quarta-feira, 9 de junho de 2010

Fernando Silvério dos Reis Pimentel diz que "Minas estava no preço".


A entrevista é da Folha de São Paulo, com Fernando Pimentel(PT). O traidor mineiro ilustra muito bem o que é o PT de hoje: um grande business, onde o que prevalece são os interesses comerciais, não os partidários. O favorito nas pesquisas para ser candidato ao governo do segundo maior colégio eleitoral do país vem para um dos principais jornais do país e diz: "eu vendi Minas!". Fernando Silvério dos Reis Pimentel ainda afirma que, depois que a militância mineira do PT "lamber as feridas", vai se engajar no projeto nacional, que é o único que importa. O desfecho de Minas é um tapa na cara de quem achava que o PT era um partido político. Que nada! É uma sofisticada organização criminosa, comandada pelos aloprados de São Paulo, que usa a mão-de-obra escrava da sua militância.

FOLHA - Você está frustrado com o desfecho em Minas?
FERNANDO PIMENTEL - Eu queria ser candidato, mas sabíamos que a lógica era prevalecer o acordo nacional com o PMDB.
A divisão do PT mineiro impediu o partido ter candidato?
Impedir, não, mas contribuiu um pouco para isso. Mas não é esse, vou dizer com clareza, o motivo. Isso ocorreu, mas é secundário. O principal é que a aliança nacional com o PMDB, feita no ano passado, pressupunha que o PMDB marcharia conosco com a candidatura Dilma e nos cederia o tempo de televisão e o vice, em troca disso nós flexibilizaríamos em todos os Estados em que o PMDB tivesse candidatos com chances reais de ganhar, teria a primazia na aliança. Isso foi claro. Era o caso de Minas Gerais.

Foi o preço a ser pago?
Estava no preço, não podemos agora fingir. Dou toda razão à militância que se engajou nesse processo de estar chateada. Mas é da lógica do processo. Nós fizemos uma escolha. Queremos e vamos eleger a ministra Dilma presidente da República. Para isso, tínhamos de flexibilizar em vários lugares. Eu, pessoalmente, não me sinto mal nessa história, chateado, porque acho que estamos dentro de um projeto, grande, coletivo, nacional, que contempla todo mundo, que em nome dele podemos, sim, adiar planos, mudar planos, estratégias... Acho que no final todos sairemos lucrando.

O que garante que a militância do PT, que preferia um candidato do partido, irá fazer campanha para Hélio Costa?
Vamos ter um trabalho agora, um esforço de convencimento das pessoas. O PT está inteiramente unificado no Estado no projeto de manter a continuidade do governo Lula, elegendo a ministra Dilma Rousseff. Em nome desse projeto, eu tenho certeza que nós conseguiremos mobilizar a militância. Claro que nesses primeiros dias vamos ter um rescaldo, um esfriar dos ânimos que estavam aquecidos nessa reta final.

Vai prevalecer o voto Dilmasia (ou Anastadilma) em Minas?
Não sei, é cedo para fazer esse tipo de avaliação. Que pode haver um pouco desse voto, pode, não vamos dizer que os eleitores mineiros não poderão fazer esse tipo de escolha. Poderá. Seria um voto misto, já aconteceu aqui o voto Lulécio, então há possibilidade de acontecer. Em que grau? Depende muito da forma que vamos conduzir a campanha regional e como vai repercutir a campanha nacional em Minas. Então, é cedo para fazer avaliação. Acho que pode haver, sim, não vamos descartar, mas vamos trabalhar para que o voto não seja assim.
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