domingo, 4 de outubro de 2009

Vou Convidar o ex- Secretário Gustavo Paulino a Sair Do Ninho e Vir Para o PPS Junto Comigo


"Será o compromisso público de Gustavo Paulino tão frágil?
Ao primeiro chamado familiar-empresarial
então ele abandona a tarefa pública no meio do caminho
para cuidar dos negócios particulares?"

Gustavo Paulino saiu do Governo Maroca. Meu amigo, ele disse prá mim que saiu mas não deixou o governo etc e tal. Entendo. Ah, sim: tem a versão do compromisso familiar-empresarial que lhe chamava, agora que os negócios estão sendo retomados. Entendo também.

Entendo que tenha que haver uma explicação minimamente verossímil, para ele ter abandonado tão cedo o barco ou ter sido deixando para trás, não é? Agora cá comigo levanto algumas indagações: será o compromisso público de Gustavo Paulino tão frágil? Ao primeiro chamado familiar-empresarial então ele abandona a tarefa pública no meio do caminho para cuidar dos negócios particulares? Ou será que Gustavo não é muito competente como a sumidade petista Flávio de Castro e então para não ficar feio para Gustavo, ele foi demitido "à pedido"?

Resumindo: ou ele não tem compromisso ou não tem competência. Mas acho que não se trata de nem uma coisa nem outra. Para mim, Gustavo tem compromisso público e tem capacidade, o que especulo que acabou foi a sua motivação para fazer parte desse governo. Não posso conceber que um atleta com alto espírito competidor e empreendedor seja um desistente. Me parece muito mais desilusão. Ou será que Gustavo veio pegar uma boquinha na prefeitura até que os negócios da família melhorassem? Ora, ora, não é possível conceber tal hipótese para alguém tão prestativo e voluntário de tantas causas de interesse público.

"Não posso conceber que um atleta com
alto espírito competidor e empreendedor
seja um desistente. Me parece muito mais desilusão."

Há algo que não foi explicado na sua saída. E como estou aqui especulando vou aprofundar a minha tese do fim da motivação, por que creio vir daí a justificativa. Se ele, reparem, não estava pegando uma boquinha e também como suponho não ser um descompromissado com o que assume, sobraria como justificativa a incapacidade ou desmotivação – o fim daquela razão pessoal que todos temos que ter para fazer parte de alguma coisa. Mas para chegarmos a uma conclusão plausível e somos obrigados a entender que é o governo Maroca. Em frente.

E o que é o governo Maroca? Para responder essa pergunta temos que saber quem é a pessoa da vez. Vocês ainda não repararam isso, não? Então façamos uma recapitulação desses nove meses de gestão. No início o cara era o Nadab, estávamos na era do ‘Choque de Gestão’; depois o cara virou o Estevão Bako, a proposição da vez então se tornou a reforma administrativa; depois já no terceiro tempo, em 9 meses, o cara da vez se tornou aquele que chegou para mudar o papo, o tal do Flávio de Castro. Bem, aí entrou em pauta o blá, blá, blá esquerdopata da "Sete Lagoas como praticamente falida", um diagnóstico catastrofista e tentou-se recuperar lero, lero da falta de transição com malabarismo retórico da tal “agenda da governança e governabilidade"? Ainda lembram?

Em síntese o governo Maroca anda em ciclo, não vai prá frente e precisa ser realimentado de supostas personalidades que chegam abafando até que o fogo acaba. Onde falta projeto, objetivos claros, liderança do prefeito tem que sobrar celebridades, aqui de meias-tigelas. Assim, sobram pessoas cada qual com a sua verdade, a sua agenda, a sua tese salvacionista. Quem virá depois da sumidade Flávio de Castro? Será o Bolson? Isso sem falar aqui da outra área de divergência de cunho mais técnico a secretaria de obras (Paulo Rogério) X o Serviço Autônomo da falta d’Água e de Esgoto (Ronaldo Andrade).

Bem, eu penso que não era isso que o Gustavo Paulino imaginava como governo. Desta feita, imagine a sua decepção e frustração. Vocês perceberam que ele, Gustavo, em nenhum momento entrou nessa briguinha de teses e do blá, blá, blá retórico. E aqui uma ressalva, o único desses que sabia o que falava, acredito ser o Estevão Bakô, esse diz coisa com coisa, tem visão. Infelizmente Maroca tolheu-lhe a iniciativa ao tirá-lo da secretaria de Planejamento tornando-o apenas um operador do seu gabinete, que também comanda um projeto tecnológico.

Aqui vão as minhas conclusões especulativas sobre a saída de Gustavo. 1) Ele é incompetente e foi demitido; 2) A que eu acredito mais plausível: Gustavo constatou na prática o que é governo Maroca e muito desapontado, mas elegante que é, deixa o governo alegando compromissos profissionais – prefere até se prejudicar a trazer transtornos. Considero Gustavo um profissional sério, determinado e disposto a servir, seu erro foi ter confiado, como fez muita gente, nesta canoa furada.
Entendo que Gustavo não é incompetente e nem descompromissado, está fazendo apenas o que eu fiz em 2007, quando lá vi para onde o barco ia e deixei o PSDB, é o mesmo que Patrícia Vasconcelos, do PSDB mulher, fez também ao virar uma dissidente e ferrenha opositora de Maroca.

Encerro, reafirmando que conheço e confio em Gustavo Paulino e, por isso, vou convidar o Gustavo para sair completamente desse ninho e vir para o PPS. Sete Lagoas merece mudar de verdade.
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