terça-feira, 2 de julho de 2013

LUIZ TADEU LEITE É PROCURADO PELA PF, EX-PREFEITO DE MONTES CLAROS PODE SER PRESO - POLÍCIA FEDERAL - DESVIO DE 70 MILHÕES. DESVIADOS RECURSOS PÚBLICOS - MINAS GERAIS, SÃO PAULO

Ex-prefeito de Montes Claros é procurado durante operação contra quadrilha que desviou mais de 70 mi

Hoje em Dia


Uma operação para desarticular uma organização que desviou mais de R$ 70 milhões em pelo menos 11 prefeituras mineiras é realizada nesta manhã pela Polícia Federal (PF). O ex-prefeito de Montes Claros, no Norte de Minas, Luiz Tadeu Leite (PMDB)  é um dos alvos e está sendo procurado fora do país. Já os prefeitos José Benedito Nunes, de Janaúba, e Warmillon Fonseca, de Pirapora, estão presos. A PF não revelou o nome dos outros detidos, mas uma entrevista coletiva sobre a operação será concedida às 11 horas.
Conforme a PF, os recursos públicos também foram desviados nos estados do Espírito Santo, São Paulo, Pará, Sergipe, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraíba, Maranhão e Bahia. Batizada de “Operação Violência Invisível”, as investigações apontaram fraudes em processos licitatórios destinados à aquisição de precatórios judiciais em mais de 100 cidades. A quadrilha formada por empresas, pessoas físicas, servidores públicos e ex-prefeitos, fraudava processos licitatórios, direcionando as contratações a uma das empresas integrantes da organização. Essa empresa vencia as licitações com o compromisso de fazer a compensação entre precatórios judiciais e as dívidas das prefeituras, sob o argumento de uma economia de até 30% sobre os valores devidos ao INSS, prática proibida expressamente pela lei.

Os municípios mineiros que sofreram com a ação do grupo foram: Águas Vermelhas, Capelinha, Caratinga, Ipatinga, Itambacuri, Janaúba, Montes Claros, Pirapora, Rio Pardo de Minas, Várzea da Palma, Varzelândia, além do Consórcio intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (CISRUN).

A lista com os nomes de outros municípios que surgiram durante as investigações bem como as provas colhidas serão compartilhadas com a Receita Federal do Brasil, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas da União, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Tribunais de Contas dos Estados lesados, Receitas Estaduais, Polícias Civis e Ministério Público Federal, a fim de subsidiar os eventuais procedimentos administrativos, inquéritos e investigações, com a finalidade de se promover a recuperação do dinheiro público desviado.
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