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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

PPS DISCUTE "UMA NOVA AGENDA PARA O DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO"

(data original da postagem 25 de abril de 2010, às 05:44)

PPS prepara propostas para o Brasil num governo de José Serra

Na segunda-feira (19) tive a oportunidade de participar do seminário "Uma nova agenda para desenvolvimento brasileiro" o PPS, sob a liderança do ex-presidente da República Itamar Franco e Juarez Amorim, respectivamente vice-presidente nacional do partido e ex-presidente do PPS mineiro. O evento contou com a presença de diversas figuras de destaque nacional como o economista, Sérgio Besserman, o coordenador do programa de José Serra, Xico Graziano, O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), coordenador do Grupo de Trabalho suprapartidário responsável pela proposta de Política Nacional de Resíduos Sólidos e também é o coordenador-geral da Comissão Programática do PPS que formula as propostas de governo do partido.

O presidente Itamar Franco abriu o seminário questionando:
o "Brasil pode mais em que direção?"
Veja uma síntese do evento no texto do PPS:
"Se o Brasil se aconcorar ao passado, pagaremos um grande preço daqui a 20 anos". O alerta foi feito nesta segunda-feira (19) pelo economista e ex-presidente do IBGE, Sérgio Besserman, no seminário "Uma Nova Agenda para o Desenvolvimento Brasileiro", promovido pelo PPS no hotel Mercure, em Belo Horizonte. Segundo ele, o governo do presidente Lula e de sua candidata Dilma Rousseff está apegado no passado e não enxerga o grande salto que está se abrindo para a humanidade e para o Brasil. "Estamos assistindo ao fim da era dos combustíveis fósseis", disse Bessermann, ressaltando que terão vantagens nesse novo cenário os países que estiveram abertos para a sociedade do conhehecimento e da ciência. "A maior desigualdade do mundo hoje é a da inovação tecnológica", ressaltou.

Esse caminho, na opinião do economista, está sendo visto de maneira oposta pelo governo do PT. "O que o atual governo nos propõe é o oposto. Descobriu o pré-sal, e aqui não quero dizer que não devemos explorar, mas abriu mão de buscar a inovação. Este governo está no passado, no mundo do fósseis, com a visão de Estado para gerir o petróleo, que é (um recurso) já precificado. Já no setor de energia solar, eólica, é neoliberal. E aí, no mundo do futuro, que precisa de estudo, planejamento, subsídio, faz leilões. Aí ele é neoliberal. É um governo anacrônico", ressaltou.

Para o economista, o Brasil precisa escolher entre o passado e o futuro. "Tudo irá mudar. Alguém acredita que os Estados Unidos vão continuar dependendo do petróleo do Oriente Médio? Esse é um jogo geopolítico e econômico (que vai sofrer uma revolução). Os próximos anos e décadas serão decisivos", avalia Besserman, para quem o mercado mundial também vai mudar. "O mercado é cego. Só vai mudar se falarem isso para ele".
Xico Graziano, coordenador do programa
de governo de José Serra, ele mais ouviu do que falou


O Brasil, diz, precisa pensar em novas tecnologias e novas maneiras de produzir. "A energia, a logística, a Amazônia são vantagens comparativas para o Brasil desde que aplicarmos nisso a gestão do conhecimento. Podemos transformar isso em vantagem competitiva", defendeu Bessermann, que frisou a importância do desenvolvimento sustentável e de novas tecnologias, entre elas as novas fontes de energia que podem controloar a emissão de poluentes, por exemplo. Para ele, se agir conscientemente o Brasil tem condições de oferecer ao mundo ideias. "Não são 26 aviões Rafale que vão nos levar a algum lugar!"

Exemplificando a situação de atraso do país para esse novo mundo, o economista disparou em tom irônico:"Com mais 20 anos de Lula e Dilma o Brasil votará a ser uma economia agrária exportadora". Por isso, concluiu, a próxima eleição será crucial para o futuro do país.

Haddad: questão ambiental estará no centro da campanha eleitoral

Ex-ministro do Planejamento no governo Itamar Franco (1992-1994), Paulo Haddad disse que a questão ambiental estará no centro do debate da campanha eleitoral deste ano. Segundo ele, a mobilização dos eleitores não se dará sobre "questões técnicas", como a meta e o controle da inflação, mas pelo apelo ecológico que está em destaque na mídia nos últimos tempos.

"As principais ideias que irão sensibilizar os brasileiros nas eleições estão muito ligadas as questões ambientais, qualidade de vida nas grandes metrópoles, efeito estufa, preservação da Amazônia, qualidade das águas e das praias e o transporte coletivo. Essa é uma demanda latente da opinião pública", afirmou Paulo Haddad.

Graziano defende mudança na economia mundial

Xico Graziano, um dos coordenadores da pré-candidatura de José Serra, reafirmou durante o seminário o foco ambiental da campanha eleitoral deste ano e a necessidade de mudança no "paradigma da economia mundial".

Ele alertou que o petróleo da camada pré-sal "é perigosíssimo" do ponto de vista ecológico e traz à tona um debate do século passado. Graziano acusou ainda o "mercado de gostar da perfumaria ambiental" e disse que a discussão que hoje se faz é de um novo modo de produção que deve influenciar no modo de consumo das pessoas.

Sustentabilidade é instrumento econômico, diz Jardim

Sérgio Beserman é um dos maiores intelectuais brasileiros,
ex-presidente do IBGE. Beserman condenou a falsa dicotomia entre:
ambientalismo x desenvolvimento e o anacronismo do governo Lula
- o negócio é foco no conhecimento.
Conheça mais Sérgio Besserman, clique na imagem a seguir
e leia sua entrevista a Revista Veja na semana passada.
O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) disse que a sustentabilidade é para o PPS um "instrumento econômico" que deve se convertido em políticas públicas a serem implantadas pelo próximo presidente. Jardim, que é o coordenador-geral da Comissão Programática do PPS que formula as propostas de governo do partido e um dos organizadores do seminário, citou como exemplo de sustentabilidade a política nacional de resíduos sólidos, que já foi aprovada pela Câmara e será apreciada pelo Senado.

Na condição de relator do projeto de construção de eclusas, o parlamentar afirmou no encontro que essas obras irão facilitar o escoamento da produção e mudar a matriz dos transportes no Brasil.

Itamar: Queremos influenciar na construção de um novo projeto para o Brasil
Imagem da entrevista a Veja

O ex-presidente da República Itamar Franco abriu o seminário afirmando que o PPS quer influenciar e participar da construção de um novo projeto para o Brasil. O evento reúne lideranças políticas e especialistas de todo o país que estão contribuindo para a construção das propostas que o partido entregará ao pré-candidato a presidente José Serra (PSDB). "O PPS é um grande partido, não pelo tamanho, mas pela sua coesão e por sua força de combate", ressaltou Itamar.

Ao apresentar o primeiro palestrante do dia, o ex-ministro do Planejamento Paulo Haddad, Itamar criticou a "amnésia que atinge muitos setores de nossa sociedade", que não reconhecem os avanços feitos por governos anteriores. O ex-presidente lembrou dos tempos difíceis em que comandou o país e disse que pode contar com patriotas e homens de coragem como Hadad. "Eram tempos difíceis, a população brasileira tinha perdido a autoestima (com o impeachment de Fernando Collor) e não acreditavam que chegaríamos ao fim do governo", relembrou Itamar.

Até hoje, diz o ex-presidente, muitos políticos e intelectuais fingem esquecer as ações de seu governo, a principal delas a implantação do Plano Real. "E vejo isso até em publicações oficiais", lamentou.

Outros temas

O seminário "Uma Nova Agenda para o Desenvolvimento Brasileiro" detalhou ainda, em paineis específicos, temas como agronegócio, sustentabilidade, revolução energética e nova matriz de transportes. O resultado dos debates será formatado em relatórios que servirão de base para a construção das proposta do PPS para o Brasil, que serão entregues a José Serra, candidato da oposição ao Planalto.
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