quarta-feira, 22 de julho de 2009

A evolução do quadro político para deputado e a disparada de João Evangelista

Trato neste post da evolução do quadro político com vistas ao pleito de 2010, candidaturas locais (Sete Lagoas) a deputado estadual. E, creio, o momento é oportuno. No começo do ano tentar fazer qualquer prognóstico era puro chute. Passados seis meses e com a precipitação do debate político há uma clara evolução do quadro inicial bastante confuso.

Nesse período, devido antecipação do debate, aos movimentações dos postulantes, ao desempenho do governo e da oposição, para o bem, para o mal, a decisão de Dr. Ronaldo João (PDT) ir para Assembléia e até ao falecimento do grande patrôno do PMDB local, Fernando Diniz, a roda girou. E a pergunta é: o que se vê hoje?

O avanço de alguns nomes e o declínio ou estacionamento de outros. Gilmar Antão (DEM) é o exemplo de um nome que perdeu fôlego já seu ex-colega de Câmara João Evangelista (PR) parece que vai levantar voo. Duílio de Castro (PMN) por seu lado é hoje o pré-candidato que está na frente na corrida já Caio Dutra (PMDB) a despeito do grande barulho que faz não se nota, ainda, uma consolidação de sua pré-candidatura e para piorar as coisas ele acaba de sofrer um revés com a morte prematura do grande aliado Fernando Diniz - talvez seja melhor Caio se preservar agora, mas isso é assunto para outro post. Já Ronaldo Canabrava está inelegível e dizer alguma coisa sobre ele é perda de tempo. Dr. Ronaldo João (PDT) avalio como já disse que ele mais perde do que ganha ao abandonar a vice prefeitura para pegar um resto de mandato de deputado.

Bem, até aqui fiz uma abordagem superficial e geral agora me permitam aprofundar um pouco, considerando o avanço do quadro de candidatos, analisando a evolução de João Evangelista. Avancemos. Se Duílio de Castro é hoje o nome entre o grupo que tem mandato que mais cresce, João Evangelista é entre aqueles sem mandato o nome que se consolida como candidato. João saiu das urnas com uma aprovação consagradora e mesmo com a frustração de não ter sido eleito em função do sistema eleitoral ele não ficou lamentando o intemperes e nem foi buscar culpados, apesar deles existirem. Não, João Evangelista adotou com a força de superação que tem uma atitude positiva e prosseguiu em sua reconhecida luta pelo bem comum.

Com isso, a própria população entendeu que não tinha que ficar lamentando por ele a sua não eleição. O que fez crescer a sinergia entre ele a comunidade que o passou a admirá-lo mais. E uma demonstração desse carisma junto a população foi dado hoje quando o entrevistador, o seu xará João Carlos de Oliveira abriu o programa de entrevistas do qual João Evangelista foi o entrevistado de forma surpreendente: usando a participação de uma ouvinte que mandou previamente um pedindo para que João Evangelista fosse candidato porque "a gente precisa de você como nosso representante".

É claro que ainda é cedo para assegurar que João Evangelista será candidato e qual será seu desempenho, mas ele está disparando. E pode chegar em 2010 muito bem, basta que ele faça agora o dever de casa. Pode começar afiando discurso e assumindo um posicionando correto junto a sociedade: como um legítimo representante da sociedade civil, da população, que de fato é. E não é apenas porque ele fundou e dirige uma das mais importantes e meritórias obras (ADVISETE) de ação social que realiza um trabalho de apoio as pessoas com deficiência e que não se limita a elas e nem a assistencialismos eleitoreiros.

O que ele deve fazer é revelar a sociedade todos os suas qualidades, ações e idéias, que não se encerram nesse trabalho; começa nele. João Evangelista precisa agora inventariar suas próprias qualidades e mostrar como elas o fizeram superar a sua própria deficiência visual e se tornar um líder. Se assim fizer dará um salto no conceito junto a população e poderá comemorar um feliz 2010.
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