quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Maroca é o Forasteiro nº 1


Gustavo, que creio, seja o Paulino faz uma ressalva no post abaixo sobre a crítica dura que fez o Pastor Alcides na Rádio Cultura à administração municipal e, sobre, a qual eu fiz um lacônico comentário. Gustavo diz que as "críticas são sempre importantes" e contribuem para "correções de rota". Discorda no entanto é quanto a insistente crítica aos chamados forasteiros.

Como está anotado endossei a crítica do Pastor Alcides até porque ela coincide com o que penso e venho reiteradamente chamando atenção sobre mediocridade do gestor, a sua falta de visão e, consequentemente, de uma agenda ambiciosa que esteja à altura dos desafios e das oportunidades que tem essa terra de naturais maravilhas, que é a cidade de Sete Lagoas.

Endossei a contundente crítica a administração porque de fato o Governo Maroca precisa não de uma simples correção de rota, uma lapidação - um ajuste. Se assim fosse bastaria uma aperfeiçoamento, uma retificação e não é isso que acredito que falta. Como está neste post do dia 20 de março o qual eu reproduzo um pequeno trecho a seguir:

Ele [Maroca] também admitiu que o seu governo tem cometido "deslizes"(...) E o que pode parecer equívocos eventuais são muito mais erros fruto do despreparo, da falta de um diagnóstico feito com seriedade previamente e, sobretudo, de uma visão torta- elitista-hegienista- com que essa gente chegou ao poder. Sim, é simpático admitir um erro e pedir desculpas? É. A questão é que não se trata de imperícias apenas, mas decisões tomadas sobre valores errados.

A mudança precisa ser profunda e transformadora na própria maneira se enxergar o futuro da cidade. Quem conhece o prefeito sabe que ele tem muito mais uma visão de passado que de futuro. E é exatamente esse conflito de mentalidade do passado com demanda de futuro que tem a sociedade sete-lagoana, que vem provocando desde o primeiro dia que Maroca assumiu uma crescente tensão, um duelo, as vezes barulhento; as vezes silenciosamente desalentador.

E aqui faço um registro ressalvando a minha discordância em parte quanto a crítica do Pastor Alcides aos "forasteiros". Esse não é o problema do Governo Maroca, o problema do Governo Maroca é o... Maroca. A equipe é até boa, o problema é a falta de um comandante com visão e, como me disse um empresário que votou no Maroca, com vontade de fazer as coisas. Precisamos urgentemente de uma Visão de Futuro empolgante capaz de mobilizar corações e mentes, mas a realidade é que temos um prefeito de cabeça provinciana e bairrista que tenta nos aprisionar no passado de supostos bons modos e valores.

Quanto a minha discordância em boa parte à crítica aos forasteiros é porque como já disse não a problema em trazer um ou outra pessoa de fora que agregue valor a gestão. Entretanto, o prefeito foi buscar, como ele disse no teatro que chamou de entrevista dos 100 dias, gente de fora porque não queria pessoas sensíveis à influências desse ou daquele amigo local. O que revela o seu medo de ser questionado e sua incapacidade de dirigir. Certo, afinal gente daqui que conhece o Maroca e que vê e quer um futuro mais promissor não se sujeitaria a realizar um visão de passado e o confrontaria com a realidade. Assim é melhor buscar alguns desconhecidos e colocá-los a serviço, não da cidade, mas de um projeto particularista do prefeito, não é mesmo?

Neste sentido, está claro, Maroca tem dificuldade em trabalhar com lideranças locais, é o caso da AMAV, é o caso dos comandos policiais da cidade e outras lideranças mais. Fraco como dirigente assusta-se com a força moral de outros líderes. Recordam-se que o prefeito foi se reunir com empresas privadas de segurança a conversar inicialmente com os comandos locais das polícias. E mais: veja que ele não da a cara, corre de entrevistas, esconde suas intenções até hoje. Ele sabe bem que está em desacordo com a realidade. Por isso, é o verdadeiro forasteiro que não conhece a realidade da cidade que sonha com um fantástico futuro. Em tempo: Gustavo Paulino, para quem não sabe, nasceu em Belo Horizonte, mas é muito mais sete-lagoano que o mais forasteiro dos sete-lagoanos: o prefeito fora da realidade.
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