sábado, 13 de fevereiro de 2010

POR QUE O HOSPITAL NÃO RECEBE A MESMA ATENÇÃO QUE O ESTÁDIO DE FUTEBOL?

Na entrevista abaixo o prefeito está acompanhado de João Antônio Fleury Teixeira, secretário-adjunto de Obras do estado, que acompanha a execução das obras no estádio Joaquim Henrique Nogueira, o famoso Jacaré. O prefeito o conhece de longa data, estudaram juntos, e como sabem este tipo de vinculo é muito exaltando pelo prefeito que prometeu ao entrevistador da rádio onde estavam contar mais sobre o secretário, este falou um pouco da sua passagem por Sete Lagoas quando estudante. Maroca põe este tipo de vinculo de coleguismo num patamar acima do natural, chega a forçar a barra para fazer teatro com a audiência. Mas seu entusiasmo é muito sincero quanto as obras do estádio de futebol, ele dá uma atenção não vista para outros segmentos, como o de saúde.

Eles podem vir com essa história, que não acredito, de estar gastando 28%, 30%, ou, sei lá, 50% do orçamento com saúde. E mesmo se estivessem gastando metade do orçamento com saúde estariam gastando muito e mal. Por exemplo, estão gastando com um projeto que já estava pronto quando chegaram, o do Hospital Regional. Mandaram fazer outro por quê? "O dinheiro que tinha não dava para fazer o hospital". A verdade é que eles nunca engoliram o hospital como ele era (240 leitos no nova cidade) e quiseram reduzí-lo a um pronto socorro - que também não sai do papel -, ao invés de fazer o esforço para conseguir os supostos recursos adicionais necessários.

Vejam, amigos leitores, o mesmo prefeito que se move pelo esporte não levanta uma palha para conseguir os recursos necessários para fazer um hospital. Simplesmente prefere alegar que os recursos - R$ 20 milhões iníciais - eram insuficientes, não se valendo da relação partidária com o governo do estado e com os tão queridos vinculos de amizade, que é usada para necessidades comparativas a saúde, até fúteis. A propósito o secretário de estado da saúde, Marcus Pestana sempre questionou essa inércia do prefeito Maroca para com a construção do hospital, isso é sabidamente público.

Havia um projeto, recursos significativos - que não estou convencido que não eram suficientes - sobrou intencionalmente óbvio descaso com as reais demandas da população. A burguesia falida não aceitava de forma nenhuma um hospital de 240 leitos na periferia, era preciso recorrer a desculpa da falta de dinheiro para negar a essa população humilde um bem tão importante, não é mesmo? Quando mais que isso poderia implicar, sempre pensam assim, em atração de novos habitantes para Sete Lagoas. É xenofobia explicita.
Postar um comentário