quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Aécio Neves diminui investimento em ano de eleição; isso pesa contra a sua escolha como canditado à presidente


Servidor fica sem aumento
Estado atinge o limite de gastos com pessoal previsto na Lei Fiscal

Por Carla Kreefft, O Tempo:
Se depender da proposta de orçamento do governo de Minas, encaminhada ontem para a Assembleia Legislativa, o servidor estadual não terá aumento salarial em 2010. E mesmo sem previsão de reajuste, as despesas com gastos de pessoal já estão praticamente no limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. As informações são da secretária de Planejamento, Renata Vilhena, que ontem esteve na Assembleia para entregar o projeto para o presidente da Casa, Alberto Pinto Coelho (PP).

De acordo com a proposta, as receitas previstas são de R$ 41 bilhões, exatamente o mesmo valor das despesas. Do montante das receitas correntes líquidas, R$ 14 bilhões (46,54%) deverão ser dedicados aos gastos com pessoal. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, essas despesas podem comprometer até 46,55% das receitas. Portanto, o Estado já se encontra no limite permitido pela lei, motivo pelo qual não há previsão de aumento para o funcionalismo público. Mas, de acordo com a secretária, no orçamento de 2010, já estão inclusos os ganhos relativos à progressão de carreira e ao prêmio de produtividade.

"Como estamos muito perto do limite estabelecido pela lei, não podemos prever reajuste salarial para o próximo ano, a menos que haja um aumento na arrecadação do Estado", ressaltou Renata Vilhena.

Os investimentos previstos para 2010 são inferiores aos de 2009. No ano que vem, o Estado terá R$ 10 bilhões para investir e, neste ano, são R$ 11 bilhões. Segundo a secretária, o Estado perdeu receitas com a crise econômica mundial, o que levou à redução. Ela, entretanto, destacou os esforços do governo para garantir o cumprimento das metas de investimento nos projetos prioritários. Mais
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