quarta-feira, 21 de setembro de 2011

UMA DECISÃO COMUM POR MOTIVOS ANTAGÔNICOS. AH, E O JOÃO CARLOS, ELE MERECE O MEU, O SEU, O NOSSO NÃO. NÓS PRECISAMOS AJUDÁ-LO COM O NOSSO NÃO, NÃO E NÃO E QUANTOS NÃO FOR PRECISO.

Tem um dado sobre a entrevista minha ao João Carlos de Oliveira, da Rádio Cultura, em que ele não deve ser condenado por isso. Falo da interrupção da entrevista. E por que não? Ela foi conjunta. No momento em que criou o impasse e ele disse que eu tinha fugido ao tal combinado, que nunca existiu, ficou absolutamente claro para mim que eu deveria abandonar o programa naquele instante. Se repararem na discussão que se seguiu ambos chegamos a mesma decisão de ruptura conjutamente.

O que deve ser sim objeto de crítica é o motivo de cada um de nós para a ruptura. Veja eu decidi que não tinha possibilidade de permanecer ali, porque se não tinha a liberdade de expressar a minha opinião política, portanto, eu estava diante de uma censura. Assim, ou fico e aceito a tutela, a restrição ou eu não admito isso e caio fora. E abandonar o programa foi muito claro para mim essa decisão. Mas para João Carlos também foi clara a decisão de interromper o programa. 

E aí é que vem as nossas diferenças motivadoras da decisão, ele resolver romper com o programa porque não aceitava que o seu contratante, o governo aparecesse de forma negativa e eu porque não aceitava a censura. Neste neste sentido havia uma decisão totalmente compartilhada por mim e por ele, mas por motivos extremamente distintos.

E da mesmo forma que eu disse não à sua censura, à sua tentativa de manipulação sempre disse não para os seus comentários pela manhã. É um não a suas deslavadas mentiras diárias que ainda ludibria alguns incautos. Não, não tenho nada contra ele João Carlos de Oliveira enquanto ser humano, acho ele um indivíduo muito capaz, um sujeito de uma bela inteligência, mas ele precisa do nosso não. E preciso fazer o João Carlos  melhorar moralmente e criticamente. Ele merece o meu, o seu, o nosso não.
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