sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

SERÁ QUE O PREFEITO MAROCA DESCOBRIU, AGORA, QUE CIDADE ADMINISTRA HOJE

Será que o Maroca descobriu hoje [ontem, via explosão da greve] que não está na "Sélagoas" de 1980 e sim da na de 2010? Que com seu saudosismo retrogrado Maroca está conseguindo o exato oposto do que imaginava atingir como prefeito. Ao invés de paz se vê instalado o conflito social em Sete Lagoas, causando uma tensão, que se a cidade fosse administrada de outra forma, com uma visão de futuro e de não de passado estávamos andando a passos largos para frente. Mas estamos, para usar uma palavra a moda antiga, galopando rumo ao, passado? Não! Ao atraso.

Reparem senhores e senhoras, ao "mover gestão" como faz esse governo para que a cidade não cresça o tanto que ela podia estar crescendo esse município vai acumulando um deficit adicional de falta de infraestrutura, de emprego, de segurança, de saúde, de educação e põe de aí, se vai fabricando uma bomba que já começou explodir nesta quinta-feira e pode ter um efeito incendiador que detone uma explosão do conjunto da sociedade que está revoltada com a ilegitimidade deste prefeito. O grande pensador e político José Serra resumiu bem a questão:

"Eleição confere legitimidade jurídica ao governante, mas a confiança do povo, a única capaz de conferir amplitude e qualidade a essa legitimidade, só se mantém se o eleito for capaz de corresponder às expectativas criadas". É esta a situação do prefeito Maroca, ele tem legitimidade juridíca, mas vai indo as últimas gotas de paciência do povo com esta mentalidade retardatária de no mínimo 30 anos, se não muito mais, não é mesmo caros leitores e grandes escritores João Drummond e Márcio Vicente?

Vejam um exemplo prático dessa visão romântica-retardatária sabem quem foi o responsável pelo SAAE estar, vou ser bem levinho aqui, sendo liderado pela CUT-BH? O senhor Mário Márcio Campolina Paiva. Foi ele quem aceitou no ano passado o Sindágua tomando conta do pedaço. Qual é a visão que levou a isso? A do não enfrentamento do conflito, da falta de acertividade do prefeito, que não tem autoridade e nem noção, tudo indica, de ética pública para impor limites para seus secretários não se tornem-se garoto-propaganda de empresa privada. Deve pensar que importância tem isso? Mas seguimos no principal. Faltou coragem ou noção do perigo para fazer com que essa CUT-BH colocasse suas garras no SAAE. Bem, deve ter pensado no inicio que estaria até fazendo muita vantagem em aceitar essa CUT-BH, eles pareciam bonzinhos?, flexíveis?, no primeiro ano prefeito? Senhor prefeito Maroa, você não conhece os "cumpanheiros" como diria o Lula.

"Ah, então você, Leonardo Barros, está contra a força que o Sindágua está dando para os trabalhadores do SAAE?" Não, não, agora que o Governo Maroca está lindando de forma trapaceira com o trabalhador ao dizer que foi a Vigilância Sanitária que fechou o Restaurante Popular quando descobre-se documentalmente que isso é uma mentira e antes disso quando o governo diz que dá 7% de aumento, vai descobrir a coisa na prática gira em torno de 0,5%. Aí fazer o quê? Tem que aceitar a ajuda dos "Cumpanheiros" do Lula, que parece muito bom no início, mas vai custar muito caro em seguida -detalhe que fica para outra conversa. Mas avancemos.

Existe sempre um outro jeito de fazer as coisas, e é um outro jeito que eu penso para avançar na relação servidor do SAAE-Prefeitura. Em primeiro não matar a relação de confiança com o trabalhador; segundo ajudar a categoria de trabalhadores a se fortalecer, porém, de maneira orgânica e não por importação de métodos, como deixou que acontecesse via interferência direta externa por ingenuidade ou sadomazoquismo. Neste caso, suponho mesmo ser ingenuidade em relação ao que significa a médio e longos prazos a ação da CUT-PT-BH para Sete Lagoas.

E para finalizar volto ao começo quando disse "que Maroca está conseguindo o exato oposto do que imaginava atingir como prefeito: ao invés de paz se vê instalado o conflito social em Sete Lagoas" e essa crescente tensão que nasce da ação de e da falta dela, que chamo, no caso do Governo Maroca, de "mover gestão" em desfavor do crescimento, que sim, é bem vindo e deveria ser urgentemente acelerado e não ser retardado como se tenta ao máximo impedir, levando a estagnação.

Encerrando, é esse conflito social que vai sendo estocado pelo conjunto da obra de Maroca que pode ser acelerado pela ação cutiana de BH. Sim, alguém pode até perguntar se não é melhor que essa bomba estoure logo, não, o melhor de verdade era que essa bomba que não começou, neste governo, fosse sendo desarmada e pudéssemos avançar de forma orgânica, sem ter a interferência externa muito atraente no começo, mas é uma verdadeira ruptura traumática do meio pro fim, ou seja, a médio e longo prazo. Quer apostar, imprima esse texto e guarde.

Prefeito Maroca em audiência com os sindicalista da CUT-BH... Ingenúo, muito ingenúo


PS.: Obrigado Marcelo da Cooperseltta, com o gesto de atenção ontem no final do evento, ele sabe do que falo!
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