terça-feira, 1 de dezembro de 2009

João Batista de Oliveira, subsecretário de Direitos Humanos de Minas morre aos 56 anos

(data original da postagem: segunda-feira, 14 de dezembro de 2009)
da Folha Online:
O subsecretário de Direitos Humanos do governo de Minas Gerais, João Batista de Oliveira, morreu na noite deste domingo, aos 56 anos, no Hospital das Clínicas. Ele foi vítima de insuficiência hepática e renal.
O corpo está sendo velado no salão nobre da Assembleia Legislativa de Minas e será cremado ainda hoje, às 17h, no Parque Renascer.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Agostinho Patrus Filho, lamentou a morte de Oliveira. "Perdemos um grande batalhador pelos Direitos Humanos. A morte de João Batista de Oliveira, ex-deputado, vereador e subsecretário, é inestimável."
O governador Aécio Neves (PSDB) também lamentou a perda. "Com grande pesar recebo a informação do falecimento do secretário João Batista. Um homem notável pela sua história de vida, dedicada à defesa dos Direitos Humanos. Como vereador e deputado, sempre atuou em favor das garantias fundamentais dos cidadãos. Foi autor e ajudou a aprovar leis que são marcos históricos na luta pelos Direitos Humanos em Minas e no país. Tenho grande orgulho de ter contado com ele em nossa equipe de governo."
O tucano disse que Oliveira honrou o governo nos últimos sete anos com "competência e dedicação, sobretudo visando aos interesses daqueles cidadãos que mais necessitam".
Militante do Movimento das Pessoas com Deficiência desde a década de 70, o subsecretário era natural de Aimorés. Foi vereador em Belo Horizonte, de 1983 a 1994, e deputado estadual por dois mandatos: 1994 e reeleito em 1998.
Como vereador, atuou na Comissão de Direitos Humanos. Como deputado estadual, além de ter sido membro efetivo da Comissão de Direitos Humanos, atuou em outras comissões como a de Constituição e Justiça e de Política Agropecuária e Agroindustrial.
O subsecretário também foi o autor das leis que punem a discriminação contra os homossexuais no Estado e que tornam públicos os documentos do antigo Dops (Departamento de Ordem e Política Social) no tempo da repressão do regime militar.
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