quarta-feira, 5 de maio de 2010

PMDB decide adiar o apoio à candidatura de Dilma Rousseff


Na Veja:
No mesmo dia em que foi convidado pela candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, a participar como vice em sua chapa eleitoral, o deputado Michel Temer anunciou que o PMDB decidiu adiar a formalização de seu apoio à candidatura da ex-ministra.

A decisão de protelar a oficialização do apoio foi revelada na noite de terça-feira durante um jantar entre Temer e Dilma. O PMDB alega que preferiu ganhar tempo para resolver os problemas das alianças nos estados, antes de se engajar na campanha de Dilma.

O PMDB só deverá bater o martelo sobre a aliança com o PT para as eleições presidenciais em 12 de junho. Antes, os peemedebistas pretendiam oficializar o apoio à petista no próximo dia 15. Além de tentar resolver as pendências estaduais entre os dois partidos, o PMDB quer analisar o desempenho de Dilma nas pesquisas eleitorais.

"Vamos fazer uma reunião da Executiva do partido provavelmente no dia 18 ou 19 de maio para marcar a convenção. O clima é positivo no PMDB. Estamos trabalhando aos poucos. É preciso muita moderação, muito dialogo intenso e permanente. Os ajustes vão sendo feitos aos poucos", afirmou Temer, depois do jantar com Dilma.

Antes de formalizar a aliança, PMDB e PT precisam resolver alguns litígios estaduais. Há pendências de coligações nos estados de Minas Gerais, Pará e Bahia. Em Minas, o petista Fernando Pimentel deverá ceder seu lugar para o ex-ministro Hélio Costa (PMDB) candidatar-se ao governo estadual.

"Nós queremos chegar à convenção do PMDB com muita tranquilidade em relação à essa aliança. Em Minas Gerais tem que haver um ajustamento, no Pará tem que haver um ajustamento, Bahia tem uma ou outra questão. O que mais? Acho que basicamente esses estados. Acho que se começa a buscar uma resolução", completou o deputado.

Vice - No mesmo jantar, em que soube da decisão do PMDB, Dilma acabara de convidar Temer para ser seu candidato a vice na campanha. "Eu ouvi com muita alegria que a pré-candidata Dilma disse que, se eventualmente o PMDB me indicasse para vice, ela receberia com muito agrado e eu registrei que isso só poderia ser feito de fato depois que o PMDB se reunisse e depois de determinados procedimentos em que o partido viesse a me indicar para o cargo. Então dependo do PMDB, mas desde já tenho um apreço da pré-candidata Dilma", afirmou o deputado.
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