terça-feira, 24 de maio de 2011

Múcio não se Sustenta!

A juiza Adriane Luisa Vieira Trindade de 24ª Vara Federal mandou sequestrar todo o dinheiro disponível na poupança e na conta corrente de Leone Maciel no dia 16 de maio de 2011, tomou-lhe R$3.323, 54 da conta corrente e R$54.317,08 (cinquenta e quatro mil trezentos e dezessete reais e oito centavos) que ele tinha na poupança por causa de uma dívida. Então o ex-prefeito está devendo na praça? Sim, mas o ex-prefeito mal pagador é outro. O leitor que não sabe minimamente deste fato não está obviamente entendendo nada. Compreensível. O imbróglio é mesmo complicado. Vamos explicar direito. O devedor é sim ex-prefeito, mas não o ex-prefeito que teve o seu dinheiro sequestrado pela justiça. Este só está pagando o calote do outro. Seu erro? Foi o de confiar em Múcio José Reis Junior que foi prefeito de Sete Lagoas de 1993 a 1996.

E ele não vai repor o prejuízo do par, não? Segundo o ex-prefeito que ficou sem um tostão não conta o colega disse que não tem dinheiro, sem mais explicações. E pior: ainda se aparecer mais dinheiro na conta o prejuízo vai aumentar afinal a dívida em aberto no processo 96000658802 é de um milhão e meio ou precisamente R$ 1.491.063, 48 (Um Milhão Quatrocentos e Noventa e Um Mil e Sessenta e Três Reais e Quarenta e Oito Centavos). E detalhe: essa é uma sua dívida na Pessoa Física. A da sua Pessoa Jurídica falida estima em montantes muito mais robustos. A sua  empresa Marialva foi à bancarrota faz tempo. O que causou uma série de outras dificuldades como a dos comerciantes que também confiaram comprando lojas do shopping que prometia inaugurar desde meados da década retrasada.

Entretanto, veja que estranha justificativa é dada para o seu frangoroso fracasso frente a gestão financeira quando ele foi prefeito de Sete Lagoas. Segundo o jornal que admite um errinho temporal em seu editorial da semana passada quando o erro foi bem mais, como direi?, complexo. Afinal o jornal fala de reeleição dele Múcio Reis quando reeleição nem sonhava em existir no país em 1996. Prática que só foi votada no Congresso um ano depois (1997) para entrar em vigor na reeleição de governador e presidente em 1998. Vejam o que diz o jornal sobre seu erro e o que diz com a ajuda do petista Ênico Eduardo em relação ao ex-prefeito Múcio Reis que terminou seu mandato devendo 5 meses de salário dos servidores, além de dívidas com fornecedores. Volto em seguida:

P s : No editorial da edição anterior, erramos o período do mandato então prefeito Múcio Reis. O erro mereceu e-mail do leitor Enio Eduardo que escreveu o seguinte: 

"Há um erro temporal no Editorial do dia 27/05/11. O então Prefeito Mucio Reis, viu seu governo declinar não por causa da Campanha de Reeleição de Azeredo, mas por confiar em Azeredo nos repasses estaduais necessários para fazer face à folha de pagamento dos servidores.


O final do Governo Mucio foi lamentável, pois os servidores ficaram 5 meses sem pagamentos, uma vez que o Azeredo não repassou os recursos que Sete Lagoas precisava. Lembrem-se: O final do Governo Mucio foi em 1996 e a campanha de Reeleição do Azeredo foi em 1998, vencida pelo atual Senador Itamar Franco."

Voltei
Entenderam? A culpa do Múcio Reis não ter pago os servidores é de Eduardo Azeredo do PSDB. Esse tipo de argumento só podia vir mesmo de um correligionário do Palocci. Os petistas são mestres em transferir responsabilidades para o PSDB, mesmo quando é responsabilidade terceiros no caso. Não, essa não é a unica desculpa que se tenta para o problema da gestão financeira de Múcio Reis na prefeitura. Tem outra tese que culpa Cecé. Dizem que ele orientou o contribuinte a não pagar os impostos no final da gestão Múcio que ele ira anistiar os contribuintes quando assumisse. Ora, ora, a coisa só não pega porque não existe explicação para o fato de que ele Cecé teria que na suposição de vencer a eleição ficar como ficou com pepino gigante para enfrentar. Ou seja, se ele fez isso criou um problema para si mesmo. E nesta suposta farra incerta o contribuinte  também teria sido parceiro. Quem acredita?

O fato é outro, não existe desculpa para o fracasso de Múcio Reis. É... pode não haver justificativa para sua fracassada gestão financeira na Pessoa Física, na Pessoa Jurídica e na sua Gestão Pública, mas uma coisa ele tem: a cara de pau para pedir de novo um voto de confiança. 
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