segunda-feira, 19 de outubro de 2009

BALANÇO 2- O QUE ESTÁ SENDO FEITO É O QUE SETE LAGOAS PRECISA E QUER?


O balanço (clique aqui para ler) que eu fiz da administração Maroca até aqui, creio, tenha contemplado até mais ações e planos que o apresentado neste final de semana pela equipe de comunicação do próprio governo. E eu apenas procurei ser honesto ao retratar o que está sendo feito e o que o governo projeta. Não tenho por que omitir, minimizar o que está sendo realizado. Teve gente que reclamou do levantamento porque ajudaria o governo. Isso é irrelevante como se verá, acho até que ficou faltando uma outra ação.

Bem, qual foi a minha intenção? Primeiro foi o de identificar fielmente e o mais completo possível o conjunto da obra do governo Maroca até aqui, para aí, poder fazer a análise mais honesta e precisa possível. Procurei como se faz na seleção de um profissional adequando identificar as virtudes, realizações e planos a partir do perfil que se deseja, no caso, de gestão e visão para Sete Lagoas.

Não há de minha parte nenhum interesse senão, em revelar as ações e resultados quando eles houverem porque para começo de conversa eu torço para que seja feito o que precisa ser feito, depois só quando se tem um retrato real e uma visão clara de necessidades é que é possível conhecer os avanços e retrocessos. Quem sabe compreender os anseios de uma sociedade e quer ver realizar estes sonhos do povo, tem prazer em reconhecer as virtudes de uma gestão como também consegue apontar as faltas.

E eu gostaria que você leitor, refletisse: o que está sendo realizado pelo governo Maroca é o que a cidade precisa e quer? Mais: está sendo feito da forma certa, na velocidade correta? Com a liderança necessária? As pessoas são mais adequadas? Antes de chegarmos a conclusões acho que ficou claro agora para quem se surpreendeu com o fato de eu ter feito um levantamento aparentemente favorável ao governo Maroca, quando visto a ação pela ação, mas se olhado da posição da cidade que queremos, os planos e ações podem ser bastante tímidas. Então para começarmos a responder as questões vamos a cidade desejada pela sociedade.

E para isso, a gente pode tomar como ponto de partida dois pontos. A própria visão do cidadão que olha a cidade, e nos diz, qual liderança já não ouviu isso: "Sete Lagoas é tão bonita, plana, grande mas... tá parada no tempo etc. etc." A outra forma é comparar o ritmo de desenvolvimento local com o de outras cidades do mesmo porte e perfil. E diante destas duas formas se vê que Sete Lagoas carece urgentemente de um choque de investimento, e de uma liderança visionária para fazer as coisas certas, certas. Ou seja, ser capaz de capturar o sonho de uma cidade e ser eficaz e eficiente. Se é que me entendem.

Isto está sendo feito em Sete Lagoas? A cidade está recebendo um choque de investimentos? Maroca é o líder visionário catalisador dos sonhos do povo? Vejamos. "A ordem de serviço do PAC ÁGUA" que sai hoje é a concretização dos sonhos coletivos? Este é um sonho que pode se tornar pesadelo ao lembrar que se e quando essa obra ficar pronta além de não solucionar o problema a cidade [o que já foi exaustivamente demonstrado aqui] vai entrar na maior dívida de sua história. Esta é uma das opções que faz a administração Maroca ao manter o que herdou de pior da gestão anterior. Enquanto a absoluta maioria das cidades evitam endividar-se para fazer aquilo que podem conseguir um investidor-parceiro, Sete Lagoas faz o contrário. Isso é ser visionário ou eficaz e eficiente? Ah, e aonde é que vai arrumar dinheiro para tratar o esgoto? Mais endividamento?

Agora olhem uma outra ação desse governo em outra área. Sete Lagoas tem além dessa carência estrutural no saneamento, um déficit monumental de urbanização, mas o que faz o governo Maroca se aproveitando da relação partidária com o governador, que aqui vamos chamar de útil-eficiente, prioriza o investimento no estádio, deixando de lado o essencial. Onde se vai arrumar a grana para a (re) e urbanização da cidade? Vejam outra escolha. A empresa do Sr. Alberto Medioli foi convencida a investir na reforma do Ginásio de Esportes, não seria melhor empregar essa ação de responsabilidade social empresarial na requalificação da mão de obra que deixou as siderúrgicas e não está preparada para ingressar em outra atividade e pode acabar ficando marginalizada e se marginalizar? Não vou entrar aqui no problema da saúde e tantos outros problemas, fico apenas nestes questionamentos para o próprio leitor tirar a sua conclusão: o que está sendo feito é o que a cidade precisa e quer.
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