segunda-feira, 29 de junho de 2009

"Golpe de Estado" 1- Mudando valores e desarmando a bomba - os vereadores são parte da solução e não do problema

Demorei um tanto para falar do suposto "Golpe de Estado", essa história de que "quando o Dr. Ronaldo João for para a Assembleia [já dão como certa sua ida] a Câmara derrubaria Maroca" e que até já existiria um plano arquitetado. Demorei porque fui levantar informações para poder descartar ou não esse boato. E o que descobri? Que há mesmo uma forte movimentação nos bastidores que pode levar uma crise inédita para dizer o mínimo. O prefeito teria inclusive recebido um prazo para fazer mudanças na forma de se relacionar com os vereadores e na equipe, 01 de Agosto. Disse-me a fonte que esta envolvida diretamente "ele [prefeito] terá que entregar alguns anéis".

O grupo propõe que aga um intermediador Câmara-Executivo porque com o líder oficial as coisas não funcionam, ele, Renato Gomes, não pega nem "serra abaixo de 6ª".

Mais: na reunião dos 6 com o prefeito, disse a fonte que um vereador do PMDB soltou os cachorros em cima de Paredão e Maroca, reclamando que o problema de Paredão já estava resolvido (a Prefeitura como antecipou um leitor bem informado voltará publicações oficiais para seu jornal), mas os vereadores continuariam a ser discriminados pelos secretários que não aceitam nem olhar para os currículos encaminhados pelos mesmos.

Bem, o que vejo disso tudo? O governo Maroca foi e continua muito mal no aspecto político. Tá faltando imaginação e habilidade de negociação. Qual é o risco agora? Sair da arrogância para a submissão, por pura incompetência política.

Criou-se um grande vazio e ele por ser preenchido por montanha do pior tipo de fisiologismo. E o fisiologismo que corre o risco de voltar é, acredite, mais culpa do governo que do interesseiros vereadores, que sabemos não são santos, mas foram sumariamente abandonados pelo governo. Estão feridos e querem vingança. Isso é um perigo.

Mas vejam, ao contrário do que me disse a fonte envolvida até o pescoço na imbróglio, acredito que Maroca ainda pode desarmar o artefato antes mesmo de ele ser finalizado. Falta alguns acertos para que a bomba fique pronta. Maroca tem que agir já. O Pior é que pode acontecer nesse momento é deixar que a bomba seja concluída e armada. Hoje tem 80% da equipe trabalhando na sua construção, recolhem munição e recrutam os outros 20% do pessoal.

O que o governo precisa fazer? REAGIR IMEDIATAMENTE! Dá tempo de mudar as coisas sem se tornar refém. Os vereadores hoje se sentem alijados, discriminados mesmos. A equipe do governo tem que entender que não estão administrando uma empresa. Não podem agir isoladamente ignorando "esses gatos pingados" imaginando amanhã que "a cidade já é outra" e nessa "nova Sete Lagoas não terá espaço para eles", sabe por quê? Porque essas gatinhos feridos sentindo ameaça da cidade de amanhã sabotam o hoje e aí bay bay sonho de construir "a cidade que a gente quer".

Mas reagir não é fazer o que esse grupo quer! Reagir é integrar os vereadores no projeto da "cidade que a gente quer", incluindo boa parte desse grupo. "Ah, Léo mas você fala como se também fosse parte desse projeto?" É verdade mas não sou, o projeto é deles, eu quero muita coisa nova para cidade, mais avanços até, mas eu também fui alijado do projeto. Sim, também fui e ainda sou discriminado pelo governo Maroca. Ontem me chegou uma pessoa da minha intimidade e disse: "você parece que quer que o governo Maroca da certo?" É eu quero que o governo Maroca da certo. Vou além, veja a seguir.

Constato que muitos dos vereadores que hoje fazem parte desse grupo insatisfeito também torceria pelo sucesso do governo Maroca. Se agem do jeito que agem é porque sentem-se rejeitados pelo governo. Não, não, a maior fonte de insatisfação não é a falta até de atendimento a questões menores, é a falta de integrá-los no projeto transformador em curso. Eles deveriam ser vistos como parte da solução e não do problema, e assim eles naturalmente seriam agentes da transformação que se quer, mudando inclusive a si mesmos. Mas todos que não são do parte do governo são vistos como um estorvo, porqueira, e pessoa antiquada.

Reparem que Maroca vive orientando seu pessoal a atender os vereadores e "tratá-los bem". E por que não resolve? Porque é apenas um tratamento superficial. A mudança tem vir de cima e ser uma mudança de princípio, tem haver uma construção conjunta: visão e ação. É preciso convidá-los a caminhar junto e deixar que eles façam parte inclusive indicando algumas pessoas, sem fazer loteamento do governo. É só fazer uma seleção técnica, por exemplo, entre os indicados políticos. Falo da mudança do arranjo político para implementar as mudanças no post que está abaixo.

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