terça-feira, 27 de setembro de 2011

Até quando vamos continuar nos iludindo ou deixando que nos iludam na questão do saneamento em Sete Lagoas? Mais quantos Ronaldos, Lairsons, Gilbertos terão que passar pela presidência do SAAE para nos rebelarmos contra este estado de calamidade?


Detesto ter razão, as vezes. Em 30 de março de 2009, fiz o post que segue em azul abaixo intitulado: "Tem algum líder aí, ou só um bom gerente?" Falava da falta que fazia um líder capaz reconhecer que a cidade não tem mais tempo para o SAAE se recuperar. E disse ironicamente: "o Eng. Ronaldo Andrade vai deixar o Saae tiníno: ágil, com uma frota de serviços recuperada, um SAC - Serviço de Atendimento -informatizado de última geração com gente bem treinada para receber as milhares reclamações, não faltará mais uniforme, haverá atendimento pela Internet e tudo mais que o homem for capaz de sonhar e executar de bom para fazer do nosso Saae uma 'empresa que dá certo', não é mesmo?" E foi feito muita coisa disso, Ronaldo Andrade melhorou o SAAE.

Mas infelizmente eu tinha razão como disse há 2 anos e meio isso não resolveria o problema do saneamento de Sete Lagoas. Era preciso alguém com a grandeza para reconhecer que fazer "o SAAE dar certo" não é resolver o passivo gigantesco do saneamento de Sete Lagoas. Ronaldo Andrade passou, foi-se embora, fez muita coisa boa para o SAAE mostrou como eu disse ironicamente com razão de novo: "É, vamos lhe conceder alguns anos, assim, ele mostra toda sua capacidade gerencial-executiva, e torna o nosso Saae uma autarquia altamente eficiente, que tal? Gente, paciência... vai continuar faltando água, o esgoto vai continuar voltando pra dentro de casa, mas o que é isso, temos que ter calma e deixar o homem trabalhar para nos provar suas 'ótimas idéias'."

Ronaldo Andrade foi um bom gerente, mas lhe faltou ser líder e mudar não o SAAE, mas o saneamento de Sete Lagoas. Ele fez um bom trabalho, mas poderia ter feito história. Sim é muito frustrante ter razão nessas coisas saber o que está acontecendo, antecipar acertadamente que as coisas vão continuar ruins. E elas continuarem ruins.

E aqui vai crítica uma pessoa que eu tinha bastante consideração. Falo do ex-secretário Gustavo Paulino que um dia me disse que com o SAAE eu teria um apelo para tratar, fazer política etc. Sua visão estava absolutamente equivocada a meu respeito. Eu não faço o que faço para fazer política e ter ao que recorrer como causa. Não eu faço o que faço para mudar e melhorar as coisas e não ter que voltar a elas.

A seguir a cópia do post que me referi acima na íntegra. Leiam e se façam uma pergunta: até quando vamos continuar nos iludindo e deixando que nós iludam na questão do saneamento em Sete Lagoas?


segunda-feira, 30 de março de 2009


Tem algum líder aí, ou só um bom gerente?

Leiam o que vai em azul, volto em seguida:
De novo? A Copasa parece ter reatado o namoro com Sete Lagoas, já se veicula na imprensa local a mídia simpática da empresa, já tem gente defendendo publicamente a vinda da empresa estadual, etc.

Penso, o assunto é prematuro, vinda Copasa ou da Andrade Gutierrez, enfim, de qualquer mudança. É preciso esperar o resultado do choque de gestão que o Saae iniciou, com o comando de Ronaldo Andrade.

Esse moço que dirige o Saae tem ótimas idéias, mostra ter competências para gerenciá-las, mas, convenhamos, as mazelas do Saae perduram há décadas, não há como organizar a Casa da noite para o dia
. Calma gente, é preciso dar tempo para o moço trabalhar. Depois façam as cobranças!

Voltei. O Ronaldo Andrade, o "moço que dirige o Saae" é este da foto ao lado. Vamos deixá-lo mostrar que é um bom gerente? É o que nos pede agora o seu mais novo neoamigo, João Carlos de Oliveira, no texto acima, publicado em sua coluna "Cornetando". É, vamos lhe conceder alguns anos, assim, ele mostra toda sua capacidade gerencial-executiva, e torna o nosso Saae uma autarquia altamente eficiente, que tal? Gente, paciência... vai continuar faltando água, o esgoto vai continuar voltando pra dentro de casa, mas o que é isso, temos que ter calma e deixar o homem trabalhar para nos provar suas "ótimas idéias". Depois desses anos o Eng. Ronaldo Andrade vai deixar o Saae tiníno: ágil, com uma frota de serviços recuperada, um SAC - Serviço de Atendimento -informatizado de última geração com gente bem treinada para receber as milhares reclamações, não faltará mais uniforme, haverá atendimento pela Internet e tudo mais que o homem for capaz de sonhar e executar de bom para fazer do nosso Saae uma "empresa que dá certo", não é mesmo?

Eita coisa boa que vai virá o "nosso patrimônio" só! O Saae vai resolver o seu problema e vai dar certo se a gente tiver, claro, a paciência que o dirigente precisa para "organizar" a Casa. Afinal, como assume o próprio texto acima "convenhamos as mazelas do Saae perduram há décadas, não há como organizar a Casa da noite para o dia".

Ou seja, nos estão pedido mais alguns anos, décadas talvez, de sacrifício, para que esse "moço", Ronaldo Andrade, possa mostrar que sabe trabalhar. Depois desse tempo certamente o Saae vai resolver o seu problema; o nosso é depois que as coisa miorar. Como disse conversei com Ronaldo e ele me pareceu, sim, um bom profissional, um ótimo gerente. E isso é realmente uma péssima notícia para Sete Lagoas. Por quê? Porque ele vai lutar para melhorar o Saae e provar para a cidade sua capacidade, já tem até o discurso na ponta da língua: "a cidade escolheu o Saae", disse na reunião da Câmara - eu não participei dessa decisão, você participou? -, mas não importa, agora nós seremos reféns da sua luta para provar que "o Saae pode dar certo", ele também, claro.

Sabe o que esse "moço" já provou para mim? Que bom gerente pode ser; líder não é. Se fosse teria a grandeza suficiente para reconhecer que o Saae precisa de tempo para SI RECUPERAR. E aí está o X da questão: a cidade não tem mais tempo para o Saae se recuperar, ela, a cidade, tem muito pouco tempo para construir/recuperar a sua infraestrutura de Saneamento Básico. O que são coisas bem distintas, não Sr. Ronaldo? Mais: a cidade não quer um gerente, exige um líder com a honestidade e a grandeza suficiente para reconhecer que o povo não pode ser mais refém de corporativismos, saudosismos, e, sobretudo, neste momento, de vaidades profissionais.

Tem algum líder aí, ou só um bom gerente?
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