sexta-feira, 11 de junho de 2010

PT ERROU AO NÃO LANÇAR CANDIDATO EM MINAS E DILMA PODE LEVAR UMA SURRA NO ESTADO

Algumas "analistas" "isentos" ainda forçavam a barra ontem com o tal anastadilma após a direção nacional do PT obrigar os petistas mineiros a engolir o senador Hélio Costa (PMDB). Mas o sentimento que prevaleceu, e não poderia ser outro depois de tanta humilhação, é o luto, raiva, revolta pela morte de um sonho. Como aceitar simplesmente a imposição do projeto Dilma e fingir que nada aconteceu diante de tamanha violência? É... a coisa ficou e vai ficando muito mais complicada do que poderiam imaginar os graúdos nacionais do petismo.

O tiro de morte na candidatura mineira do PT deferido pelo projeto Dilma é o fim do sonho de milhares de petistas de ver o partido conquistar o governo de Minas, muito bem personificado em Sandra Staling, o começo e fim. A verdade é que essa violência autoritária interna que, ora, os petistas mineiros experimentaram, ao ponto deles reconhecerem o nazismo da agremiação, chamando o seu presidente do partido, José Eduardo Dutra, de Hitler, é um pouco do que vem sendo preparado para o inimigo externo do petismo: a sociedade livre.

E disso resta uma conclusão tão certa como óbvia para o público interno, os simpatizantes, a imprensa independente e também a assessória, a sociedade, os partidos aliados e até os adversários que ainda não entenderam do que se trata o PT: é autoritarismo puro. Simples assim. E por mais que possam saber o público interno qual é a do partido é bem diferente do sentir o peso do que é o partido, não é mesmo?

"A verdade é que essa violência autoritária interna que
, ora, os petistas mineiros experimentaram,
ao ponto deles reconhecerem o nazismo da agremiação,
chamando o seu presidente do partido, José Eduardo Dutra, de Hitler
, é um pouco do que vem sendo preparado para o inimigo externo
do petismo: a sociedade livre."

Mas o ponto essencial a tratar agora é a consequência eleitoral dessa ação tirana dentro do cenário político em curso. O primeiro efeito que se nota é o de rejeição natural da militância mineira ao próprio partido, e consequentemente ao projeto Dilma. Por isso, é forçar muito a barra falar em anastadilma, pimentecio e outras invencionices. O sentimento, neste momento, que pode se cristalizar é de aversão ao, como posso dizer recorrendo ironicamente a invencionice?, dilmatel.

O resultado prático disso mesmo prevendo um estancamento da revolta em parte dos militantes é um efeito desastroso para a candidatura de Dilma em Minas Gerais, que pode não ser compensado pela garantia da formalização da aliança com o PMDB e o acréscimo do tempo de teve.

O prejuízo a candidatura de Dilma em Minas com imposição da aliança com Hélio Costa já pode ser contabilizado na implosão dos palanques de Dilma em Minas. É o caso do PR, de Clésio Andrade, e do PSB, de Márcio Lacerda, que começam a se afastar dos petistas e unir-se ao PSDB, com isso vai se formando um grande bloco em torno da candidatura do governador Antonio Anastasia.

E o professor Anastasia, que deslanchou nas pesquisas sem incorrer em crime eleitoral como praticaram Lula e Dilma, não deixa dúvidas de seu engajamento na campanha de Serra. José Serra tem em Minas um fiel aliado cada vez mais forte política e administrativamente pelo governo operoso em todo estado. É interessante reparar que o crescimento eleitoral de Anastasia se dá de forma natural, na medida em que o estado vai descobrindo que é ele o responsável pelo Choque de Gestão que permite hoje fazer o grande número de investimentos públicos em Minas Gerais.

De outro lado o que se pode constatar é que o esvaziamento político da chapa da ex-ministra em Minas se junta ao fracasso administrativo, o PAC é muito de propaganda e muito pouco de realização; a insatisfação generalizada dos prefeitos de cidades pequenas com a queda no Fundo de Participação Municípios (FPM), o retrocesso na saúde é escandaloso e o apagão na infraestrutura, como é o caso das estradas federais que cortam Minas.

Diante deste quadro uma candidatura petista ao governo de Minas com toda safadeza e cinismo demagógico que lhes é peculiar, poderia minimizar as deficiências administrativas e equilibrar um pouco da forte musculatura do governo estadual, mas com Hélio Costa candidato já se vê um o êxodo político antes mesmo da campanha ter início.

Bem, está claro que o PT errou e a sua candidata vai levar uma surra em Minas, para satisfação de boa parte da militância mineira jogada para escanteio.
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