segunda-feira, 12 de setembro de 2011

COMPETÊNCIA NESTE GOVERNO É ATÉ INSULTO AOS PROPÓSITOS DO CHEFE

(data original da postagem: Publicado em 12/01/10 03:02)
Ainda afastado dos acontecimentos do dia a dia fico sabendo extra-oficialmente da demissão das secretárias Lea Braga (PT) e Maria Lisboa. Elas teriam deixado o governo nesta segunda-feira.

A conclusão que já cheguei a muito tempo e não em função desses possíveis episódios é que no governo Maroca competência é irrelevante, desperdiçada e pior é um atributo até negativo. Explico-me. O governo Maroca é ou era, sei lá, formado em boa parte por um time de pessoas competentes: Lea Braga, Maria Lisboa, Estevão Bakô, José Oleans entre mais um ou outro aí. Vejam que esses profissionais têm em suas áreas um respeitado currículo de resultados fora daqui, entretanto, em Sete Lagoas suas competências não faz nenhuma diferença. Ao contrário até.

Se eles fossem vaguinhas de prezepio que só quisessem ganhar o seu salário e não pensar, planejar, vislumbrar e fazer eles se encaixariam como luva no projeto provincianismo-famíliar da gestão atual. Ah, assim: digo atual porque não podemos esquecer que esse negócio familiar em "Sélagoas" vem de longe e quer ir longe - acho que localmente vou ter que fazer um aliança tática com os petralhas para a gente por fim nisso.

Aliás, o outro grupo familiar que sempre esteve no poder e aprendeu a passar a coisa de pai para filho já tem um membro seu versão 2012 na praça, não é mesmo? Bem, mas continuando a falar da competência inútil para esse governo o que a cidade está assistindo é que sempre foi dito aqui muito, muito antes da eleição de Maroca: trata-se da velha cultura, onde a alternância de poder não significa mudança apenas a renovação, para parecer novo e continuar tudo do mesmo jeito ainda que um grupo seja mais populista-assistencialista; outro mais elitista-saudosista. Leiam em azul o que eu disse aqui no blog no dia 2 de março de 2008 (bem antes da eleição), volto em seguida.

A velha cultura
Ao longo de décadas, a alternância do poder político em Sete Lagoas, pouco contribuiu para modificar alguns valores arraigados em boa parte da sociedade local. E entre os quais se destacam o patrimonialismo e protecionismo. Tais valores têm influenciado decisivamente, ainda hoje como ontem, o debate e o processo decisório tanto na esfera pública como no universo privado; tanto nas grandes como nas pequenas questões. E a conseqüência mais danosa dessa velha cultura é a de emperrar e/ou atrasar o progresso do município, das instituições, das empresas e das pessoas.
É o que não se cansa de repetir aqui: Maroca está em contradição com o momento de Sete Lagoas, ele seria o prefeito perfeito se nós estivéssemos em 1950, 1940... Para 2010 ele é um perfeito tolo. Imagine trabalhar com um chefe desses como o Maroca: você vê as oportunidades, sabe como alcançá-las, mas o cara insiste em não enxergar, exatamente, para não ter que fazer, construir, desenvolver, progredir e crescer.

Assim, o que adianta técnicos competentes, visionários para ficaram neste mambembe. A única coisa que esse pessoal significou para o governo Maroca foi um "ganho de imagem" gerencial como tudo o que é feito neste governo: é só casca, tinta, maquiagem, muita gente já deve estar aprendendo o que aqui se sabia muito antes da posse qual é a dessa gente, que o digam os petistas que agora começam a ficar bravos ao saberem que formam "explorados"...

Quanto as amigas Lisboa e Lea se realmente estiverem deixando o governo vai o meu abraço e o desejo de sucesso. E só lembrá-las que as suas competências não combinavam mesmo com essa mediocridade reinante.
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