segunda-feira, 10 de maio de 2010

MÁRCIO REINALDO ESCAPA DE MAIS UM CRIME

Muito tem se falado que com a aprovação projeto de iniciativa popular conhecido como Ficha Limpa, torna inelegíveis por oito anos políticos com condenação por um colegiado na Justiça em função de crimes dolosos, apanharia o deputado federal Márcio Reinaldo por crime ambiental. Não é fato. O processo aberto contra o deputado no Supremo não conseguiu provar que ele foi o autor do crime ambiental ocorrido na Fazenda Retiro Sítio Boa Vista, a qual ele é dono, porque não se determinou o quando o delito foi cometido: se antes ou depois que ele adquiriu a propriedade - 1987.

É certo que não há controvercia quando a prática delituosa, mas o próprio Ministério Público manifestou "pela rejeição da denúncia, dada a ausência de indícios suficientes da autoria do crime". "Muito embora o laudo pericial tenha como certo a ocorrência dos fatos delituosos e, por isto, não exista dúvida quanto a existência do crime, não traz elementos, entretanto, que permitam afirmar que o denunciado foi o seu autor. Exatamente porque não definiu o tempo em que ocorreu o dano ambiental decorrente da construção da barragem e da retirada da cobertura vegetal."

Assim, não será esse crime ambiental ocorrido, que vai torná-lo inelegível. É como podem ver estamos em uma era onde existem os crimes, mas não existem os criminosos. O relatório completo do Supremo está aqui para quem quiser ler.

Ah, claro que alguns devem estar se questionando porque estou ajudando Márcio Reinaldo a se livrar de um boato negativo. O ponto é que não acho que um debate político deva ser calçado em equívocos e em falsas informações. Neste caso ainda que ele seja o autor do crime ambiental não ficou provado a sua culpa e não acho que deva ser falsas versões a base para discurssão política que Sete Lagoas precisava fazer. Sim, os fatos concretos devem ser expostos, mas a formação de conceito político deve ir além de forma a conhecer e avaliar a visão que cada um de nós candidato temos.

Visão diversa

Um exemplo de visão diversa entre mim e ele pode ser constatada na questão fator previdênciario em que o deputado também foi acusado de votar "contra os aposentados" e correu para se explicar. Ele disse na rádio Cultura que não votaria contra os aposentados e coisa tal ou não seria contra o fim do fator previdênciario. Eu estive na mesma rádio 3 dias depois e a primeira coisa que tive que esclarecer era que não fui a pessoa que lancei tal "boato", até porque diferente do deputado eu sou a favor da manuntenção do fator previdênciario como um dos componentes para minimizar o deficit da previdência pública. E disse mais sobre o assunto. Lembrei que ou nós trabalhamos para garantir uma previdência social viável ou em pouco tempo não teríamos previdência nenhuma.

E nesse sentido agir de forma populista como faz o congresso e o deputado nesse momento é investir na insolvência da instituição. Como disse é preciso lembrar que antes do fator previdênciario tínhamos gente se aposentando com aos 40 anos e isso é insustentável para um país. E pior não permite você investir na recuperação de quem está aposentado que vê ano a ano seu rendimentos se achatarem. Então se o país quer tratar com dignidade as pessoas da terceira idade, não pode apostar no populismo fácil. Nesse ponto quem parece estar a favor está contra por omissão e medo de dizer a verdade. Essa é uma das diferenças que tenho com o deputado: exponho e chamo a sociedade a debater o que queremos fazer.

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