sábado, 29 de junho de 2013

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Pesquisa: Serra aparece empatado com Marina em 2º lugar; candidata da Rede supera até Dilma entre os mais ricos; melhor desempenho do tucano se dá entre os mais pobres

Escrevi hoje um post estranhando que o nome de José Serra tenha sido excluído da Pesquisa Datafolha, embora, de modo um tanto exótico, se especule sobre a alternativa Joaquim Barbosa, que nem partido tem. Não será candidato. De maneira oficiosa, considera-se que o candidato tucano será o senador Aécio Neves (MG). Nem ele próprio assume ainda essa condição. Também oficiosa, por enquanto, é a candidatura de Dilma à reeleição. Mas é certo que existe a “hipótese Lula”. Nesse caso, no entanto, o Datafolha testa as duas hipóteses. Ora, Serra disputou a eleição de 2010, obteve 44 milhões de votos e não disse que está fora do jogo de 2014. Não cumpre à imprensa ou a um instituto de pesquisa dizer quem pode e quem não pode se candidatar. Muito bem! O Instituto Paraná Pesquisa resolveu incluir o nome de Serra em um dos cenários. Ele aparece empatado, dentro da margem de erro (2 pontos), em segundo lugar, com Marina Silva. Nesse levantamento, teria mais condições do que Aécio de disputar o segundo turno com Dilma, que continua na liderança. A pesquisa foi encomendada pela Gazeta do Povo. Vejam.
 
O Paraná Pesquisa também avaliou o desempenho dos candidatos segundo a renda dos eleitores. Vejam. Volto em seguida.
 
Voltei
Algumas constatações:
- Marina Silva continua a ser o xodó dos mais endinheirados, única faixa em que tem uma boa vantagem sobre Serra. Nessa faixa, está tecnicamente empatada com Dilma, mas numericamente na frente;
- Marina e Serra empatam na classe C, mas ele a supera em quase sete pontos nas classes D e E;
- Serra tem um desempenho ligeiramente inferior a Aécio (na margem de erro) só nas classes A e B. Nas demais, a vantagem do ex-governador de São Paulo é considerável (20,6% a 13,8% na Classe C e 22,1% a 9,4% nas classes D e E);
- Dilma Rousseff só não lidera com folga na Classe A (nesse grupo, esta numericamente atrás de Marina), mas tem vantagem considerável nas Classes C, D e E, onde se concentra a maioria do eleitorado;
- o melhor desempenho de Marina se dá entre os mais ricos; o pior, entre os mais pobres.
A pesquisa também verifica o desempenho dos candidatos segundo as regiões. Vejam.
 
- Dilma e Marina empatam na margem de erro, com a petista numericamente à frente, na região Norte-Centro-Oeste nos dois cenários, com Serra ou Aécio como candidato tucano;
- No cenário em que Serra é candidato, o tucano aparece numericamente à frente de Dilma, na margem de erro, na Região Sul;
- Serra aparece numericamente à frente de Aécio em todas as regiões, com vantagem considerável na Nore-Centro-Oeste e na Sul e dentro da margem de erro nas demais.
Resumo da ópera
1: Marina Silva vai se consolidando como uma alternativa para disputar o segundo turno com Dilma;
2: nesse levantamento, quem tem mais chances de disputar o segundo lugar com ela — e, pois, o segundo turno com Dilma — é Serra, não Aécio;
3: pesquisas de opinião devem revelar a vontade do eleitorado num dado momento, num cenário de plausibilidade (Barbosa candidato, por exemplo, não é plausível), não escondê-la.
Por Reinaldo Azevedo


Dilma perde apoio e enfrentaria segundo turno em 2014, diz Datafolha

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DE BRASÍLIA

Após três semanas de manifestações, a taxa de intenção de votos da presidente Dilma Rousseff caiu até 21 pontos percentuais. Embora ainda lidere a disputa de 2014, Dilma é a pré-candidata que mais perdeu apoio na corrida presidencial e a queda indica que hoje ela teria de enfrentar um segundo turno.
O cenário hoje mais provável para a sucessão inclui Dilma, Marina Silva (Rede), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).
Nessa simulação, a petista tinha 51% das intenções de voto nos dias 6 e 7 deste mês. Agora, desceu para 30%. Esse é o mesmo percentual da aprovação de seu governo, apurada no mesmo levantamento e divulgada neste sábado (29) pela Folha.
Nesse mesmo cenário, Marina Silva subiu de 16% para 23%. Aécio Neves foi de 14% para 17%. Campos oscilou de 6% para 7%. Nessa hipótese, seria realizado um segundo turno entre a petista e Marina.
O Datafolha foi à ruas na quinta e na sexta-feira. Entrevistou 4.717 pessoas em 196 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Leia na edição da Folha deste domingo outros cenários da pesquisa Datafolha, incluindo o antecessor de Dilma, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. (FERNANDO RODRIGUES)
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

Resultado eleitoral da crise: em dois cenários, Dilma e Marina disputam o 2º turno; em outros dois, Lula vence no primeiro. Está bom para você?Por Reinaldo Azevedo:

Eita!
Quanta coisa, não!? Alguns amigos liberais tiraram uma casquinha deste escriba neste sábado. “Viu a despencada de Dilma? Não vai mudar de ideia sobre esse período todo?” Pois é. Vi e não vou mudar. O risco continua a ser o mesmo, que venho apontando desde o início: uma torção à esquerda do processo político. Nodebate desta quinta na VEJA.com, afirmei que Lula era um dos ganhadores desse processo todo. Não! Nem os 35 pontos que Dilma perdeu de ótimo/bom nesses três meses me deixaram muito animado. Mas isso fica para mais tarde. Vamos ao fato do dia, que está na Folha de amanhã: pesquisa Datafolha sobre a disputa eleitoral de 2014 simula quatro cenários, TODOS, A MEU VER, DE HORROR. Em dois deles, Dilma Rousseff (PT) disputa o segundo turno com Marina Silva (Rede). Nos outros dois, Lula vence a disputa no primeiro turno. Tá bom pra vocês?
Sim, Dilma despencou também na disputa eleitoral, mas quem ascende de modo mais evidente é Marina Silva. Escolha com qual obscurantismo você quer ficar: com o do leninismo chumbrega-tardio ou o do perereca holística. Eu poderia citar Manuel Bandeira de “Pneumotórax” e escolher um tango argentino — mas isso, hoje, seria mal interpretado.
Vamos ao cenário A
Dilma tinha 58% em março, 51% no começo deste mês e, agora, aparece com 30%. Marina, nesses mesmos períodos, tem 16%, 16% e 23%. A petista perdeu 21 pontos em três semanas; a redista ganhou 7. Aécio, do PSDB, salta de 10% para 14% no começo do mês e, agora, aparece com 17%. Eduardo Campos tem 7% agora — antes, 6% e 6%. Nesse cenário, Dilma e Marina disputam o segundo turno.
Vamos ao cenário B
Nas mesmas datas, a petista cai de 56% para 49% e, depois, para 29%. Marina obtém 14% nas primeiras duas medições e surge agora com 18%. Aécio e Joaquim Barbosa empatam em 15%. Campos fica com 4%, 5% e 5%. Também nesse caso, Dilma e Marina vão para uma segunda rodada.
Nota: Barbosa não será candidato. Parte considerável de seus votos — que é basicamente de gente que está com o saco cheio da política e dos políticos — tende a migrar para Marina.
Vamos ao cenário C
Nesse caso, Dilma cede a vaga a Lula, que disputaria, então, pelo PT. Ele também foi afetado pela crise. Tinha 60 pontos percentuais em março; caiu para 55% no começo deste mês e tem agora 46%. Marina segue em segundo, com 19% (obteve 14% nas duas jornadas anteriores). Nessa hipótese, Aécio evolui pouco: fica com 14%. No começo do mês, tinha 13%. Em março, 10%. Eduardo Campos fica com 4% (4% e 5% nas anteriores). Lula vence no primeiro turno. Percebam: Lula e Marina, juntos, obtêm 65% do eleitorado. Não me peçam para aplaudir!
Nota – Se Lula for o candidato do PT, Eduardo Campos já disse que não disputa e que o apoia.
Vamos ao cenário D
Nesse caso, reaparece o não candidato Joaquim Barbosa. Lula vai de 58% em março para 55% no começo de junho e agora tem 45%. É o pior cenário para Marina, com 14% 12% e 14%. Por quê? Justamente por causa de Barbosa — é o voto dos que odeiam a política: ele fica, respectivamente, com 7%, 6% e 13%. Reparem que os votos que Lula perde do começo do mês para agora foram transferidos, quase na totalidade, para Marina e Barbosa. Nesse caso, Aécio se mexe pouco de novo: dos 9% em março, passa para 11% no começo de junho e, agora, apenas 12%. Campos, que não seria candidato para apoiar Lula, fica com 3%, 3% e agora 4%.
Encerrando por enquanto
Não me peçam para vibrar. E olhem que o PT ainda nem botou a tropa na rua. Vai botar. Cenário eleitoral em que acontece o que vai abaixo, lamento, não é bom:
Dilma + Marina = 53%
Dilma + Marina + Barbosa = 62%
Lula + Marina = 65%
Lula + Marina + Barbosa = 72%
Assim, meus queridos amigos liberais, não vou mudar, não! O fato de uma fatia do PT estar em desespero não é suficiente para que eu vibre no médio e no longo prazos. Muita coisa precisa ser pensada, inclusive a formidável queda de prestígio de Dilma. Não existe milagre em política. Em política, milagre é sempre feitiçaria.
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