segunda-feira, 22 de julho de 2013

REPORTAGENS SOBRE MINAS GERAIS NO JORNAL BRITÂNICO - INGLÊS - THE GUARDIAN - POTENCIAL ECONÔMICO DO ESTADO, INTERNACIONALIZAÇÃO, AEROTRÓPOLIS, ENTREVISTA GOVERNADOR ANASTASIA, MATÉRIA, CHOQUE DE GESTÃO,


Potencial econômico e infraestrutura robusta abrem Minas para o mundo, afirma o The Guardian

Em entrevista à publicação britânica, Anastasia fala sobre o modelo mineiro de gestão, os preparativos para a Copa de 2014 e os esforços pela internacionalização do estado

Minas Gerais foi destaque em duas reportagens publicadas nesta segunda-feira (22) em um dos principais jornais da Europa, o britânico The Guardian. Em entrevista à publicação, o governador Antonio Anastasia fala sobre os esforços que o Governo de Minas tem feito para promover o que chama de “internacionalização” do Estado, buscando atrair cada vez mais investimentos estrangeiros e divulgando a cultura mineira no cenário internacional, ampliando, dessa forma, seu potencial turístico. O jornal também ressaltou o impacto do Choque de Gestão no Estado após dez anos de sua implantação, as políticas mineiras em prol do desenvolvimento socioeconômico e da eficiência administrativa, além dos preparativos de Minas para a Copa de 2014.

“Minas foi escolhido como um dos estados principais para a Copa do Mundo do Brasil em 2014, e vai abrigar partidas importantes, incluindo uma semifinal em Belo Horizonte, no estádio Mineirão. O governador, Antonio Anastasia, tem sido fundamental para a modernização da administração do Estado. O objetivo é criar um ambiente receptivo para maximizar as oportunidades e os investimentos que a exposição internacional trará nos próximos meses, procurando, ao mesmo tempo, exportar uma imagem revitalizada do Estado e do seu povo para o mundo”, introduz o artigo.

Questionado pela publicação britânica sobre como foi possível redesenhar a gestão pública de forma a gastar menos com o Estado e mais com as pessoas, Anastasia ressalta que, em 2003, Minas deu início a um novo ciclo na administração pública, que passou a ser orientada a partir de princípios de gestão adaptados do setor privado. “O grande trabalho realizado pela nossa administração e pela sociedade nos primeiros anos do nosso governo nos permitiu equilibrar as finanças do Estado e começar este modelo altamente inovador de governança, baseado em metas, resultados e gerenciamento intensivo”, afirma.

De acordo com o governador, graças ao processo conhecido como Choque de Gestão, a confiança no Estado foi retomada, os investimentos aumentaram e as políticas públicas passaram a ter mais resultados. “O primeiro momento foi colocar a casa em ordem, para equilibrar nossas finanças e fazer tudo funcionar. O segundo foi mostrar às pessoas que ter a casa em ordem poderia ser benéfico em um cenário mais amplo. A terceira etapa, agora, é fazer com que as pessoas entendam que elas são parte desse processo e que, portanto, devem tornar sua participação mais ativa em nossas políticas de educação, saúde e segurança. Estas não são ações do governo simplesmente, mas do Estado com a participação da sociedade”, explica.

Dever cumprido para a Copa

Sobre o Mundial de 2014, Anastasia disse que o Estado fez o dever de casa. “Fizemos um enorme esforço para nos certificarmos de que a Copa do Mundo será exemplar aqui. O mesmo se aplica a outros setores, uma vez que Minas Gerais é líder na educação básica no Brasil e nossa expectativa de vida é a maior da Região Sudeste. Também temos a menor taxa de desemprego”, assevera.

O governador afirma, ainda, que a Copa do Mundo é mais uma grande chance de mostrar Minas Gerais no exterior, tendo em vista que o Estado não é tão conhecido lá fora como São Paulo e Rio de Janeiro. “Esta é uma grande oportunidade para mostrar o que o Estado é capaz de fazer”, frisa. Anastasia lembra ainda que Minas vai receber outros grandes eventos neste ano, como o Congresso Mundial do Café. “Produzimos quase um quarto do café do mundo. É a primeira vez que este evento será realizado aqui”, completa.

Em relação ao potencial cultural e turístico de Minas, Anastasia destaca que a vocação do Estado está na raiz das tradições brasileiras. “No país, a sensação de liberdade e de ‘brasilidade’ nasceu em Minas. Metade do patrimônio histórico do Brasil está em nosso Estado”, reforça. O governador frisa, porém, que apresar do tradicionalismo, Minas está atenta à nova economia. “Estamos fazendo esforços para investir neste novo tipo de economia. É por isso que a primeira fábrica de semicondutores, a indústria bélica e plantas farmacêuticas e bioquímicas estão baseadas aqui. As únicas fábricas de helicópteros e de trens do país estão aqui. Sem modéstia, temos os melhores recursos humanos do país – os nossos índices de educação mostram isso - e, portanto, temos um grande motivo para investir”, justifica.

As parcerias público-privadas (PPP) adotadas pelo Estado também foram abordadas na entrevista. Neste ponto, o governador ressalta que o Estado se inspirou no modelo inglês e o adaptou para a realidade brasileira. “Muitos projetos foram realizados dessa maneira, como o Mineirão, estradas, hospitais e presídios. Temos o primeiro presídio de PPP no Brasil. A revista inglesa World Finance nos concedeu um título de reconhecimento internacional para nosso modelo de parcerias público-privadas”, informa.

Panorama animador

Na segunda reportagem, intitulada “Minas Gerais se abre para o mundo”, o The Guardian traça um breve histórico de Minas e do panorama atual do Estado, com destaque para as obras para o Mundial de 2014, como a reforma do Mineirão e as ações que estão sendo implantadas para melhorar a mobilidade urbana. “O segundo estado mais populoso do Brasil e sua capital, Belo Horizonte, têm observado um crescimento contínuo, mas com suas riquezas minerais e seus recursos agrícolas, Minas Gerais está preparada para prosperar ainda mais”, ressalta o texto.

A reportagem traz um breve histórico do Estado, mencionando sua importância durante o período de colonização do país e a extensão de sua economia na atualidade. “Em termos de PIB, Minas Gerais é a terceira maior economia do Brasil, no mesmo nível de Israel, Chile e a República Tcheca”, compara. A modernização do Mineirão, por meio da PPP, os preparativos de infra-estrutura e transportes para a Copa do Mundo, como as obras para o BRT (Bus Rapid Transit) e os investimentos em melhorias na Lagoa da Pampulha e seu entorno também são citados pela publicação britânica. “Para a cidade de Belo Horizonte e a região em seu redor, a Copa do Mundo é apenas o começo de uma transformação”, destaca o jornal.

Clique aqui para ler a entrevista com o governador Antonio Anastasia e aqui para ler a reportagem citada (textos em inglês).
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