quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A LÓGICA QUE DÁ MEDO

O que o novo secretário de Educação DE Maroca, Sr. Fernando Campos quis saber se tinha saído bem na foto que eu tirei e ficou bastante preocupado com a sua ratiação na entrevista em relação a questão pública. "É eu ratiei naquela questão da experiência pública", comentou fora da gravação. Não há nada de grave em alguém inexperiênte e até tarimbado em conceder entrevistas "ratear" lá uma vez ou outra, o problema GRAVE, é outro e é este problema que eu vou tratar neste texto.

Começo com uma pergunta orientadora para nossa conversa. O que este Sr. Fernando Campos entende do que é a coisa PÚBLICA? Deixemos que ele mesmo responda: "eu tenho que me inteirar da malha pública. Eu já conheço já trabalho na educação há muitos anos, tenho muita experiência como gestor educacional, mas pouca experiência ainda na burocracia, na malha pública." Ou seja, sua ação sempre esteve voltada para servir as famílias detentoras de condições financeiras privilegiadas que podem pagar uma escola particular para seus filhos. E mais: seu trabalho sempre atendeu a diretrizes de EMPRESAS educacionais que precisam para sua sobrevivência trabalhar no azul, quer dizer, gerando o desejável lucro que deve ter toda empresa privada. E se o Sr. Fernando Campos atendeu esta lógica privada parabéns para ele.

Entretanto, esta lógica que sempre presidiu a sua atuação, com competência, suponho, na área privada será o grande objeto de acompanhamento e, porque não, de temor pela população que precisa contar com o serviço público para ajudar a educar seus filhos. "Será que agora vai haver a mesma lógica política do SAAE que cortou sem dó a conta de água aqui da minha casa, porque o meu marido que perdeu o emprego na siderúrgica ficou sem poder pagar a conta?", treme de medo a dona de casa ao saber que o novo secretário de Educação vem da mesma cultura privada que seu colega Ronaldo Andrade, que tem adotando práticas de gestão PURAMENTE privada na relação do SAAE com o cidadão-consumidor e tem levando ao pânico das pessoas humildes e em situação de vulnerabilidade social. Falo daquelas são pessoas que sempre cumpriram rigorosamente com a sua obrigação com o SAAE - não os sem vergonhas-, mas que neste instante, tiveram que escolher entre a conta da autarquia presidida hoje pela lógica privada ou dar de come pros filhos. Estão sem água temem ficar sem escola também.
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