segunda-feira, 16 de agosto de 2010

ENTREVISTA HÉLIO COSTA MGTV

As perguntas e respostas estão transcritas abaixo:



Vivian Santos: Boa noite. Nós vamos entrevistar, hoje e amanhã, em rede estadual, os dois candidatos ao governo de Minas mais bem colocados nas pesquisas eleitorais. Por acordo entre as duas candidaturas, vamos começar com Hélio Costa, do PMDB. Amanhã, o candidato é Antonio Anastasia, candidato do PSDB. Cada candidato terá 8 minutos, com tolerância de 30 segundos para completar a sua última resposta. Hélio Costa é jornalista, senador, foi deputado federal, ministro das Comunicações, e disputou o governo de Minas por duas vezes, em 90 e 94, sem conseguir se eleger. Boa noite, candidato. O seu tempo começa a contar agora.

Hélio Costa: Boa noite, Vivian.

Vivian Santos: Por que o senhor decidiu pela terceira vez concorrer ao governo?

Hélio Costa: Primeiro, porque eu sei que posso dar uma contribuição importante para Minas Gerais, fruto da minha experiência. Fui candidato duas vezes, porém, não tinha uma aliança partidária, não tinha apoios consideráveis. Mas eu tenho certeza que Minas Gerias cresceu muito nesse últimos oito anos, em razão de um governo vigoroso, importante socialmente, como foi o governo do presidente Lula. E o governador Aécio aproveitou muito bem esse momento criado pelo governo do presidente Lula, fez Minas crescer, mas nós entendemos que pode crescer muito mais. Ainda tem vários setores que nós precisamos aprimorar, que nós precisamos fazer com que o estado esteja mais presente e mais responsável.

Vivian Santos: Pois é. O seu principal candidato, né, é o governador Antonio Anastasia, propõe a continuidade do governo de Aécio Neves, bem avaliado depois de dois mandatos. O que o senhor pretende fazer para convencer o eleitor de que é preciso mudar?

Hélio Costa: Olha, nós precisamos, na verdade, entender que não é continuísmo que nós precisamos. Nós precisamos de continuidade. Continuidade ocorre com qualquer governo. Evidentemente, o que vai acontecer no Brasil é uma continuidade sem continuísmo, porque a Dilma Rousseff se propõe a ser uma presidenta que tem a personalidade. Deixa muito claro que o presidente Lula fez uma extraordinária revolução social, e ela vai continuar essa revolução. O que nós estamos propondo em Minas Gerais é que tudo aquilo que foi bem feito e que está bem feito, nós vamos continuar. Só que nós queremos implementar uma marca de modernidade, de uma marca que tem, sobretudo, um selo social. Eu acho que o que faltou nesses últimos anos foi o compromisso social. O compromisso social que veio, na verdade, através do governo do presidente Lula, com o Bolsa-Família, onde o ministro Patrus Ananias pôde fazer uma extraordinária transformação em determinadas regiões de Minas Gerais, porque as pessoas mais carentes, que não têm privilégios, que não tinham emprego, que não tinham como sobreviver, através dos programas sociais do governo federal, administrados pelo ministro Patrus Ananias, tiveram uma oportunidade. Agora, no nosso governo, na nossa proposta, nós queremos, na verdade, fazer com que o social tenha uma posição privilegiada. Ela vai ser prioritária, essa posição no nosso governo. E eu estou falando, quando me refiro ao social, é, mais, um pouquinho além daquilo que já foi feito pelo presidente Lula, nos seus programas sociais, a educação, a saúde, a segurança pública, é, e, certamente, a economia mineira, que precisa estar permanentemente sendo vista como uma economia importante, importante para o país, importante como é o agronegócio, representando R$ 12 bilhões. Nós temos que mexer na economia para criar novas fontes de renda para Minas Gerais. Como é o caso, por exemplo, do ICMS do minério. Quer dizer, tudo isso é parte da proposta que nós estamos fazendo. Uma proposta social, mas que certamente viu o desenvolvimento. É como diz o presidente Lula “o desenvolvimento econômico não vem, não acontece se não tivermos o desenvolvimento social”.

Vivian Santos: Agora, o senhor tem uma trajetória política extensa. Mas o senhor acredita que a sua experiência administrativa vai ser suficiente para convencer o eleitor de que o senhor pode governar um estado como Minas Gerais?

Hélio Costa: Não tenho dúvida. Eu fui deputado federal duas vezes, fui senador e sou senador da República, o que é uma grande responsabilidade, porque eu represento o estado de Minas Gerais, ministro das Comunicações do governo do presidente Lula por cinco anos, tendo, evidentemente, a responsabilidade de ter implantado programas da maior importância para o país, como o programa nacional de banda larga nas escolas. Nós hoje temos 47 mil escolas públicas, já. Minas Gerais, cinco mil escolas públicas, já, com conexão banda larga já; aTV digital, que, na verdade, recupera todo o sistema de comunicação brasileiro. Criou emprego, só no sul de Minas Gerais, na região sul, nós temos um verdadeiro ‘boom’ dentro do processo industrial mineiro por causa da TV digital. Todos os transmissores da TV digital são feitos no sul de Minas, lá em Santa Rita do Sapucaí. Quer dizer, essas coisas, sem contar que os Correios tiveram uma expansão muito grande, vão dar R$ 1 bilhão de lucro este ano, dentro da nossa administração. Deram R$ 850 milhões de lucro no ano passado, competindo com as multinacionais nacionais e internacionais que querem privatizar os Correios.

Vivian Santos: Agora, as últimas pesquisas...

Hélio Costa: Eu acho que nós temos uma carreira pública que está permanentemente sendo vista pelos eleitores.

Vivian Santos: Bom, as últimas pesquisas do Ibope e do Datafolha, elas indicam um percentual de indecisos acima de 20%. Que tipo de influência esse universo pode ter na candidatura do senhor agora, com o início da campanha no rádio e na televisão, da propaganda?

Hélio Costa: Olha, a pesquisa é sempre uma fotografia do momento. Eu, particularmente, fico muito feliz porque todas as pesquisas feitas até agora me dão uma margem de 10 a 20 pontos de diferença, dependendo da pesquisa. Se ela é uma pesquisa que tem, vamos dizer, uma representatividade nacional, como a recente pesquisa publicada pela própria Rede Globo, que é a pesquisa Datafolha, eu fico com mais de 20 pontos de frente. Agora, é uma fotografia do momento. O que eu entendo é que, por mais que você queira projetar o que que vai acontecer, tradicionalmente, historicamente em Minas Gerais, nenhum governador se elegeu até hoje, depois da redemocratização do país, do estado, nós não tivemos nenhum governador eleito com mais de 35% dos votos. Então, para quem está com mais de 40%, eu estou muito feliz.

Vivian Santos: Bom, o PT chegou a realizar prévias para indicar um candidato ao governo de Minas, né, desistiu disso, aí, a partir de uma a intervenção da cúpula nacional do partido e do próprio Palácio do Planalto, que queriam um palanque único para a candidata Dilma Rousseff em Minas. O PT já fez oposição ao seu nome em eleições passadas. Como está o apoio dos petistas à sua candidatura?

Hélio Costa: Olha, eu fico cada dia mais encantado, emocionado, na verdade, com o apoio dos meus companheiros do Partido dos Trabalhadores, do PCdoB, do PRB, que é o partido do Zé Alencar, do nosso vice-presidente, e dos meus companheiros do PMDB. Porque nós tivemos sim, tanto o PT quanto o PMDB, disputas internas até chegarmos ao momento em que nós decidimos as nossas questões internas, e partimos para uma grande aliança, como foi proposto pelo presidente Lula. Os nossos partidos tinham que se unir, tinham que estar, realmente, trabalhando em torno da candidatura da ministra Dilma a presidenta e, ao mesmo tempo, projetando uma candidatura que fosse comum aos partidos da base.

Vivian Santos: Mas o senhor enfrentou algumas resistências dentro do próprio PT?

Hélio Costa: Eu não enfrento resistência de ninguém. Pelo contrário. Eu sinto que os petistas estão totalmente envolvidos na nossa campanha em todas as regiões de Minas Gerais. É, todas as diversas tendências do PT estão hoje absolutamente convencidas, assim como todas as tendências do PMDB, de que nós estamos na rota certa, com a aliança que fizemos, do caminho da vitória.

Vivian Santos: Por que da decisão do nome do senhor como uma cabeça de chapa, e não de um candidato do PT?

Hélio Costa: Nós fizemos, de certo modo, um acordo, há mais de ano, que passou, inclusive, pela observação do presidente, dos dirigentes partidários do PT, do PMDB, do PCdoB, do PRB de que aquele candidato que estivesse em melhores condições seria o candidato da aliança.

Vivian Santos: Lembrando que o senhor tem 30 segundo aí para umas considerações finais.

Hélio Costa: Olha, apenas para dizer da minha sensação de que estou num momento muito bonito da nossa campanha em Minas Gerais, da tradição que tem, a mineiridade que está dentro de todos nós, nós temos que, realmente, partir para essa eleição pensando no nosso estado, na nossa gente.

Vivian Santos: Muito obrigada pela participação do senhor e amanhã, o nosso entrevistado, aqui no estúdio, é o candidato pelo PSDB, Antonio Anastasia.
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