sexta-feira, 26 de junho de 2009

A comunicação não pode ser mera produtora de releases ou, vá lá, de material publicitário... Um curto palpite sobre comunicação

O governo Maroca tem sofrido bastante, apanhado muito e o que vai aparecendo mais são os aspectos negativos. A falta de informação e o relacionamento assertivo, tem permitido a contra-informação, através da “rádio-peão” ou “rádio-corredor”. Falta partilhar os valores..., comunicando-os de forma eficaz, ajudando o público a melhor perceber o que está em curso.

Nesse sentido a comunicação da prefeitura como o marketing de uma empresa tem que contribuir estrategicamente. A comunicação como pasta tem que ser invisível. O que deve aparecer é o governo. Mais aparecer como? Aparecer como ele é e não como sempre apareceram os governos. Quais são características do governo Maroca que torna ele único, diferente? Se a campanha despertou expectativas, a comunicação tem que ajudar o governo mostrar que está em curso ações correspondentes para satisfazer essas expectativas. E não só ações, mas posturas, valores...

Com muito esforço eu tenho descoberto algumas qualidades ocultas no governo como na Saúde e na Educação. Na educação só apareciam as gafes, na Saúde precisou de o vereador Celso Paiva convocar uma reunião especial para que se pudesse descobrir algumas das virtudes. Devem ter outras escondidas.

Enquanto isso a comunicação é entendida como uma produtora de realeases ou organizadora de entrevistas coletivas... Em empresas que agem estrategicamente o marketing trabalha junto com a engenharia, finanças, produção e outras áreas para ajudar a desenvolver o produto e torná-lo competitivo. A mesma coisa deveria acontecer na prefeitura onde a comunicação é, sim, a divisão equivalente ao marketing organizacional e portanto deveria ter uma função estratégica.

Para isso, a pasta tem deixar de ser uma produtora de releases. É fundamental que se compreenda quem é o governo, a sua identidade; tem que estar a par da política e entender de política; também não deve querer centralizar o processo de transmissão como é o desejo expresso hoje, burocratizando a imagem do governo. Tem é que ajudar as outras pastas no posicionamento e na revelação da sua imagem.

Comunicação é tudo o que o governo expressa e esse deve ser o entendimento da pasta da área com visão estratégica.
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