segunda-feira, 29 de junho de 2009

"Golpe de Estado" 2 - É preciso um novo arranjo na Câmara e integração

Leiam esse texto em azul da coluna do João Carlos, Cornetando - Jornal Centro de Minas, comento e complemento abaixo:

Interlocutor - O secretário de Governo Nadab Abelin tem sido visto nas reuniões da Câmara e pode se tornar o grande interlocutor político do governo Maroca, hoje, convenhamos, muito fechadão, nesta área.

Contam que ele faz aquelas visitas estratégicas aos gabinetes dos vereadores, antes da reunião, e convenhamos, isto funciona na política.

Os vereadores reclamam desta falta de diálogo principalmente entre vereadores e secretários municipais. Ontem mesmo o Marcelo Coperseltta reclamava que falta ao prefeito promover uma reunião para, pelo menos apresentar uns aos outros, tipo, "vereador, este é o secretário; secretário este é o vereador".

João Carlos lembra que o governo Maroca é fechado confirmando o que eu disse no post acima e todo mundo nota. Quanto a presença de Nadab na Câmara, tenho minhas dúvidas se esse enviado ajude muito além do superficial. Fazendo uma observação adicional eu recomendaria ao Nadab tirar o terno. Sim, acho que sua vestimenta superior aos padrões políticos e empresariais da cidade e o distancia dos interlocutores. Mas, vá lá, isto é coisa bem lateral diante da importância que tem outras questões muito mais relevantes. Se ele trocar o terno por uma roupa mais informal seguramente ajudaria ser um "igual", mas vamos ao que interessa.

Disse no outro post que a mudança que o governo tem que fazer vai muito além do superficial, tem que ser de princípio, crença mesmo. É fundamental que a equipe de governo veja, olhe com outros olhos os vereadores e os integre inclusive no governo com seus aliados, que tiverem competência. Eu pergunto porque uma pessoa que ajudou tanto Maroca como Juarez Barbeiro que é muito competente e respeitado pela sociedade ainda não foi integrado no governo? Bem, mas vou a outro ponto.

A ação de relações públicas de Nadab com os vereadores precisaria depois de uma mudança de valores ser completada por uma reorganização do governo na Câmara. Uma vez que se pactue um acordo com os vereadores é preciso um arranjo novo. Para dar sustentabilidade e operacionalidade ao governo, formando um bloco coeso tem que haver mudança na liderança. Entre as nomes que vejo como potencial líder estão Caio Dutra, Marcelo da Coperseltta [agora é o momento, antes não] e Claudinei Dias, este teria que renunciar a primeira secretaria. Bem, o certo é que tem que haver um novo arranjo do governo na Câmara.

Volto à nota do João Carlos. Essa reclamação de Marcelo sobre a falta de uma confraternização é antiga, outro dia eu estava com ele na reunião que Duílio fez em Sete Lagoas com os parlamentares da região central de Minas e Marcelo me disse: "olha Léo, está faltando uma coisa assim". Então, dá para se concluir que está faltando até o mais básico da política do Maroca: calor humano. Qual é o custo disso? Nenhum. Agora é muito caro não fazer isso. Repare, amigo leitor, o que muitas vezes quer o parlamentar é isso, se sentir parte do projeto, ser envolvido, conquistado de verdade. É uma carência humana natural.

Cada um dos parlamentares alí tem as suas características pessoais e o que falta ao governo é conhecer a cada um individualmente. Marcelo da Coperseltta mesmo está distante porque foi abandonado pelo governo Maroca e adotado pelo vereador Caio Dutra, que lhe dá o tratamento que o prefeito e os seus secretários não lhe dão. Quer dizer, tá faltando até carinho.

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