quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

DEP. MÁRCIO REINALDO QUE ESTÁ EM MATÉRIA DO JORNAL ESTADO DE MINAS COMO SUSPEITO DE DESVIO DE RECURSOS PÚBLICOS CHAMA DE BANDIDOS DEFENSORES DA COPASA

(data original da postagem: segunda-feira, 7 de dezembro de 2009, às 06:03)
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Em 2007, o deputado Márcio Reinaldo (PP) impediu sob forte pressão que a cidade recebesse os investimentos do Governo de Minas através da Copasa para equacionar o grave problema de Saneamento. Sua pressão fez o prefeito de então, trocar um grande investimento do governo de Minas por parcos recursos do PAC e na sua maior parte endividamento que ficou empacado por dois anos. Mas nesse texto leitor, não entro no mérito da escolha PAC X COPASA, e sim, trago à luz o grande número de Operações da Polícia Federal em que o deputado, nestes últimos quatro anos segundo o Estado de Minas, aparece como suspeito de corrupção para que você julgue e conclua se o parlamentar age em função de interesses maiores, ou ao contrário está agindo de forma escusa e contra os próprios interesses da cidade.

Nesse sentido, em matéria do dia 2 de abril de 2009, o Jornal Estado de Minas diz que "Deputados sob suspeita vão fiscalizar os gastos da Copa 2014" (ver matéria aqui ) entre eles faz um longo histórico das Operações da Polícia Federal que alcançaram o deputado Márcio Reinaldo, leiam:

A subcomissão tem ainda outro mineiro, o deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP), que foi citado também durante a Operação Sanguessuga, ao lado do colega João Magalhães. A ação policial aconteceu em 2006, para pôr fim a um esquema de desvio de recursos públicos por meio também de emendas do orçamento para a compra de ambulâncias superfaturadas. Marcio Reinaldo foi citado em relatório da Controladoria Geral da União (...)

Também a Operação Navalha, desencadeada em maio de 2007, chegou ao gabinete do deputado do PP. O assessor de Márcio Reinaldo, Ernani Soares, foi preso pela Polícia Federal, QUE IMPEDIU A CONTINUIDADE DE DESVIOS DE VERBAS DO PAC no programa Luz para Todos, Dnit, ministérios da Cidades e Minas e Energia, entre outros. Os recursos eram abocanhados por meio de licitações fraudadas e direcionadas.

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E na Operação João de Barro em que a Polícia Federal chegou ao PAC de Sete Lagoas, o indicado do deputado Márcio Reinaldo para gerente de saneamento do Ministério das Cidades, Frederico de Carvalho Jorge, foi exonerado pós-Operação.

Todas essas investigações da Polícia Federal que atingiram o deputado põem ou não em dúvida o seu real interesse de fazer Sete Lagoas tomar os recursos do PAC a qualquer custo? Reparem que a cidade acabou trocando, nesta questão do PAC X COPASA, mais por menos; investimento por endividamento.

E que se note, qualquer um que pareça triscar o caminho do negócio é atacado por ele. Veja, em sua penúltima entrevista na rádio Cultura ele atacou a funcionária do Ministério das Cidades, Jaqueline Almeida, que pediu um documento para a cidade sobre as outorgas dos poços artesianos. Virou burocratazinha. E em sua última ida na quinta-feira à mesma rádio Cultura, ele atacou aqueles que defendem a vinda da Copasa, dizendo que estes “têm que sair do caminho” fingem ser "bons mocinhos, pessoas íntegras, quando na verdade são bandidos", pessoas que recebem dinheiro dos fornecedores da Copasa, por ordem dos seus diretores.

Assim, por exemplo, eu que sou um dos maiores defensores da vinda da Copasa não estaria agindo pelo interesse público, mas pelo interesse escuso. Bem, eu entendo porque o deputado lança esse tipo de acusação. É a única forma para ele combater o questionamento que torna inexplicável a opção que ele impôs a cidade, dado a evidência da desvantagem. Depois, eu também entendo que é muito difícil para alguém com seu histórico, compreender que outros possam agir apenas para defender o bem comum. Mas o deputado não pode tomar os outros por si.
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