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terça-feira, 24 de agosto de 2010

CÂMARA MUNICIPAL ENROLA E NÃO CUMPRI ORDEM PARA CASSAR O VEREADOR WELLINGTON MAGALHÃES - COMPRA DE VOTOS

DOUGLAS COUTO, NO JORNAL O TEMPO:
O cerco se fecha para o vereador de Belo Horizonte Wellington Magalhães (PMN), que teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) há quatro meses, mas que continua no cargo e recebendo salários. O Ministério Público (MP) quer uma explicação da Câmara Municipal para o descumprimento da ordem judicial de cassação. A notificação à Casa ocorreu na tarde de ontem.

A presidente da Câmara, Luzia Ferreira (PSB), confirmou ter sido intimada pelo MP a explicar o não-afastamento de Magalhães. "Estamos informando os nossos procedimentos ao MP, avisando que até a próxima quinta-feira marcaremos a reunião para tomar a decisão. Estamos agindo dentro da lei", disse a presidente.

O vereador cassado não foi localizado ontem para comentar o assunto. A informação é que ele espera conseguir uma liminar que está na pauta de julgamentos de amanhã no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Cassado desde abril por compra de votos e abuso de poder econômico, Magalhães chegou a recorrer ao TSE, que já negou um pedido para que ele permanecesse no cargo. Apesar de ter sido notificada no 13 de julho, uma manobra da Mesa Diretora da Câmara deu ao vereador o prazo de dez dias para sua defesa.

Na última sexta-feira, Magalhães entregou o manifesto. O documento será avaliado pela Procuradoria Jurídica da Casa. "Ele alegou que a liminar dele no TSE está para ser julgada dia 25 e nos pediu para que esperássemos o julgamento", disse Luzia.
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