quarta-feira, 14 de setembro de 2011

JORGE FICOU ATÉ MUITO NESTE GOVERNO

O ex-secretário de Saúde Jorge Corrêa Neto explicou na Câmara Municipal de Sete Lagoas nesta terça-feira as razões que lhe fizeram renunciar ao cargo. Ofereceu motivos contundentes para deixar a pasta. E a rigor ele ficou foi tempo demais como verão. Mas vamos por parte começando pelas motivações atuais e depois as mais antigas. Os motivos que levaram a sua saída agora ele explicou na Câmara e uma delas começou com a sabotagem a qual se pode ver a prova na foto a seguir. Leiam o texto a seguir tudo ficará claro. 

A prova sabotagem

Sabe o que é isso? Sabotagem. Essa "ordem" aí partiu da prima do Sr. prefeito Mário Márcio Campolina Paiva, a senhora Solange Paiva, que irresponsavelmente mandou os motoristas voltarem com o material que necessitava ser esterilizado de 60 unidades de saúde de Sete Lagoas. Tal decisão, que pós a vida de milhares de cidadãos de Sete Lagoas em risco, foi tomada passando por cima do secretário de Saúde. A senhora Solange, enfermeira de formação decidiu interromper a esterilização de matérias vitais unilateralmente - sem diálogo com ninguém. Não é só isso. Ela decidiu ignorar um comando superior para não fazer isso, chegando ao ponto de receber formalmente uma notificação e uma advertência pelo seu ato.

Mas sabe como essa insubordinação foi vista pelo seu primo, o prefeito? Ele simplesmente decidiu passar mão da cabeça dela, recebendo-a na quinta-feira as escondidas do seu chefe imediato, o Jorge Corrêa Neto. Que agasalhou a reivindicação dela e seu grupo "insatisfeitos" por estarem sendo desprestigiados pelo secretário. Ou em outras palavras, para ficar mais claro para o leitor: eles tinham uma pauta e decidiram usar a vida das pessoas como forma de tentar conseguir o que queriam e o que faz o prefeito aceitou a chantagem e sentou-se para negociar com a turma usa a vida para negociar. Coloque-se no lugar do secretário agora e pergunte-se: "o que eu faria?", diante dessa decisão do prefeito de receber as escondidas de você um grupo de pessoas que estavam sabotando toda saúde de Sete Lagoas. Decidiu? Mas vamos adiante.

Celso Martinelli fez para mim, a melhor definição do ato dessa gente: "isso é um atentado". Sim, só os terroristas jogam com a vida das pessoas. E só um imbecil ou um aliado dos mesmo entraria num jogo desses. O que fez o Maroca aceitar fazer parte disso? Vou dar uma informação para facilitar a sua conclusão. Em uma reunião na secretária de saúde, poucos dias antes de receber o grupo insatisfeito formando por amigos e parentes - entre eles Solange Paiva e Ivan Leão, Maroca pediu aos presentes que "tratassem bem os seus parentes e amigos" porque eles estavam sendo... isso mesmo, perseguidos.

Mas esse não foi o único atentado dos insurgentes amigos e parentes do prefeito, não, eles também decidiram interromper uma parte do Samu. O que fez o seu coordenador, Dr Ivan Leão? Deu férias para os dois funcionários, sendo que os outros dois que poderiam substituí-los já estavam de licença. Novamente usaram a vida da população para que suas pautas fossem atendidam. O secretário Jorge Corrêa Neto peitou-lhes; o prefeito deu-lhes abrigo. E aí como se administra como o seu chegue conspirando a favor dos insurgentes subordinados a você? 

Mas eu lhes disse também que havia os motivos antigos. Vou-lhes contar um: ainda em 2010 Maroca fez saber o Sr. Jorge Corrêa Neto que a "Secretária de Saúde estava aparecendo mais que a Prefeitura". Comunicou-lhe literalmente para ele pisar no freio. O "Secretário tá parecendo um Pavão, aparecendo demais". E sabe o que é aparecer demais para o prefeito? É trabalhar muito produzir resultado para você cidadão. Essa foi a verdadeira razão para que o secretário Jorge torna-se se uma pessoa mal vista pelo Maroca. As brigas então dele, Jorge Corrêa Neto, com o Hospital Nossa Senhora das Graças para que aquela instituição desse conta do dinheiro colado lá, prestando conta, eram uma verdadeira tortura para o Maroca. E Jorge suportou isso tudo, até o ponto em que Maroca decidiu entrar no jogo como parceiro do terrorismo contra a própria vida da população da cidade. Esse foi o seu limite e por isso ele comunicou o seu desligamento assim: "Em decorrência da distorção de valores e princípios que norteiam a gestão pública, de divergências de visão e objetivos entre esta Secretaria [de Saúde] e a Administração Municipal (...) comunico a V. Exa. o meu desligamento, em caráter irrevogável". 

A razões práticas para ele sair formam inúmeras, mas basta uma incompatibilidade, a de objetivos. Veja se ele, Jorge, defende o interesse público e elle, Maroca, defende o interesse dos amigos e parentes, juntos é que eles não vão poder continuar. Amanhã conto mais detalhes.

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