BRASIL UM PAÍS CARO PARA OS BRASILEIROS




Preço é, talvez, o indicativo mais importante da situação estrutural e conjuntural da economia de um país, assim como é o demostrativo da eficiência e eficácia do seu modelo de desenvolvimento. E quando a gente olha para esse dado comparando com outros país a situação brasileira é estarrecedora. O Estadão revelou que, com renda menor o brasileiro paga preços próximos ou mais caros que os europeus, americanos. Vejam um único exemplo de vários que tem matéria: 12 ovos no Carrefour SP custam R$ 4,59. No Carrefour de Barcelona, a dúzia sai por R$ 3,64. Nos Estados Unidos, o preço é de R$ 4,51.



Isso é uma clara consequência do baixo investimento tornando-o consumidor refém de poucas e caras ofertas, consequência também do "Custo Brasil" que é alta carga de impostos, sistema tributário complicado, infraestrutura capenga. Portanto, é um ciclo vicioso que leva essa contradição de baixa renda e preços altos. Mudar isso é uma prioridade pra mim e deve ser essa também a busca do próximo governo. O Brasil precisa reformular-se em todos estes pontos econômicos nefrálgicos da equação econômica para ser um país competitivo para que o cidadão disponha de preços melhores. E, meus caros e caras, eu posso dizer como sabe quem me acompanha há mais tempo, a questão econômica sempre foi objeto da minha atenção, na busca de fazer essa reflexão qualificada, esse debate que conscientiza e pode mudar o rumo dos acontecimentos.









E esse assunto que pode ser chato para muitos é do meu meu interesse desde 20 anos de idade e só se fortaleceu com uma formação multidisciplinar no mercado. Tive uma trajetória profissional diversificada, uma experiência que trouxe um rico aprendizado para quem gosta de compreender a equação micro e macro do desenvolvimento. Ou seja, tanto é fundamental que o empresário seja um bom gestor, quanto o país também seja bem gerido e tenha parlamentares com visão do todo. Estou preparado para contribuir para melhorar a competitividade brasileira e, por consequência, a nossa vida, porque tenho a visão clara dos fundamentos econômicos.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

ÍNDICE DE VIOLÊNCIA EM MINAS GERAIS: Homicídios crescem 80%, e Minas lidera ranking regional.

Estado vai na contramão dos vizinhos do Sudeste, que tiveram queda de até 64,% no índice
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PUBLICADO EM 19/07/13 - 03h00

Um crime cruel e ainda sem desfecho. É com essas palavras que Bruna Rocha, 25, define o assassinato de sua irmã, a cabeleireira Renata Rocha de Araújo, 28, no ano passado, em Belo Horizonte. O homicídio, no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, ainda não teve conclusão, e o principal suspeito, o ex-marido da vítima, continua foragido. “A sensação de insegurança é a que fica, sempre. A vida da minha irmã foi interrompida, e ainda sentimos a impunidade. Não há segurança”, lamenta Bruna.

O caso de Renata é reflexo da realidade do país e de Minas, que, em dez anos, viu o número de homicídios crescer 80,7%. Enquanto em 2001 foram registrados 2.344 casos, em 2011 foram 4.235. Os dados são do “Mapa da Violência 2013: Homicídios e Juventude no Brasil”, do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, e traz comparações entre o período de 2001 e 2011.
No estudo, Minas aparece na contramão da região Sudeste, como o único a ter aumento no número de crimes. No Rio de Janeiro e em São Paulo, houve queda de 37,9% e 64,2%, respectivamente. Na região Sudeste como um todo, o declínio foi de 40,1%.
Quando o assunto é a violência contra jovens, Minas também se destaca de forma negativa. No período, houve um crescimento de 77,5% no número de homicídios na faixa etária de 14 a 25 anos. Na média do país, a violência contra os jovens também subiu. Considerando só os casos de homicídios, o aumento chega a 326,1%. Em 2011, a população brasileira entre 14 e 25 anos no país era de 34,5 milhões de pessoas. Entre os mortos nesta faixa etária, 73,2% dos casos foram de forma violenta.
Com o aumento da criminalidade, Minas iguala alguns de seus índices a São Paulo e Rio de Janeiro, onde historicamente as ocorrências eram maiores.
Cidade. Entre as capitais do Sudeste, Belo Horizonte também é a cidade com o maior crescimento nos homicídios: 21,5%. Já a taxa de assassinatos na capital mineira passou de 35 por 100 mil habitantes, em 2001, para 40,3 em 2011 – número superior à média nacional, de 36,4.
Resposta. O secretário de Estado de Defesa Social de Minas (Seds), Rômulo Ferraz, foi procurado, mas não quis se pronunciar sobre o resultado do levantamento. Em nota, a Seds destacou que Minas “continua com a 22ª posição do ranking nacional de mortes por homicídios”, “mantendo a sexta melhor taxa de homicídios do país”. 

“Apesar do crescimento percentual das taxas de homicídios, Minas ainda possui a segunda melhor taxa de homicídios, que leva em conta a densidade populacional, perdendo apenas para São Paulo”, diz o texto. 

Guarda

A Prefeitura de Belo Horizonte não quis se pronunciar sobre o aumento da violência na capital. Por meio de nota, a Secretaria de Segurança Urbana e Patrimonial informou apenas que a ação de polícia na cidade é de responsabilidade da Guarda Municipal, que atua de forma restrita. “Sua finalidade é de garantir segurança aos órgãos, entidades, agentes, usuários, serviços e ao patrimônio do município, não competindo ao órgão o trabalho de prevenção criminal.”
Análise

O sociólogo e professor da PUC Minas Moisés Augusto Gonçalves afirma que o crescimento nos números da violência de Minas demonstra a necessidade de investimentos em políticas públicas. “Esses dados mostram uma realidade assustadora”, criticou. Ele defende que a segurança pública no país seja encarada como uma política de Estado. “Essa é uma questão que não pode ser tratada como governamental. Não é possível que as ações mudem a cada novo governo”, disse.
Mundial

O mapa da violência permite uma comparação entre a realidade brasileira e a de outros países. Com uma taxa de 27,4 homicídios por 100 mil habitantes e 54,8 por 100 mil jovens, o Brasil ocupa a sétima posição no conjunto dos 95 países do mundo com dados homogêneos, fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O quadro comparativo internacional já foi bem pior para o Brasil, que, em 1999, ocupava o segundo lugar no ranking, atrás apenas da Colômbia.
No interior

Minas Gerais possui quatro municípios entre as cem cidades do país com as maiores taxas de homicídios registradas entre 2001 e 2011. São elas São Joaquim de Bicas, Aimorés, Esmeraldas e Betim. Já quando o assunto são homicídios de jovens, o Estado possui nove cidades entre as mais violentas. Segundo conclusão do Mapa da Violência 2013, o Brasil passa por um processo de interiorização dos crimes, ou seja, eles estão concentrados em cidades de menor porte.
Sem registros

Das 5.565 cidades brasileiras, 1.085 (19,5%) não registraram nenhum homicídio entre os anos de 2009 e 2011. Em geral, elas são de pequeno porte, com até 63 mil habitantes. Em contrapartida, 15 superaram a marca dos 100 homicídios por 100 mil habitantes em 2011, sendo seis deles no Estado de Alagoas. Nenhum está localizado em Minas. Entre as capitais, Maceió (AL) é a mais violenta do país, tendo registrado aumento de 116,1% em homicídios.

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