE NÓS TÍNHAMOS, COM O CRONOGRAMA. TODOS OS PRAZOS JÁ ESTAVAM FURADOS, os prazos previstos já estavam furados, então alguma coisa que ia ficar pronta no dia 10 de outubro, já tinha sido, o setor já vinha falando que era para 21 de outubro, pra não sei quando, não sei quando...
Bom, foi feito um novo cronograma aí esse cronograma era complicado porque ele jogava muito pra frente, não haveria o tempo pra essa construção e, então, eu tomei esse cronograma, nós fizemos esse cronograma com ações, data e responsáveis. EU TOMEI O CRONOGRAMA QUE HAVIA SIDO FEITO ANTERIORMENTE O NOVO CRONOGRAMA LEVEI AO PREFEITO. [E DISSE] - SR. [PREFEITO] VAI VER AÍ QUE NA COLUNA DO RESPONSÁVEL NÃO EXISTE UM ITEM QUE SEJA DE RESPONSABILIDADE DA EDUCAÇÃO, que agora toda a responsabilidade por essas ações elas estão fora da educação. E como houve cronograma que já tá furado, foi feito um novo jogando prá frente, eu não tenho uma autoridade pra poder dizer se essas coisas vão ser assim, entreguei pra ele e falei - olha quem pode assumir responsabilidade por entregar esse cronograma e por garantir que ele funcione é só prefeito.
E aí o documento que vai ser entregue a promotora se comprometendo com essas datas e exatamente é o prefeito, que tem, tinha, de assumir porque eram áreas sob a responsabilidade dele. O que foi decidido é que a promotora que se assinasse o TAC, o tal Termo de Ajuste, é a avaliação que houve que em última instância da responsabilidade do prefeito que não deveria ser assinado o TAC, e nesse sentido a resposta foi de que estávamos tomando providências e pra quando, e ai promotora fez o mandato e juiz então determinou que estas escolas não podem funcionar, interditou o funcionamento dessas escolas . E a gente teria de garantir ou novas condições ou então redistribuir os alunos.


ENTREVISTA EM AUDIO DA EX-SECRETÁRIA MARIA LISBOA:
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