quarta-feira, 15 de julho de 2009

MARIA LISBOA FRENTE A FRENTE COM OS VEREADORES


A convite do Líder do prefeito, Renato Gomes, a educadora e secretária de Educação, Maria Lisboa, esteve nesta terça-feira na Câmara Municipal para apresentar o seu trabalho. A professora iniciou sua exposição lembrando que hoje [ontem] era o dia que marca a Queda da Bastilha, que aconteceu em 14 de julho de 1789, e ajudou a impulsionar a Revolução Francesa. E cujo lema era: liberdade, igualdade, fraternidade. Ela fez entender que havia algo especial naquela coincidência de uma data tão importante para democracia e a sua fala ali. Lembrou que a democracia está sempre inconclusa, deve ser sempre um ideal a atingir. “Sempre podemos dar mais um passo pela democratização”, disse. Depois desse feliz início, ela muito tranquila, bem humorada [acredite] fez uma apresentação simples e convincente.

Maria, como gosta de ser chama, trouxe alguns dados sobre o sistema educacional bastante alarmante como a falta informações gerenciais. Para situar a audiência falou da ausência de um sistema gerencial e disse que o calculo das despesas com energia, água e telefone têm que ser feitas com lápis, tal é a imprecisão dos números que têm que ser revisados a cada somatória e, que, também divergem dependendo da origem da fonte de i
nformação. É um absoluto descontrole.

Outra informação surpreendente para platéia foi saber que as nutricionistas responsáveis pela elaboração do cardápio não tinham noção do valor das mercadorias. Elas planejavam as refeições ignorando o preço. "Quem elaborava não sabia enquanto ficava", revelou a secretária. Deve ser essa a razão, para no estado o valor per capta aluno/dia da alimentação ser de R$ 0,22, enquanto que em Sete Lagoas chegou no ano passado há R$ 0,55. Outro valor assombroso foi o gasto com transporte que no ano passado foi de 3 milhões de reais. Apesar de não ter parâmetros comparativos este número é elevado demais.

Como estratégia para mudar esse quadro de descontrole Maria Lisboa informou que vai ser implantado um sistema gerencial específico. E para reduzir o custo do transporte ela aposta as fichas no zoneamento rígido, que
r dizer, as crianças agora terão de estudar próximo de onde moram. Para isso o cadastramento foi feito estrategicamente em locais diferentes das escolas. Outra medida que também será tomada é a transferência do custo de transporte do ensino médio para quem tem o dever legal para esse nível, que é o estado, no ano que vem.

TRISTEZA: "DEPÓSITO DE POBRES".
Quanto a questão da alimentação que foi inclusive motivo do manifesto, que antecipei aqui e o chamei de manifesto da covardia, Reginaldo Tristeza o leu na Tribuna, mas foi solenemente ignorado por todos. Lisboa explicou as dificuldades que houveram como o aumento demasiado do leite que levou o fornecedor a suspender a entrega trazendo enorme transtorno. Mas ela foi além e pontuou que o parlamentar deveria também se preocupar com a alfabetização e o desenvolvimento intelectual dos alunos. Aliás, o vereador falou sem e
xplicar direito sobre a escola como DEPÓSITO DE POBRES. Ele precisa se explicar porque falei com muitas pessoas e ninguém conseguiu captar o sentido de sua fala. E ficou bem deslocada.

Já chego nos finalmentes. A professora Maria Lisboa apresentou um diagnóstico contundentemente claro e também ações concretas que estão provocando mudanças significativas como orientação para resultados e diretrizes modernas. Ela mostrou ainda um processo de descentralização e democratização que está sendo bem construído com os profissionais. A propósito, a autonomia já está acontecendo
de fato, Maria explicou que "na falta de hábito" alguns diretores ainda vão à secretaria "perguntar se pode fazer". Sim, é um processo de aprendizado. Outro ponto importante que ela citou foi que a secretaria agora não passa por cima da diretora, não há desrespeito mais a direção que antes era surpreendida, por ingerências. É por isso que a secretária deixa o atendimento pessoal para as diretoras nas escolas.

Enfim, a equipe de educação tem volume grandioso de desafios para enfrentar. Mas o trabalho de transformação já está em curso, sobretudo, o trabalho de mudança cultural. Nesse sentido o processo de responsabilização dos profissionais sejam administrativos e pedagógicos é auspicioso para construção de uma educação de boa qualidade. E todos nós que desejamos um cidade melhor devemos fazer o que tiver a nosso alcance para q
ue esse trabalho seja um sucesso. E apesar dos pesares, espero que essa imagem da Professora Maria Lisboa com o nosso Parlamentar Reginaldo Tristeza sejam o símbolo de uma união para o bem comum.
PS.: E parabéns a essas valentes educadoras que foram dar o seu apoio a professora Marial Lisboa.



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