segunda-feira, 29 de março de 2010

O MÉTODO BEBEL, AGORA EM MINAS


Se vocês clicarem aqui, assistirão a um vídeo bastante revelador sobre a forma como “eles” fazem política e entendem a democracia. No dia 16 de março, houve uma manifestação na cidade administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte. Em tese, seriam funcionários públicos protestando contra a política salarial do governo do estado.

Imagens feitas com uma câmera escondida do interior de um ônibus que conduz manifestantes ao protesto evidenciam que pessoas foram aliciadas para o ato mediante o pagamento de R$ 25 por cabeça. Segundo a empresa que alugou o veículo, o contratante foi o Sindicato dos Bancários — ligado à CUT. Vale a pena assistir ao vídeo para constatar o cinismo dessa gente. O diretor da entidade, que aparece dentro do ônibus, quando indagado pela reportagem, diz não ter nada a ver com o caso e indaga: “Cadê a nota fiscal (de contratação do ônibus)?”

A pergunta é interessante porque menos do que negar a evidência, é como se ele se orgulhasse de não ter deixado provas — a despeito do que evidencia a fita.

Como se vê, em São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e em toda parte, a tática é sempre a mesma: pôr os sindicatos a serviço de um partido político, o que é ilegal.

PS: Ah, sim: uma das aliciadoras está com uma camiseta do centenário do Corinthias. Não confundam as coisas, hein!?!?!!? Como a reportagem evidencia com provas, tratou-se de uma tramóia de sindicatos e da CUT. São Paulo, o estado, e Corinthians não têm nada com isso. O Timão tem torcedores no Brasil inteiro. E, bem, vocês sabem: como corintiano, posso dizer que a gente não escolhe os “companheiros” de torcida… Por Reinaldo Azevedo.
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