quinta-feira, 17 de junho de 2010

ABERTURA DA COPA DO MUNDO DE 2014 VAI SER EM SÃO PAULO, DIZ RICARDO TEIXEIRA


SÍLVIO BARSETTI - Agência Estado
Após a confirmação de que o Morumbi não será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, o presidente da CBF Ricardo Teixeira explicou os motivos que levaram à exclusão do estádio e garantiu que São Paulo receberá a abertura do Mundial mesmo assim. No hall de um hotel em Johannesburgo, ao lado do presidente do Corinthians e chefe da delegação brasileira na África do Sul Andrés Sanchez, Teixeira falou com a imprensa brasileira nesta quarta-feira.

Para o mandatário, não há risco de a capital paulista ficar fora do Mundial. "Não existe esse risco. A cidade de São Paulo é imprescindível para a Copa do Mundo. Vai ter uma posição de destaque na competição. A abertura tem de ser lá, com uma grande festa", garantiu Teixeira, lembrando que o estádio que abrigará o primeiro jogo da Copa precisa ter capacidade para 65 mil pessoas.

No entanto, o presidente da CBF admitiu que a cidade precisa correr para apresentar um novo projeto com tais características. "É uma corrida contra o tempo. Mas estou otimista. Lamento apenas, como presidente do COL (Comitê Local), admitir que fomos empurrados por dois anos (pelo Comitê Paulista) e a essa altura ter de começar do zero", disse Teixeira, criticando indiretamente o São Paulo, proprietário do Morumbi.

Perguntado sobre os motivos que levaram à exclusão do estádio são-paulino, o dirigente resumiu a questão. "Simples. O Comitê Paulista, depois de um ping-pong de projetos, não deu as garantias financeiras no prazo previsto do único projeto aprovado para o Morumbi", explicou, se referindo ao plano que custaria R$ 630 milhões - o último enviado à Fifa previa gastos na ordem de R$ 265 milhões.

Quanto ao jogo político especulado para o veto do Morumbi, já que o São Paulo não mantém boas relações com a CBF, Teixeira classificou como uma "piada". "Eles (Comitê Paulista) disseram que a CBF era contra o Morumbi, que o secretário-geral da Fifa era contra, que havia outros interesses, e outras coisas mais. Então, quando aprovamos o quinto projeto, eles não apresentam as garantias. Trouxeram, sim, um sexto projeto. Isso não existe."
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