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domingo, 22 de maio de 2011

ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE 1,5 MILHÃO SÃO INÚTEIS PARA FILTRAR E DESCONTAMINAR Á ÁGUA; MAS POPULAÇÃO COMEÇA A REAGIR

(DATA ORIGINAL DESTA POSTAGEM: segunda-feira, 30 de novembro de 2009, às 04:54)
Investimento de 1,5 milhão em Estações de Tratamento de Água (ETAs) que prometia "filtrar e retirar o excesso de manganês e de ferro existente da água" nos bairros "CDI, Monte Carlo, parte do Montreal, Morro do Claro, São Sebastião, Industrial e Vapabuçú, Progresso, Ermitage e adjacências, fracassa. A prova está aqui (imagem do fundo do vazilhame com água, retirada do filme que está abaixo neste post mesmo) Estes pontos pretos no fundo de um vasilhame é a sujeira que vem na água fornecida pelo SAAE ao Sr. Marco Antônio Perácio, morador do Bairro Montreal. Uma prova que as ETAs não resolveram o problema da água contaminda com ferro e manganês.
A promessa era que a instalação das ETAs, iria resolver o problema da contaminação da água. Assim, como o PAC ÁGUA que promete agora o que não pode cumprir, em dezembro de 2007, o SAAE anunciava que "Essas estações de tratamento de água com capacidade para 260 m3/hora irão filtrar e retirar o excesso de manganês e de ferro existente na água daquela região."

Na época o diretor presidente do SAAE, Dr. Lairson Couto, dizia que essa também era uma preocupação do prefeito Leone Maciel Fonseca: “Nós estamos buscando melhorar não só o atendimento aos usuários, mas também a qualidade da água que eles recebem em suas casas.

Promessa renovada no atual governo
Em fevereiro desse ano o novo presidente do SAAE, Sr. Ronaldo Andrade, anunciou "que após o Carnaval já estariam em funcionamento duas novas Estações de Tratamento de Água (ETA) de Sete Lagoas." Na época ainda revelei que elas não tinham entrado em operação na data prometida. E quando entraram não resolveram o problema da concentração de ferro manganês na água. Um compromisso que outro o engenheiro da autarquia, Antônio Otávio Gontijo, reforçou "com as estações, será solucionado o problema de concentração de ferro manganês destinado aos bairros localizados na região da industrial do município."

Vejamos o que isso mostra, dois governos diferentes garantindo por fim a grave ameaça da água subterrânea contaminada. Isso revela no mínimo: desconhecimento ou o mais provável, estão pouco se lixando realmente para a qualidade da á'gua que a população recebe. Ou será que estes governos não sabem que o tratamento da água do subsolo contaminado para abastecimento de uma grande população é quase sempre ineficiente. Os especialistas da área são unânimes em afirmar isso. O problema é que em Sete Lagoas a população é tratada como animal, e para bicho qualquer porcaria serve, não é mesmo?

Acontece que nós que somos tratados como animais pelos seguidos governos de Sete Lagoas podemos dizer-lhes: NÃO, NÓS NÃO SOMOS ANIMAIS, MAS SERES HUMANOS E EXIGIMOS SER TRATADO COMO TAL, EXIGIMOS RESPEITO. E FOI ISSO O QUEFIZERAM ALGUNS CIDADÃOS DE SETE LAGOAS NESTE FINAL DE SEMANA, QUE SE REUNIRÃO PARA DISCUTIR OS PROBLEMAS QUE TÊM COM O SERVIÇO DO SAAE. ABAIXO ALIÁS VOCÊS PODEM VER O EXEMPLO DO SR. MARCO ANTÔNIO PERÁCIO, QUE NO SABADO PELA MANHÃ EM SUA CASA FALA DA ÁGUA CONTAMINADA (A PRIMEIRA IMAGEM ACIMA FOI RETIRADA DO VÍDEO A SEGUIR) QUE CHEGA A SUA CASA NO BAIRRO MONTREAL E À TARDE ELE VAI LUTA DO OUTRO LADO DA CIDADE NO BAIRRO ALVORADA. (ATENÇÃO PARA ASSISTIR OS DOIS FILMES UM APÓS OUTRO CLIQUE ANTES EM ATUALIZAR NO SEU COMPUTADOR)



Não, não éramos milhares, apenas duzentas e poucas pessoas de alguns bairros como Alvorada, JK, Planalto, São Francisco, Manoa, Carmo, Montreal, Centro... E lá estávamos em um movimento cívico em favor de um direito básico: ter água de qualidade e um bom padrão de serviços. Algo que a maioria das cidades mineiras já têm há muito tempo. Enfim, foi uma importante mobilização inicial em favor da cidadania em Sete Lagoas. São pessoas que decidiram ir a luta e estão fazendo a sua parte.

Bem, volto a questão do investimento nessas duas ETEs. Como diz os especialistas e a lógica elementar o tratamento da água do subsolo é muito complexo ainda mais estando o manancial contaminado como admite as autoridades. E mais: estamos numa região cárstica populosa, onde a penetração de sujeita ocorre com facilidade devido a grande permeabilidade solo. Todo esse risco da água contaminada para a saúde mais ameaça de novos acidentes geológicos com a captação subterrânea e o risco de colapso no abastecimento deveriam ser mais que suficientes para fazer as autoridades terem responsabilidade com a população. Mas isso só aconteceria se elas tivessem respeito pessoas. Coisa inexistente em Sete Lagoas como água de qualidade.

Sr. Marco Antônio Perácio há um mês em matéria sobre a contaminação da água, o problema continua. Mini-ETAs, as da foto abaixo são inúteis.







quinta-feira, 17 de junho de 2010

PROBLEMA DA ÁGUA EM SETE LAGOAS: SE CONTAR NINGUÉM ACREDITA QUE O PROBLEMA É TÃO GRAVE: LEIA E CLIQUE NOS LINKS PARA VER

Escolas têm que dispensar os alunos diariamente mais cedo; uma parte da população usa suas horas de folga para apanhar água em bicas espalhadas pela cidade; outra compra água mineral para fornecer a família; os chuveiros queimam numa velocidade impressionante; os relatos de doenças com origem na água são cada mais numerosos; bairros passam semanas sem água; em certas regiões a água chega com a cor café e malcheirosa; a interrupção diária do abastecimento faz os hidrômetros medir o ar que vem pela tubulação e a população pagar por uma prestação de serviços não recebida; a água mancha as roupas, as vasilhas ficam impregnadas de calcário, aumenta o gasto com produtos de limpeza. Estes são alguns dos problemas do dia-a-dia os outros menos visíveis são ainda mais ameaçadores mais visíveis os outros são o risco de se repetirem os abatimentos do solo provocando desabamento de prédios, de contaminação ainda mais grave do aqüífero, ambos podendo fazer vítimas fatais; e a outro risco de colapso total no abastecimento. Desastre.

Não seria tão surpreendente ou alarmente se o quadro acima acontecesse numa cidade nordestina, não é mesmo? Mas isso se torna um escândalo de alcance nacional quando se fica sabendo que isso acontece na região sudeste do país há 60 KM de Belo Horizonte e 40 KM do Aeroporto de Confins e numa cidade que tem o nome de Sete Lagoas. Quando é que alguém vai imaginar que na cidade que tem tantas lagoas, o principal problema é água? Mais: uma cidade que pertence a duas bacias hidrográficas, Rio Paraopeba e está na região central de Minas Gerais, o estado que “é considerado a ‘caixa d’água’ do Brasil.”

Além de estar localizada numa região com farta quantidade de água o município tem uma das economias mais importantes e diversificada do país, é líder na produção de ferro gusa, tem um grande parque automotivo onde está a Fiat-Iveco e mais uma dezena de grandes empresas como Ambev, Cedro Cachoeira e Itambé.

É dentro deste contexto geográfico e econômico que a população de Sete Lagoas vive o drama da falta de água de qualidade e da sua escassez por todo o município o ano inteiro, acidentes geológicos e contaminação da água. Uma situação que se repete a há décadas, mas que agora já ultrapassou todos os limites do tolerável. Não é possível viver desse jeito.

Aqui alguns links deste entender a dimensão e a gravidade do problema:

Links:
A CRISE DA FALTA DE ÁGUA EM SETE LAGOAS AS PESSOAS ESTÃO LAVANDO ROUPA DE MADRUGADA ASSISTAM
EXCLUSIVO - Diretor do SAAE diz que controle da qualidade da água é feito “no olho” e admite que água suja cai no sistema de distribuição
Mais do que um retrato do governo Maroca; o retrato da velha cultura da cidade
Saiba tecnicamente o risco de se retirar água subterrâneo em Sete Lagoas
Sete Lagoas tem que tratar água que fornece a população, não basta “um simples procedimento de cloração”
Um pedido da Sra. Maria das Dores Azevedo ao prefeito Maroca - problemas muito sérios com o SAAE
IRRESPONSABILIDADE 3: Não eu não tive uma premonição


,“Em todos os lugares do Brasil em que moramos jamais usamos uma água tão ruim.”
ESPECIAIS - A CRISE DA FALTA DE ÁGUA EM SETE LAGOAS AS PESSOAS ESTÃO LAVANDO ROUPA DE MADRUGADA ASSISTAM
ESPECIAIS - “A GENTE NÃO TEM ÁGUA NEM PARA USAR O VASO”, (BAIRRO S.FRANCISCO) QUE VERGONHA, NÃO SENHORES VEREADORES DE SETE LAGOAS???
Sete Lagoas faz parte da Bacia do Rio das Velhas, mas não faz sua parte 2 – o conceito da sustentabilidade é insustentável em Sete Lagoas
O PERIGO É NÃO FAZER NADA HOJE
AS CONTRADIÇÕES, REVELAÇÕES E SINCERIDADES DE UM NOBRE EDIL SOBRE ÁGUA DE SETE LAGOAS
Alto lá!
O contexto é fundamental


A CIDADE VAI ENGOLIR ESSA ESCOLHA?
Projeto Manuelzão em Sete Lagoas - alguns dos links de posts que escrevi sobre saneamento em Sete Lagoas
A Copasa pode ficar chupando dedo...
EXCLUSIVO!!! SETE LAGOAS BUSCA EMPRESA PARA SUBSTITUIR O SAAE
CLIQUE NO VÍDEO E ASSISTA! 29/04 denunciei os indícios de corrupção no PAC-SL. falo da lista da PF e peço providências. A Câmara ignorou; a PF NÃO
A carta de um cidadão indignado com SAAE
É vergonhoso!
NÃO, EU NÃO TENHO BOLA DE CRISTAL, MAS HÁ UM ANO ESCREVI EM ARTIGO PUBLICADO PELO JORNAL NOTÍCIA, QUE O PAC EMPACARIA
ESCANDALOSO!!!: CAMINHÃO QUE TRANSPORTAVA ÁGUA NÃÃÃÃÃÃO POTÁVEL; É O MESMO QUE AGORA SERVE ÁGUA POTÁVEL.
Elas foram à luta: NÃO SUPORTAM MAIS CONVIVER COM A ESCACEZ DE ÁGUA
Escola é obrigada a recorrer a água mineral
Sete Lagos uma revolução em curso 3 - A verdadeira revolução é gente que faz

SAAE culpa a qualidade da tubulação utilizada nas residências da cidade pelos problemas; quer dizer, a culpa é da vítima Qual será a próxima invenção, como digo?, supérfula do SAAE?

Pó, porque o SAAE não diz logo que hoje, Segunda-feira, é Sexta-feira, tentem quem sabe a gente não acaba acreditando...

O PAC PODE FINANCIAR O RISCO DE MORTE EM SETE LAGOAS (MG), E O MINISTRO FOI ALERTADO, ME CONTOU O DEPUTADO MÁRCIO REINALDO (PP)
Será que preciso fazer "O ESQUEMA" no papel, a "Planta Baixa" para o leitor entender? Ou é gente da Prefeitura negando o que acabou de propor?
A CIDADE ESTÁ SOB RACIONAMENTO OFICIAL D’AGUA; E O SAAE MANDA OS FUNCIONÁRIOS VIGIAR A POPULAÇÃO
Profissionais do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sete Lagoas


Da original da postagem, terça-feira, 1 de dezembro de 2009.

quarta-feira, 24 de março de 2010

EXCLUSIVO!!! GRAVE ACIDENTE GEOLÓGICO OCORRE BAIRRO BELO VALE

UM GRANDE CRATERA SE ABRIU NO SOLO E ENGOLIU BARRACÕES, AS RACHADURAS SE APROXIMAM DE UMA IGREJA QUE TAMBÉM PODE SER TRAGADA. ESTOU NO LOCAL E TRAGO MAIS INFORMAÇÕES DENTRO DE DUAS HORAS.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O PAC PODE FINANCIAR O RISCO DE MORTE EM SETE LAGOAS (MG), E O MINISTRO FOI ALERTADO, ME CONTOU O DEPUTADO MÁRCIO REINALDO (PP)


A cidade de Sete Lagoas em Minas Gerais tem um sistema de captação de água subterrânea estrangulado, e o Ministério das Cidades reconheceu o problema e está prestes a financiar... a solução? NÃO! A MANUTENÇÃO DO PROBLEMA! É isso mesmo. O sistema de abastecimento de água da cidade baseado na captação de água subterrânea é fonte de graves problemas para a população, a começar pela péssima qualidade da água que é calcárea, passando pela generalizada falta de água, chegando aos graves acidentes geológicos e a contaminação do lençol freático que colocam a vida da população em risco.

Diante da gravidade desse reconhecido problema do sistema de abastecimento de água que vive a cidade como notoriamente assumido por diversas autoridades como ex-secretário de obras de obras, Arnaldo Nogueira, em 2007, que disse: "É ATITUDE IRRESPONSÁVEL E INCONSEQÜENTE CONTINUAR COM O SISTEMA ATUAL" e complementado pelo presidente do SAAE e secretário de Meio Ambiente da gestão passada e da atual o geólogo, Dr. Lairson Couto, que declarou que “os principais riscos de se utilizar água subterrânea numa região cárstica são o de contaminação do lençol subterrâneo e o abatimento do terreno”. Era de se esperar, então, um projeto que mudasse essa realidade, que ameaça a vida e a saúde das pessoas em Sete Lagoas, não é mesmo?

Entretanto, caros leitores, é desolador saber que esse grave quadro pode se perpetuar e até se agravar se for aprovado o projeto enviado por Sete Lagoas ao Ministério da Cidades. De acordo com o E-mail que recebi do Diretor de Desenvolvimento e Cooperação Técnica, do Ministério das Cidades, Manoel Renato Machado Filho, ele informa que se aprovado a cidade terá um sistema misto de abastecimento de água com 54,1 de manancial subterrâneo e 45,9 de manancial superficial, “tendo em vista o atendimento da vazão final planejada para 20 anos.” Isso é uma péssima notícia. Por quê? Vejam, projetando para 20 anos, esses 54,1% de fonte subterrânea representará os 100% de hoje ou até um pouco mais, portanto, se hoje vivemos uma situação de grave escassez, daqui há duas décadas estaríamos na mesma situação de hoje. Mas podemos estar bem pior se a vazão prosseguir a queda que se verifica ano a ano.

E pior do que essa situação é que se aprovado esse projeto, o PAC estaria financiando sabidamente o risco de morte da população, através de um projeto que dá sobrevida a captação de água subterrânea em Sete Lagoas, o que é “irresponsável e inconseqüente.” ALGO QUE AGORA ATÉ O PRÓPRIO MINISTRO DA CIDADES, MÁRCIO FORTES (PP) SABE, PORQUE LEU O MEU TEXTO ALERTANDO O MINISTÉRIO, COMO INFORMOU ONTEM A MIM O DEPUTADO MÁRCIO REINALDO, NA FRENTE DE VÁRIAS TESTEMUNHAS, INCLUSIVE DO RELATOR DA SUBCOMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO DO PAC, O DEPUTADO FEDERAL DUARTE NOGUEIRA, QUE VEIO À SETE LAGOAS PARA ACOMPANHAR O PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO. E para finalizar vai a seguir o alerta, da própria administração feito em 2007, num relatório que chegou à Câmara, portanto, se o legislativo permanecer omisso é porque quer se omitir, leiam-o:


Fato incontestável é que:
1- o descontrole na captação de água do subsolo é absoluto, em relação a capacidade de absorção natural;

2- a extração descontrolada fatalmente irá gerar os mais diversos tipos de problemas, seja de afundamento de solo, danos a propriedades particulares, processos jurídicos indenizatórios que gerarão indenizações inimagináveis;

3- processos criminais advindos da falta de providências legais e também por possíveis perdas de vidas humanas;

Após estas considerações e comentários de vários pareceres contratados em Gestões anteriores, bem como de artigos técnicos citados, vê—se que por omissão, a população e a própria cidade, está a mercê de um colapso no sistema, não somente com contaminações, mas com possíveis acidentes de gravidade e proporções indeterminadas.


Como já dito, tais acidentes poderão incorrer em ações indenizatórias agravando sobremaneira as finanças públicas, bem como ações de responsabilidade civil e criminal contra os Gestores.

domingo, 20 de setembro de 2009

O MINISTÉRIO DA CIDADES QUER EVITAR QUE SETE LAGOAS JOQUE DINHEIRO PELO RALO SUBTERRÂNEO; ESTÁ CERTISSÍMO!!!


A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades está exigindo de Sete Lagoas a outorga dos poços artesianos, para avaliar a proposta de interligação dos poços como forma de acabar com a falta d’água. E, claro, depois disso vai iniciar uma análise criteriosa, avaliando não só o projeto em si, mas, sobretudo, se este é o projeto correto – que a cidade precisa. E estou certo que o Ministério das Cidades vai chegar fácil a conclusão que este é um projeto errado. Aliás, a “olho nu” se vê que projeto (idéia) de interligação é um equivoco que pode levar ao desperdício do investimento federal. Vejamos.

A prefeitura propõem interligar os poços artesianos prometendo que assim vai resolver “de vez o problema com a falta de água.” A lógica simples segundo o engenheiro Geraldo Guaraci seria que “Isso significa que a região de maior produção estará atendendo a que produz menos”. Será esse o caminho para a cidade de Sete Lagoas solucionar o grave problema do abastecimento de água que está em estado de calamidade pública já há alguns anos, e agora como diz o advogado Teodoro Francisco Chagas, do bairro Catarina, “está passando dos limites”?

Não esse é o caminho que arrebenta com a lógica e põe a cidade a beira do precipício. É um apagão mental, ou algum interesse escuso inconfessável. Dá prá ser visto a “olho nu”. Ou se não vejamos, em Sete Lagoas a situação do abastecimento de água é cada vez mais precária. Vivemos um permanente estado de racionamento de água generalizado, nos lugares onde a água ainda não falta, o bem público só chega à noite. É uma situação histórica conhecida que se agrava logo após o período de chuvas e vem piorando ano a ano. Tal situação ocorre em função da cidade manter o abastecimento de água via subterrâneo,
e hoje não consegue atender a demanda da cidade pelo simples fato de que a retirada de água do aqüífero é maior que a sua capacidade de reposição.

Bem, e agora essa administração está propondo interligar esse sistema que está a beira do apagão hídrico, como forma de acabar com a falta de água? Ora, ora qualquer cidadão minimamente informado consegue perceber que isso é uma heresia total. Segundo defendem, a idéia é que os poços que produzem mais supram, com a interligação, os poços que produzem menos. É daquelas idéias simples e erradas.

Vejam estamos numa região carstica e há uma queda na vazão de água (produção) em todas as regiões, assim que termina o período de chuvas, repito para lembrar. E prova disso é a falta generalizada de água de norte a sul; leste a oeste, em todo o município. Assim, essa dita sobra que pode até existir, em períodos chuvosos, acaba na estiagem. É construir um castelo areia, porque hoje esse poço dá água, amanhã sujou, diminuiu a vazão ou secou.

Não, não essa idéia me parece saída de alguma cabeça de mentalidade bairrista-primarista sem fundamentação técnico-cientifica, só pode. Veja, já em 1969 o engenheiro sanitarista, Sr. Fernando Otto Von Sperling, que estudou o sistema de abastecimento de água de Sete Lagoas, que já tinha problemas naquela época, recomendou que no máximo 10 anos depois a cidade partisse para captação 100% superficial, em função do risco de colapso no abastecimento via subterrâneo. Previsão que veio se concretizando ao longo do tempo com a cada vez pior situação de falta de água: hoje chegamos ao absoluto caos com a escassez de água.

Além disso, esse sistema de retirada de água do subsolo já se provou perigoso tanto pela contaminação do aqüífero, como pelos seguidos acidentes geológicos graves. Situações que tendem a se agravar ao manter essa fonte subterrânea, frente ao povoamento populacional e industrial cada vez mais intenso na cidade. Portanto, a interligação além de ser inócua como solução para caos no abastecimento de água da cidade dá sobrevida a um sistema que está condenado a acabar.

Mas alguém pode contando com o ovo dentro da galinha dizer que projeto de captação de água do Rio das Velhas no valor de setenta e poucos milhões de empréstimo, ajudaria a atender essa demanda. É mesmo? Pois se assim for para que, então, empregar uma grande parcela do dinheiro que tem no projeto do original do PAC destinação para a extensão e reestruturação de rede, numa ação diversa, como é a infraestrutura de interligação de poços? Ora, use o dinheiro para a rede – reestruturação e extensão – deixe os poços de melhor produção atendendo localmente suas regiões e vamos refazer a rede mal projeta, de canos finos, velhos e totalmente obsoleta. O Ministério das Cidades tem mandar corrigir ess projeto.

Por outro lado, existe aqueles que defendem que o Ministério da Cidades não vai aprovar o projeto de captação de água do Rio das Velhas, porque ao descobrir que a cidade – Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) – mal consegue tocar os poços artesianos locais e, por incapacidade técnica absoluta, não poderia operar uma grande e complexa ETA. O jeito, então, não seria a interligação? Pode se questionar. Não, não, a proposta de interligação dos poços é insustentável de qualquer jeito. Aliás, a captação subterrânea é inviável para Sete Lagoas.

Em síntese, a proposta de interligação das regiões baseadas na produção dos poços artesianos é primaria-artesanal, sem nenhuma sustentabilidade. Por isso, o Ministério da Cidades está certo em pedir informações para ajudar, sim, ajudar a cidade a não fazer uma bobagem. Porque essa é uma idéia maluca, que só pode ser fruto do desse governo bairrista que não admite a falência do sistema baseado em fonte subterrânea. O Ministério da Cidades, creio, vai chegar a conclusão óbvia que a interligação de poços seria um equivoco grosseiro, com total desperdício de dinheiro. Algo que a cidade só depois descobriria como uma obra fantasiosa, por ineficácia certa. Aí é tarde e o que ainda resta funcionando do sistema de abastecimento de água estaria estrangulado.
  1. EXCLUSIVO - Dr. Afrânio Avelar defende a vinda da Copasa para Sete Lagoas


ANEXOS:
A ESTATAL MINEIRA (COPASA) DIFERENTE DO SAAE PROPOS A CAPAÇÃO 100% SUPERFICIAL, PELA MÁ QUALIDADE DE ÁGUA SUBTERRÂNEA "DUREZA", A PRENSENAÇA DE FERRO-MANGANÊS EM EXCESSO EM ALGUNS POÇOS... QUANDO NEGOCIAVA CONCESSÃO:

(CLIQUE NA IMAGEM)


A CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA DO SUBSOLO,
ESTUDO DA ENGESOLO EM 2000

O ESTUDO DA ENGESOLO DE 1991, REVELA O PROBLEMA
DA RETIRADA DE ÁGUA NO SUBSOLO:


FIM DO ABASTECIMENTO VIA SUBTERRÂNEO, UM CONSELHO DE 40 ANOS:
Em 1969, o engenheiro sanitarista, Fernando Otto Von Sperling, depois estudar o abastecimento de água de Sete Lagoas desaconselhou a continuação do sistema de abastecimento subterrâneo e disse: “se não for dada adequada solução ao problema de abastecimento de água da cidade, ela ira constituir-se num entrave [ao desenvolvimento] e num estrangulamento”.


(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR)

LINKS QUE REVELAM O GRAVE PROBLEMA DE ABASTECIMENTO ATRAVÉS DO SUBTERRÂNEO:

IRRESPONSABILIDADE 1

IRRESPONSABILIDADE 2: Editorial do Jornal Hoje Cidade, março de 2007

IRRESPONSABILIDADE 3: Não, eu não tive uma premonição

A Entrevista de Maroca - 2: O diagnóstico e o amadurecimento tardio do prefeito

Expedição pelo Rio das Velhas 2009 1 - Sete Lagoas faz parte - Apresentação, Objetivos e Programação

Sete Lagoas faz parte da Bacia do Rio das Velhas, mas não faz sua parte 2 – o conceito da sustentabilidade é insustentável em Sete Lagoas
Projeto Manuelzão em Sete Lagoas - alguns dos links de posts que escrevi sobre saneamento em Sete Lagoas

SETE LAGOAS! A COPASA É NOSSA!
CLIQUE NO VÍDEO E ASSISTA! 29/04 denunciei os indícios de corrupção no PAC-SL. falo da lista da PF e peço providências. A Câmara ignorou; a PF NÃO

O PERIGO É NÃO FAZER NADA HOJE

"Em todos os lugares do Brasil em que moramos jamais usamos uma água tão ruim."

SAAE E O CONFLITO DE INTERESSES: PÚBLICO X COMERCIAL

Pó, porque o SAAE não diz logo que hoje, Segunda-feira, é Sexta-feira, tentem quem sabe a gente não acaba acreditando...

O ATUAL projeto de captação de água no Rio das Velhas é muito ruim, mas faltou criar uma alternativa; ou Paulo Rogério certo e errado

Escola Estadual Doutor Avelar próximo ao Hipermercado Santa Helena é mais uma que sofre com a falta de água e tem que dispensar alunos, assistam

EXCLUSIVO - Diretor do SAAE diz que controle da qualidade da água é feito "no olho" e admite que água suja cai no sistema de distribuição

Sete Lagoas tem que tratar água que fornece a população, não basta “um simples procedimento de cloração”

quinta-feira, 11 de junho de 2009

PODE HAVER UM NOVO ACIDENTE EM SETE LAGOAS - O PERIGO É NÃO FAZER NADA HOJE

(Depois de investigar e descobrir, publiquei este relatório da prefeitura com risco reconhecido pela autoridades na  segunda-feira, 8 de Junho de 2009, às 7:00, MAS ATÉ HOJE, SEGUNDA-FEIRA, 28 DE JANEIRO DE 2019, nada foi feito para acabar com o risco de acidente geológico que pode afundar o solo e engolir prédios como o do Hospital Nossa Senhora das Graças, matando pessoas, como informa o relatório). Sete Lagoas vai continuar sem agir, esperando a tragédia acontecer se a sociedade não obrigar as autoridades a terem a responsabilidade mínima que nunca tiveram - é preciso ACABAR URGENTEMENTE COM A RETIRADA DE ÁGUA DO SUBSOLO E FAZER O ENXERTO DE CIMENTO PROPOSTO NO RELATÓRIO ONDE FOI LEVANTANDO O RISCO DE ABATIMENTO!). ESTA INFORMAÇÃO MERECE SUA ATENÇÃO ESPECIAL!!!
Grave acidente Geológico ocorrido em 1988 pode se repetir em Sete Lagoas.

Leiam o que vai em vermelho, mas, paciência, é preciso ler o restante do texto para entender - é gravíssimo!!! Tem as nossas autoridades a responsabilidades para tomar providências? Não!!! 


Ainda a continuidade do processo, com acomodações sucessivas do solo, aumentará, gradativamente a área afetada, expandindo nas áreas vizinhas, alçando outras edificações.A acomodação do solo, sob residências de um pavimento muito dificilmente provocará um fenômeno catastrófico, com risco de vida. Normalmente têm-se prejuízo material. Por outro lado, se a área se expandir alcançando prédios, das vizinhanças como o Hospital Nossa Senhora das Graças e um prédio na rua zoroastro passos, entre as ruas dr. Chassim e Teófilo Otoni, poderá ocorrer ruptura brusca, com riscos de vida para seus usuários.

A seguir o mesmo texto escaniado do documento da prefeitura e hoje público por conta de um processo movido contra o município:


Eu poderia ter feito toda uma introdução prévia com o objetivo de mitigar essa informação que é parte do parecer técnico da empresa ENGEO Sociedade Civil encaminhado a Prefeitura de Sete Lagoas sobre as acomodações de solo, provocando trincas em edificações na rua Dr. Chassim, entre Zoroastro Passos e Fernando Lanza e na avenida Renato Azeredo, onde além das edificações, as trincas atingiram ainda o canal do córrego do Diogo, na altura das instalações da ltambé, em frente ao SERPAF, em Sete Lagoas-MG.
Clique para ampliar a imagem:
Mas não fiz porque esta informação não revela um risco eminente, a grande ameaça evidenciada é que se não fizer nada agora, enquanto há tempo, o risco pode se tornar uma realidade trágica. Aliás, o relatório é claro em dizer que a "continuidade do processo[não a situação dada hoje], com acomodações sucessivas do solo, aumentará, gradativamente a área afetada, expandindo nas áreas vizinhas". Leiam o que diz e clique na imagem escaneada:
O mesmo relatório que fala da ameaça também mostra o caminho da solução: Injeção no solo, de uma calda de cimento-argilabentonita-água. Com este procedimento o horizonte de solo trincado que sofreu abatimentos é recuperado, e ainda, o reforço adequado do solo impede a expansão do processo, não deixando aumentar a área afetada.


Mas aí esta a questão mais importante e, sim, preocupante falta fazer o que foi recomendado.

VAMOS AO CASO:A maioria dos moradores de Sete Lagoas tem conhecimento do problema de abatimento do solo por conta do tipo de terreno que a cidade ocupa, não é mesmo? Bem, neste caso estou tratando do problema que aconteceu em 1999 e 2000 nas regiões av Renato Azeredo próximo a Itambé e ao SERPAF e em seguida na região da rua Dr. Chassim, entre as ruas Zoroastro Passos e Fernando Lanza.


O detalhe é que não foi tomada a providência proposta acima segundo me informou diversas autoridades e ex-atoridades com quem fui me informar e sabem do problema - ameaça. Pior, o SAAE que divulgou "Carta de Intenções" neste final de semana não fala nada em mudar o sistema que provoca o problema: a captação de água subterrânea.
A seguir vejam o relatório da ENGEO SOCIEDADE CIVIL LTDA, encaminhado a prefeitura de Sete Lagoas em maio de 2000:
Belo Horizonte, 26 de maio de 2000.
INTRODUÇÂO - Este relatório apresenta parecer técnico sobre as acomodações de solo, provocando trincas em edificações (...)
UM FENÔNIMO QUE SE REPETE - No final de novembro de 1999 ocorreram trincas, no solo e em edificações, devidas às acomodações do solo, num segmento da avenida Renato Azeredo, em frente às instalações da CCPR (ltambé) ao sul e SERPAF ao norte. A partir do inicio deste ano, ocorrências semelhantes vêm se desenvolvendo na rua Dr. Chassim, entre as ruas Zoroastro Passos e Fernando Lanza.
A análise preliminar das ocorrências deixou claro que os fenômenos são semelhantes aos por nós já observados, anteriormente, em Sete Lagoas, no Cachoeirão da Chácara do Paiva, na década de 1940, na fábrica de tecidos da Cia. Cedro o Cachoeira, na mesma avenida Renato Azeredo, em outubro 1989 no colégio João Herculino, no bairro São Geraldo, em setembro de 1994.
A CAUSA: Extração de Água Subterrânea - O bombeamento intermitente de poços profundos retirando água das cavidades cársticas, existentes no calcário, acarreta variação do nível freático (nível de água em cisternas), cuja superfície, grosseiramente paralela à superfície do terreno, situa-se na camada de solo.A variação intermitente com subida e decida, do nível freático, em curto espaço de tempo, devido ao bombeamento das águas, carreia partículas do solo, provocando erosão interna, solapando o solo, abrindo cavidades, logo acima da superfície da rocha. Este fenômeno provoca a acomodação do solo, que desce fechando as cavidades desenvolvidas pela percolação da água. Estas acomodações, provocam trincas e abatimentos no solo afetando as construções existentes, sobre o mesmo.

VOLTEI
Este fenômeno do abatimento do solo não é nenhum mistério para a cidade e vive se repetindo em Sete Lagoas. Misterioso mesmo é a repetida e perene IRRESPONSABILIDADE das autoridades que cientes há décadas do problema mantiveram o sistema causador do problema, a EXTRAÇÃO DE ÁGUA SUBTERRÂNEA. Uma situação em que até uma criança entende, ou seja, se retira uma quantidade de água superior a capacidade reposição do aquifero, deixando um vazio que o solo cobre. Vejam como é simples entender o que acontece nesse estudo contratado em 1991 pela prefeitura a outra empresa, a ENGESOLO ENGENHARIA S/A, que emitiu Relatório Técnico sobre o trincamento de Estruturas na região do Bairro São Geraldo na época:

“Sete Lagoas fica em região de rochas calcárias que apresenta em seu subsolo canais e cavidades por onde passa um lençol dágua, estando por isso sujeita a desnivelamentos.Com o rebaixamento da água do lençol subterrâneio, por causa da seca ou pela retirada da áqua através de poços artesianos, os terrenos acima das cavidades podem trincar e se desnivelar. Esse processo pode ser lento ou instantâneo, dependendo das condições do solo e do lençol.
O GRANDE CONSUMO DE ÁGUA NAS RESIDÊNCIAS E INDÚSTRIAS ESTÁ CAUSANDO UM REBAIXAMENTO NO LENÇOL SUBTERRANEO DE CERCA DE 20 A 30 CENTIMETROS OS ÚLTIMOS 05 ANOS E DE 2 M NOS ÚLTIMOS DOIS MESES DE 91. ISTO QUER DIZER QUE A RETIRADA DA ÁGUA TEM SIDO MAIS RÁPIDA DO QUE SUA REPOSIÇÃO NATURAL (POR CHUVAS E CONSEQUENTES INFILTRAÇÕES). DAÍ A DIMINUIÇÃO DA PRESSÃO DO LENÇOL, QUE PODE CAUSAR ESSES DESNÍVEIS E TRINCAS DO TERRENO."


Hoje os prédios da região como o do
Hospital Nossa Senhora das Graças estão seguros,
mas é preciso parar de retirar água do subterrâneo
para que eles continuarem assim.


RETOMANDO - O MESMO QUE ACONTECEU NO FAMOSO BURACO DO BAIRRO SANTA LUZIA EM MARÇO DE 1998:
Onde “uma cratera de 20m de diâmetro por cinco de profundidade, formada aparentemente por um tremor de terra, tragou as paredes de uma pequena mercearia, o muro e parte da arquibancada do estádio municipal e afetou dezenas de edifícios num raio de 40 m a partir do cruzamento de duas avenidas no centro da cidade.” A seguir o que relatou o Centro Tecnológico de Minas Gerais, o CETEC:

(...) Em Sete Lagoas a equipe técnica do CETEC verificou que primeiro houve o rompimento de parte do teto da rocha carbonática de um cavidade de uma cavidade localizada a 58 m de profundidade, provocado provavelmente pelo rebaixamento da áqua subterrânea, o que acarretou instabilidade para as rochas argilosas situadas mais acima. Foi recomendado pelo órgão técnico o mapeamento detalhado do subsolo da cidade, para que se identifiquem as áreas vulneráveis e sejam tomadas medidas de isolamento e de direcionamento da expansão urbana para locais mais seguros.

DE VOLTA
Não, não estamos diante de uma tragédia eminente, mas diante da mais flagrante omissão que pode levar a uma tragédia. 21 anos após a recomendação de Centro Tecnológico de Minas Gerais, o CETEC, a cidade não providenciou o mapeamento geotécnico das áreas de risco dentro do perímetro urbano. O que significa isso?

Sete Lagoas tem que tomar jeito, esta é uma opinião compartilhada por muita séria como Dr. Ernane Geraldo de Araújo, promotor e curador de meio ambiente, uma das pessoas com quem conversei sobre esses problemas aqui expostos. Aliás, Dr. Ernane tomou a providência que lhe cabe, entrando com uma ação que exige do município resolver o problema descrito a seguir e que é outra grave ameaça pra todos nós como podem ver:

(...) Na avenida Renato Azeredo atingiu edificações do SERPAF, da ITAMBÉ e também o canal do córrego do Diogo. É bom lembrar que nas laterais, ao longo oeste canal, passam dois emissários de esgoto sanitário, que já podem ter sido atingidos pela movimentação, devido às acomodações do solo acima descritas, O rompimento dos emissários de esgotos lançará estes esgotos, com grande quantidade de bacilos fecais, diretamente no sistema cárstico Caso isto ocorra, haverá contaminação de toda água, proveniente dos poços profundos que abastecem a cidade de Sete Lagoas.

Esta também era uma preocupação do ex-secretário de Obras, Arnaldo Nogueira, com quem também conversei sobre esses problemas e me disse que nada foi feito do que foi recomendado nesse relatório. Um temor que ele, então secretário de obras expôs a menos de 2 anos ao prefeito Leone Maciel. A seguir alguns trechos desse ofício:

Secretaria Municipal de Obras Públicas
Ofício — SMOP/136/2007
Sete Lagoas, 26 de fevereiro de 2.007.
Iimo. Sr. Prefeito,
(...) Acidentes de proporções maiores já ocorreram após tal relatório, como por exemplo na região do Bairro Chácara do Paiva, próximo a Indústria Itambé, atingindo áreas entre a Rua Dr. Chassim e Teófilo Otoni, e recentemente atingindo as proximidades da Praça Vá Fina, assim como nas proximidades do Bairro Vapabuçu.
Retornando ao abatimento ocorrido na região próxima a Itambé, de cerca de 0,47 cm, em estudo do local, fica claro que o interceptor de esgoto foi atingido, pois foi construído com tubos de concreto, com junta rígida de argamassa. Provavelmente o abatimento pode ter rompido o rejuntamento dos tubos e o esgoto, pode estar penetrando em fendas abertas no solo. Mesmo tendo solicitado providências há mais de 08(oito) anos, até hoje não foram feitas valas para constatação dos danos e suas extensões, o que gera preocupação. (...) Neste ponto, fica evidenciado o sério problema de CONTAMINAÇÃO do lençol subterrâneo. (...) Fato incontestável é que:
• o descontrole na captação de água do subsolo é absoluto, em relação a capacidade de absorção natural ;
• a extração descontrolada fatalmente irá gerar os mais diversos tipos de problemas, seja de afundamento de solo, danos a propriedades particulares, processos jurídicos indenizatórios que gerarão indenizações inimagináveis;
• processos criminais advindos da falta de providências legais e também por possíveis perdas de vidas humanas;
Após estas considerações e comentários de vários pareceres contratados em Gestões anteriores, bem como de artigos técnicos citados, vê—se que por omissão, a população e a própria cidade, está a mercê de um colapso no sistema,não somente com contaminações, mas com possíveis acidentes de gravidade e proporções indeterminadas.
Portanto, é atitude irresponsável e inconseqüente, continuar com o sistema de captação atual, assim como o de distribuição da água, que parcialmente não tem qualquer tratamento.

AQUI ESTOU DE VOLTA
Ah, claro, falei também com Admilson Moura, administrador do Hospital Nossa Senhora das Graças para saber se ele estava a par desta informação. Admilson disse que tinha ouvido boato mas nada específico. Correto, não há mesmo com que se alarmar o hospital, mas há muito que fazer para que isso não venha ser uma emergência futura.
Neste sentido o estudo feito pela ENGEO é um alerta que deve ser levado a sério, e se nada for feito, aí sim, tem-se uma ameaça muito grave. Um problema repito causado pelo bombeando de água do subsolo que deixa no lugar grandes vazios que naturalmente serão preenchidos pela acomodação do solo. Nada mais simples, anunciado e ameaçador, não é? Um problema que vive se repetindo em diferentes regiões da cidade e que é ocultado da população.


A grande ameaça para qualquer um de nós é a inércia, continuar fazendo as mesma coisa é continuar vivendo sob essa roleta russa subterrânea. E por essa razão simples é que este blog poe o dedo no machucado e tenta fazer doer a consciência de nossas autoridades estaduais. Porque as daqui eu compartilho com a opinião do promotor dor Ernane Geraldo de Araújo de que não adianta mais alertá-las.

Nesse sentido, é uma satisfação ter a certeza que alta cúpula do poder estadual que frequenta este espaço ficará informada. E é delas que se espera alguma atitude e até muito mais da própria sociedade que não tem mais como se omitir. Aliás, preocupa é o comportamento autocrata, absolutista do grupo que chegou no poder, que prefere apegar-se teses mais toscas à render-se a ciência moderna sobre o assunto. Ah, quando recorrem a ciência é para tentar provar as suas teses primitivas e "equivocadas".


SIM!, O HOSPITAL NÃO TEM DIRETAMENTE UM PROBLEMA COMO DIZ O PRÓPRIO RELATÓRIO, É SÓ LER DIREITO LÁ, QUE SE VÊ QUE O PROBLEMA AINDA NÃO ATINGIU O HOSPITAL DIRETAMENTE.

E É EXATAMENTEPARA QUE PROBLEMAS DESTE TIPO E POTENCIAL DE GRAVIDADE NÃO VENHAM A MATERIALIZAR QUE ESTE BLOG SOCIALIZA A INFORMAÇÃO QUE, LEMBRO AS DESAVISADOS JÁ FAZ PARTE DE UM PROCESSO PÚBLICO CONTRA O MUNICÍPIO. E, SIM, É DEVER DAS LIDERANÇAS FAZER DOS PROBLEMAS DA CIDADE AS CAUSAS DA SOCIEDADE, E É ISSO QUE ESTE QUE ESTE CIDADÃO FAZ, AGORA.

ADENDO -
Abaixo duas imagens do subterrâneo de Sete Lagoas ( av Renato Azeredo próximo a Itambé e ao SERPAF e em seguida na região da rua Dr. Chassim, entre as ruas Zoroastro Passos e Fernando Lanza) que fazem parte do relatório da ENGEO: nada mais natural, que essas trincas, cavernas e fraturas no solo de qualquer região cárstica como a de Sete Lagoas em qualquer do mundo, o único risco é desconsiderar a natureza especial deste solo explorando demasiadamente da água do seu subterrâneo. Os especialistas indicam o rebaixamento do nível da água como o fator de maior peso na deflagração e aceleração de subsidências e colapso.




Leonardo de Barros

segunda-feira, 6 de abril de 2009

IRRESPONSABILIDADE 3: Não, eu não tive uma premonição


Depois da publicação da matéria do jornal Boca do Povo dando conta do acidente geológico no bairro Interlagos II, recebi dois e-mails no final de semana, questionando se eu tive uma premonição do que está acontecendo lá, quando eu comecei a série "IRRESPONSABILIDADE", falando do perigo subterrâneo. Não amigos, eu não tenho esse poder. E nem quero. O alerta insistente que faço para toda a cidade é baseado essencialmente na lógica e, vá lá, na ciência. Ele se baseia num vasto histórico de repetição do mesmo fenômeno que coloca cada cidadão que está em Sete Lagoas sob uma roleta russa.

Sim, meus caros, vivemos todos sob a ameaça do solo afundar com a retirada de água do subterrâneo cártico, causando danos materiais e pessoais. Um fenômeno que se repete cada vez mais num intervalo menor de tempo e maior abrangência geográfica pela cidade. Tal processo é causado mais pelo relaxamento irresponsável das autoridades do que pelo rebaixamento do solo, provocado pela retirada de água do subterrâneo. E esse era um tema que necessitaria de ser tratado com a seriedade técnica e a prioridade política, mas não mesmo é o arcaísmo burocrático e ideológico, além da má fé irresponsável. Essa é uma tragédia que se anuncia já com os seus responsáveis: a incompetência, a desídia, a leviandade, a ganância e a IRRESPONSABILIDADE. Leiam a excelente matéria do jornal Boca do Povo, comento mais em outro post:

*

Não uma, mas cinco casas construídas na rua Iturama, bairro Interlagos II, estão seriamente ameaçadas por trincas. Há pouco mais de 1 mês, grandes trincas e rachaduras começaram a aparecer nos imóveis e comprometem toda a estrutura. O casal Maria das Dores Azevedo e Carlos Alberto Araújo conseguiram, depois de oito anos e com muito esforço, finalizar a casa própria, com recursos deles mesmos e nenhuma verba financiada. Aproveitando o lote eles construíram outras quatro casas germinadas, que alugadas auxiliam no orçamento familiar.


Há pouco mais de um mês começaram a aparecer rachaduras, principalmente na parte da frente da residência. Como se não bastasse, o problema se espalha por outras quatro casas da mesma rua. Maria das Dores, que trabalha no andar de baixo como cabeleireira, disse que as rachaduras começaram a surgir depois do rompimento de uma rede de esgoto. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) teria sido acionado por diversas vezes, mas não houve atendimento e a questão se tornou ainda mais grave.

O Corpo de Bombeiros e um engenheiro civil estiveram no local e condenaram parte da construção. “As trincas foram aparecendo aos poucos, começaram pequenas e foram aumentando. A gente ligava para o SAAE e eles falavam que não tinha material e máquinas para consertar o problema de esgoto”, revelou. Ela explica que há impressão de que uma força puxa a construção em direção à rua e declarou que vai entrar com um processo judicial contra a Autarquia,. para reaver os prejuízos materiais. “Há cinco famílias inteiras morando aqui, e a responsabilidade é toda minha”, relata.

Judith de Souza Fernandes, vizinha, vive situação ainda pior. Um dos quartos da frente está totalmente condenado, tomado por trincas nas quatro paredes, e para ficar tranquila ela e a filha dormem em um cômodo na parte de trás. As rachaduras se estendem na varanda e tomam até parte do muro da frente. Pensando se tratar de algo relativo à construção, a mulher fez uma reforma e tapou os buracos, mas as trincas voltaram. “E para piorar minha rede de água estourou e minha conta no último mês veio R$ 90. Na hora de cobrar eles são ótimos, mas para atender a gente são terríveis”, se indigna.

ABATIMENTO - O SAAE está ciente dos problemas e informou ter enviado uma equipe para resolver o esgoto, mas para a autarquia a questão seria bem mais complexa. Funcionários informam que as trincas podem ser provenientes do abatimento do solo, mas é preciso uma avaliação mais completa para o laudo definitivo. Como é de conhecimento público, a cidade possui diversos pontos de acomodação do subsolo, e em alguns são formadas enormes crateras, muitas vezes em consequência da superexploração das águas subterrâneas.

Em recente reunião especial da Câmara foi informado que a cidade possui 114 poços artesianos perfurados, mas apenas 50 deles estão registrados no Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). O BOCA DO POVO publicou recente matéria na qual mostrava a rua Euclídes N. Gontijo, a antiga. Sítio da Abadia, no São João, que foi praticamente engolida por crateras que atingiam cerca de cinco metros de profundidade, formadas a partir do abatimento do solo.