terça-feira, 9 de julho de 2013

AEROTRÓPOLE MINEIRA É A PRIMEIRA DA AMÉRICA DO SUL - PROJETO, GOVERNO DE MINAS, VETOR NORTE, INVESTIMENTOS, VIÁRIOS, MOBILIDADE, AEROPORTO INDUSTRIAL, MINAS GERAIS, MG, BH, RMBH, METROPOLE, PDDI, PMDI, GOVERNO DE MINAS, ESTADO

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Luiz Athayde e Jhon Kassarda

A consolidação da primeira Aerotrópole da América do Sul vem avançando em Minas Gerais, tendo como ponto de partida o Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN) e tende a mudar a lógica e dinâmica econômica da Região Metropolitana de Belo Horizonte, a partir da criação de 350 mil novos empregos até 2030, principalmente em segmentos da Nova Economia. O subsecretário de Investimentos Estratégicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (SEDE), Luiz Antônio Athayde avaliou ainda, durante entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (9), ao lado do consultor e professor norte-americano John Kasarda, que as perspectivas são de geração de um novo Produto Interno Bruto (PIB) no Estado, principalmente na fabricação de produtos de Alta Tecnologia.
John Kasarda está em Belo Horizonte para lançar nesta quarta-feira (10), às 19h, na Galeria de Arte do BDMG Cultural, o livro “Aerotrópole, o modo como viveremos no futuro”, escrito em parceria com o jornalista e urbanista Greg Lindsay. A obra mostra, em amplitude mundial, como o mundo está se transformando. O livro retrata, ainda, um olhar inquietante para o que virá após a globalização, explorando seus desafios e oportunidades.
O conceito de Aerotrópole está baseado em um novo modelo de ordenamento territorial, que vem surgindo mundialmente e atuando como forte indutor ao desenvolvimento e competitividade para as regiões metropolitanas e países. De acordo com Kasarda, o conceito combina a existência de um grande aeroporto, uma cidade planejada, conveniência de transporte e um centro de negociações. Países como a China, India, Holanda, África do Sul já passam já implantaram suas Aerotropolis.
O conceito desenvolvido pelo professor John Kasarda pode ser definido como uma região de grande importância econômica, na qual o ponto central é um aeroporto de grande porte, planejado para atuar como um complexo de transporte multimodal, tanto para passageiros quanto para cargas e cuja principal função é promover conectividade, com custos competitivos, ampla sustentabilidade e geração maciça de empregos. O ponto central da Aerotrópole é uma cidade aeroporto, rodeada por polos de indústrias, além de um conjunto completo de instalações comerciais e serviços que oferecem suporte tanto às empresas instaladas, quanto ao contingente de milhões de viajantes que passam pelos aeroportos anualmente.
O subsecretário de Investimentos Estratégicos informou que a infraestrutura necessária para sustentar o desenvolvimento da Aerotrópole no entorno do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN) já foi planejada e contemplauma série de obras viárias. Uma delas, a do Contorno Metropolitano Norte encontra-se em consulta pública e deverá ser licitada ainda este ano. “A expectativa é de que este projeto exija investimentos da ordem de US$ 1 bilhão e que seja realizado por meio de Parceria Pública Privada (PPP). Os projetos estão sendo desenvolvidos,  tendo o ano de 2030 como referência e nossa meta é que seja possível chegar ao AITN, saindo de qualquer ponto da Região Metropolitana em 35 a 40 minutos”, salientou. Athayde lembrou ainda que está previsto para outubro deste ano o leilão de concessão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves e que a segunda pista deverá estar concluída até 2016.
Aerotrópole
De acordo com a revista norte-americana Time, a proximidade a aeroportos de grande porte está entre as dez ideias que irão transformar o mundo.  O conceito pressupõe que as Aerotropolis são uma evolução do papel dos aeroportos tradicionais, que passam de fornecedores de infraestrutura para fornecedores de bens e serviços. À medida que a globalização se aprofundou, ficou claro que os ganhos de competitividade estão diretamente ligados ao aumento da conectividade. Ou seja, as cidades crescem quando conseguem utilizar a tecnologia para expandir sua área de atuação e encurtar as distâncias não apenas das cidades vizinhas, mas de grandes países consumidores de bens e serviços.
Para Kasarda, a organização espacial de empresas no entorno dos aeroportos amplia as oportunidades para empreendedores, com a consequente geração de empregos qualificados. “A tendência é de que as Aerotropolis venham atrair uma série de indústrias, principalmente nos setores de alta tecnologia, responsáveis pela fabricação de produtos de alto valor agregado, como e-commerce, telecomunicações e logística, centros de distribuição, biotecnologia, entre outros, que dependem do modal aéreo para o desenvolvimento de seus negócios.
As estimativas apontam que até 2050, 16 bilhões de passageiros e 400 milhões de toneladas de carga serão transportados pelo ar. Na gama de instalações que são atraídas para estes novos centros estão incluídos escritórios, hotéis, centros de convenção, shoppings, restaurantes, locais de recreação, instalações de logística e distribuição, que se tornam o local onde os passageiros e os moradores locais trabalham, fazem compras, se encontram, trocam conhecimento, conduzem negócios, comem, dormem e se divertem sem precisar sair do aeroporto.
Atualmente existem 24 Aerotrópolis em todo o mundo e outras 31 em desenvolvimento. Um terço (ou US$ 1trilhão) dos bens do mundo viajam através do ar. Países como China, Índia, Coréia do Sul vêm investindo maciçamente em seus aeroportos e Aerotropolis como ferramentas competitivas para o comércio e as relações mundiais do século 21.
Da mesma forma, dezenas de aerotropolis estão evoluindo ao redor do mundo, sejam projetadas ou que tenham surgido espontaneamente. Entre estas, as mais avançadas são as de Amsterdam Schiphol (Holanda), Hong Kong, Incheon (Coreia do Sul), Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Chicago O´hare, Dallas Ft Worth, Washington Dulles e Memphis, nos Estados Unidos.
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