quinta-feira, 3 de março de 2011

GOVERNO E OPOSIÇÃO: SOMOS TODOS IGUAIS?


Sabemos todos que esse é um governo de ambições modestas. Não tem mesmo grandes sonhos desenvolvimentistas. Seu objetivo é regressivo: gostaria, se pudesse, de limitar o crescimento. Isso tenho certeza deve causar um sério conflito interior ao prefeito Maroca, saudosista incorrigível, ele tem que conviver com a cobrança de uma cidade que sofre com o atraso estrutural e quer solução urgente para os problemas e, ao mesmo tempo, tem uma demanda oculta de um novo amanhã. Explico. As pessoas não externam mas gostariam de um líder que lhes oferecessem uma perspectiva de futuro muito melhor, onde cada um no particular e a sociedade como um todo pudessem vislumbrar um novo futuro.

Que se note, eu fiz essa introdução frisando o conflito que existe entre o atual governo e as demandas presentes e futuras da população, só para dizer o seguinte: a população, é verdade, está resignada com essa administração, isso é público, isso é notório. Mas aí vem a questão: qual é alternativa que nós da oposição estamos oferecendo a ela? Será que devemos nós limitar a arroubos semanais denúncistas, sejam eles de ordem ética ou não? Temos que ir além da ação espalhafatosa e descobrir as verdadeiras necessidades de nossa gente, até mesmo aquelas que não estão latentes. Ou será que nós apenas queremos estar no lugar de quem hoje governa por estar? Somos todos iguais?

Ah, não: nós não somos a mesma coisa? Então em que somos diferentes do que está aí? Temos que responder a essa questão fundamental, porque é a partir dessa conclusão própria que teremos um posicionamento assertivo. Ou pelo menos claro do que somos e o que queremos. Desta feita, alguns de nós podemos nos descobrir iguais ao que está aí; outros diferentes, para melhor e para pior. São as respostas as essas perguntas que vai nos permitir fazer uma escolha da estratégia de atuação e como também quais de nós podemos estar juntos ou não.

Trago essa reflexão embrionária para a pauta da oposição porque estamos num momento delicado. Reparem, o governo que está aí não é nada bom, a população reconhece isso, mas se a oposição limitar-se ao denuncismo, a sociedade pode concluir, corretamente, que não há alternativa. E, portanto, é melhor continuar com isso aí?

(data original da postagem: quarta-feira, 7 de outubro de 2009, às 04:41)
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