domingo, 27 de setembro de 2009

Pré-candidatos ao governo de Minas; as articulações estão só no começo para definição dos cabeças de chapas

Por Rafael Gomes, no O Tempo, o título é meu:
A pouco mais de um ano do primeiro turno das eleições para o governo do Estado, o quadro para a sucessão fica cada vez mais nítido. Agora, todos os principais nomes para a disputa do Palácio da Liberdade vestiram a camisa de pré-candidatos. Os partidos menores reivindicam a participação nas chapas majoritárias. A disputa para as duas vagas de Minas no Senado e as movimentações para as cadeiras na Câmara e Assembleia Legislativa também começam a se intensificar.

O último que intensificou as movimentações em torno da candidatura foi o vice-governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB). Pela primeira vez, ele falou, na semana passada, da possibilidade de disputar o Palácio da Liberdade. E foi logo mandando um recado para o PMDB, do ministro das Comunicações, Hélio Costa, que tenta o apoio dos tucanos em torno de seu nome. Mas o próprio Anastasia impôs condições para uma aliança com os peemedebistas. "Vi uma declaração do ministro dizendo, corretamente, que não cogita sair candidato a vice-governador. Que será candidato a governador ou ao Senado. No meu caso, só posso ser candidato, em razão da legislação eleitoral, a governador", disse o tucano.

O PMDB e Hélio Costa também flertam com o PT, mas o partido já tem dois pré-candidatos ao governo: o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Além disso, os petistas estão em um conturbado processo de eleições internas.

Se o grupo ligado a Patrus Ananias conseguir a presidência estadual, a candidatura do ministro ganha força, e a aproximação com o PMDB fica possível. Patrus inclusive almoçou nessa semana com a bancada do PMDB, que formou com o PT um bloco de oposição ao governador na Assembleia Legislativa.

Mas se Reginaldo Lopes, aliado de Pimentel, conseguir a reeleição na presidência do PT, a aliança com os peemedebistas fica quase impossível. "O PMDB é da base do governo Lula. Se há uma crise de identidade, aí fica difícil. O PMDB tem que estar convencido do projeto nacional. Se não for assim, não tem nem discussão", disse Lopes ao registrar sua candidatura à reeleição na presidência do PT em Minas.

Com PT e PSDB insistindo em candidaturas próprias, o ministro Hélio Costa pode ficar em uma situação delicada. Ou ele sai para enfrentar os partidos nas urnas ou desiste da candidatura ao governo e compõe um dos lados, podendo voltar a se candidatar ao Senado.

Força do vice
Vantagem. Quem for candidato a vice na chapa tucana pode ter vantagem a longo prazo. Se eleito ano que vem, Anastasia não poderá se candidatar novamente em 2014. O vice, portanto, seria um sucessor natural.
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