quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

FLÁVIO DE CASTRO INSINUA EM ARTIGO PÚBLICO QUE MAROCA CONSPIROU COM O CMAS CONTRA LÉA BRAGA E FAZ PERGUNTAS QUE PODEM REVELAR UM PREFEITO MOSTRO, SEM ÉTICA NENHUMA

Num artigo em seu blog em que reconhece a existência da XENOFOBIA SEMPRE denunciada aqui, Flávio de Castro, expõe o comportamento subterrâneo até do próprio prefeito, que teria participado de reunião de "conspiração" com o CMAS, derrubando a secretária Léa Braga, se suas perguntas tiverem resposta positiva. É algo nefasto, assombroso, assusta e espanta as pessoas de bem que ainda existem nesse governo, mas como deve supor, leitor do blog, não me surpreende nem um pouquinho tudo isso. É apenas um tantinho ainda de tudo que sempre disse aqui dessa gente. Adiante.

Os leitores sabem que considero Flávio de Castro nem um pouco competente, a não ser de retórica, empulhação e blá, blá, blá, mas ele está expondo, neste momento, o lado escuro, sombrio e assustador do núcleo duro desse governo, e sei que nisso ele está correto. Sabe aquele núcleo que chamo íntimo-provinicano-familiar, pois é, é essa face que começa emergir das profundezas do subterrâneo, agora, nessa trama em que prefeito teria participado. O que é isso? Sinal do tipo de gestão onde há um governo formal e há um núcleo que manda de verdade e precisa agir na escuridão, com métodos conspiratórios.

O texto do secretário Flávio, que também revela bem que ele já virou ninguém dentro do governo é a mais contundente peça de revelação da existência desse núcleo duro e obscuro dentro da Organização Maroca. Quanto ao Flávio sei que ele precisa desse seu carginho para fazer seu marketing de grande gestor público, quando na verdade não passa retórico cheio de pose. Mas dado as circunstâncias se tiver um pouco de hombridade toma o caminho da rua, não por solidariedade as mulheres decapitadas desse governo, mas em socorro da própria pose de competente (ah, é só ele sair atirando, foi assim que ele agiu quando trabalhou com Ronaldo Canabrava quando saiu?). Aliás, acho que em qualquer governo depois dessa exposição que ele fez e o parabenizo por isso, sua situação seria insustentável, mas dado a justamente a natureza obscura desse governo isso não vai acontecer agora.

Mas como pegou bem pesado, e repito fez bem, pode ser que não consigam segurá-lo nem mais um tantinho, assim ele não vai precisar ter coragem para tomar a iniciativa, afinal, suas revelações com as perguntas que tem jeito de afirmação expõe um mal caratismo impressionante da Organização Maroca. Mas Flávio é Flávio se se lembram ele mesmo antes de por o pé dentro do governo já falava em "falácias" no governo, como pode ver aqui e comentários meus aqui. Ademais atacou até um suposto golpismo do CMAS - Conselho de Assistência Social. Entretanto, reconheço que ficando agora sem moral nenhuma mais nesse governo ou sendo chutado para fora terá cumprido com a sua revelação algo fundamental: ajudar a mostrar para a sociedade que ela elegeu. No mais se sair ou for saído vai se livrar de um ambiente podre como ele mesmo diz nessa frase: "Enfim... Tudo isso vai construindo um dos piores ambientes políticos que já vivi em Sete Lagoas". A seguir um trecho do que escreveu Flávio, que deixa o prefeito nu, os seus questionamentos mais graves ao próprio prefeito, que tem de respondê-lo, estão destacados em vermelho, em azul faço pequenas intervenções ainda:

(...)
Eu tenho absoluto respeito pelos conselhos municipais, estou apostando neles na estratégica de avançar na direção de um governo participativo, e exatamente por isso pergunto: qual foi o papel do Conselho nesse processo?
Pelo que se infere na seqüência de comentários, é fato que o CMAS conspirou pela queda da secretária?
Se conspirou e prefeito fez parte, então...

NÃO SERIA, DO PONTO DE VISTA PÚBLICO E ÉTICO, EXIGÍVEL A PRESENAÇA DA SECRETÁRIA NA TAL REUNIÃO COM O PREFEITO, PARA EXERCER SEU DIREITO DE DEFESA?
Se a resposta for afirmativa quem foi a pessoa número 1 que faltou com a "ética"?

É VERDADE QUE ESSA REUNIÃO OCORREU EM CIRCUNSTÂNCIAS BASTANTE CURIOSAS, TENDO SIDO MARCADA EM CIMA DA HORA, NO GABINETE DO PREFEITO E TRANSFERIDA, NA HORA, POR PESSOA ESTRANHA AO CONSELHO E AO ASSUNTO, PARA OUTRO LUGAR PRÓXIMO E MAIS DISCRETO?
Curioso são as circustâncias "curiosas", "pessoa estranha" e lugar "discreto".

Os conselhos devem atuar de forma pública e transparente ou golpista? Esqueçamos a Léa e pensemos no futuro: o conselho aceitará calado as graves acusações que lhe foram debitadas? Aceitará passivamente a acusação de que é um ‘balaio de pelegos sociais’? Não irá se pronunciar dando conta do modelo de política pública que defende e de que maneira pretendia assegurá-lo com a aventada ação golpista anti-Léa? O que procede e o que não procede nessa incrível e bizarra história que mistura pessoas estranhas à causa, reuniões reservadas, tramas e fofocas a rodo? E farsas: o caso do não pagamento do auxílio funerário e natalídade mencionado pelo anônimo, por exemplo, retrocede a 2008, quando Léa não estava aqui. Qual interesse inconfesso de acusá-la por assunto já suficientemente esclarecido? Quem tem razão nessa confusão toda e quem ganha nesse caos?... O CMAS precisa vir a público, recompor seu caráter público, seu comprometimento com a política pública da assistência social, sob o preço de perder toda sua credibilidade.

Enfim... Tudo isso vai construindo um dos piores ambientes políticos que já vivi em Sete Lagoas. Um ambiente que mistura sentimentos de xenofobia que acusa pessoas de serem de fora, apenas por serem de fora, independente da competência; com sentimentos mórbidos de destruir biografias por destruir; com ações espetaculosas de pretensos defensores públicos que têm em vista apenas seus interesses privados inconfessos; com pessoas habilidosas que passam o dia na porta da prefeitura e a noite na oposição; com um mar de intrigas inúteis; e com nenhum interesse em entender a dura realidade da administração, seus desafios e seus labirintos, e que não se constrangem em falar ao vento sem a menor idéia do que falam, numa demonstração de ignorância sem fim. Esse ambiente viciado precisa ser ocupado por sete-lagoanos de boa-fé, que, com razão, fugiram da política.
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