domingo, 5 de julho de 2009

BARACK HUSSEIN SERÁ O RESPONSÁVEL SE CORRER SANGUE EM HONDURAS


"Que tempos são estes em que o golpista é tratado como democrata e aqueles que asseguram a constituição são chamados de golpistas?"

Com um mínimo de responsabilidade, Barack Hussein, presidente dos EUA, demoveria o delinqüente e golpista Manuel Zelaya de voltar a Honduras neste domingo, como ele promete fazer. Cristina Kirchner, simbolicamente enxotada pelos argentinos, disse que estará junto. Rafael Correa, prototiranete do Equador, também - nesse caso, é como se Hugo Chávez comparecesse em pessoa.

Irá mesmo? Vamos ver. A crise política, até agora, não matou ninguém. O que quer que venha a acontecer em Honduras, que vive mais de 20 anos de estabilidade democrática com a vigência da Constituição que Zelaya tentou golpear, será de responsabilidade de Barack Hussein e da OEA, comandada por José Miguel Insulza, um pateta que não viu nada demais na reeleição ilimitada de Chávez e que acredita que a entidade tem de readmitir Cuba sem impor condições etc e tal. Em matéria de democracia, a gente sabe bem de que ditadura ele gosta.

A esmagadora maioria dos hondurenhos apóia o governo provisório. Mas, já disse, isso não autoriza deposição de presidentes.

Zelaya não era mais presidente da República desde que tentara criar as condições para a reeleição. A Constituição é explícita: quem o fizer está imediatamente destituído e tem cassados os direitos políticos. Quando foi generosamente levado para a Costa Rica, já não era mais nada. Aliás, eis um erro dos militares. Zelaya deveria ter ido em cana pelas demais violações à Constituição, incluindo a afronta às decisões da Justiça. Uma cana democrática.

Neste sábado, o cardeal Oscar Andrés Rodríguez, uma das figuras mais respeitadas do país, expressou seu apoio ao novo governo e pediu a Zelaya que não volte - aliás, o candidato a tiranete disse estar cumprindo a vontade de Deus. O cardeal parece não concordar e afirmou que as instituições funcionam normalmente no país.

Que tempos são estes em que o golpista é tratado como democrata e aqueles que asseguram a constituição são chamados de golpistas? Ora, são os tempos em que o presidente dos EUA, Barack Hussein, disputa a popularidade no Continente com Hugo Chávez; são os tempos em que um Barack Hussein - figura, sem dúvida, invulgar - pretende ser aprovado por Chávez, elemento dos mais vulgares na América Latina. Este post é do amigo e mestre Reinaldo Azevedo, Veja.com.
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