segunda-feira, 6 de julho de 2009

Minirreforma eleitoral dará mais liberdade a candidatos


Depois de consenso entre líderes, texto deverá ser aprovado até quarta-feira: 2010. A tão esperada reforma política será reduzida a pequenas alterações que não aumentarão fiscalização

Por Amália Goulart, O Tempo:
A Câmara dos Deputados pode aprovar nos próximos dois dias o novo projeto de reforma política, que ganhou o nome de reforma eleitoral. Mas, em vez de aumentar o rigor e restringir os métodos eleitorais, o texto irá permitir aos postulantes a um cargo público mais liberdade para fazer campanha. É uma forma amena de realizar a tão sonhada reforma política que entra ano, sai ano é discutida, porém, nunca chega a ser votada.
Dessa vez, os líderes partidários uniram-se para montar um projeto de consenso, que atenda às reivindicações dos parlamentares. E nessa proposta não há menção a questões polêmicas como financiamento de campanha ou discussão sobre a votação em listas. Em vez disso, passam a ser liberados o financiamento por meio da Internet, a campanha nos sites e a pré-campanha dos hoje chamados pré-candidatos. De acordo com o relator do projeto, e defensor dele, deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), a proposta tem que ser creditada na conta de todos os parlamentares.
"É um projeto de autoria coletiva. Essa é a forma de sucesso. Priorizar os pontos em que há convergência. Reforma eleitoral é muito difícil porque tem um impacto direto sobre a vida de todos os deputados e senadores. O método decide o resultado. Tem que construir a partir das maiorias", afirmou. E existe mesmo consenso na Câmara para aprovar a reforma. Ao que tudo indica, os senadores também não devem se opor. Continue lendo
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