quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O PATRÃO E A FALTA DE CARPINTARIA PARA FAZER A OBRA

Vai falar do imbróglio da educação? Vou, é preciso tratar dos riscos e ameaças eminentes antes que seja tarde. E avanço na questão do desconhecimento que o Sr. Fernando Campos tem do que é público e preocupa e deve preocupar a todos. Uma das facetas que temo já disse é que sua lógica de atuação sempre foi o critério privado. Vejam quando ele dava aula em escola privada para as filhas do Maroca o patrão era... em última instância os pais que pagavam a conta. É o conceito na iniciativa privada de que o cliente é patrão. Deste ponto de vista Maroca era seu patrão enquanto cliente que pagava a conta e o perigo é ele não entender que o Maroca não mais o patrão. Adiante.

Agora mesmo sendo o Maroca quem o contratou ele não mais o patrão. Explico. Antes quem o contratou era a escola mas tinha que trabalhar para o patrão-cliente, hoje seu patrão-cliente é povo e não quem o contratou, o Maroca. Se não entender isso este senhor pode atender as conveniências do prefeito e não ao patrão público, que é o povo. Maria Lisboa não serviu ao Maroca porque ela tinha o seu compromisso inarredável com o que é público, antes de qualquer outra coisa. O prefeito entendeu bem isso e nem era louco de lhe pedir alguma coisa fora dos "critérios" estabelecidos, mas este senhor Fernando Campos tem suficiente espírito público para fazer com que as coisas se deem dessa forma?

Vá lá, mesmo que este senhor queira agir com este espírito público ainda vai lhe faltar o ferramental que é o conhecimento legal. Ou seja, neste particular ele já deixou claro que dependerá da assessoria, que pode ter os seus próprios entendimento do que é público. E isso é só parte da história a outra é que Sete Lagoas decidiu ter um sistema próprio de educação, assumindo toda a construção de um projeto próprio. Mas isso está para ser feito, melhor, estava sendo feito pela Maria Lisboa que tem uma grande capacidade de formulação de Políticas Públicas Educacionais.

O senhor Fernando Campos já disse que nada entende do que público, como ele vai formular Políticas Públicas? Maroca ao tirar este senhor do colete da camisa e fazer a educação pública engoli-lo goela abaixo age com total autoritarismo e desrespeito, ele sim, com a "Comunidade Escolar". Aliás, o próprio Fernando Campos está colocando sua carreira em risco ao aceitar uma tarefa da qual ele se reconhece sem o conhecimento. E ao fazer isso me parece que está apostando na relação privilegiada que estabeleceu com o pai de suas alunas, o Maroca. Só de aceitar nessas condições o cargo de secretário de Educação não parece que ter compreendido, como era de se esperar qual é a essência do espírito público: estar preparado para servir. Portanto, ou este senhor é corajoso ao ponto da irresponsabilidade ou lhe falta o mínimo de responsabilidade com a educação? Quem sabe eu não esteja errado diante de tantas evidências. Tenham certeza, eu nunca torci tanto para estar redondamente equivocado.
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