sábado, 20 de março de 2010

José Serra deu “expediente” no twitter até por volta das quatro horas da madrugada deste sábado (20).


Antes de ir ao encontro do cobertor, pendurou no microblog uma canção que diz ter recebido de um leitor: Bloco na Rua, de Sérgio Sampaio. Eis a letra:

Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou
Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender
Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada dissoEu quero é todo mundo nesse carnaval...
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

Serra inaugurara a noite num festejo familiar: “Para os netos, quando a gente faz aniversário é como se fosse o aniversário deles: assopram a velinha, cortam o bolo, abrem os presentes...”

Depois, defronte do computador, esticou a celebração dos 68 anos na web: “Primeiro aniversário que comemoro no twitter. Estou impressionado. Vocês gostam de fazer uma festa... Que auê aqui hoje! Obrigado a todos”.

Aproveitou para realçar uma fama que convém ao candidato. A fama de trabalhador compulsivo: “Não parei hoje”, escreveu.

Enfileirou um rosário de notas sobre a agenda administrativa do dia: uma, duas, três, quatro, cinco.

Em seguida, anotou: “Ah, se alguém não viu minha entrevista ao Datena, tem aqui, dividida em quatro partes”.

Assim, como quem não quer nada, Serra remeteu seus “seguidores” à entrevista em que admitira, à tarde, a condição de candidato.

Antes da despedida, Serra cuidou de arrematar o lance: “Após a entrevista, aprontaram comigo... E me mandaram esta música: Bloco na Rua, de Sérgio Sampaio (Calma, gente!)”.

Serra foi ao travesseiro deixando pra trás o refrão que, agora, parece dominar-lhe a alma: “Eu quero é botar meu bloco na rua”.

Entre os aliados de Serra viceja a turma do “há quem diga que eu dormi de touca/Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga”.

O governador, na bica de trocar São Paulo pelo palanque, parece convencido de que ainda é tempo de envolver “todo mundo nesse carnaval”. Marcou o início do samba para 2 de abril. Por Josias de Souza.
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