sábado, 19 de setembro de 2009

Deputado Estadual de Minas Gerais é o terceiro mais caro do Brasil; transparência é boa e pode melhorar


Cada deputado custa R$ 10,7 milhões ano

Por Marina Schettini, no O Tempo:
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) é a terceira colocada no ranking dos Legislativos brasileiros com a maior relação de orçamento por parlamentar. Levantamento da ONG Transparência Brasil mostra que, se dividido o orçamento anual do Senado, Câmara federal e Assembleias Legislativas pelo número de parlamentares de cada um, a ALMG aparece atrás apenas da do Distrito Federal e do Senado. Quando a relação é feita por habitante, Minas chega em 14º lugar entre os 29 Estados avaliados.

No caso de Minas, se dividido o orçamento da Casa pelos parlamentares, cada um deles consome R$ 10,7 milhões ao ano. No Senado, o valor é de R$ 33,8 milhões e no Distrito Federal, R$ 15,2 milhões. O menor valor está no Maranhão, com R$ 3,1 milhões.

Quando se considera o custo dos parlamentares por habitante, o campeão é Roraima, com R$ 222,44, seguido do Distrito Federal, com R$ 142,76. Por ano, cada cidadão mineiro paga R$ 41,81. No final da lista, estão quase no empate o Senado, com R$ 14,47, e a Assembleia paulista, com R$ 14,59.

Transparência. Quando o assunto é a disponibilização das informações por telefone ou pela internet sobre gastos, Minas está entre as campeãs. Usando como base informações sobre projetos, atividades em plenário e nas comissões e os gastos com verba indenizatória e com viagens, Minas fica atrás apenas do Rio Grande do Sul e da Câmara dos Deputados.

Os gaúchos e a Câmara disponibilizam todas as informações. Já a Casa mineira não fornece dados sobre as viagens dos parlamentares nem de seus servidores. E quando o tópico são as atividades em plenário, a Transparência Brasil considerou as informações insuficientes. Procurada, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais não quis se pronunciar. Mais no O Tempo
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