quarta-feira, 12 de maio de 2010

MIRIAM LEITÃO RECONHECE QUE FOI AGRESSIVA COM SERRA NA ENTREVISTA DA CBN. OU: ESTÁ AÍ UMA OPORTUNIDADE DE APRENDIZADO


Respondedo que "Não sou vítima." Miriam Leitão diz em seu Twuitter: "Fiz uma pergunta em tom duro, como convém e ele [Serra] respondeu."

Bem, e quem sou eu para ensinar alguma coisa a Miriam Leitão, mas não me importando com isso e digo o que penso. Por que o "tom duro" é o mais convêniente para uma pergunta? Será que a chave de se conseguir conhecer o que pensa o entrevistado é jogar "duro" com ele? Sei não. Acho que essa tática mais intimida e inibi do que é eficiente. Ah, claro se o objetivo for mesmo intimidar o entrevistado, tentando-lhe arrancar a resposta ou colocar palavras em sua boca, pode ser o caminho, quando o entrevistado é fraco.

Mas é um equivoco ter a agressividade como norma para a realização de uma entrevista. Vá lá, um tom mais incisivo de vez enquando, dentro do contexto da entrevista, pode ser produtivo, mas o bom entrevistador age com calma e não transmite o que está pensando ao entrevistado e, dessa forma, consegue respostas mais autênticas. O segredo não é agressividade, mas ouvir bem o interlocutor para saber aprofundar os questionamentos e assim ir revelando o que pensa o outro. Não, não é ser bonzinho e nem agressivo para provar aos expectadores que não caiu na conversa do político, por exemplo.

O problema que a regra que diz para o jornalista sempre desconfiar, no caso da entrevista da Miriam a José Serra, se transformou em nem querer ouvir o que ele falava antes mesmo de ele abrir a boca. Pêra aí, desse jeito não funciona.

Miriam Leitão sabe que pode avançar e se ele tiver grandeza que acho que ela tem para isso vai crescer mais ainda.

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